terça-feira, 3 de abril de 2012

DÓRICAS

Arte dramática
DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
A revelação de que o senador Demóstenes Torres conjugava o combate a ilicitudes em público com atividades ilícitas em privado ao servir de estafeta para notório contraventor provocou reações de desalento, decepção e também de regozijo.
Abatidos ficaram os que acusaram um duro golpe na já combalida oposição; desapontados os que tinham nele uma referência de ética na política; exultantes mostraram-se aqueles que viram no episódio a chance de externar uma espécie de vingança à deriva contra "os moralistas de plantão".
Para estes, Demóstenes Torres é a prova cabal de que os combatentes das boas causas devem ser vistos com desconfiança, pois dentro deles mora sempre um amoral. "São os piores", avisam sapientes.
O problema da premissa é o equívoco da tese: se as farinhas todas têm origem no mesmo saco, que se locupletem todos à vontade. Tudo estaria então permitido e a crítica antecipadamente interditada em obediência ao pressuposto da isonomia no quesito suspeição.
O quê de exagero aqui é proposital devido ao grotesco da história. A começar pelo comportamento do senador em questão: completamente desconectado do personagem inventado para si.
Fantasiou-se com capricho e, como a moça descrita por Chico Buarque em "Quem te viu, quem te vê", acreditou na fantasia. Com tanta convicção que imaginou ser possível levar a pantomima adiante mesmo depois de descobertas suas relações com Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira.
Disse ao Senado, e aí cometeu como outros a quebra de decoro da mentira, desconhecer as lides ilegais do amigo. Como se fosse possível desconhecê-las.
Mesmo antes da divulgação das conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal ao longo da Operação Monte Carlo, o Brasil todo conhecia o dito empresário de jogos do vídeo protagonizado por ele e Waldomiro Diniz em ato de oferta de propina ao custo de traficância de influência. Hoje um está preso e outro condenado.
Foi o primeiro escândalo do governo Lula (2004) e a primeira vez que o País teve contato (em caráter nacional) com a discrepância entre o discurso ético e as práticas pouco éticas do partido.
Provocou uma quebra de expectativas. Guardadas as proporções, mais ou menos o ocorrido agora em relação a Demóstenes Torres.
Se hoje ele ainda for senador, quase certo que esteja sem partido. Ontem à tarde, antes da reunião marcada para que apresentasse sua defesa ao DEM, a avaliação interna era de completa impossibilidade de ocorrer outro desfecho que não a expulsão ou a desfiliação.
"O argumento o próprio Demóstenes nos deu em 2009 quando foi o primeiro e o mais veemente defensor da expulsão do (José Roberto) Arruda", dizia o líder do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto no início da tarde, antecipando o provável resultado da reunião.
"Ele teria de ser consistente e convincente, mas pelo conteúdo das gravações a defesa é praticamente impossível."
O "caso" Demóstenes do ponto de vista da política (não da polícia) parece resolvido. O mesmo não se pode dizer de deputados e até governadores de outros partidos - PSDB, PP, PPS, PTB e PT -, cuja proximidade com o referido contraventor dá uma ideia da dimensão da rede de influência alimentada por ele.
E isso, repita-se, tendo sido apresentado ao País há quase oito anos como interlocutor de Waldomiro Diniz em flagrante de corrupção.
O senador impressiona especialmente por ter tido a veleidade de condenar enquanto amealhava passivo condenável. Outros já fizeram coisa igual ou pior e estão por aí. O que não pode ser visto como justificativa, a menos que se aceite cair na armadilha pusilânime do "todo mundo faz".
Demóstenes Torres qualificou o mandato com várias ações, entre as quais sua participação na aprovação da Lei da Ficha Limpa, mas o desqualificou ao levar vida dupla.
Não poderá contar com a mesma condescendência dos que se safaram de episódios tão indefensáveis quanto porque não tem quem o defenda: nem partido, nem presidente da República, nem a corporação. Está só.

OLHA SÓ O MINISTRO EVANGÉLICO DEFENDENDO A ROUBALHEIRA! QUE VERGONHA! DEUS NÃO VAI GOSTAR NADINHA DISSO! SERÁ QUE O MINISTRO NÃO ACREDITA EM INFERNO?

Ao defender Ideli, ministro diz que pagamento de lancha foi por 'obrigação'
Crivella diz que colega tinha dever de liberar a verba e que cabe a Gregolin explicar contratação
Júlio Castro - Estado de S. Paulo
FLORIANÓPOLIS - O ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella (PRB), saiu em defesa da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) ao comentar as suspeições levantadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no contrato da pasta com a empresa Intech Boating, de Santa Catarina, para aquisição de 28 lanchas-patrulha. Filiada ao PT catarinense, Ideli foi titular da Pesca de janeiro a junho de 2011 e parte do pagamento do contrato, de R$ 31 milhões, foi feito sob sua gestão.
Como o Estado revelou na semana passada, a Intech Boating doou R$ 150 mil ao comitê eleitoral do PT em Santa Catarina, que financiou 81% dos custos da campanha de Ideli ao governo estadual. Em nota, Ideli negou que sua campanha tenha se beneficiado de recursos da empresa.
“Foi uma compra feita antes de ela (Ideli) ser ministra. Se ela pagou, o fez porque era sua obrigação”, disse nesta segunda-feira, 2, Crivella, ao defender a colega de Esplanada.
O ministro também minimizou qualquer envolvimento do antecessor de Ideli na pasta, Altemir Gregolin. “Ele fez muitas coisas boas enquanto comandou o ministério. O Gregolin deve esperar as argumentações e fazer suas contestações num prazo de 15 dias”, disse Crivella, que ontem participou de um evento em Santa Catarina.
O contrato para aquisição das 28 lanchas-patrulha foi pago entre 2009 e 2011. Fiscalizar a pesca ilegal não está entre as atribuições do ministério. Desse total de embarcações, pelo menos 23 ainda não entraram em operação ou estão com avarias no pátio da empresa, na Grande Florianópolis. Só 3 de um total de 28 lanchas estavam em funcionamento no segundo semestre do ano passado. A licitação ocorreu na gestão de Altemir Gregolin, que ocupou o cargo de 2006 a 2010.
O dono da Intech, José Antônio Galízio Neto, confirmou ao Estado a doação de R$ 150 mil ao PT catarinense e disse que “foi um pedido do ministério”. A nota divulgada na semana passada pela atual pasta de Ideli (Relações Institucionais) afirma que “não há nenhuma ligação entre a ministra Ideli Salvatti e a empresa Intech Boating, pois a doação questionada não foi feita para a candidatura de Ideli ao governo do Estado”.
Denúncia. Sem competência para fiscalizar a pesca irregular, o ministério está no alvo da auditoria do TCU que apontou vários indícios de irregularidades no processo de compra das lanchas-patrulha. No dia 31 de dezembro de 2010, seu último dia como ministro, Gregolin determinou a construção de mais cinco lanchas quando apenas quatro das 23 encomendadas haviam sido utilizadas.
Conforme o relatório do ministro Aroldo Cedraz, “o negócio foi lançado para a Intech Boating ganhar”. O edital reproduzia os requisitos técnicos do modelo de estreia da empresa no mercado. “As medidas e padrões de desempenho atendem perfeitamente aos requisitos excessivamente detalhados nos editais dos pregões”, diz o relatório.
Além disso, o aviso de licitação foi publicado em jornal que circula apenas no Distrito Federal, onde não há estaleiros. A licitação exigia que as lanchas fossem entregues em São Luís (MA) e Belém (PA).
O TCU pediu abertura de processo para a recuperação do dinheiro desviado. Ainda conforme o relatório, “a baixa utilização das lanchas revela a antieconomicidade das aquisições e comprova que os gestores do ministério falharam gravemente, uma vez que, mesmo diante das dificuldades encontradas em dar utilidade aos bens licitados, continuaram a ordenar a fabricação de novas unidades”. A compra das lanchas foi patrocinada por emendas parlamentares ao Orçamento da União.

A EUROPA AGONIZA?

O drama europeu
O Estado de S.Paulo
O anúncio de novas medidas de estímulo à economia brasileira, previsto para esta terça-feira, terá como pano de fundo uma coleção de novas notícias ruins da zona do euro - desemprego recorde, em fevereiro, e sinais de contração, em março, da atividade industrial na Alemanha, na França, na Espanha, na Grécia e em Portugal. Em recuperação lenta, mas firme até agora, a economia americana deverá ser neste ano o único motor importante da produção e da geração de empregos no mundo rico, enquanto a China, mesmo crescendo menos que nos anos anteriores, continuará sendo o principal foco de dinamismo dos mercados globais. O crescimento brasileiro deverá ser mais uma vez puxado pela demanda interna, como nos últimos anos, e novamente o Brasil será um importante escoadouro para a produção de outros países, num cenário internacional de pouca atividade e competição muito dura.
O desemprego na zona do euro chegou a 10,8% da força de trabalho, em fevereiro, 0,1 ponto acima do registrado no mês anterior, segundo informou o Eurostat, o escritório regional de estatísticas. A taxa é a maior desde junho de 1997. O número de desempregados subiu para 17,1 milhões, com aumento de 162 mil em relação ao total de janeiro. A situação é mais grave, como se poderia prever, nos países com maior dificuldade para ajustar o orçamento e reduzir o peso da dívida pública. O desemprego subiu de 23,3% para 23,6% na Espanha, continuou em 21% na Grécia e aumentou de 9,1% para 9,3% na Itália, mas ficou abaixo do observado no quarto trimestre do ano passado - 9,6%. Na Alemanha, permaneceu em 5,7%. A desocupação entre os jovens é bem maior que a média de cada país.
A recuperação econômica, depois de uma recessão, em geral se reflete com atraso na criação de empregos. Na primeira etapa, as empresas conseguem elevar a produção, durante vários meses, com o contingente já empregado. No caso da Europa, as perspectivas são especialmente ruins, porque várias economias continuarão sujeitas a um forte aperto de cinto ainda por longo tempo e a situação social poderá, portanto, agravar-se neste ano e possivelmente no próximo. A austeridade "é necessária para corrigir os erros do passado e evitar uma situação ainda pior", disse o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao apresentar um orçamento com cortes muito severos para 2012.
No meio de muitas notícias negativas, ministros de Finanças da zona do euro chegaram finalmente a um acordo, na semana passada, sobre o reforço dos fundos de resgate da região, a Linha Europeia de Estabilidade Financeira e o Mecanismo de Estabilidade Financeira. O primeiro desses fundos deveria ser em breve extinto e substituído pelo outro. Mas deverão coexistir até o meio do próximo ano e disporão, em conjunto de 800 bilhões - 200 bilhões a mais do que se previa.
Muitos políticos e economistas, incluído Angel Gurría, secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), continuam defendendo a ampliação dos recursos para 1 trilhão, pelo menos, mas para isso seria preciso vencer uma forte oposição do governo alemão.
De toda forma, o aumento para 800 bilhões foi saudado como um fato positivo pela diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, porque facilitará, politicamente, o esforço de coleta de dinheiro para aumentar a capacidade de empréstimos da instituição. Seria mais difícil convencer os emergentes a contribuir com recursos adicionais se os europeus se mostrassem pouco dispostos a cuidar dos problemas de sua região. Mas o dinheiro adicional, tem insistido Lagarde, será destinado também a países fora da Europa.
O grande impasse europeu permanece. Com desemprego tão alto e poder de consumo em queda, os países condenados a ajustes mais duros terão enorme dificuldade para gerar receitas de impostos e arrumar suas contas públicas. Dependerão, portanto, de um forte impulso externo, proporcionado pelos países em melhores condições - principalmente Alemanha e França - e pelas instituições multilaterais. Falta mobilizar essas forças com maior eficiência.

A ÉPOCA DOS HOMENS MEDÍOCRES CHEGOU

O domínio dos cara de pau
Vinicius Torres Freire - FSP
Difícil saber se corrupção cresceu, mas desfaçatez e dano político causado pela bandalha parecem maiores
NAS TEMPORADAS em que se acumulam os vazamentos de histórias de corrupção, a gente se pergunta o motivo de a publicidade da bandalheira ter aumentado.
Houve rebuliço nas quadrilhas, desentendimentos, que espargem vinganças? As correições e polícias diversas estão (subitamente?) mais produtivas? A safadeza é tão maior que passou a escapar pelo ladrão (vaza pelo cano de escoamento de excessos de líquidos, para quem não conhece a origem da expressão)?
Estamos numa dessas temporadas, que começou com a derrubada de ministros e prossegue aos borbotões, nas bandalhas "menores" (de impacto insuficiente para derrubar ministros, melhor dizendo). Com as esquisitices, digamos, que o Conselho Nacional de Justiça e corregedorias de tribunais descobrem. Temos agora a volta desse Carlos Cachoeira e seus respingos em Goiás e no Congresso. As propinas na Saúde.
Até esquecemos a história recente das emendas na mui pouco investigada Assembleia de São Paulo. Os rolos em série no governo do Distrito Federal. Ou na Prefeitura de Campinas. Não estamos falando nem de cafundós, da série infinita de escândalos de Roraima, por exemplo.
Estatísticas de malfeitorias, quando há, são quase irrelevantes, pois imprecisas ou subjetivas, como as desses rankings internacionais de "corrupção percebida". Difícil medir a coisa, pois um malfeito corrupto é multidimensional.
Dinheiro pequeno nas alturas da República equivale a quantos assaltos desses de que ouvimos vez e outra nos computadores do INSS? Além do dinheiro envolvido, deveríamos avaliar ainda o grau de descontrole democrático implicado num roubo, numa propina para a nomeação de fulano, na compra de parlamentares? Um escândalo isolado de grau 1, digamos, vale a metade de dois escândalos de grau 1 ou a acumulação de bandalhas deve ser composta (multiplicada), de modo a medirmos a aproximação de uma "crise geral do sistema" (ou, em outros termos, sinal de que a mãe Joana tomou conta da casa)?
Valeria a pena o esforço de medir, se possível? Talvez não.
Mesmo a multiplicação de instituições para vigiar e punir não foi capaz de controlar a bandalha num cercadinho de tamanho aceitável.
Decerto, sem polícias (e a Federal melhorou, diga-se, para quem não se recorda dos anos 1990), promotores e procuradores, novas corregedorias, tribunais de contas etc., a coisa poderia ser pior. Mas não é disso de que se trata aqui.
Talvez seja o momento de perguntar se teremos (correições, imprensa, organizações civis) capacidade de controlar um Estado tão grande e miriademente enrolado, de resto nesse contexto político-cultural, digamos, de institucionalização insolente da cara de pau.
Lei da Ficha Limpa? Pode melhorar. Mas é um incentivo à tentativa de manipulação de tribunais de segunda instância, atentemos.
Medidas públicas de eficiência do governo? Pode ser. Dado certo insumo, poderíamos esperar tal produto -discrepâncias grandes seriam inépcia braba ou roubo.
Ainda assim, é pouco. Algo mais grave aconteceu. Considerem a desfaçatez das demandas, dos acordos políticos, da desordem política e administrativa provocada com o fim explícito de explorar feudos do Estado. Era pior? Mas foi piorando.

US$ 10.000.000 PARA ENCAMINHAR EM DIREÇÃO A ALLAH UM DAQUELES MALACOS COM AQUELAS TOALHAS AMARRADAS NA CABEÇA? BELEZA!

EUA oferecem US$ 10 mi por fundador de grupo militante
Hafiz Mohammad Saeed formou o grupo na década de 80 para pressionar a Índia a ceder na disputa pelo território da Caxemira
AE - Agência Estado
ISLAMABAD - Os Estados Unidos estão oferecendo uma recompensa de US$ 10 milhões pelo fundador do grupo militante paquistanês Lashkar-e-Taiba, responsável pelos ataques em série que mataram 166 pessoas na cidade indiana de Mumbai em 2008, segundo o site do Departamento de Estado norte-americano.
Hafiz Saeed é fundador do grupo Lashkar-e-Taiba - Anjum Naveed/AP
                                          Anjum Naveed/AP
Hafiz Saeed é fundador do grupo Lashkar-e-Taibã

Hafiz Mohammad Saeed fundou o grupo na década de 80, supostamente com apoio do Paquistão, para pressionar a arquiinimiga Índia a ceder na disputa pelo território da Caxemira. O grupo foi proscrito pelo governo paquistanês em 2002, mas continua operando com relativa liberdade, coordenando até mesmo trabalhos de caridade com recursos federais.
Os EUA classificam o Lashkar-e-Taiba e sua divisão de bem-estar social, o Jamaat-ud-Dawwa, como organizações terroristas. Oficiais de inteligência e especialistas em terrorismo dizem que o grupo expandiu suas atividades para outras países além da Índia e que já tramou ataques na Europa e Austrália. O grupo chegou até mesmo a ser chamado de "a próxima Al-Qaeda" e há temores de que poderia vir a atacar os EUA.
Saeed atua abertamente no Paquistão, fazendo discursos públicos e aparecendo em programas de TV locais. Os EUA também oferecem US$ 2 milhões pelo número 2 do Lashkar-e-Taiba, Hafiz Abdul Rahman Makki, que é cunhado de Saeed.
O prêmio por "informações que levem à prisão e condenação" de Saeed é um dos maiores já oferecidos pelos EUA e iguala a recompensa oferecida pelo líder máximo do Taleban, mulá Omar. Apenas a captura de Ayman al-Zawahri, sucessor de Obama bin Laden na liderança da Al-Qaeda, garantiria um prêmio maior, no valor de US$ 25 milhões.
As informações são da Associated Press.

UÉ? QUEM COMEÇOU COM ISSO NÃO FOMOS NÓS. UM CIDADÃO BRASILEIRO VALE TANTO QUANTO QUALQUER OUTRO CIDADÃO DO PLANETA. SE OS ESPANHÓIS NÃO ESTÃO SATISFEITOS O PROBLEMA É DELES, NÃO NOSSO

Espanha quer acordo com Brasil para diminuir exigências
Embaixador espanhol diz que deve conversar com autoridades brasileiras, sobretudo o Itamaraty
AE - Agência Estado
SÃO PAULO - O embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de La Cámara, afirmou que deve conversar com autoridades do governo brasileiro, sobretudo o Itamaraty, para que ambos os países possam firmar um acordo a fim de diminuir as exigências para cidadãos brasileiros e espanhóis que pretendem visitar os dois países.
"A Espanha está triste", comentou o embaixador, em relação às medidas de reciprocidade que o governo brasileiro passou a adotar nesta segunda-feira.
De acordo com o diplomata, os dois países são "muito amigos" e esta questão certamente será dirimida entre a cúpula de ambos os governos. Ainda segundo ele, o Brasil está em uma fase econômica muito positiva e faltam profissionais qualificados.
Por outro lado, o embaixador ressaltou que seu país passa por uma crise séria e que há engenheiros e outros profissionais altamente capacitados que estão sem emprego. Ele indicou que, com um acordo entre Brasil e Espanha, os dois países poderão ter benefícios.

A AUSÊNCIA DE UM CRETINO PREENCHE UMA LACUNA

Correa não irá à Cúpula das Américas em protesto por Cuba
FSP
DE BUENOS AIRES - O presidente equatoriano Rafael Correa anunciou que não participará da Cúpula das Américas, que acontece nos próximos dias 14 e 15, em Cartagena, na Colômbia.
Ele havia pressionado o colega colombiano, Juan Manuel Santos, a convidar Cuba para o encontro. Correa chegou a propor um boicote, mas Santos não se comoveu e reafirmou que não seria possível a participação da ilha. Os EUA ameaçaram não ir se Cuba fosse.
Correa disse ser "inaceitável" que os encontros ignorem temas como o bloqueio à Cuba e a disputa pelas Malvinas.

DEPOIS DA GRÉCIA CHEGOU A HORA DO CALVÁRIO ESPANHOL

Espanha está em uma situação crítica, diz ministro
Governo espanhol vai emitir € 186 bi em dívida neste ano, elevando a proporção entre dívida e PIB para 79,8%
Danielle Chaves, da Agência Estado
MADRI - A Espanha está em uma situação crítica, afirmou o ministro do Orçamento, Cristóbal Montoro. Em uma apresentação do Orçamento de 2012, o governo espanhol informou que planeja emitir € 186,1 bilhões em dívida bruta neste ano, o que levará a proporção entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) para 79,8%.
O governo também afirmou que o orçamento de 2012 contém € 27 bilhões em aumentos de impostos e cortes de gastos para reduzir o déficit do país para 5,2% do PIB neste ano, de 8,5% no ano passado.
Montoro afirmou que os poderosos governos regionais do país, que controlam mais de um terço dos gastos da administração pública e respondem por dois terços do déficit orçamentário, terão metas de déficit "compulsórias".
O ministro afirmou que a economia espanhola deve registrar contração de 1,7% este ano, e que o governo está lutando para reduzir o déficit orçamentário sem prejudicar muito a atividade econômica. As informações são da Dow Jones.

O BISCATÓN ESTÁ AÇULANDO O "POLVO" PARA A GUERRA E QUANDO A ARGENTINA FOR DERROTADA PELA SEGUNDA VEZ SERÁ MELHOR MUDAR O NOME DA CAPITAL PARA ASSUNCIÓN

Luciana Taddeo - Opera Mundi
Buenos Aires Protesto pelos 30 anos da Guerra das Malvinas termina em confronto na ArgentinaManifestantes queimaram bandeiras e atiraram coquetéis molotov perto da embaixada do Reino Unido
O feriado argentino dedicado a homenagear os combatentes mortos durante a Guerra das Malvinas, há 30 anos, acabou em violência em Buenos Aires, nesta segunda-feira (02/04). Em protesto convocado para o início da tarde, em frente à embaixada britânica, manifestantes atiraram coquetéis molotov contra edifícios e acabaram em confronto com a polícia.
Durante o protesto, bandeiras do Reino Unido foram queimadas e os combatentes mortos durante o conflito bélico de 1982 foram homenageados, em meio a cantos de “pátria sim, colônia não”. O protesto convocado por partidos da extrema-esquerda partiu do bairro de Retiro em direção à embaixada britânica e durante o caminho foi hostilizando representações do capital britânico no país, como bancos multinacionais.
No fim da manifestação, um grupo de encapuzados tentou passar pela barreira de contenção disposta nas proximidades da embaixada britânica, atirando coquetéis molotov contra edifícios localizados na região. A Polícia Federal Argentina respondeu com gás lacrimogêneo, jatos de água e balas de borracha. O confronto com os manifestantes deixou pelo menos quatro policiais feridos.
Horas antes, Cristina Kirchner participou de um ato na cidade de Ushuaia, no sul do país, pelo aniversário de 30 anos da guerra. Acompanhada por veteranos e representantes da Comissão de Familiares de Mortos em combate, além do vice-presidente, Amado Boudou e do chefe da casa civil, Abal Medina, a presidente anunciou que seu país pediu à Cruz Vermelha para que intervenha na identificação dos corpos de falecidos durante o conflito.
Durante um breve discurso, a argentina ressaltou a soberania sobre as ilhas e voltou a instar o Reino Unido para que aceite dialogar sobre o assunto, reforçando o pedido para que o país europeu desmilitarize o Atlântico Sul. "Não queremos capacetes de guerra [na região]. Os únicos capacetes que queremos são os dos trabalhadores", disse, pedindo justiça pela extração de recursos pesqueiros e petroleiros das ilhas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DEMÓSTENES, ADEUS

DEM abre processo para expulsar senador Demóstenes Torres
Maurício Savarese - UOL
A cúpula do Democratas decidiu nesta segunda-feira (2) abrir processo para expulsar o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), investigado por suas ligações com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
O parlamentar informou que ainda não leu todo o processo enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, por esta razão, não compareceu à reunião marcada para hoje na qual daria sua defesa sobre o caso.
O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), afirmou que Demóstenes tinha até esta noite para apresentar sua primeira defesa e que a abertura do processo de expulsão não o impede de fazê-lo mais adiante. Também estiveram presentes no encontro o líder do partido na Câmara, ACM Neto (BA), e outros parlamentares.
Com a abertura de processo, a Executiva Nacional do partido deve agora se reunir para votar se o parlamentar será expulso ou não --não foi divulgada uma data para a reunião.
“Nosso partido não corrobora com falta de decoro e os indícios que há até agora caminham nessa direção. Eu entendo que o senador não tenha tido tempo de ler todo o processo, mas não podemos ficar apenas esperando. O Democratas não transige com atos graves como os que parecem ter sido cometidos”, afirmou Agripino após a reunião.
Já ACM Neto disse que o processo não é uma condenação antecipada. “Existem indícios suficientes para abertura do processo, não é uma condenação antecipada, ainda queremos ouvi-lo, mas a sociedade precisa de uma resposta.”
Entenda
A relação entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira começou a ser divulgada pela imprensa dias após a deflagração da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que resultou na prisão de Cachoeira e mais 34 pessoas no final de fevereiro. Inicialmente, Demóstenes foi acusado de receber presentes caros de Cachoeira em seu casamento, mas negou conhecer as atividades ilegais do empresário.
Vazamento de interceptações telefônicas colhidas pela Polícia Federal mostraram, no entanto, que além de conhecer a atuação de Cachoeira, Demóstenes também participava do esquema, interferindo a favor do empresário em assuntos políticos e obtendo em troca o repasse de dinheiro resultante da exploração do jogo ilegal em Goiás.
Com as acusações, Demóstenes se recolheu em seu gabinete. Em seu microblog Twitter, o senador disse que não integrava nenhuma "organização ilegal". O senador deixou a liderança do DEM no Senado no último dia 27, sendo substituído pelo presidente da legenda, Agripino Maia (RN).
Na semana passada, o STF autorizou a abertura de inquérito para investigar a participação do senador no esquema. O relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski, determinou a quebra de sigilo bancário e pediu levantamento das emendas parlamentares do político.
Também na semana passada, o PSOL protocolou uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o senador no Conselho de Ética. Com o risco de ser cassado, o senador estuda a hipótese de renunciar ao mandato, mas retarda sua decisão por receio de perder a prerrogativa de foro privilegiado –renunciando à cadeira no Senado, o inquérito não seria mais julgado pelo STF.
Defesa fala em escutas ilegais
O advogado de Demóstenes afirmou que vai entrar com uma reclamação no STF na próxima segunda-feira (9) contestando o fato de a Justiça Federal de Goiás não ter pedido autorização à Suprema Corte para continuar as investigações envolvendo seu cliente e o empresário Carlinhos Cachoeira.
Segundo o advogado Antonio Carlos de Almeira Castro, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal de Goiás deveriam ter pedido autorização ao Supremo para fazer as gravações telefônicas da Operação Monte Carlo porque Demóstenes tem foro privilegiado por ser parlamentar.
“Vou fazer uma reclamação contra o Ministério Público e o juiz do Tribunal de Goiás pela ilegalidade que cometeram. É para anular o inquérito”, disse o defensor.
(Com agência Brasil)

EU TE AMO. É POR ISSO MESMO QUE EU VOU TE MATAR

Um nazismo "bem intencionado" e "caridoso"

Leonardo Bruno - MSM
Hitler estaria perfeitamente satisfeito com nossas democracias ocidentais. Aliás, não foram os alemães que votaram nele?
Ouvimos uma história trágica, para não dizer terrível: a de que famílias holandesas são autorizadas a praticar eutanásia contra parentes considerados “inválidos”. A atuação em si, já demonstra um sinal claro da mudança moral dos nossos tempos. Não vou longe: uma mudança para pior, uma baixeza moral com precedentes dos mais abjetos possíveis. Aquele zelo, aquele amor cristão, até então arraigado em nossa consciência sobre o sofrimento alheio, foi simplesmente apagado. Não vemos mais o incapaz, o aleijado, o inválido, como um irmão a ser cuidado. Eles agora são considerados tão somente um estorvo, um peso a ser carregado pela sociedade.
E é bem pior que isso: esse sentimento de estorvo, esse peso, essa carga de suposta inutilidade, está sendo internalizada pelas famílias, que vêem o pais, filhos, irmãos ou cônjuges como figuras dispensáveis, como meras quinquilharias jogadas ao buraco do lixo.
Tal reivindicação da eutanásia não se restringe à Holanda. Agora se torna moda no mundo europeu e também norte-americano. O argumento é sofrível: em nome da caridade ao doente, se mata. Tudo em nome de algo tão subjetivo como a tal “qualidade de vida”.
Este relativismo não é de hoje. Antes de patrocinar a política de extermínio dos judeus, Hitler já tinha movimentado a campanha de eutanásia por toda a Alemanha. Dezenas, senão centenas de milhares de pessoas deficientes e débeis mentais foram eliminadas. Isso incluía até crianças recém-nascidas portadoras de algum tipo de deficiência física ou mental. Ou seja, nem velhos, nem crianças, nem mulheres foram poupados. A campanha de eliminação dos incapazes só terminou em 1941, por pressão da opinião silenciosa dos alemães e de protestos da Igreja Católica.
Atualmente, o Estado não precisa mais aplicar esses expedientes. Basta legalizá-los e legitimá-los. As famílias de outrora que defendiam seus incapazes, agora são fiéis colaboradores da eliminação dos fracos. E tais práticas têm o beneplácito de uma boa parte da intelligentsia, seja ela a brasileira ou a mundial. Percebe-se, por todos os meios, a tentativa de dessacralizar a vida humana, reduzi-la ao status biológico de meros animais. Neste ínterim, os militantes pró-aborto, com sua pregação de niilismo e morte, são companheiros de viagem, junto com ONG’s riquíssimas, sustentadas por fundações bilionárias. Os argumentos pró-aborto não são os mesmos dos argumentadores pró-eutanásia e pró-eugenia? O de que a qualidade de vida ou a utilidade física e mental de alguém é um fator determinante para a sua existência? Sim, e com a ânsia de eliminar os fracos, os doentes, os incapazes, os pobres, os infelizes e demais rejeitados, tudo em nome da vida utópica e perfeita.
O governo brasileiro está perfeitamente concatenado com esse projeto demoníaco em escala mundial. A presidente Dilma Rousseff colocou como Ministra da Secretaria Especial das Políticas Públicas para As Mulheres uma açougueira determinada, uma Himmler de saias, ainda que não se saiba a verdadeira sexualidade dela. Se alguém visse as credenciais morais da nova ministra, ficaria assustado. Eleonora Meninucci mais parece um homem frio e misógino do que realmente uma fêmea. Não nos assustemos: ela tem credenciais petistas, e destes se espera qualquer coisa. Na verdade, Nelson Rodrigues tinha razão: a feminista é a inimiga da mulher. Como uma nazista caridosa para com os fracos, a ministra assevera, repetindo as ladainhas das ONG’s abortistas: matar nascituros é uma questão de saúde pública. Para ela, está se fazendo um grande favor à humanidade matar nascituros considerados indesejáveis.
Nada mais macabro do que uma ministra que se auto-intitula a "avó do aborto": eis uma avó de netos inexistentes ou de cadáveres. Eis, aí, finalmente, uma caricatura grotesca da esterilidade feminina. Algo digno do jornalismo policial.
E o Senado, na calada da noite, com a colaboração de juristas esquerdistas, já aprovou um anteprojeto de legalização do aborto e da eutanásia. O pior de tudo é que os abortistas venderam a idéia de que não queriam legalizar o aborto, mas tão somente criar exceções à lei vigente. Aparecia na imprensa algum urso sábio da legalidade, com as seguintes palavras:
“Nossa proposta não despenaliza o aborto, mas ela leva em consideração a situação de mulheres que abortam, portanto, ela se preocupa com a saúde da gestante que hoje não está contemplada na Lei Penal.”
E o Ministro do STJ, Gilson Dipp, que presidia a comissão relatora do anteprojeto de lei, ainda acrescentou mais casos nos quais seria permitido o aborto:
“Quando a mulher for vítima de inseminação artificial com a qual não tenha concordância; e quando o feto estiver irremediavelmente condenado à morte por anencefalia e outras doenças físicas e mentais graves”.
Percebe-se o caráter semi-divino do ministro. Ele deve prever o futuro para justificar a eliminação dos doentes físicos e mentais graves que ainda vão nascer. Sem contar o precedente da inseminação artificial, onde uma mulher poderá abortar um filho se não for de acordo com o sexo ou a cor desejada.
Na Inglaterra já se pode abortar, se o sexo da criança não for satisfatório ao desejo dos pais.
Hitler estaria perfeitamente satisfeito com nossas democracias ocidentais. Aliás, não foram os alemães que votaram nele? Por que seria diferente com Dilma Rousseff e os seus capachos do Senado?
Nazismo tupiniquim: Dilma e os 27 intocáveis
Klauber Cristofen Pires - MSM
Desde quando aqueles vinte e sete industriais representam o setor industrial brasileiro, ou quiçá, a economia nacional?
Se o “seu” João, fabricante de panelas, ou “dona” Maria, dona de uma confecção, vão sobreviver, eles que se virem! As medidas protecionistas baixadas em velocidade relâmpago provam a próspera simbiose governo-grandes empresas.
Na semana passada os jornais anunciaram uma reunião convocada pelo governo com 27 dos maiores industriais do país, para discutirem juntos o problema do arrefecimento do crescimento do setor. Nesta semana, a notícia alardeada como alvissareira é a de que o governo está implementando um rol de cerca de quarenta medidas de cunho notoriamente protecionista.
Como um prólogo, lembro que muito antes da mídia tradicional falar em crise – na verdade, enquanto festejava os bons números, quer tivessem sido verdadeiros, os que foram adquiridos no vácuo de um grande período de prosperidade mundial, ou os falsos, que o governo maquiava e distribuía sem contestação – este articulista já avisava que a coisa não era bem assim.
Com honestidade, jamais criei previsões com data marcada, porque os que assim agem não passam de prestidigitadores. Apenas alertei para o fato de que o governo tem gastado muito, e gastado mal, mesmo contando com uma carga tributária bastante alta; que o governo, apesar de contar com quase 40% do PIB em mãos na forma de tributos, tem entregado a infraestrutura às baratas; que tem feito uso desmedido da expansão monetária, do incentivo ao consumo e à distribuição do crédito farto; e que tem sufocado as micro, pequenas e médias empresas por meio de uma burocracia e um fiscalismo cada vez mais exigentes. Percebam que até o momento nem sequer cogito da brutal e institucionalizada corrupção com que o PT tem sangrado a nação.
Todos os que têm compreensão desses fatos à luz da Escola Austríaca de Economia, como eu, já previam um quadro futuro de crise que aconteceria justamente quando o ápice do atual ciclo econômico tivesse sido alcançado e a economia doravante passasse a sofrer a ressaca do sistema de papel-moeda de curso forçado e do sistema de reservas bancárias fracionárias. Ninguém tinha uma bola de cristal para dizer onde e quando, mas a fórmula era certa de que uma severa crise haveria de ocorrer.
No terceiro mandato do PT, “acho” que não dá mais para colar a tese da “herança maldita”. Como eu já me pronunciei em artigos anteriores, até achei oportuna a segunda vitória de Lula e posteriormente da Dilma, porque há um defeito crônico nas democracias que é a alternância entre os governantes populistas e os sucessores que se veem diante da necessidade de efetuar ajustes de austeridade.
O caso é que quase sempre os primeiros levam a melhor – gastam a rodo, ficam com a fama de papais e mamães da nação - e os que assumem o estado quebrado arcam com a pecha de malvados, neoliberais e o diabo, até que tendo razoavelmente arrumado a casa, sejam substituídos pelos novos populistas, renovando assim este ciclo nada virtuoso. Lula tem realmente uma estrela das grandes, porque a crise não o alcançou, mas o mesmo já não se pode garantir quanto ao mandato de sua gerentona Dilma Rousseff.
Aqui estamos portanto, naquele tempo em que as promessas do “espetáculo do crescimento” já não passam de folhas secas mascadas pelo vento. E aqui estamos a contemplar a “presidenta” Dilma Rousseff a reunir-se com os 27 maiores industriais do país para lhes ordenar que invistam no país! Francamente, desconheço se o próprio Hitler chegou a tanto!
Sim, meus amigos, porque o Brasil vive sob uma estrutura nazista. Não estou fazendo metáforas nem usando de figuras de linguagem. A estrutura social nazista é aquela em que os meios de produção permanecem formalmente sob a propriedade dos seus donos, mas toda a produção, comercialização, propaganda, distribuição e o trabalho são regulados pelo estado nos mínimos detalhes. Ah, sem esquecer que lhe cabe a melhor fatia do bolo também.
Vivêssemos em uma democracia onde prevalecesse o princípio de igualdade de todos perante a lei, uma tal reunião dos 27 maiores industriais, independentemente de qual fosse a pauta, já configuraria um escândalo nacional. Nos Estados Unidos, pelo menos nos seus primórdios, era assim mesmo que acontecia. O estado existia para o bem de todos, e portanto as leis eram dirigidas a todos.
Desde quando aqueles vinte e sete industriais representam o setor industrial brasileiro, ou quiçá, a economia nacional?
Entre os presentes, destacam-se as montadoras de veículos, estas que há muito se acham a razão de ser das economias; a Natura, patrocinadora de Marina Silva e mancomunada com movimentos sociais; os empresários do aço e do cimento, que não largam do osso do protecionismo para praticarem preços abusivos contra o povo; e por aí vai...
A verdade é que a reunião compôs justamente o retrato do nazismo tupiniquim: o governo conta somente com estes, seus intocáveis, que ou fazem parte da cesta básica da exportação ou compõem uma certa linha de fornecimentos no mercado interno dos quais os brasileiros não têm como buscar alternativas. Se o “seu” João, fabricante de panelas, ou “dona” Maria, dona de uma confecção, vão sobreviver, eles que se virem!
As medidas protecionistas baixadas em velocidade relâmpago provam a próspera simbiose governo-grandes empresas. Não há nada em seus dispositivos que favoreça indistintamente micros, pequenos e médios industriais, e muito menos há para os consumidores brasileiros, que pouco a pouco vão se vendo compelidos a pagar mais e mais caro por produtos industrializados.
A solução para o resgate da competitividade não só da industria brasileira, mas como também de todos os setores, está na desoneração fiscal ampla e não-seletiva, bem como na simplificação da burocracia – e aqui não falo somente da dificuldade de preencher papéis para o governo, mas também de cumprir com uma plêiade de exigências as mais absurdas, de todo tipo de órgãos que têm legislado sem freios por meio de atos administrativos.
Outros ajustes que necessitam ser feitos consistem na recuperação e ampliação da infraestrutura (que pode inclusive, ser levada adiante justamente por meio da propriedade privada), na segurança pública, e na contenção dos gastos estatais, da expansão da moeda e do crédito.
Vocês acham todavia, que o governo vai querer fazer isto só pelos seus lindos olhos?
Política, economia e os conflitos de classe
Hans F. Sennholz - IMB
A ciência econômica é uma ciência teórica cujo objetivo é analisar as consequências econômicas de todas as modalidades da ação humana. Ela examina os preços dos bens, os salários e as taxas de juros, e faz indagações sobre os fundamentos da produção, da distribuição e do consumo. Ela busca os meios mais diretos de se alcançar os fins desejados. Ela não justifica nem condena as motivações de qualquer ação econômica; ela é uma ciência livre de juízo de valor.
A política é a arte da governança estatal, incluindo-se aí as políticas do governo, seus objetivos e suas relações, seus métodos e suas táticas, além das ambições e ações dos partidos envolvidos. Ela apela a várias causas e intenções, e é guiada por preferências individuais que nada mais são do que escolhas morais feitas por indivíduos em suas relações com terceiros. A política também já foi definida como sendo "quem consegue o quê, quando e como". Nas palavras de John F. Kennedy, "a ação política é a mais alta responsabilidade de um cidadão".
A conexão entre ciência econômica e política é claramente visível. A produção econômica sustenta a vida humana, função esta que, para a maioria das pessoas, é a tarefa mais importante de nossas vidas. O prestígio de governos democráticos, sua ascensão e queda, normalmente depende de seu desempenho econômico. Políticas econômicas devem agradar ao maior número de pessoas possível, pois são elas que decidem o resultado de eleições e reeleições democráticas. Porém, os eleitores, bem como os representantes que eles escolhem, podem também ser guiados por noções e doutrinas econômicas que são populares mas que não são necessariamente corretas e apropriadas. A opinião pública pode ser influenciada por populismos e apelos emotivos em vez de pela razão e bom senso. Comentaristas políticos podem preferir concentrar-se em controvérsias e conflitos em vez de em teorias sólidas e corretas; jornais, revistas, programas de televisão e de rádio ou quaisquer outras formas de comunicação podem igualmente cometer o mesmo erro. Políticos bem articulados normalmente colaboram para a confusão acrescentando suas próprias explicações e interpretações. Eles podem preferir ser populares a estarem corretos.
Como vivemos em um mundo de escassez, no qual não há abundância de nenhum bem econômico, a oferta destes é algo por natureza limitado, e isto obviamente tende a criar um conflito de interesses. Porém, a cooperação humana e divisão do trabalho aumentam enormemente a produtividade e a oferta de bens, o que remove este conflito natural. A produção em larga escala efetuada por um grande número de trabalhadores diminui os custos unitários de produção e reduz os preços reais dos bens de consumo. Ela cria uma harmonia de interesses entre todos os membros da sociedade. Similarmente, a utilização de bens de capital na produção aumenta a produtividade. A simples utilização de mão-de-obra humana irá produzir muito pouco; a produtividade só aumenta se ela for auxiliada pelo emprego de máquinas e ferramentas. Estas, por sua vez, são fornecidas por poupadores, investidores e empreendedores que são tão indispensáveis quanto os trabalhadores que estão utilizando as ferramentas e operando as máquinas. Embora seja muito mais popular atribuir toda a produtividade aos trabalhadores, é totalmente incorreto ignorar as contribuições feitas pelos fornecedores das ferramentas e pelos gerenciadores de todo o processo produtivo.
Sem nenhuma dúvida, o mais influente escritor político do século XIX foi Karl Marx, cujos textos popularizaram doutrinas sobre conflitos sociais e confrontos de classe. Suas obras O Manifesto Comunista [1848] e O Capital [1867] se transformaram em bases para o socialismo internacional. Ele não criou a ideologia do conflito, mas ela deve sua fama principalmente aos escritos de Marx e aos de seus sucessores. Tal ideologia permeia o pensamento das massas e as políticas econômicas até hoje, 150 anos depois de ele tê-la explicitado pela primeira vez. Embora Marx não fosse favorável a legislações trabalhistas, inúmeras leis e regulamentações hoje têm a clara intenção de proteger os empregados da avareza de seus empregadores. Todos os governos democráticos, independentemente de suas supostas ideologias, procuram aumentar esta rede de proteção, criando novos benefícios trabalhistas e previdenciários. A maioria dos debates políticos sobre questões econômicas concentra-se em noções de conflitos de classe; apenas ouça qualquer político fazendo um discurso e você constatará o quão surpreendente é que, apesar de todas estas incitações ao conflito de classe, ainda consigamos viver relativamente em paz.
O valor de um bem econômico, de acordo com Marx, é determinado pela quantidade de trabalho requerida para sua manufatura. Qualquer preço maior do que o custo da mão-de-obra — isto é, qualquer excedente ou "mais valia" — representa um lucro para os capitalistas; representa uma grotesca exploração do trabalhador. Para colocar um fim a esta injustiça, acreditava Marx, todos os instrumentos de produção deveriam ser concentrados nas mãos do estado. O governo deveria ou ser o dono exclusivo dos meios de produção ou, no mínimo, controlá-los rigidamente, delegando a gerência a algum grupo exclusivo. Atualmente, governos socialistas ao redor do globo controlam diretamente os meios de produção de vários setores de suas economias, ao passo que governos social-democratas tendem a se contentar "apenas" em regular o uso dos meios de produção.
Economistas sucintamente negam que o trabalho represente o padrão de medida do valor de todos os bens econômicos, e negam também que a "mais valia" represente uma grotesca exploração do trabalhador. O determinante final do valor de um bem é o juízo de valor que os consumidores fazem deste bem; é a valoração atribuída a ele pelos consumidores. Sua decisão de comprar ou de se abster de comprar determina a formação dos preços de mercado de todos os bens econômicos, inclusive o preço da mão-de-obra, que nada mais é do que um bem econômico. Os próprios salários são o resultado das valorações feitas pelos compradores da mão-de-obra. Não importa se os empregadores e capitalistas são piedosos e compassivos ou se são cruéis e inclementes: todos estão sujeitos às ordens dos consumidores, cuja maioria é também formada por assalariados. Empregadores, portanto, têm de pagar o salário que o mercado determina. Se eles se arriscarem a oferecer salários menores, eles irão perder sua mão-de-obra. Se eles forem forçados a pagar salários maiores, seus consumidores irão obrigá-los a dispensar parte de sua mão-de-obra. Tanto empregadores quanto empregados são guiados por salários de mercado, os quais oferecem emprego a todos os trabalhadores que estão dispostos a trabalhar pelo valor oferecido.
A doutrina marxista do conflito de classes encontrou pronta aceitação em vários países europeus. Quando Marx morreu (1883), seus ensinamentos já haviam se espalhado por toda a Europa e criado todo um maciço movimento político. Na Alemanha, a doutrina marxista fez com que o governo criasse o Sistema de Seguridade Social (1884), começando com o seguro compulsório para acidentes de trabalho, seguido por seguro- doença e depois pela pensão para idosos. Os pagadores de impostos deveriam subsidiar todos estes programas. Tudo isso levou os trabalhadores a acreditar que Marx estava certo e que era função do governo atenuar a "exploração".
Nos EUA, Karl Marx indubitavelmente pavimentou o caminho para o surgimento de várias escolas de pensamento econômico baseadas na ideia do conflito de classes, as quais fizeram interpretações peculiares das condições americanas. A Economia Institucional foi essencialmente um movimento acadêmico americano que, durante algum tempo (1933-1937), teve grande influência sobre as políticas do governo americano. Sua figura central era Thorstein Veblen, cujos livros The Theory of the Leisure Class [1899], The Theory of Business Enterprise [1904], The Engineers and the Price System [1921], and Absentee Ownership and Business Enterprise in Recent Times [1923] centravam-se no conflito entre aqueles que produziam os bens econômicos — isto é, os operários, os capatazes e os gerentes de produção — e aqueles que eram os proprietários das empresas. Segundo esta teoria, os capitalistas buscavam ganhos pecuniários que podiam não ser benéficos para a sociedade. Eles apenas se ocupavam de um "consumismo conspícuo", de um "lazer conspícuo" e de um "desperdício conspícuo". Eles usufruíam poderes monopolísticos — a concorrência não os restringia.
Outros críticos do sistema empreendedorial fizeram da concorrência monopolística e imperfeita o foco de suas teorias. Houve o economista inglês Alfred Marshall, que exerceu grande influência no pensamento econômico de todos os países anglófonos. Seu livro Princípios de Economia [1890] foi, durante muitos anos, o livro-texto utilizado nas faculdades e universidades americanas. Outros economistas ingleses seguiram o mesmo caminho. Em seu The Economics of Imperfect Competition, Joan Violet Robinson foi especialmente franca e direta em suas críticas às injustiças econômicas e sociais nas nações em desenvolvimento. No mesmo ano, Edward Chamberlain publicou The Theory of Monopolistic Competition, que sugeria que a maioria das situações econômicas é composta tanto por monopólios quanto por concorrência. A ênfase dada às tendências monopolísticas e às imperfeições da concorrência, bem como às acusações de desperdício e exploração, obviamente geraram demandas por mais controle e regulamentações governamentais.
Desde Veblen, o mais ruidoso crítico do mercado tem sido John Kenneth Galbraith. Baseando-se na análise de Veblen sobre o consumismo conspícuo, Galbraith em seu livro A Sociedade Afluente [1958] argumentou que existiam desequilíbrios econômicos e sociais. A concorrência havia se tornado obsoleta e havia sido substituída por poderes contrapostos. O crescimento das grandes corporações havia levado ao crescimento de grandes e poderosos sindicatos. Adicionalmente, a sociedade agora produzia e consumia enormes quantidades de bens de consumo de alta qualidade, mas as pessoas se contentavam com uma baixa quantidade de bens públicos, todos de qualidade inferior. A sociedade, portanto, usufruía um conspícuo consumismo privado, mas silenciosamente sofria com declinantes e decadentes serviços públicos.
Durante a Grande Depressão, a doutrina do conflito de classes foi reforçada e escorada pelo pensamento keynesiano, o qual afirma que uma ordem de livre mercado tende a gerar desemprego em massa e que, logo, a manutenção do pleno emprego é o objetivo apropriado e factível do governo. Os dolorosos defeitos do capitalismo, de acordo com John Maynard Keynes, "são sua incapacidade de fornecer pleno emprego, riqueza e renda" [A Teoria Geral, 1936, p. 372.] Keynes aparentemente acreditava na economia capitalista; ele queria que o governo a estimulasse, e não que a eliminasse. Políticos e burocratas indubitavelmente adotam esta linha de raciocínio e jubilosamente se entregam ao contínuo aumento dos gastos governamentais e, consequentemente, dos déficits orçamentários. Com efeito, a economia keynesiana foi a formulação econômica mais influente do século XX, tendo grande apelo tanto junto aos políticos quanto aos acadêmicos. Ela gerou uma era inflacionista cujo fim ainda está longe de ser vislumbrado.
A popularidade política de hoje se baseia exclusivamente no pensamento e nas políticas keynesianas. As ideias keynesianas permitem que os governos manipulem suas políticas de tal maneira que as condições econômicas estejam especialmente favoráveis às vésperas de uma eleição. Assim como os ciclos econômicos, políticos e burocratas podem, por meio de manipulações monetárias e fiscais, criar também um "ciclo político" acelerando seus gastos, déficits e expansões creditícias bem antes da data de uma eleição. A expansão econômica artificial, porém febril, que tal medida irá gerar pode ser suficiente para garantir a reeleição. Após tal feito, eles terão de lidar com as consequências indesejáveis desta tática, como a elevação acentuada dos preços dos bens de consumo e quedas nos salários reais. Eles podem até optar por reduzir os déficits e restringir novas expansões do crédito — até que uma nova eleição se aproxime.
A doutrina do conflito social estimulou a formação de "grupos de interesse" que, por meio de lobbies, tentam garantir privilégios e proteção aos seus membros. Ansiosos para promover seus interesses econômicos, estes grupos podem influenciar os partidos políticos e até mesmo a opinião pública geral. Seu principal alvo, a área em que concentram os seus esforços, é o Congresso. Ao prometerem generosas doações para congressistas simpáticos às suas causas ou ao garantirem os votos de toda a sua classe nas próximas eleições, estes grupos de interesse conseguem persuadir legisladores, deputados e senadores a criarem projetos de lei que nada mais são do que agressões à propriedade privada e a defenderem sua aprovação. Muita pressão também é feita sobre burocratas que comandam agências reguladoras, como as do setor de telefonia, do setor aéreo, do setor farmacêutico/sanitário, do setor de transportes terrestres, do setor energético etc. Seus diretores são extremamente vulneráveis às influências das pessoas que eles regulam.
Existem inúmeras categorias de grupos de interesse que tentam moldar e comandar a opinião pública: algumas são nacionalistas, outras são raciais, ocupacionais e profissionais. Algumas utilizam com maestria a mídia; outras tentam ocultar do público todo o seu real poder de influência. Grupos de interesse bem conhecidos — como as associações nacionais de indústrias, de agricultores, de comerciantes, de montadoras, de sindicatos, de produtores calçadistas, têxteis etc. — utilizam ambas as abordagens.
Sempre existiu um objetivo básico que mantém um grupo de interesse coeso. Tal objetivo é a promoção de seus interesses especiais, a manutenção de privilégios adquiridos no passado, a obtenção de novos favores, e a proteção contra outros grupos concorrentes empenhados em privá-los dos favores adquiridos e em conquistar sua fatia de mercado, sua receita e sua riqueza. Os políticos procuram liderar todos estes grupos de interesses por meio do apaziguamento e fazendo lisonjas a seus membros, prometendo a eles benefícios futuros cada vez mais generosos.
A política é a atividade dos homens comuns. Quando eles são bem sucedidos, eles se tornam importantes líderes aos olhos de seus seguidores. Mas a maioria deles meramente faz eco à opinião pública que já foi formada e moldada por eminentes teóricos, como aqueles mencionados acima. Políticos podem, no máximo, narrar os ensinamentos de seus professores de ciência política e de economia, ou relatar as lições e as histórias contadas por famosos escritores e comentaristas. No final, a opinião pública e as políticas públicas são moldadas por escritores e intelectuais. Foram eles que criaram e disseminaram a doutrina dos conflitos sociais e de classe que norteia as decisões de nossos políticos e burocratas. Eles são os responsáveis supremos por esta guerra econômica na qual os triunfos de alguns grupos específicos representam a derrota de outros.
Dado que o conflito econômico se origina na mente dos homens, é na mente dos homens que a paz deve ser restaurada. É obrigação daqueles intelectuais e professores interessados na liberdade analisar com profundidade as consequências econômicas da ação humana e iluminar o público a respeito da inevitável harmonia de interesses que existe em uma economia livre. Infelizmente, são poucos aqueles que estão propensos a explicar o funcionamento desta harmonia e a mostrar o caminho da paz. E eles mal podem ser ouvidos em meio a todo este ruído e algazarra gerados pela doutrina do conflito de classes.

Hans F. Sennholz (1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos. Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou. Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997. Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.
Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque

UMA SOLUÇÃO PARA BRASÍLIA

Paulo Francis, no final da década de 80, disse que uma solução para o elefante branco que é Brasília seria legalizar novamente o jogo e transformar a cidade numa Las Vegas do centro do Brasil. 
Na época achei a solução engraçada, hoje, diante da bandalheira reinante, acho que ele tinha razão.
Completo a ideia com
* o jogo só seria legalizado na cidade de Brasília, não sendo permitida em outras cidades
* todos os imóveis do governo federal seriam vendidos em leilão aberto
* haveria a transferência da capital novamente para a cidade do Rio de Janeiro e com isso aumentaríamos a nossa capacidade de fiscalizar melhor os canalhas que saqueiam o tesouro nacional em nome dos seus eleitores
* cobraríamos a mesma  alíquota de imposto cobrado pelo governo dos EUA (para não dizer que o governo cria dificuldades para os "empresários" brasileiros)

TAROT - TIDES

A ARTE DE JANNE PITKANEN

AA-12 É EXCELENTE PARA CAÇAR NOS FINS DE SEMANA


Atchinson Assault-13 (AA-12)

AA-12
Calibre: 12
Cap. carregador: 08, 12 ou 32 munições Frag-12
Mecanismo gatilho: semi ou completamente automática (excl. militar)
Comprimento: 99 cm
Peso: 7,3 kg (carregador 32 munições)
Origem: EUA
Preço: +/- US$ 2.500 (Alabama. Kentucky, Tennessee, Texas) 

Frag-12

O PAÍS É UM CIRCO

Coral da Dilma
Lauro Jardim - VEJA
A sempre agitada programação de qualidade de vida do Planalto (aulas de forró, cinema, academia, samba, exercícios de oralidade…) vai inovar nesta semana com o lançamento de um coral no palácio. Os funcionários de Dilma Rousseff mais estressados poderão descontar toda a tensão soltando o verbo na cantoria.
A equipe de regência da Fundação Universidade de Brasília vai ajudar nos ensaios, que acontecerão duas vezes por semana. O coral, garante o pessoal da qualidade de vida, vai estimular o “autoconhecimento” dos servidores.

JOÃO BOSCO LEAL

As redes sociais
Apesar de sempre procurar aprender e participar das novas tecnologias que surgem no mercado, muitas coisas deixam de interessar àqueles que já possuem ou já passaram dos cinquenta e muitos - como eu -, que preferem cada coisa em seu devido lugar, como um celular que seja usado para a comunicação oral e não para ficar sendo teclado o dia todo, em diversas outras atividades além da de telefonar.
Os jovens, ao contrário, são capazes de se reunirem em torno de uma mesa e lá ficarem, durante horas, sem se comunicarem entre si, cada um jogando, recebendo ou enviando e-mails, ouvindo músicas através de seu moderno equipamento smartphone iQualquer, ou até mesmo se comunicando, mas com pessoas distantes dali.
Atualmente podemos participar de diversas atividades tecnológicas que sequer eram imaginadas na minha juventude, como programas de controles financeiros, internet, compras em lojas virtuais, pagamentos de contas, e-mails, sites de notícia, de buscas de músicas e de redes sociais.
Através dos diversos programas de comunicação do tipo Voip, como o Skype, nos comunicamos vendo nossos interlocutores, o ambiente onde estão e o que fazem naquele momento, mesmo que do outro lado do planeta.
No Facebook reencontramos pessoas que não víamos, ou de quem não ouvíamos falar a muitos anos, tornando essa ferramenta muito útil, além de divertida. É uma oportunidade valiosa, gratuita e de fácil acesso para todos o que explica sua popularidade mundial.
Alguns insistem em utiliza-la indevidamente, postando propagandas de seus negócios, assuntos nada interessantes como o que comeu ou comerá no jantar ou sobre programas televisivos nada culturais e bastante emburrecedores como o BBB, desvirtuando a finalidade principal do programa que é a de encontrar, rever ou fazer novas amizades, mas isso faz parte de tudo o que é realmente democrático.
Outro ponto interessante que podemos observar é como as pessoas se respeitam, cada um expondo suas ideias, suas preferências musicais ou políticas e mesmo quando existem discordâncias, isso não provoca nenhum tipo de agressividade ou respostas menos educadas. É a maturidade agindo e a democracia sendo exercitada.
Na rede podemos encontrar, ou saber o que ocorreu com pessoas queridas, que a vida afastou de nossos olhos, mas não de nossas mentes ou corações. Como estão, onde moram, se constituíram ou não família, quantos filhos, netos e tudo mais que a curiosidade humana possa nos despertar sobre pessoas de quem mais nada sabíamos.
Amizades e até amores antigos acabam sabendo da história de vida do outro e mesmo aquelas com quem durante a infância ou a juventude tivemos algum desentendimento, agora nos são queridas, pois a maturidade já nos ensinou o que realmente é importante e desavenças juvenis nada mais significam, ou sequer são lembradas.
Sempre é muito agradável o reencontro com essas pessoas, que tomaram rumos distintos, construíram vidas totalmente diferentes das nossas, mas que nos trazem lembranças diversas da nossa história, da nossa vida.
Nesses reencontros, os sentimentos de carinho, afeição e tantos outros, acabam aflorando até mesmo em pessoas de coração menos sensível, mas incapazes de fugir de sua história, seu passado.
Isso provoca uma onda de bons sentimentos nas pessoas, atualmente tão ocupadas com seus compromissos da vida moderna, que não possuem tempo para viver a vida.
O lado negativo dessas redes é que independentemente de se com amigos, parentes, namoradas ou esposas, as pessoas acabam dedicando mais tempo aos relacionamentos virtuais e menos aos reais.
As redes sociais aproximam as pessoas fisicamente distantes, mas afastam ainda mais as que estão próximas.

João Bosco Leal é jornalista, escritor e produtor rural
www.joãoboscoleal.com.br

SENADOR: A ARTE DE CORROMPER E SER CORROMPIDO. APONTE TRÊS SENADORES HONESTOS NO ATUAL GRUPO DE PILANTRAS

O que faz um senador?
Vinicius Mota - FSP
SÃO PAULO - Orador imbatível e campeão da democracia, Demóstenes combatia tiranos e oligarcas. Caiu ao ser enredado num escândalo de suborno -na Grécia, no quarto século antes de Cristo.
Demóstenes Torres, senador pelo DEM, enfrenta o maior drama de sua vida pública. Duríssimo opositor do governo petista, paladino da conduta irretocável, surge agora, em investigações policiais, como fantoche de um capo da jogatina.
Diante de uma sinuca que ameaçava sua carreira, acusado pelo fracasso militar ateniense contra a investida macedônia, o Demóstenes grego compôs o célebre discurso "Sobre a Coroa", clássico universal da retórica. Virou o jogo no gogó.
Esperemos a defesa de Torres.
Deixando de lado o aspecto judicial, o problema do senador foi ter criado um personagem em confronto com suas práticas. Mas será que da análise dos casos que o envolvem surge um fato novo sobre a atuação dos políticos no país? Dificilmente.
A relação entre um senador e seus patrocinadores -aqueles que sustentam, informal ou formalmente, a sua carreira- pode diferir apenas em grau, não em gênero, do que o caso Cachoeira/Demóstenes informa. Abrir portas em autarquias, pedir atenção para casos de interesse, influir em legislações que favorecem o patrono, atuar como informante privilegiado, beneficiar-se de mimos. Nada de novo no front.
As democracias modernas não conseguiram sanar esse defeito, que concede a detentores de poder econômico acesso privilegiado à esfera das decisões estatais. Implantaram, quando muito, meios de controlar tal influência, os mais efetivos exigindo prestação detalhada de contas acerca da vida pública e privada dos detentores de mandato.
Se o Demóstenes da Antiguidade enfrentava sobretudo os inimigos externos da democracia, o caso em torno do homônimo brasileiro nos lembra de suas fraquezas internas.