Banhistas nadavam no Rio Paraná quando cardume de
palometas avançou
VEJA
Peixe palometa (Chloroscombrus chrysurus)
(SEFSC Pascagoula Laboratory/Collection of Brandi Noble/NOAA/NMFS/SEFSC )
Uma menina perdeu parte do dedo mindinho. Outros banhistas precisaram ser atendidos com lesões provocadas por mordidas nos pés, nos tornozelos e nas mãos, detalharam fontes do Sistema Integrado de Emergência Sanitária (Sies) da cidade, situada a cerca de 300 quilômetros de Buenos Aires.
O ataque ocorreu na quarta-feira, quando as temperaturas chegaram a 38ºC e milhares de pessoas foram se refrescar no Rio Paraná. "A palometa é um peixe rude e muito voraz, com uma dentadura muito potente e se morde, deixa uma lesão", afirmou Federico Corner, diretor do Sies, à rádio Vórterix.
A última vez que ocorreu uma invasão similar desses peixes em Rosário foi na década de 1970, segundo a imprensa local. O cardume não podia ser visto com facilidade porque as águas na região são barrentas. Equipes salva-vidas dedicam-se a impedir que as pessoas entrem na água até que a invasão seja controlada.
O diretor do Sies classificou o ataque como um caso isolado que alcançou uma “magnitude nunca antes vista”. Afirmou também que provavelmente o calor extremo na região motivou a invasão. “O aumento de temperatura da água faz com que os peixes cheguem mais perto da costa”, disse Corner, em declaração reproduzida pelo jornal La Nación.
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