Entidades pedem para ONU contestar ação policial na região
FSP
Quatro ONGs que atuam na área de direitos humanos enviaram ontem à ONU (Organização das Nações Unidas) um documento pedindo que a instituição pressione o governo a se explicar sobre eventuais abusos que estão ocorrendo na ação policial na região da cracolândia.
O objetivo, diz o diretor da ONG Conectas Direitos Humanos, Marcos Fuchs, é criar um constrangimento ao Estado pela ação "exagerada" que ocorre no centro de São Paulo e forçar sua suspensão.
No documento, são citados casos de abusos policiais como o uso de bombas de efeito moral e de balas de borracha. A ação é considerada pelas ONGs uma afronta aos direitos humanos.
O comandante da PM, Álvaro Camilo, disse que operação não será suspensa e que ela respeita o cidadão. Segundo Camilo, o uso de balas de borracha foi correto.
"Errado seria se usássemos [pistola] ponto 40", afirmou.
Hoje, uma manifestação vai "perseguir" o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e também o governador Geraldo Alckmin (PSDB) em alguns eventos de comemoração do aniversário de 458 anos da cidade de São Paulo
O "ato contra a higienização e a favor do tratamento digno às vítimas do crack" é convocado pelo grupo Luz Livre, que reúne dezenas de entidades e movimentos sociais.
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