Segundo o 'NYT', o governo americano recusou-se a entregar a quantia ao EI
VEJA
Vídeo divulgado pelo Estado Islâmico (EI) mostra terrorista decapitando o jornalista americano James Foley
(Social Media Website via Reuters/Reuters)
Os Estados Unidos — ao contrário de vários países europeus que já destinaram milhões ao terror, por meio de resgates pagos — recusou-se a pagar, informou o jornal The New York Times. Em reportagem publicada no final de julho, o NYT afirmou que governos europeus, mesmo negando oficialmente o pagamento de resgates, destinaram pelo menos 125 milhões de dólares (282 milhões de reais) para a libertação de reféns desde 2008, sendo que 66 milhões de dólares (149 milhões de reais) haviam sido entregues a grupos terroristas apenas em 2013. O texto destaca que o sequestro de cidadãos europeus tornou-se uma das principais fontes de recursos para a Al Qaeda e seus afiliados.
Estado Islâmico também usa o sequestro de cidadãos como arma para conseguir grandes quantias de dinheiro, apresentando um problema para o governo Barack Obama, uma vez que Foley não era o único americano mantido pelos terroristas. Pelo menos mais três estão com sua vida ameaçada. Um deles, o também jornalista Steven Sotloff, foi apresentado no mesmo vídeo em que Foley é executado como uma possível ‘próxima vítima’ da brutalidade do EI. “A vida deste cidadão americano, Obama, depende de sua próxima decisão”, diz o carrasco. O grupo mantém ainda cidadãos da Grã-Bretanha, que, assim como os Estados Unidos, nega-se a pagar resgates. Além de dinheiro, os terroristas pedem a troca de reféns por prisioneiros, incluindo Aafia Siddiqui, um neurocientista paquistanês treinado no MIT que tem ligações com a Al Qaeda e atualmente está preso no Texas, informou o jornal americano.
Ontem, veio à tona a informação de que Exército americano fracassou em uma operação militar destinada a resgatar Foley e outros reféns na Síria. Segundo o Pentágono, a missão “não foi bem-sucedida porque os reféns não estavam no local”. Na última semana, os pais do jornalista receberam uma mensagem dizendo que ele seria morto. “A mensagem era ácida e carregada de ódio contra os Estados Unidos. Ela era seriamente mortal", relatou Philip Balboni, presidente da GlobalPost, empresa para a qual Foley trabalhava.
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