segunda-feira, 29 de abril de 2013

Custo Lula
Sabem qual foi a inflação acumulada no Brasil no período de 1984 a 1994, ou seja, nos dez anos anteriores à introdução do real? Quase não dá para ler: 200.819.549.765%! Considerem agora outro período de dez anos (2002/2012), quando o sistema macroeconômico estava consolidado: inflação bem mais civilizada de 88%.Foi uma mudança da água para [...]
Sabem qual foi a inflação acumulada no Brasil no período de 1984 a 1994, ou seja, nos dez anos anteriores à introdução do real? Quase não dá para ler: 200.819.549.765%! Considerem agora outro período de dez anos (2002/2012), quando o sistema macroeconômico estava consolidado: inflação bem mais civilizada de 88%.Foi uma mudança da água para o vinho – e para vinho bom.
Acontece que há países bebendo coisa melhor. Naqueles mesmos dez anos do início deste século, a inflação na Alemanha foi de 18%; nos Estados Unidos, ficou pouco abaixo de 30%; na China, pouco acima. Neste momento, desde a saída da crise global de 2008/2009, o Brasil tem estado preso a uma armadilha difícil de escapar: a combinação de baixo crescimento com inflação elevada. Uma armadilha brasileira, pois os demais emergentes importantes crescem mais com preços mais estáveis e em níveis mais baixos.
Eis o tema: o Brasil, comparado com o Brasil do passado, é um sucesso. Comparado com outros, está devendo. Por que isso aconteceu?
Eis a tese: em sua maior parte, as lideranças dominantes – na política, na economia, na sociedade civil – não compreenderam nem as razões do sucesso, nem o esgotamento das reformas introduzidas desde 1994. As que compreenderam simplesmente deixaram para lá, por medo ou por acharem inútil tentar enfrentar a força do então presidente Lula.
Este tem um papel dominante em duas fases. Na primeira, seguiu a cartilha ortodoxa e contribuiu para a consolidação do modelo macroeconômico. Na segunda, encaminhou o país para a armadilha em que se encontra hoje. Esse é o chamado custo Lula.
Vale destacar as principais reformas desde o real. Os primeiros quatro anos foram, digamos assim, de aprendizado e tentativa de emplacar uma moeda razoavelmente confiável. A valorização do real diante do dólar jogou papel essencial na estabilização.
Por necessidade, as grandes reformas começaram depois do colapso do regime cambial, em janeiro de 1999. Como outros países emergentes que também haviam passado por crises externas, o Brasil de Fernando Henrique Cardoso (FHC) mudou.
Na avaliação macro, houve regime de metas de inflação com Banco Central independente (1999); responsabilidade fiscal e superávit primário (leis de 1998/2000); câmbio flutuante (1999); e negociação e acerto da dívida dos estados. Pode-se incluir, aqui, a privatização em setores-chave, como telecomunicações, mineração, siderurgia, transportes, bancos e energia elétrica. Cabem também os dois grandes programas de ajuste do sistema bancário, um para o setor privado, outro para o público, neste último caso com a privatização de bancos estaduais e o salvamento e modernização dos bancos federais.
Também foi crucial a quebra do monopólio da Petrobras (por emenda constitucional de 1997). Isso abriu a exploração de petróleo ao capital privado, nacional e estrangeiro, trouxe os investimentos que resultaram na descoberta do pré-sal.Na área de gestão pública, houve uma reforma administrativa e a criação das agências reguladoras. Mais uma importante reforma no INSS foi a introdução do fator previdenciário, em 1999. Na avaliação micro, para facilitar a vida de pessoas e das empresas, foi criado o Simples. Introduziu-se a regra de suspensão temporária do contrato de trabalho, importante flexibilização da legislação trabalhista.
Ajuda do Céu: China
Vem, então, o primeiro governo Lula, com Antonio Palocci no Ministério da Fazenda. Para surpresa inicial de muitos, ele não apenas manteve a base da política macroeconômica como a aplicou de maneira mais rigorosa, aumentando, por exemplo, o superávit primário. E, mais surpresa ainda, avançou muito na agenda micro. Alguns pontos principais foram: a criação da conta bancária e da poupança simplificadas; a portabilidade do crédito; e o regime do Supersimples.
Mudanças na legislação permitiram a volta e a expansão do financiamento imobiliário e a criação do crédito consignado. Saíram a nova Lei das SAs (2007) e as regras de aperfeiçoamento da área de seguros. Além disso, houve a aprovação, em 2004, da contribuição previdenciária de funcionários púbicos aposentados.
Acrescente–se a isso os programas sociais, da valorização do salário mínimo às transferências de renda (as bolsas), e o quadro se fecha.
Enquanto o Brasil se arrumava, caiu do céu a ajuda do mundo, especialmente da China. Do início deste século até as vésperas da crise financeira global, a economia mundial cresceu a taxas extraordinárias. O comércio global de bens e serviços se expandiu na base inédita de 10% ao ano. Nesse processo, a China consolidou sua posição de segunda potência mundial e correu o planeta em busca de alimentos, minérios e petróleo para saciar sua expansão. Todo o mundo emergente pegou a onda. O Brasil quadruplicou suas exportações, vendendo mais a preços mais altos, recebeu investimentos e tomou financiamentos baratos.
Se a estabilidade macroeconômica permitiu a progressiva queda dos juros reais e a volta do crédito, o boom externo trouxe dólares em abundância. De país tradicionalmente devedor, carente de moeda forte, o Brasil, com enormes reservas, tornou-se credor em dólares. A dívida pública externa simplesmente desapareceu.
Por isso, o Brasil não quebrou na crise de 2009, embora tenha sofrido com a recessão. A estabilidade interna (contas públicas arrumadas, por exemplo) e a abundância de dólares permitiram a reação do governo Lula: aumentar o gasto público, reduzir impostos e expandir o crédito para estimular o consumo privado.
Como funcionou – no último trimestre de 2009 a economia já dava sinais de recuperação para, no ano seguinte, crescer 7,5% –, Lula tomou a receita emergencial como definitiva. E foi assim, pouco a pouco, mas de modo firme, retornando ao velho pensamento da esquerda: o governo faz e desfaz, investe, gasta, financia, orienta e manda no setor privado.
Não eliminou o famoso tripé – ajuste fiscal, metas de inflação e câmbio flutuante –, mas deu início à, digamos, flexibilização. Verificou-se, assim, que a ortodoxia do primeiro mandato não resultava de convicção, mas de medo. Não vinha da virtude, mas era fruto da necessidade de dar satisfação a um mercado desconfiado com o esquerdismo estatizante das propostas econômicas do PT pré-governo.
Esse novo Lula – ou o retorno do velho Lula, como queiram – apareceu triunfante na célebre entrevista concedida ao jornal Valor Econômico, de 17 de setembro de 2009. O mensalão dormia, a economia respirava, já se sabia do pré-sal, o então presidente parecia dizer: agora é do nosso jeito.
Com surpreendente franqueza, por exemplo, contou como mandou a Petrobras aumentar seus programas de investimento, quando a diretoria da estatal disse que pretendia adiar alguns projetos: “Convoquei o Conselho da Petrobras para dizer: ´Olha, este é um momento em que não se pode recuar´. Até no futebol a gente aprende que, quando se está ganhando de 1 x 0 e recua, a gente se ferra”.
Resultado: a diretoria da Petrobras foi para o ataque e incluiu nada menos que quatro refinarias no plano de investimentos, a serem construídas ao mesmo tempo, além de previsões fantásticas para a produção de óleo.
Petrobras, banco Votorantim, Vale…
Apenas três anos depois, já no governo Dilma, a Petrobras informou oficialmente aos investidores que, das quatro, apenas uma refinaria, Abreu e Lima, de Pernambuco, continuava no plano com data para terminar. Todas as metas de produção foram reduzidas. As anteriores eram “irrealistas”, disse a presidente da companhia, Graça Foster. Nada se disse ainda sobre os custos disso tudo para a Petrobras.
Mas, há indícios. A refinaria de Pernambuco, se der tudo certo a partir de agora, funcionará no final de 2014, com quatro anos de atraso em relação à meta, e custará algo próximo de US$ 20 bilhões. Reparem: quando anunciada por Lula, a refinaria custaria US$ 4 bilhões e ficaria pronta em 2010. Como uma empresa como a Petrobras pode cometer um erro de planejamento desse tamanho? Só há uma hipótese: a estatal não tinha projeto algum para isso. Lula decidiu, mandou fazer e a diretoria da estatal improvisou umas plantas. Anunciaram e os presidentes Lula e Chávez, sócio, fizeram várias inaugurações. Mas, a PDVSA venezuelana, dona meio a meio da refinaria, não colocou um tostão no negócio.
Das outras três refinarias, uma, a do Comperj, no Rio, está ainda mais atrasada e também mais cara, sem prazo firme de entrada em operação. Quanto às outras duas, as refinarias do Ceará e do Maranhão, continuam no papel, enquanto governadores cobram as antigas promessas eleitorais, e a direção da estatal procura sócios estrangeiros para viabilizar a coisa.
Tem mais na conta Lula. Naquela mesma entrevista, Lula disse que mandou o Banco do Brasil comprar o banco Votorantim, porque este tinha uma boa carteira de financiamento de carros usados e era preciso incentivar esse setor. O BB comprou, salvou o Votorantim e engoliu prejuízo imediato de mais de R$ 1 bilhão, pois a inadimplência ultrapassou todos os padrões. Ou seja, um péssimo negócio, conforme muita gente alertava. Mas, como o próprio Lula explicou: “Quando fui comprar 50% do Votorantim, tive que me lixar para a especulação”.
E tem a história da Vale. De novo, Lula na entrevista, com franqueza: “Tenho cobrado sistematicamente da Vale a construção de usinas siderúrgicas no país. Todo mundo sabe o que a Vale representa para o Brasil. É uma empresa excepcional, mas não pode se dar ao luxo de exportar apenas minério de ferro”.
Por isso ou por qualquer outra razão, o fato é que a Vale está envolvida em três grandes siderúrgicas, ou três imensos problemas, conforme levantamento feito até no final do ano passado. Em Marabá, no Pará, o projeto da planta Alpa está parado, à espera da construção de um porto e de uma via fluvial, obrigação dos governos federal e estadual, e que está longe de começar. No Espírito Santo, o projeto Ubu também fica no papel enquanto a Vale espera um cada vez mais improvável sócio estrangeiro. Finalmente, o projeto de Pecém, no Ceará, está saindo do papel, mas ao dobro do custo original.
São três histórias exemplares. En passant, reparem na linguagem. Lula diz: “convoquei o conselho da Petrobras”; “quando fui comprar o Votorantim”; “tenho cobrado da Vale”… Muitos governantes, especialmente depois de alguns anos no poder, caem nesse uso revelador da primeira pessoa. Sugerem decisões pessoais, não de governo. Lula, de fato, acumulou enorme poder pessoal, decorrente da popularidade recorde, esta, de sua vez, consequência de uma mistura de ortodoxia econômica, sorte (o crescimento do mundo e da China), programas sociais e populismo à velha moda latino-americana.
Mas, esse Lula da parte final de seu governo – caracterizada pela volta progressiva da mão pesada do governo – não poderia ter prosperado se não houvesse no país uma cultura de base. Havia e há, com duas variantes principais reunidas pelo pragmatismo político de Lula.
Intervencionismo estatal e corrupção
A primeira variante vem da esquerda latino-americana. Trata-se da ideologia do capitalismo de Estado: estatais nos setores-chave da economia, empresas privadas nacionais protegidas e subsidiadas pelo governo, estrangeiras toleradas e convidadas para determinados setores, controles gerais sobre toda a atividade econômica, setor público ampliado, impostos elevados (no caso brasileiro).
Na doutrina, diz-se que esse modelo é necessário para impedir as falhas de mercado e evitar os abusos que seriam resultantes do livre mercado. O objetivo é industrializar o país. Sua base, o nacionalismo e o patriotismo.
Quando interlocutores diziam a Lula que as empresas não planejavam refinarias ou siderúrgicas, porque era muito mais caro produzir no Brasil, o presidente respondia sem vacilar: “Os empresários têm tanta obrigação de ser brasileiros e nacionalistas quanto eu!”.
Daí resulta a política de conteúdo nacional. Em vez de uma nova onda de reformas para reduzir o custo de se produzir no Brasil, prefere-se a regra pelo qual o produto nacional tem preferência do governo e de suas estatais, mesmo sendo mais caro. Empresas nacionais se formam para atender a esse mercado, de modo que se tece uma teia de interesses privados em torno do setor público.
Eis uma versão do capitalismo de Estado, com amplo apoio na sociedade brasileira. Mas, há outra vertente que leva ao mesmo interesse de ampliar o controle estatal sobre a economia: aquela que antigamente se chamava de fisiológica ou clientelista. O propósito, nesse caso, é bem mais simples: tendo posições no governo, o líder partidário adquire poder de nomear os correligionários e participar, pelo lado privado, dos grandes negócios que o Estado gera.
Assim, um quer a Petrobras para desenvolver uma política dita nacionalista, outro, porque aquela imensa companhia é uma possibilidade infinita de nomeações e negócios. Amplie isso para o conjunto do governo e se terá a era Lula: o ex-presidente juntou as duas vertentes em sua base, colocando lado a lado os que estavam ali para aplicar uma política e os que simplesmente foram lá para buscar vantagens pessoais.
É exatamente o mesmo formato do “mensalão”. Uns estavam lá para desviar dinheiro para o partido (a causa), outros, para os próprios bolsos. Muitos militantes da esquerda sincera deixaram o PT e o governo, mas a maioria ficou lá. E a convivência é fatal. Líderes sindicais se viciam tanto nos cargos e vantagens quanto os políticos da velha guarda. Colocar no bolso parte do dinheiro que circula por ali se torna uma tentação para todos.
É verdade que uma parte do PT ainda tenta salvar as aparências. Dizem que se trata de algo como “roubar pelo povo”, que é impossível governar sem a participação dos velhos políticos e suas velhas práticas.
Eis o legado Lula, que continua no governo Dilma: uma mistura de intervencionismo estatal e corrupção. Disso resulta a ineficiência estatal e os bons lucros para certos grupos.
Tomemos como exemplo a Valec, estatal no ramo de ferrovias. Primeiramente, foi apanhada comprando dormente a preço de trilho. Trocaram a diretoria e deixaram a companhia no esquecimento. Depois, foi reconvocada para tocar duas importantes obras, há tempos prometidas em comícios eleitorais. E a Valec, por falhas burocráticas, ficou sem trilhos para colocar nas ferrovias.
Não tem nada demais. No novo modelo de concessões lançado pela presidente Dilma, a Valec terá posição de destaque. Ela vai comprar toda oferta de carga ferroviária e distribuí-la entre as transportadoras. Dizem os técnicos do governo que isso afasta o risco de mercado, ou seja, o risco de uma concessionária construir a ferrovia e não ter carga para transportar. No entanto, introduz o risco governo. Uma única empresa estatal, aquela, vai ser compradora e vendedora de todo o mercado. As duas vertentes se encontram aqui de novo: o controle estatal da atividade econômica e as oportunidades de negócios privados para os próximos do governo.
E continua sendo muito caro produzir aço e trilhos no Brasil. Ou qualquer outra coisa sem os subsídios, a proteção e os outros benefícios do governo. Essa é a causa básica da armadilha do baixo crescimento com inflação elevada.
É preciso nova onda de reformas
O país precisa de uma nova onda de reformas no sentido contrário do caminho introduzido por Lula no seu segundo mandato e até acentuado por Dilma. Precisa de mais privatizações, especialmente na infraestrutura, abertura comercial, competição, menos impostos e menos governo. Mas, isso exige uma mudança na cultura política. Reparem como a oposição não conseguiu ou não quis se opor a essa agenda Lula. Resta a outra possibilidade: a força da necessidade. Pensando bem, o programa econômico do real não tinha amplo apoio nem na base do governo FHC. Mas, enfim, o que se ia fazer com uma inflação acumulada de 200.819.549.765% ?
O sucesso da nova moeda deu base ao programa e reformas que se seguiram. O medo levou Lula a manter o caminho. No que as coisas se acalmaram, voltou o velho Brasil. Qual necessidade levaria a uma nova mudança de rumos?
A Joana D’Arc da guerrilha, a papisa da subversão
Quem foi Dilma Rousseff, a "Joana D'Arc da guerrilha", a "papisa da subversão", ativa comparsa do grupo terrorista VAR-Palmares, que o jornal The New York Times apresentou como inocente anjo maltratado pelos gorilas militares? (Ver Dilminha Bang Bang no NYT)
“Meu nome é Dilma Vana Rousseff. Mas também podem me chamar de Estela, Wanda, Luíza e Patrícia”.
O currículo angelical da terrorista de múltiplos codinomes pode ser comprovado por sua passagem pelos grupos terroristas por onde “militou”. Uma pergunta que não quer calar: afinal, Estela chegou a metralhar pessoas inocentes ou apenas serviu cafezinho aos camaradas nos aparelhos onde se escondeu?
1 - POLOP - Organização Revolucionária Marxista Política Operária A POLOP teve entre seus quadros Nilmário Miranda, integrante do naipe de espadas vingadoras da “Comissão dos Desaparecidos Políticos” - grupo revanchista criado no primeiro governo FHC, que deu início às indenizações a parentes de terroristas, como Lamarca e Marighela - verdadeiro assalto ao erário. Por sua obra pecuniária, poder-se-ia chamar o petista que recebia dinheiro de entidades européias de “Numerário Miranda”. Outros intelectuais da POLOP foram: Dilma Rousseff (“Estela”), Érico Izackes Sachs (“Ernesto Martins”), Éder Simão Sader (“Raul Villa”), Rui Mauro de Araújo Marini e Teotônio dos Santos.
A POLOP era considerada radical até mesmo por Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas. Da POLOP surgiram o Partido Operário Comunista (POC) e o Comando de Libertação Nacional (COLINA). O COLINA foi criado em 1968 e tinha entre seus líderes Ângelo Pezzuti, Carlos Alberto Soares de Freitas, Apolo Hering Lisboa, Herbert Eustáquio de Carvalho, Jorge Raimundo Nahas, Maria José de Carvalho Nahas, Inês Etienne Romeu e Dilma Vana Rousseff Linhares. Membros da POLOP em São Paulo, junto com o MNR de Brizola, criaram a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
2 - COLINA - Comando (ou Corrente) de Libertação Nacional Comando (ou Corrente) de Libertação Nacional: atual Congresso de Libertação Nacional, o antigo COLINA foi criado em 1968 como dissidência da POLOP.
Em 1969, com recursos “expropriados” em assaltos, o COLINA instalou três “aparelhos” em Belo Horizonte, que foram desbaratados pela polícia; na ação contra o 3º aparelho, situado na Rua Itacarandu, foram mortos pelo COLINA o agente Cecildes Moreira de Faria e o guarda civil José Antunes Ferreira, além de ferir gravemente o investigador José Reis de Oliveira.
No dia 31 de março de 1969, o COLINA assaltou a agência do Banco Andrade Arnaud, na Rua Visconde da Gávea, Rio, onde foi morto o comerciante Manoel da Silva Dutra.
O COLINA recebeu a adesão de 2 grupos: o Núcleo Marxista Leninista (NML) e a Dissidência da Dissidência (DDD), e em julho de 1969 fundiu-se com a VPR, dando origem à Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares).
Teve entre seus quadros o engenheiro Leovi Antonio Pinto Carisio, que acusou, no ano 2000, o tenente do Exército, Carlos Alberto del Menezzi, de torturador, sem apresentar provas; o tenente foi demitido da ABIN, onde trabalhava, enquanto Aloysio Nunes Ferreira (o Ronald Biggs tapuia, que em 1968 participou do assalto ao trem-pagador Santos-Jundiaí) permanecia Secretário-Geral de FHC, sendo posteriormente alçado a Ministro da Justiça - exemplo típico de que a Lei da Anistia é aplicada apenas para beneficiar os antigos terroristas.
Segundo Jacob Gorender, em seu livro Combate nas Trevas, o assassinato, no dia 1/7/1968, do major do Exército da Alemanha Ocidental, Edward Ernest Tito Otto, então cursando a ECEME, teria sido um equívoco, já que os assassinos do COLINA pensaram tratar-se do capitão Gary Prado, do Exército da Bolívia, que havia participado do combate ao foco de guerrilha que Che Guevara tentava implantar naquele país, onde acabou morto.
3 - MNR - Movimento Nacionalista Revolucionário O MNR foi organizado por Leonel Brizola, João Goulart e outros exilados no Uruguai. Brizola, o último dos maragatos (http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=4886&cat=Ensaios), era o líder idealizado por Fidel Castro para a Revolução no Brasil, devido a seu nacionalismo anti-imperialista. Após a Contrarrevolução de 1964, por intermédio de Lélio Telmo de Carvalho, o grupo de Brizola no Uruguai obteve ajuda de Cuba: treinamento de guerrilha e auxílio financeiro de mais de um milhão de dólares. O primeiro “pombo-correio” enviado a Cuba foi Herbert José de Souza, o “Betinho”, seguido de Neiva Moreira e do ex-coronel do Exército, Dagoberto Rodrigues (na Tricontinental, Brizola enviou Aloísio Palhano, ex-membro do CGT).
Pressionado por Cuba, para justificar os recursos financeiros, Brizola criou em 1966 o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), para implantar a guerrilha no campo. O MNR articulou a Guerrilha do Caparaó, na região do Pico da Bandeira, em Minas Gerais, onde todos os integrantes foram presos em 1967, depois de serem denunciados às autoridades, por abaterem reses, antes mesmo de desencadear qualquer tipo de ação terrorista. Brizola não contratou advogados para os presos e não prestou conta dos dólares cubanos, sendo chamado por Fidel Castro de El Ratón. Segundo Betinho, o valor desviado pelos Incríveis Exércitos de Brizoleone (http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=8513&cat=Ensaios) foi de 200 mil dólares (Jornal do Brasil, 17/7/1996). Os remanescentes desse grupo uniram-se à esquerda da POLOP para criar a VPR.
4 - VPR - Vanguarda Popular Revolucionária
A VPR originou-se da fusão de remanescentes do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) com dissidentes paulistas da POLOP. Teve como líder maior o ex-capitão do Exército, Carlos Lamarca. O chefe do Setor de Inteligência da VPR era Ladislas Dowbor, nascido na Polônia, que participou do sequestro do Cônsul do Japão em São Paulo, Nobuo Oguchi, e posteriormente foi preso e banido do território nacional em troca da liberdade do embaixador alemão Ehrenfried Anton Theodor Ludwig Von Holleben, sequestrado no Rio de Janeiro.

Carlos Lamarca, então capitão do Exército, desertou do 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, Osasco, SP, em 1969, roubando 63 FAL, cinco metralhadoras INA, revólveres e muita munição da Companhia onde comandava. O plano era levar mais 500 FAL do depósito de armamento do Batalhão, o que não ocorreu porque Lamarca teve que antecipar seu plano, que estava prestes a ser descoberto.
No dia 22/7/1968, a VPR já havia roubado nove FAL do Hospital Militar do Cambuci, em São Paulo.
Em 26/6/1968, a VPR explodiu um posto de sentinela do QG do então II Exército, em São Paulo, matando a sentinela, soldado Mário Kozel Filho.
Em 12/10/1968, a VPR assassinou o capitão do Exército dos EUA, Charles Chandler, projetando-se perante as organizações terroristas nacionais e internacionais. João Quartim de Moraes, junto com o ex-sargento Onofre Pinto e Ladislas Dowbor, foi o “guia” do “tribunal revolucionário” que condenou Chandler, que foi morto por Pedro Lobo de Oliveira (VPR), Diógenes José de Carvalho Oliveira (VPR) e Marco Antonio Braz Carvalho (ALN).
Em 1970, a organização terrorista sequestrou diplomatas estrangeiros: o Cônsul-Geral do Japão em São Paulo, Nobuo Okuchi, no dia 11/3/1970, para libertação do terrorista “Mário Japa”; o Embaixador da República Federal da Alemanha no Brasil, Ehrenfried Anton Theodor Ludwig von Holleben, no dia 11/6/1970; o Embaixador suíço no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, em 7/12/1970, libertado em troca de 70 presos terroristas enviados ao Chile do presidente marxista Salvador Allende (24 desses terroristas eram da VPR), onde foram recebidos de braços abertos no dia 13/1/1971. Nesse sequestro, participaram Carlos Lamarca e Alfredo Sirkis; Lamarca desfechou dois tiros à queima-roupa contra o agente Hélio Carvalho de Araújo, que veio a falecer no dia 10/12/1970. O sequestro durou 40 dias e seria o último realizado por organizações terroristas no País.
“Ao tratar do sequestro do mesmo embaixador, o livro [A Ditadura Derrotada, de Elio Gaspari] registra as dificuldades para completar a lista dos que seriam libertados em troca da vida do diplomata e à página 341 registra que 18 presos se recusaram a deixar o país. Até hoje ninguém esboçou uma explicação para o estranho fato de presos que, segundo a versão assoalhada e reiterada convictamente por Gaspari, eram torturados e mortos, recusarem a liberdade e o fim das torturas. Curioso!” (General-de-Divisão Raymundo Maximiano Negrão Torres - HOE/1964, Tomo 14, pg. 82).
A VPR possuía sítio em Jacupiranga, SP, próximo à BR-116, para treinamento de guerrilha, depois desmobilizado, quando passou para a área de Registro, SP, no Vale da Ribeira. Uma das ações mais covardes desta organização, ocorrida durante a “Operação Registro”, foi o assassinato a golpes de fuzil do tenente da PM/SP, Alberto Mendes Júnior, em Registro, depois que o mesmo se entregou como refém a um grupo de terroristas, em troca da vida dos soldados de seu pelotão (10/5/1970).
No mês de setembro, descoberto o crime, a VPR emitiu um comunicado "ao povo brasileiro", onde tenta justificar o frio assassinato, no qual aparece o seguinte trecho: "A sentença de morte de um tribunal revolucionário deve ser cumprida por fuzilamento. No entanto, nos encontrávamos próximos ao inimigo, dentro de um cerco que pôde ser executado em virtude da existência de muitas estradas na região. O tenente Mendes foi condenado e morreu a coronhadas de fuzil, e assim o foi, sendo depois enterrado".
No início de 1971, a VPR tinha mais militantes no exterior (Cuba, Chile e Argélia - banidos e foragidos) do que no Brasil. Carlos Lamarca morreu em Brotas de Macaúbas, interior da Bahia, em 17/9/1971, ao resistir à prisão. Como recompensa por estes e muitos outros atos criminosos, a família de Lamarca, embora já recebesse pensão do Exército Brasileiro, foi “presenteada” com uma indenização de mais de 100 mil dólares (11/9/1996), doada pela famigerada “comissão dos desaparecidos políticos”. Com essa ignomínia, o 11 de setembro deveria ser instituído como o “dia da traição”, como já sugeriu o deputado Jair Bolsonaro.
Um dos principais terroristas da VPR foi Diógenes de Oliveira, hoje “Diógenes do PT”, que foi o “PC Farias” da campanha de Olívio Dutra (PT/RS) para governador. Outro “militante” da VPR foi Henri Phillipe Reichstul, presidente da Petrobrás durante o Governo FHC (sua irmã francesa, Pauline, também “militante” da VPR, morreu em um tiroteio no Recife, em janeiro de 1973, depois de fazer um curso de guerrilha em Cuba e tentar a reestruturação da VPR no Brasil. Pela morte da irmã, Henri recebeu R$ 138.300,00, em junho de 1997.
Militante da VPR e da VAR-Palmares foi também o Secretário do Trabalho do Rio de Janeiro, Jaime Cardoso (governo Garotinho), que teve como chefe de gabinete Rafton Nascimento Leão, antigo “militante” da VAR-Palmares. A fusão da VPR com o COLINA resultou na VAR-Palmares de Dilma Rousseff e de outros “honoráveis terroristas”.
5 - VAR-Palmares - Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares A Vanguarda Armada Revolucionária Palmares resultou da fusão das organizações terroristas VPR e COLINA, em 1969.
“Em 1968 saí daqui do 19º. RI e fui servir em Guaíra, no Paraná. Lá chegou ao nosso conhecimento de que grupos terroristas que atuavam no Rio de Janeiro e em São Paulo estavam utilizando aquela área como reunião de homizio. Em uma operação de informações, cercamos uma fazenda que tinha sido comprada por um grupo da Vanguarda Popular Revolucionária (VAR-Palmares) e era o local onde eles faziam treinamento. (...) A intenção deles era começar uma guerrilha na área rural, através do processo do foquismo, que fora sucesso lá em Cuba e na China. Estavam treinando ocultar-se em meio à vegetação, enterrar suprimentos, munição, medicamentos, a caminhar e orientar-se dentro do mato” (General-de-Brigada Flávio Oscar Maurer - HOE/1964, Tomo 8, pg. 309). Nesse depoimento, o general Maurer narra, ainda, que foi baleado pelo sargento Venadino (2º Sgt Venaldino Saraiva, que se suicidou em 12/5/1964), esquerdista fanático, junto com o aspirante Aloysio Oséas. Maurer teve toda a face esquerda dilacerada e passou por várias cirurgias plásticas.
“A par do Setor de Expropriações, a VAR Palmares possui o Setor Territorial, incumbido da arregimentação entre estudantes, camponeses e operários, bem como da ligação, na ocasião oportuna, da coluna guerrilheira com a região urbana, através da aceitação, divulgação e apoio dessa coluna. Cada subsetor do Territorial possui dois grupos distintos: SAM, Setor de Ação de Massas, e GAV, Grupo de Ações Violentas. Ao primeiro, compete conseguir adesões da doutrinação e induzir as massas à realização de ações de interesse da organização, greves, passeatas, depredações etc.; ao segundo compete agir no meio operário, estudantil e camponês, como um órgão de repressão às manifestações contrárias às ações desenvolvidas pelo SAM, como lhe compete, outrossim, a tomada violenta de fábricas, panfletagem e justiçamento” (SOLNIK, 2011: 241).
No dia 22/6/1969, a VAR-Palmares roubou em assalto à Companhia de Polícia do 10º Batalhão da FPESP (São Caetano do Sul) 94 fuzis, 18 metralhadoras INA, 30 revólveres Taurus cal .38, 300 granadas e cerca de 5.000 cartuchos de diversos calibres, aumentando consideravelmente seu arsenal, já suprido com o assalto à Casa de Armas Diana e ao 4º Regimento de Infantaria (4º RI) - ação empreendida por Carlos Lamarca, da VPR.
No Rio de Janeiro, a VAR-Palmares participou do assalto ao Banco Aliança, Agência Muda (1969), de onde foi roubada a importância de NCr$ 54.884,62, ocasião em que foi assassinado o motorista de praça Cidelino Palmeiras do Nascimento, que conduzia policiais em perseguição aos assaltantes.
A VAR-Palmares participou da “Grande Ação”, em 18/6/1969, quando foi roubado de um cofre em Santa Teresa, Rio de Janeiro, a quantia aproximada de 2,596 milhões de dólares. O cofre pertencia ao ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros, e ficava no casarão de sua amante, Anna Capriglione. Parte desse dinheiro (cerca de 1 milhão de dólares) foi entregue ao embaixador da Argélia no Brasil, Hafid Keramane, para aquisição de armas, custear a viagem de terroristas àquele país e auxiliar Miguel Arraes a criar a Frente Brasileira de Informações (FBI) – cfr. http://www.midiasemmascara.org/arquivos/3375-fbi-um-onagro-franco-argelino-brasileiro.html. “O assalto ao cofre ocorreu na tarde de 18 de julho de 1969, no Rio de Janeiro. Até então, fora ‘o maior golpe do terrorismo mundial’, segundo informa o jornalista Elio Gaspari em seu livro ‘A Ditadura Escancarada’. (...) A ação durou 28 minutos e foi coordenada por Dilma Rousseff e Carlos Franklin Paixão de Araújo [“Max”, amante de Dilma], que então comandava a guerrilha urbana da VAR-Palmares em todo o país e mais tarde se tornaria pai da única filha de Dilma” (“O cérebro do roubo ao cofre”, revista Veja, 15/1/2003, pg. 36). O ex-ministro Carlos Minc, que hoje participa de passeatas para a liberação da maconha, foi um dos que participaram do roubo.
No livro de Solnik, consta que a participação de Dilma a respeito do roubo do cofre foi apenas para trocar parte dos dólares em casas de câmbio no Rio de Janeiro, por ser uma “burguesinha” e ter aparência de socialite, não despertando suspeitas.
No Rio Grande do Sul, foram assaltados o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Agência Tristeza, 28/1/1970) e o Banco do Brasil, Agência Viamão, RS (18/3/1970).
Em São Paulo, houve tentativa de assalto em um estacionamento, assalto a um supermercado do Sesi, no Cambuci, assalto ao Supermercado Peg-Pag e 3 assaltos a supermercados diferentes do Grupo Pão de Açúcar, todos no ano de 1970.
Em 1/1/1970, a título de comemoração do aniversário da Revolução Cubana, a VAR-Palmares sequestrou em pleno voo um avião Caravelle, da Cruzeiro do Sul, que fazia a linha Montevidéu-Porto Alegre-Rio de Janeiro, desviando-o para Cuba. O sequestro foi planejado por James Allen Luz, que o executou com cinco comparsas, dentre os quais Jessie Jane Vieira de Souza, posteriormente diretora do Arquivo do Rio de Janeiro, com sede na antiga dependência do DOPS.
Uma das integrantes da VAR-Palmares, do setor de Inteligência, foi Elizabeth Mendes de Oliveira, a “Bete Mendes” de novelas como “Beto Rockfeller”, que usava o codinome “Rosa” na clandestinidade, talvez querendo ser a “Rosa de Luxemburgo” brasileira. Bete Mendes “fazia parte do núcleo da VPR do Colégio de Aplicação, onde foi colega de Pérsio Arida” (SOLNIK, 2011: 187). A então deputada federal Bete Mendes, em visita ao Uruguai com uma comitiva do Presidente Sarney, em 1985, acusou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, então adido militar naquele país, de ter sido torturada por ele nas dependências do DOI/CODI do II Exército (São Paulo), onde a terrorista passou 18 dias presa depois de ter sido detida no “aparelho” da Rua General Bagueira, 79, com documentos falsos e roubados para uso do grupo terrorista (“Rosa” ficou presa entre os dias 29 Set e 16/10/1970).
A tortura foi negada pelo coronel Ustra no livro Rompendo o Silêncio. Antes da denúncia, “Rosa” já havia sido entrevistada pela revista Afinal (2/7/1985) e pelo jornaleco Pasquim (17 Fev a 05/3/1986), ocasiões em que não citou a tortura, indício de que é uma boa atriz do disfarce e da mentira, o que pode ser corroborado, ainda, pelas declarações de “Max” (do Comando Nacional da organização terrorista) no jornal Zero Hora, de 20/8/1985.
Após a prisão de “Rosa”, a VPR realizou ainda as seguintes ações: assalto a um carro de transporte de valores da Transfort S/A, em Madureira, Rio, RJ, junto com o MR-8, em 22/11/1971, ocasião em que os terroristas levaram 2 metralhadoras, 2 pistolas calibre 45 e 1 espingarda calibre 12, e assassinaram o suboficial da reserva da Marinha, José Amaral Villela, chefe de segurança do carro de transporte; assalto ao Curso Fischer, Tijuca, Rio, RJ, no dia 14/1/1972; assassinato do marinheiro inglês David A. Gutheberg, no Rio de Janeiro, RJ, no dia 05/2/1972, numa atuação de “Frente” com a ALN, VPR e PCBR; assalto ao Banco da Bahia e ao Banco de Crédito Territorial, em São Cristóvão, Rio, RJ, no dia 25/2/1972; assalto ao Banco Territorial, na Avenida Brasil, Rio, RJ, em “frente” com o MR-8 e PCBR, em abril de 1972; assalto ao Banco Nacional, de Braz de Pina, Rio, RJ, em julho de 1972, em “frente” com o PCBR; assalto ao Banco Itaú, em Botafogo, Rio, RJ, em outubro de 1972, em “frente” com o PCBR; assassinato do Dr. Otávio Gonçalves Moreira Júnior, em Copacabana, Rio, RJ, no dia 25/2/1973, em “frente” com a ALN e PCR; no Rio Grande do Sul, assalto ao Banco Francês e Brasileiro, em Porto Alegre, RS, no dia 14/12/ 1973, em “frente” com o PCBR; em São Paulo, assaltos à Empresa Paulista de Ônibus (Vila Prudente, Out 1970), ao supermercado Pão de Açúcar (Rua Baturité) e Pão de Açúcar (Barão de Jundiaí), ambos em Nov 1970; ao Supermercado Gigante (Lapa, Fev 1971), em “frente” com o PRT; à Fábrica de Parafusos Mapri (Vila Leopoldina, Mar 1971), em “frente” com o PRT; à firma RCA-Victor (Jaguaré, Mai 1971); à Empresa de Ônibus Tusa (Freguesia do Ó, 10/5/1971), ocasião em que foi morto o soldado PM Manoel Silva Neto; tentativa de assalto a uma casa de armas (Av. Rangel Pestana), quando o proprietário foi ferido a tiros, após reagir e evitar o assalto; tentativa de assalto a uma casa de armas (Lapa), evitado por um vigia; tentativa de assalto à residência de um colecionador de quadros, na Rua Veríssimo Glória.
No interior do Rio, um terreno seria utilizado para fabricação de bombas de plástico: “O projeto era de montar uma ‘fábrica de bombas’ e fora desenhado por um engenheiro químico egípcio, ligado à Al Fatah e ao Setembro Negro, que se aproximou de Espinosa [Antonio Roberto Espinosa] e se ofereceu para colaborar com a VAR-Palmares. Era um cara de olhos muito vivos e atentos, que diziam mais que sua boca. (...) - Um leilão de velhos telefones públicos a manivela. Isso me interessa - disse o egípcio. (...) - Esses aparelhos funcionam como ímãs, dos quais precisamos para nossas bombas por controle remoto” (SOLNIK, 2011: 150). Em seu livro, Solnik não informa se o projeto foi consumado.
Durante certo tempo, Delfim Netto esteve na lista dos “sequestáveis”, quando os terroristas descobriram que todo fim de semana o “tsar” da economia viajava a Jundiaí.
Tadeu, um estudante de Geologia e apaixonado (não correspondido) por Dilma, dizia que ela “é a reencarnação da Krupskaya, e Krupskaia e a própria Dilma são reencarnações de Helena de Troia” (SOLNIK, 2011: 191).
Junto com Maria Celeste Martins, Dilma guardava as armas da organização criminosa.
No discurso de posse da Presidência, em 2011, Dilma Rousseff afirmou que não se envergonhava do passado. Mesmo que ela tenha apenas servido café aos “camaradas d’armas” nos aparelhos onde se escondeu como rato se esconde no esgoto, ela tem, também, as mãos sujas de sangue. “Só em 1969, ela organizou três ações de roubo de armas em unidades do Exército no Rio. Quando foi presa, em janeiro de 1970, o promotor militar que preparou a acusação classificou-a com epítetos superlativos: ‘Joana D’Arc da guerrilha’ e ‘papisa da subversão” (Veja, 15/1/2003, pg. 37).
Está explicado por que Dilma Rousseff não se interessa em propor ao Congresso Nacional uma lei antiterrorista dura, que enquadraria o próprio MST, que se autodenomina “braço armado do PT”. Está explicado por que a presidente criou a maniqueísta Comissão Nacional da Verdade, para tentar vilipendiar as Forças Armadas, as quais ela deveria respeitar, por ser a comandante-em-chefe, não satanizá-las em um revanchismo e patifaria sem limites.

Bibliografia:

MOTTA, Aricildes de Moraes (Coordenador Geral). História Oral do Exército - 1964 - 31 de Março - O Movimento Revolucionário e sua História. Tomos 1 a 15. Bibliex, Rio, 2003.
ORVIL - Tentativas de Tomada do Poder - Download gratuito em http://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf
SOLNIK, Alex. O cofre do Adhemar - A iniciação política de Dilma Rousseff e outros segredos da luta armada. Jaboticaba, São Paulo, 2011.
A nova onda de controle de preços na América Latina
, - IMB


cristina-kirchner-rafael-correa-y-hugo-chavez.jpgArgentina e Venezuela adotaram com vigor um infeliz, embora bastante familiar, modismo econômico que recorrentemente arrebata a América Latina — o controle de preços. Para piorar, até mesmo o Equador parece ter resolvido entrar na dança.Em uma desatinada tentativa de "suprimir" a acentuada inflação de preços, os governos destes países estão recorrendo à milenarmente fracassada prática de fixar preços a níveis artificialmente baixos. Como qualquer economista digno de sua formação sabe perfeitamente, isso irá gerar apenas escassez.
Venezuela
Na Venezuela, o governo determina o preço de vários bens de consumo, inclusive o da gasolina, cujo valor está congelado em
US$0,058 por galão [o equivalente a R$0,03 por litro]. Como mostra o gráfico, cuja fonte é o próprio Banco Central da Venezuela, 20,4% de todos os bens de consumo da economia simplesmente sumiram das lojas e supermercados.
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Embora o congelamento mantenha os preços dos bens em níveis ostensivamente baixos no mercado oficial, eles inevitavelmente geram prateleiras vazias, privando vários consumidores de ter acesso a bens essenciais (
falta até papel higiênico na Venezuela).
Isso, por sua vez, produz uma inflação "reprimida" — por causa do controle de preços, a "verdadeira" taxa de inflação de preços é artificialmente contida, quando não reprimida por meio de intervenções estatais de estilo soviético.
O gráfico abaixo mostra a evolução da taxa de câmbio da moeda venezuelana, obolívar fuerte, no mercado negro. Em fevereiro, ainda antes da morte de Hugo Chávez, o bolívar perdeu 21,72% do seu valor em relação ao dólar no mercado negro (ou seja, no livre mercado). Essa desvalorização se acelerou após o anúncio da morte de Chávez [linha preta vertical].
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Pouco antes de sua morte, o governo Chávez reconheceu que o bolívar estava em apuros e oficialmente
desvalorizou a moeda em 32%, fazendo com que a taxa de câmbio oficial saísse de 4,29 para 6,29 bolívares por dólar. Porém, a esse valor, o bolívar ainda está sobrevalorizado em 74% se levarmos em conta o valor da taxa de câmbio da moeda no livre mercado.
Como mostra o gráfico abaixo, desde 2005, a taxa de câmbio do bolívar em relação ao dólar no mercado negro vem divergindo crescentemente da taxa de câmbio oficial.
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Linha vermelha: taxa de câmbio oficial; linha azul: taxa de câmbio no mercado negro
Dado que esse mensurador — alterações na taxa de câmbio do bolívar em relação ao dólar no mercado negro — é o que melhor estima o real valor de uma moeda, é possível inferir que a inflação de preços "reprimida" na Venezuela está atualmente em 153%.
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Linha vermelha: inflação divulgada pelo governo; Linha azul: inflação implícita estimada pela desvalorização do bolívar frente ao dólar no mercado negro

A desvalorização simbólica feita pelo governo venezuelano em fevereiro foi a sétima desvalorização oficial do bolívar sob Chávez, o que mostra que o governo está jogando um jogo já perdido.
É possível a Venezuela evitar uma crise monetária gerada pelo colapso de sua moeda? Sim, e de maneira relativamente simples: substituindo o bolívar pelo dólar. Essa opção, conhecida como dolarização, foi a que sugeri ao então presidente
Rafael Calderaquando eu era seu conselheiro em 1995. E foi a solução adotada de maneira amplamente bem-sucedida pelo Equador, país em que fui conselheiro do ministro da economia e das finanças.
Equador
Após uma longa e turbulenta história de moedas ruins, o Equador abandonou o Sucre em 2000 e o substituiu pelo dólar. Desde então, a inflação de preços vem se mantendo em níveis excepcionalmente baixos para um país latino-americano.
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Com a exceção de 2008 (8,83%) e 2011 (5,41%), a inflação de preços sempre se manteve abaixo dos 4%. Não é de se espantar, portanto, que a dolarização tenha atingido uma aprovação de 82% da população equatoriana.
Embora o presidente Rafael Correa, eleito em 2007, seja um adepto da Revolução Bolivariana chavista, ele sabiamente manteve o dólar como a moeda do país. O dólar forneceu uma forte âncora para a economia equatoriana (e para o governo Correa), e conseguiu proteger o país dos males econômicos que afligem vários de seus vizinhos.
É justamente este histórico que torna incompreensível sua
recém-anunciada decisão de implementar, a partir de maio, controles de preços em 46 produtos alimentícios. A inflação de preços em 2012 foi de 4,16%. Já em março deste ano, o valor acumulado em 12 meses caiu para 3%, a menor taxa em 2 anos. No entanto, os preços dos alimentos subiram 0,77% no mês (após ter caído 0,15% em fevereiro), o que já incitou os burocratas a anunciarem um controle de preços.
É de se esperar que o governo se dê conta desta insensatez e abandone qualquer ideia de inovar neste seara.
Argentina
A Argentina, país que nunca se cansa de tentar reinventar as leis econômicas, vem
vivenciandoo mesmo dilema da Venezuela. Os preços da gasolina e dos bens nos supermercados estão congelados. Segundo o governo, a inflação de preços é de 10% ao ano. Mas nenhum argentino acredita nisso. Estatísticas independentes afirmam que a inflação de preços está na casa dos 30% ao ano. No mercado negro, o valor do dólar é 60% maior do que o câmbio oficial, controlado pelo governo. Isso coloca a inflação de preços implícita da Argentina em mais de 70%.
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Linha vermelha: inflação divulgada pelo governo; Linha azul: inflação implícita estimada pela desvalorização do peso frente ao dólar no mercado negro

Os argentinos praticamente não poupam seus pesos. Assim que eles recebem pesos, eles gastam para se livrar deles. Segundo estimativas de 2010, mais de 50% das famílias argentinas não utilizam o sistema bancário, certamente traumatizadas pelo corralito de 2001/2002. Elas poupam em dólares e guardam este dinheiro ou dentro de casa ou em bancos no exterior.
Justamente por isso, o governo argentino está fechando o cerco, dificultando ao máximo a compra de dólares. Quem é pêgo transacionando dólares nas ruas pode ir preso. Isso empurrou as operações literalmente para o subterrâneo.
De
acordocom o The Wall Street Journal, compradores e vendedores de dólares estão se encontrando em "cuevas" escuras, geralmente locais escondidos nos fundos dos estabelecimentos, para fazer suas transações.
O mercado de câmbio na Argentina foi para o subterrâneo. Com o governo restringindo cada vez mais o acesso a moedas estrangeiras, os argentinos em busca de dólares, uma mercadoria cada vez mais rara, estão sendo empurrados para cuevas — operações clandestinas, realizadas nos fundos escuros de estabelecimentos, nas quais o cliente paga caro para trocar pesos por dólares.
Comprar dólares para poupar é uma atividade proibida pelo governo argentino, e as autoridades permitem a venda de apenas pequenas quantias de moeda estrangeira para viagens ao exterior. Para obter tais divisas, os viajantes têm de enviar pela internet um pedido à Receita Federal dias antes de sair do país, e eles normalmente recebem autorização para comprar uma quantia muito menor do que pediram.
As empresas têm de ter aprovação do governo para importar equipamentos e materiais à taxa de câmbio oficial, mais barata. A Receita Federal trabalha com cachorros nos postos alfandegários para farejar pessoas que estejam viajando com dólares escondidos e não-declarados.
Na Argentina, quem tem dólares quer pagar por bens e serviços em pesos. Mas só se conseguirem converter dólares em pesos ao câmbio de mercado negro. Caso contrário, será melhor pagar em dólares, mas só se o comerciante estiver disposto a aceitar converter seus preços em dólares à taxa de livre mercado. Normalmente, chega-se a um valor de meio termo. Ou seja, a Argentina está praticamente em um estado de escambo.
Conclusão
Além da escassez e da inflação reprimida, controles de preços podem levar a consequências políticas não imaginadas. Uma vez que os controles de preços são implementados, é muito difícil revogá-los sem que isso gere inquietação popular — veja os
distúrbios que ocorreram em 1989 na Venezuela, quando o presidente Carlos Perez tentou abolir o congelamento de preços.
Com o fim do boom no setor de commodities, as economias populistas da América Latina tendem a sofrer. A próxima rodada de revoluções não será bonita.
Uma visita à Argentina e à Venezuela equivale a um Ph.D. em catástrofes monetárias e incompetência econômica. É um ótimo exemplo prático de como os políticos podem realmente destruir uma economia quando se esforçam para tal.

Steve Hanke é professor de Economia Aplicada e co-diretor do Institute for Applied Economics, Global Health, and the Study of Business Enterprise da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA. O Professor Hanke também é membro sênior do Cato Institute em Washington, D.C.; professor eminente da Universitas Pelita Harapan em Jacarta, Indonésia; conselheiro sênior do Instituto Internacional de Pesquisa Monetária da Universidade da China, em Pequim; conselheiro especial do Center for Financial Stability, de Nova York; membro do Comitê Consultivo Internacional do Banco Central do Kuwait; membro do Conselho Consultivo Financeiro dos Emirados Árabes Unidos; e articulista da Revista Globe Asia.
Venda de armas para EUA sobe 187,5% na gestão Lula
Americanos compram 80% de tudo que o Brasil exporta no setor
A Taurus responde por por mais de 50% das exportações no acumulado de 40 anos, segundo o Exército
RUBENS VALENTE - FSP
Os Estados Unidos, que discutem restrições ao comércio de armamentos, adquiriram 7,9 milhões de armas de fogo do Brasil nos últimos 40 anos, e 59% desse total foi exportado durante o governo Lula (2003-2010).
É o que indica um levantamento inédito do Comando do Exército obtido pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação, com o registro detalhado de vendedores e compradores de 9,9 milhões de revólveres, pistolas, carabinas e espingardas, entre outras armas, enviadas para fora do Brasil de 1971 a 2011.
A exportação dos armamentos brasileiros para os EUA aumentou 187,5% nos oito anos do governo Lula em comparação com o mesmo período do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). De 2003 a 2010, as indústrias brasileiras destinaram ao território norte-americano um total de 4,6 milhões de armas, o suficiente para armar a população inteira de países como Noruega e Croácia.
Em 2011, o Brasil foi o líder das exportações para os EUA, com 846 mil armas de fogo, à frente da Áustria (a segunda colocada com 522 mil) e da Alemanha (a terceira, com 313 mil).
O raio x das exportações revela que três empresas criadas nos EUA pelas fabricantes brasileiras Forjas Taurus e Amadeo Rossi adquiriram a maior parte das armas que entraram naquele mercado.
As fabricantes não informam ao governo brasileiro o destino final dessas armas, o que afastaria a hipótese de que estejam sendo redirecionadas a outras países.
Alegando sigilo comercial, a Taurus se recusou a informar à Folha quem são os clientes das suas subsidiárias norte-americanas.
Para especialistas no tema, a reexportação é um fenômeno bastante conhecido. De acordo com eles, centenas de armas fabricadas pela Taurus foram achadas num depósito em Trípoli após a queda do ditador Muammar Gaddafi.
Contudo, no levantamento obtido pela Folha há o registro da venda de apenas duas armas para a Líbia.
Maria Laura Canineu, diretora da ONG Human Rights Watch para o Brasil, afirmou que o país chegou a defender, nas discussões do novo tratado global para comércio de armas, aprovado neste ano na ONU (Organização das Nações Unidas), a exigência de que o exportador emita um certificado de "utilizador final" da arma, mas a versão final do tratado acabou ficando "frágil nesse sentido", sem "uma exigência clara".
Segundo Maria Laura, a nova Lei de Acesso representa um avanço, mas o Brasil "tem enfrentado severas críticas pela falta de transparência na exportação de armas".
A quarta maior compradora nos EUA dos produtos brasileiros foi a Springfield Incorporation, uma conhecida apoiadora da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês). Há duas semanas, uma proposta de regulação do presidente Barack Obama foi recusada pelo Congresso.
O poder de fogo político das fabricantes brasileiras também se revela em tempos de eleição. Duas empresas e uma associação do setor doaram R$ 3 milhões a candidatos diversos na disputa eleitoral de 2010, incluindo R$ 500 mil para a direção nacional do PT e R$ 200 mil para a campanha que elegeu Dilma Rousseff.
Abaixo dos EUA, os principais destinos das exportações brasileiras foram, em números aproximados, a Argentina (215 mil armas), Paraguai (154 mil), Iêmen (112 mil) e Alemanha (109 mil).
Com uma receita de R$ 701 milhões e lucro líquido de R$ 42 milhões em 2012, a Taurus, sediada no Rio Grande do Sul, foi responsável por mais de 50% das exportações brasileiras nos últimos 40 anos. No relatório de administração do ano passado, a empresa informou que 60% de sua produção foi para o exterior. Desse volume, 88% teve como destino os EUA, o que correspondeu a cerca da metade de sua receita no período.
Alemanha tem forças para enfrentar uma nova crise financeira?
John Vinocur - IHT
AP Photo/Markus Schreiber

Angela Merkel, chanceler da Alemanha, disse para jornalistas que o Chipre precisa de um plano para corrigir seu sistema bancário
Angela Merkel, chanceler da Alemanha, disse para jornalistas que o Chipre precisa de um plano para corrigir seu sistema bancário
No início de 2011, quando a Alemanha tinha acabado de terminar um ano com crescimento de 3,7% e um grande salto na criação de empregos, o ministro da Economia de Angela Merkel descreveu a ascensão, para o Bundestag, como "não um conto curto, mas uma série de romances" de sucesso.
Esta Alemanha, disse Rainer Brüderle, "está muito consciente de sua grande responsabilidade para com a Europa", e ele insistiu: "Estamos prontos para fazer contribuições consideráveis". Nove meses depois, Merkel afirmou que a Alemanha era mais uma vez a "locomotiva da Europa".
O momento era de doses cavalares de confiança, generosidade e afirmações de poder da Alemanha. Como o tempo voa.
Agora, com o Bundesbank prevendo de que a economia crescerá apenas 0,4% ou 0,5% este ano, o grande surto de crescimento da Alemanha parece, em retrospectiva, a subida do bungee jumping depois de seu forte declínio de recessão em 2009.
Retratada como verdade suprema aqui, embora menos aceita como um evangelho hoje em dia por muitos de seus vizinhos europeus, a convicção alemã que o deficit rápido e a consolidação da dívida podem ser concomitantes com um crescimento econômico significativo, e fazer com que as pessoas voltem a trabalhar, parece cada vez mais como um ídolo em queda.
Até mesmo Merkel, passados seus dias de locomotiva alemã, reconheceu este mês que "nós não temos força para criar um grande programa de estímulo pela segunda vez sem perder a confiança internacional", de acordo com uma agência de notícias.
Num ano eleitoral, o crescimento claramente não é sua prioridade. Com cinco meses de campanha pela frente antes de colocar a chancelaria em jogo em 22 de setembro, Merkel dificilmente aponta para a ausência de crescimento, um reconhecimento, para a Europa, da derrocada econômica alemã.
Veja só as manchetes que foram publicadas ao longo do mês passado: o "Frankfurter Allgemeine Zeitung", com base na sua própria compilação de estatísticas de empregadores, escreveu que mais empregos estavam sendo extintos do que criados na Alemanha no primeiro trimestre do ano. Um instituto de pesquisa informou que os salários médios na Alemanha caíram 1,8% desde 2000. Os registros de automóveis novos na Alemanha caíram 17,1% em março, muito pior do que o declínio médio do mês em toda a Europa.
Se isto não é material para o exemplo ou a liderança alemã na Europa, como é que a candidata Merlkel lida com a dura realidade em termos do eleitorado alemão e do eleitorado europeu mais amplo?
Em primeiro lugar, deixando claro para os eleitores alemães que eles não terão que pagar pelo resto da Europa, estimulando a demanda alemã. Depois, contando aos parceiros da União Europeia que eles precisam enfrentar taxas de crescimento (baixas) de 1% a 1,5% num futuro próximo, mas que o único caminho a seguir é mais deficit e consolidação da dívida.
De fato, o ministro das Finanças Wolfgang Schauble foi mais longe. Ele teria afirmado que aqueles que esperam um maior crescimento na Europa correm o risco de por em risco o seu próprio futuro. Isso quer dizer: não há soluções de estímulo a custa de mais rigor.
Mais privadamente, as autoridades alemãs disseram a repórteres que 1% a 1,5% de crescimento é bastante aceitável. A explicação que eu tenho aqui insiste que esses números representam uma economia alemã "forte e sustentável".
Mas esta suposição não é necessariamente transponível para outros lugares.
Em conversas com economistas da Organização de Cooperação Econômica e Desenvolvimento Econômico, a Espanha foi descrita como um país que "precisa muito mais do que 1,5% de crescimento para se arrastar para fora de seu buraco em direção a algum tipo de equilíbrio."
A organização estima que a Alemanha – sem uma grande mudança estrutural – terá uma média de crescimento de 1,1% ao longo das próximas quatro décadas. Um crescimento de 1,1% ou 1,2% foi considerado insuficiente para criar empregos na França.
E então a OECD ofereceu este cálculo: tomando a taxa de produtividade do trabalho que ela espera na Alemanha, a taxa de crescimento de 1,2% que a organização prevê no país no período de 2018 a 2030 significa que os empregos alemães na verdade sofrerão declínio. Isto sugere que o modelo de "estabilidade" que a Alemanha criou para a Europa não oferece garantias de alcançar o que se deseja.
Ao mesmo tempo, a realidade imediata é que a Alemanha, com sua população em declínio, continua apaixonada por suas próprias regras básicas de baixo crescimento numa União Europeia que nunca foi capaz de sustentar um ambicioso programa de crescimento. Acrescente a isso a noção generalizada que diz que ninguém é leito na Alemanha propondo mudanças radicais.
Uma pesquisa realizada pela organização de pesquisa Instituto Allensbach argumenta que uma boa maneira para Merkel arriscar perder em setembro é fazer com que os alemães se preocupem com algum tipo de transformação econômica difícil pela frente. As mudanças mais ameaçadores seriam dizer que a Alemanha precisa exportar menos e aumentar as importações, abrir os setores fechados de sua economia para a concorrência externa, e acabar com seu sistema perdulário e politicamente protegido de bancos públicos. Esses seriam passos clássicos e estruturais em direção à possibilidade de novo crescimento.
Mas não para a reeleição de Merkel. Helmut Kohl dirigiu magistralmente a reunificação alemã enquanto ficou no poder por 16 anos como o chanceler que não propôs mudanças importantes para uma economia estagnada. Gerhard Schroder fez isso e em grande parte foi por isso que perdeu para Merkel.
Crescimento, emprego, um novo estado de ânimo além do desespero de hoje? A aposta aqui é que os eleitores alemães sustentem seu modelo de estabilidade. E isso significa um status quo mais sombrio na Europa.
Tradutor: Eloise De Vylder
EUA, Japão e UE questionam política industrial ‘discriminatória’ do Brasil
Países ricos vão ao comitê de investimentos da Organização Mundial do Comércio pedir explicações ao governo brasileiro por medidas adotadas nos últimos anos que, para eles, beneficiam a indústria nacional em detrimento dos competidores estrangeiros
Jamil Chade - OESP
Os países ricos se uniram para questionar a política industrial brasileira, que chamam de "discriminatória". Amanhã, na Organização Mundial do Comércio (OMC), vão pedir explicações ao Itamaraty em relação à política de incentivo fiscal que, para esses governos estrangeiros, estaria violando regras do comércio.
Num documento enviado ao Itamaraty, obtido pelo Estado, datado de 15 de abril, os governos de EUA, Japão e União Europeia deixam claro que consideram "preocupantes" as medidas adotadas pelo Brasil nos últimos meses em diversos setores e pedem explicações, elevando a pressão sobre Brasília.
Há ainda outra queixa: o governo de Dilma Rousseff havia prometido que certas medidas de incentivo seriam temporárias. Mas, hoje, já estão previstas para durar toda a década.
O Palácio do Planalto insiste em que sua política industrial está dentro das regras internacionais. Mas agora os países ricos querem saber como é que o Brasil justifica a "consistência" de seus incentivos perante as normas da OMC. Essas leis estipulam justamente que governos não podem usar regras tributárias nacionais para criar discriminação entre produtos nacionais e importados.
Essa não é a primeira vez que incentivos fiscais dados pelo Brasil são questionados na OMC. Mas a cobrança era pontual. O IPI para carros, por exemplo, já foi alvo de críticas.
Agora, porém, pela primeira vez, as três principais economias desenvolvidas alertam que a política de incentivo poderia fazer parte de uma estratégia mais ampla de política industrial, com elementos "aparentemente discriminatórios".
Não se trata ainda de um ataque ao Brasil nos órgãos judiciais da OMC. A questão será levada ao comitê da OMC que trata justamente de políticas de investimentos, onde países podem levantar questões a outros parceiros comerciais.
Mas fontes da UE dizem que a decisão de cobrar mais explicações do Brasil, somada ao fato de que não se trata apenas de um setor, mas de toda a estratégia, são uma demonstração de que os países ricos não darão trégua ao Brasil e, nos próximos meses, aumentarão a pressão.
"Existem preocupações sobre o que parecem ser medidas discriminatórias contra produtos importados em certas medidas adotadas pelo Brasil na área de taxação indireta", afirma o documento dos países ricos.
Essas nações dão diversos exemplos desses incentivos e alertam que, ao contrário do que o governo brasileiro havia prometido, as medidas não são temporárias. Uma delas é o IPI menor dos carros para empresas que usem peças locais.
Os ricos também atacam o que chamam de "discriminação" contra produtos digitais, contra equipamentos de telecomunicações e semicondutores, setores que também foram alvo de políticas de incentivo fiscal. No documento enviado ao governo brasileiro, americanos, europeus e japoneses questionam a "consistência" das regras de leilão da Anatel para as redes de banda larga em relação às normas internacionais, já que esses leilões estariam privilegiando empresas que usem equipamentos nacionais.
Mas as críticas não param por aí. Os governos ricos querem saber como o Brasil justifica a lei que deu, desde 2 de abril, incentivos à indústria de fertilizantes, com redução de impostos sobre a aquisição de máquinas, e se acredita que a medida está dentro das regras globais.
Por fim, os países querem saber como o Brasil explica a consistência de sua política de redução de IPI para carros diante das leis internacionais.
Motivação. O próprio documento deixa claro que esses países continuarão a questionar o Brasil. "Essas questões não devem ser vistas como exaustivas em relação às preocupações de UE, EUA e Japão", afirmam.
Em diversas ocasiões, o governo brasileiro disse que as medidas de incentivo tendem a dar vantagens justamente a empresas europeias e americanas, já que são as que estão instaladas no Brasil há décadas e usam de fato produtos nacionais.
Mas o argumento não convence. A pressão dos ricos sobre o Brasil não ocorre por acaso. Washington, Bruxelas e Tóquio não querem que políticas industriais com viés protecionista se transformem em uma espécie de "moda", justamente em mercados emergentes, os únicos que crescem no mundo.
Crise faz com que crianças passem fome na Grécia
LIZ ALDERMAN - NYT
ATENAS - Como diretor de uma escola primária, Leonidas Nikas está vendo o que ele pensava que fosse impossível acontecer na Grécia: crianças procurando comida nas latas de lixo, jovens necessitados pedindo sobras de comida aos colegas e um menino de 11 anos, Pantelis Petrakis, com o corpo crispado pela fome.
"Ele não tinha comido quase nada em casa", disse Nikas, sentado em seu escritório perto do porto de Pireus, um subúrbio da classe trabalhadora em Atenas. Ele consultou os pais de Pantelis, que disseram que não conseguem trabalho há meses.
Sua poupança acabou e eles estão vivendo de macarrão com ketchup. "Nem em meus sonhos mais loucos eu esperava ver a situação em que estamos", disse Nikas. "Chegamos a um ponto em que as crianças da Grécia vêm para a escola famintas. Hoje as famílias têm dificuldade não apenas para encontrar emprego, mas para sobreviver."
A economia grega encolheu 20% nos últimos cinco anos. O índice de desemprego supera 27%, o mais alto da Europa, e seis em cada dez pessoas que buscam emprego dizem que não trabalham há mais de um ano. Essas estatísticas estão reformulando a vida das famílias gregas. As crianças chegam em número cada vez maior às escolas famintas, subalimentadas ou até desnutridas, segundo grupos privados e o governo.
Estima-se que 10% dos estudantes gregos da escola básica e média, no ano passado, tenham sofrido o que os profissionais de saúde pública chamam de "insegurança alimentar", o que significa que eles enfrentaram a fome ou o risco dela, segundo a doutora Athena Linos, da Prolepsis, um grupo não governamental de saúde pública.
"Quando se trata de insegurança alimentar, a Grécia hoje caiu ao nível de alguns países africanos", disse. Os estudantes gregos trazem sua própria comida ou compram produtos em uma cantina. O custo se tornou impraticável para alguns. "Ao meu redor eu ouço crianças dizendo: 'Meus pais não têm dinheiro. Não sabemos o que vamos fazer'", disse Evangelia Karakaxa, 15, aluna do colégio Número 9 em Acharnes.
Acharnes fervia com atividades ligadas às importações até que a crise econômica eliminou milhares de empregos no setor. "Nossos sonhos foram esmagados", acrescentou Evangelia. "Eles dizem que quando você se afoga sua vida passa em um 'flash' diante de seus olhos. Minha sensação é de que na Grécia estamos nos afogando em terra seca."
Alexandra Perri, que trabalha na escola, disse que pelo menos 60 dos 280 alunos sofrem de desnutrição. "Há um ano, não era assim", disse. "O que é assustador é a velocidade com que isso está acontecendo."
O governo reconheceu que precisa enfrentar a questão da desnutrição nas escolas. Nikas disse que sabe que o governo está trabalhando para consertar a economia. Agora que acabou a conversa sobre a Grécia sair da zona do euro, as coisas parecem melhores, ao menos para o mundo exterior.
"Mas diga isso à família de Pantelis", disse Nikas. "Ela não sente melhoras em sua vida."
Themelina Petrakis, a mãe de Pantelis, abriu sua geladeira. Lá dentro havia ketchup e outros condimentos, um pouco de macarrão e sobras de uma refeição que ela ganhou da prefeitura. Seu marido, Michalis, 41, foi demitido em dezembro. Ela disse que a companhia em que ele trabalhava não pagou seu salário durante cinco meses antes da demissão e que, em fevereiro, eles ficaram sem dinheiro. Quando a fome chega, Petrakis tem uma solução.
"É simples", disse ela. "Você sente fome, fica tonto e dorme."
Um relatório da Unicef de 2012 mostrou que, entre as famílias gregas mais pobres com crianças, mais de 26% tinham uma "dieta economicamente fraca".
No ano passado, a Prolepsis começou a fornecer sanduíches, frutas e leite em 34 escolas públicas onde mais da metade das 6.400 famílias participantes diziam sentir "fome média a grave". Financiada por uma verba de US$ 8 milhões da Fundação Stavros Niarchos, uma organização filantrópica internacional, o programa foi expandido neste ano para atender 20 mil crianças.
Konstantinos Arvanitopoulos, o ministro da Educação da Grécia, disse que o governo conseguiu financiamento da União Europeia para fornecer frutas e leite nas escolas e cupons para pão e queijo. Também está trabalhando com a Igreja Ortodoxa Grega para fornecer milhares de pacotes de ajuda.
Mas Nikas está revoltado com o que ele considera uma ampla negligência da Europa pelos problemas da Grécia.
Ele disse: "A menos que a União Europeia aja como essa escola, onde as famílias ajudam outras famílias porque somos uma grande família, estaremos acabados".
Colaborou Dimitris Bounias
UE possui estratégia fragilizada para enfrentar a crise financeira
O avanço do antieuropeísmo nas opiniões públicas é tão acelerado que países tradicionalmente entusiastas do projeto, como a Espanha, hoje alcançam um nível de rejeição semelhante ao britânico; e países igualmente adeptos e quase recém-chegados, como a Polônia, já registram um número maior de cidadãos contra do que a favor.
A UE enfrenta a mais profunda crise econômica de sua história com a pior das estratégias porque, além de não dar resultados, dinamitou o escasso poder das instituições comunitárias, impõe o sistema intergovernamental e aplica receitas econômicas que zelam pelo equilíbrio das contas públicas e do sistema financeiro às custas do sacrifício da população.
Em apenas um ano, os 27 países da União elegerão mediante voto direto seus representantes no Parlamento Europeu. É previsível que a abstenção atinja cotas históricas, a não ser que a proliferação de partidos eurocéticos mobilize os eleitorados e leve a instituições europeias de perfil político incerto. Mas se de alguma coisa os europeus se inteiraram durante esta crise é da perda de peso de seu voto e de sua opinião sobre como resolver a situação; uma realidade mais imputável aos líderes políticos nacionais do que às instituições comunitárias, quase sempre instrumentalizadas a favor daqueles.
Esta crise e sua gestão frearam valores da UE que os europeus apreciavam, como a solidariedade, a coesão e a prosperidade, o que está promovendo a desconfiança do vizinho ou de um regresso aos sempre simplistas e perigosos estereótipos. O choque de democracias - centrado basicamente no desencontro entre o norte e o sul - que na quinta-feira (25) foi analisado por seis grandes jornais europeus, entre eles "El País", é uma deriva preocupante que os líderes políticos atuais deveriam enfrentar o quanto antes. Amanhã pode ser tarde demais.
Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Puente Nuevo, Ronda, Spain (by Dirk Delbaere)
Puente Nuevo, Ronda, Spain (by Dirk Delbaere)

domingo, 28 de abril de 2013

O caloteiro
Lauro Jardim - VEJA
Bebeto: mais um processo por inadimplência
Integrante do Comitê Organizador Local da Copa e deputado estadual no Rio de Janeiro, Bebeto acaba de ser processado por mais dois casos de inadimplência. Está sendo acusado de não pagar oito meses de aluguel no Condomínio Portobello, em Mangaratiba, e mais 120 000 reais na Marina Verolme, em Angra dos Reis.
Nos últimos anos, Bebeto já foi processado por não quitar o aluguel de um edifício e o financiamento bancário. Há casos em que Bebeto sequer compareceu às audiências judiciais.

JOÃO BOSCO LEAL

Os raros amigos
Durante a vida conhecemos milhares de pessoas, bonitas, feias, altas, baixas, gordas ou magras que, de uma forma ou outra, passam a fazer parte de nosso círculo de relacionamentos.
Algumas continuam simplesmente nossas conhecidas, colegas, parceiras em alguma atividade social ou comercial. Outras, falsas, se aproximam por interesses diversos, mas poucas, muito poucas, se tornam nossas amigas.
Entretanto, é fácil perceber pessoas utilizando a palavra “amiga” com muita facilidade, quando, na realidade, são raríssimas as verdadeiras amizades que conseguimos construir durante nossa vida.
Normalmente elas chegam devagar e, muitas vezes sem sequer serem notadas, vão conquistando, construindo esse relacionamento em bases sólidas, transparentes, adquirindo seu espaço nas mentes e corações daqueles que como amigas se aproximaram.
São lindas onde mais importa, por dentro. Valorizam suas qualidades e não os seus defeitos, te apoiam, querem te ver crescer, sorrir, te ver feliz.
Estão sempre por perto mesmo que em determinadas ocasiões sequer sejam percebidas, cuidam-nos com muito amor, mas, quando necessário, apontam nossos erros e acertos.
Apesar da natureza e jeito mais rude de ser e de falar de alguns, é com atitudes ou palavras sinceras, mas com carinho e educação, que sugerem mudanças onde estamos errando mais, nos mostrando que, na hora da verdade, ninguém engana a vida.
Por somente desejarem o nosso bem, suas opiniões e ponderações devem ser sempre consideradas mais importantes do que a de simples colegas ou companheiros. Diferentemente destes, que na maioria das vezes são simples possuidores de algum interesse em estar ao nosso lado, em nossa ausência não nos criticam, mas nos defendem.
Ainda que conhecendo nossos defeitos sempre nos apoiam e mesmo quando distantes, as sentimos próximas. Sabemos a elas poder confidenciar todas as nossas intimidades, angústias, medos, segredos ou projetos e com elas contar, nelas confiar, o que nos aproxima cada vez mais.
Buscam não nos trazer os seus problemas, mas soluções para os nossos. Pensam conosco e sobre nós. Conhecem nossos planos e de algum modo deles participam - mesmo que somente com energias positivas -, para que se tornem realidade.
Ajudam em nossas dificuldades, dão-nos paz em meio ao inesperado, sorriem ou choram conosco, e mesmo quando as decepcionamos, possuem bondade, coragem e habilidade necessárias para buscar recomeços.
Com o tempo, a vida se encarrega de colocar cada pessoa em seu devido lugar e você realmente saberá quem são as colegas, parceiras, interesseiras e as verdadeiras amigas. Normalmente, estas aparecem quando e de onde menos se espera.
São pessoas raras, difíceis de encontrar e que diariamente, com palavras, gestos ou atitudes, estão sempre agradando, conquistando, mesmo que quando necessário, nos digam um “não”.
Se, como eu, você possui um verdadeiro amigo, retribua, participe da vida dele como ele participa da sua. Mostre-lhe, com palavras e ações, como sua amizade é importante em sua vida.
Agradeça simplesmente por existirem, pois são raros os que possuem verdadeiros amigos.
João Bosco Leal www.joaoboscoleal.com.br
* Jornalista e empresário