quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SERÁ QUE O PSICOPATA IRANIANO ACREDITA NUMA INTERVENÇAO DO MOLUSCO ETÍLICO NA CONDUÇÃO DA POLÍTICA EXTERNA PRETENDIDA PELO ZAGUEIRÃO?

Irã enviará ao Brasil diplomata experiente
Novo embaixador já foi escolhido por Teerã para levar mensagem conciliadora ao Ocidente
ISABEL FLECK - FSP
O governo de Mahmoud Ahmadinejad escolheu um diplomata de carreira experiente para comandar a embaixada em Brasília a partir da primeira semana de fevereiro.
Mohammad Ali Ghanezadeh Ezabadi, 58, deixou o principal posto da chancelaria iraniana para a Ásia Ocidental para substituir o engenheiro Mohsen Shaterzadeh, há mais de três anos como embaixador no Brasil. A informação foi dada pelo jornal "O Globo".
A troca ocorre em momento de aparente afastamento entre os governos e depois de o porta-voz de Ahmadinejad, Ali Akbar Javanfekr, criticar à Folha a atitude da presidente Dilma em relação a Teerã. Ghanezadeh, que já teve o nome aprovado pelo governo brasileiro, não tem experiência com América Latina, mas foi vice-embaixador na Índia, entre 1983 e 1989, e embaixador na África do Sul, entre 2003 e 2008 -emergentes que formam o Ibas com o Brasil. Também foi embaixador na Nigéria (1997-2001).
Teerã confiou ao diplomata a tarefa de levar, em 2010, uma mensagem aparentemente conciliadora a potências ocidentais. Em conferência sobre o Afeganistão, em Roma, ele disse que seu país estava pronto para trabalhar, inclusive, com os EUA.
"O Irã está profundamente convencido de que é necessária uma abordagem regional para estabilizar o Afeganistão, mas, obviamente, sabe que isso requer o apoio de toda a comunidade internacional, incluindo os EUA", disse.
A postura de Ghanezadeh sobre o programa nuclear de seu país, contudo, não prevê concessões. "Se é esperado o mesmo resultado [das inspeções] se o Irã coopera ou não, e se a atitude em relação ao Irã será tomada em uma base não legal no Conselho de Segurança, qual a razão para cooperarmos?", indagou em discurso em 2007, quando era embaixador na África do Sul.
Para o governo brasileiro, a troca quase imediata -Shaterzadeh só deixa o Brasil às vésperas da chegada do substituto- mostra o interesse do Irã em manter boas relações.

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