sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

HUNGRIA É A BOLA DA VEZ

Juro de títulos da Hungria bate recorde e país admite pedir ajuda
FSP
Os juros dos títulos públicos da Hungria chegaram perto da marca proibitiva de 10% ontem, inviabilizando a tentativa do país do Leste Europeu de rolar sua dívida.
A situação levou o governo a ceder e dizer que quer negociar um empréstimo com o FMI para evitar que o país entre em colapso.
Tamás Fellegi, representante do governo nas negociações, afirmou que o país ainda é capaz de se financiar, mas que o tempo estaria se esgotando.
A Hungria, com um PIB do tamanho do Rio Grande do Sul, é parte da União Europeia, mas não do euro.
Seu eventual colapso, portanto, não seria tão grave para a moeda única como o de um país como a Grécia. A crise obrigaria, no entanto, a UE a socorrê-la em um momento delicado para a saúde econômica do continente.
A Hungria vinha resistindo a um acordo com o FMI em razão de um impasse com as instituições financeiras internacionais.
O motivo é uma nova lei que reduz a independência do seu banco central.
A moeda do país, o forinte, bateu um novo recorde de baixa ontem. Segundo estimativas, a Hungria necessita de € 15 bilhões a € 20 bi em empréstimos.
"O governo está consciente da gravidade da situação e do que está em jogo nas negociações com o FMI", disse o ministro Fellegi.
ZONA DO EURO
O euro caiu ontem ao menor valor frente ao dólar dos últimos 15 meses.
Foi cotado a US$ 1,277, o menor valor desde 13 de setembro de 2010, antes de superar a barreira de US$ 1,28, em meio aos temores sobre a crise da dívida na zona da moeda única.
Na Itália, o desemprego subiu para 8,6% em novembro, chegando ao seu maior nível desde maio de 2010.

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