Para o magistrado, a proibição viola direito de portar armas para defesa pessoal
VEJA
Ativistas participam em manifestação em Washington D.C. por maior controle na venda de armas nos Estados Unidos
(Brendan Smialowski/AFP)
Para Chang, a legislação da cidade de Chicago sobre a venda e transferência de armas vai “contra o direito constitucional, estabelecido na Segunda Emenda, de possuir armas para defesa pessoal”. A decisão do juiz federal, que terá efeito até que o governo municipal apresente um recurso, é a mais recente de uma extensa lista de resoluções e opiniões contrárias a uma das legislações mais rígidas sobre o controle de armas de todo o país. Em 2010, a Suprema Corte dos EUA derrubou a lei que proibia as armas em Chicago. Já no ano passado, a justiça federal exigiu que Illinois permitisse que seus cidadãos portassem armas escondidas, ao ser o único estado que ainda proibia essa prática.
O governo municipal de Chicago promove algumas das normas mais duras contra as armas de todo o país com o objetivo de reduzir a violência em uma das cidades mais perigosas dos EUA. Chicago registrou no ano passado mais mortes por homicídio que qualquer outra cidade do país. As autoridades municipais argumentam que seu trabalho para combater a violência através da lei é debilitado pelas normas dos estados e cidades vizinhos de Chicago, nos quais é legal a venda de armas.
No entanto, o juiz federal Chang opinou que “não existe nenhuma evidência” para sustentar que a completa proibição da venda e da transferência de armas seja um método efetivo para se reduzir a violência.
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