segunda-feira, 19 de junho de 2017

Não existe aquecimento global, existe governança global 
Por que se fala de aquecimento global como "consenso científico", sendo que o único consenso está na mídia com projeto de governança global? 
Flavio Morgenstern - Senso Incomum
Guten Morgen 39 - Aquecimento Global - podcast do Senso Incomum
Guten Morgen, Brasilien! O clima esquentou em nosso podcast, já que a discussão sobre aquecimento global voltou a pegar fogo após Donald Trump (sempre ele, tudo ele) retirar a América do Acordo de Paris. De acordo com Hillary Clinton e seus acólitos na grande e velha mídia, o Apocalipse está próximo, o planeta vai derreter e não há muito tempo para esperança.
O aquecimento global é considerado “consenso científico” pela grande e velha mídia, embora o termo “consenso científico” não seja exatamente um consenso entre cientistas – aliás, algo pode ser mais contraditório do que uma visão de consenso entre… cientistas?!
Apesar de a discussão sobre o aquecimento global existir ou não ser acalorada, e sempre ser uma chuva de dados conflitantes de cada lado, existe algo mais importante a ser debatido antes de chegarmos ao nível científico da análise de dados: o que, afinal, seria algo como o aquecimento global? Significa que todo o planeta esquenta, ao mesmo tempo, homogeneamente, por atividade humana capitalista que só pode ser controlada por mais impostos?
As próprias teses sobre a idéia de aquecimento global estão sendo revistas. Na década de 70 e 80 falava-se muito sobre o “buraco na camada de ozônio” causado pelo gás CFC (dos desodorantes e da geladeira, que fez com que a esquerda apostasse na comida orgânica e na falta de banho). A tese refutada pelo próprio “descobridor” do buraco (que delimitou que ele se expande e diminui sozinho, naturalmente, de boa, na moral e na humildade).
Hoje, ninguém mais fala em camada de ozônio, mas em aquecimento global antropogênico (já que até barcos para pesquisar o aquecimento global na Antártica ficaram encalhados… em gelo). Ou melhor, já se fala em “mudanças climáticas”, porque a tal atividade humana capitalista que só pode ser controlada por impostos também causa resfriamento em certas partes do globo.
E quem é tão interessado em falar de aquecimento global? Os chamados globalistas, como o Council of Foreign Relations, editor da publicação Foreign Affairs, tão misteriosamente interessado em questões como clima e segura no cyberspace, pois justamente essas duas grandes questões envolvem poder além das fronteiras das soberanias nacionais, que já discutimos aqui.
É o que o grande guru das relações internacionais e artífice do globalismo, Richard Haass, presidente do CFR, preconiza ao falar da World Order 2.0, como esclarecido em seu mais recente livro, A World in Disarray (2017), tendo as políticas chamadas “nacionalistas” de Donald Trump como grande empecilho.
De repente, ligando algumas peças do quebra-cabeça, começamos a entender por que tantas pessoas que odiavam as aulas de Física e Química têm opiniões tão aprofundadas sobre um tema sem consenso entre cientistas, jurando que já estudaram o assunto à exaustão, e não têm opinião nenhuma sobre nenhuma outra polêmica científica, como a briga entre mecânica quântica e teoria da relatividade. Afinal, basta concordar com o que diz a Superinteressante.

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