Porta-voz não confirmou se Washington havia falado com nações envolvidas para que evitassem uma suposta viagem de Snowden
OM
"As decisões [de bloquear a passagem de Morales] foram tomadas por países individuais, e deveria ser perguntando a eles porque tomaram essa decisão", disse Jen Psaki, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano em coletiva de imprensa. Psaki não confirmou se os EUA haviam falado com esses países para que evitassem uma suposta viagem de Snowden, buscado por ter vazado informações confidenciais sobre um programa de espionagem norte-americano.
"Nos últimos diz dias, fizemos contato com um amplo número de países nos quais existiria a possibilidade de que Snowden pudesse aterrisar ou transitar", informou o porta-voz do Departamento de Estado.
Reação
Ainda na Áustria, Morales afirmou que a proibição de voo em terras europeias responde a uma "política imperial que busca amedrontar e ameaçar a todos os países e governos que pensam diferente e não se rendem a interesses hegemônicos". No aeroporto de Viena, pouco antes de embarcar rumo a La Paz, o presidente boliviano ressaltou que "não nos deixaremos ser intimidados, esse é o tempo dos povos".
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Bolívia, David Choquehuanca, disse que aguarda explicações das autoridades europeias. "Não sabemos de onde veio essa informação mal-intencionada, essa enorme mentira. Estamos a averiguar. Portugal e a França têm de nos dar explicações", disse o chanceler.
Snowden é acusado de espionagem pelos EUA e está na Rússia esperando a concessão de asilo político. O ex-agente denunciou que os norte-americanos monitoravam e-mails e ligações telefônicas de cidadãos dentro e fora do país. Há ainda informações que comunicações da União Europeia também foram monitoradas. O norte-americano pediu asilo a 21 países, inclusive ao Brasil
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