Rodrigo Constantino

Reitor da UFRJ toma posse com boné do MST
Recebi de uma leitora a seguinte mensagem de desabafo:
Olha só a democracia do reduto do
PSOL no Rio de Janeiro! Paralisação com nome de greve, marcada para o
dia 28/04. Eles nem têm mais vergonha de dizer na página pública do
Sindicato que terão um grupelho encarregado de impedir o acesso aos
Campi, com exceção dos hospitais (tão bonzinhos…). Cadê meu direito de
ir e vir? E se eu não quiser aderir à greve/paralisação? Que eu saiba,
trabalho em área pública federal. Será que vou ter que pagar pedágio ao
sindicato para entrar e trabalhar? Não quero me identificar, somente
desabafar. Fascistas não deixarão ninguém passar!
Eis o link para
o comunicado autoritário do sindicato, que tenta intimidar aquele que
pretendia trabalhar sem aderir a essa greve estúpida contra reformas
necessárias. Segue um trecho:
Assembleia dos técnicos-administrativos em educação aprova adesão à greve geral
pauta da
assembleia estatutária convocada pela direção do Sintufrj na
terça-feira, 11, era extensa, e um dos pontos rendeu muita discussão.
Mas a decisão de participação na greve geral do dia 28 de abril contra
as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo ilegítimo
governo de Michel Temer foi aprovada sem nenhum voto contrário. Mais de
200 trabalhadores assinaram o livro de presença.
No ponto
de conjuntura, nenhum dos temas atuais ficou de fora da avaliação dos
companheiros. A lista dos que se inscreveram para manifestar sua opinião
sobre a situação atual do Estado do Rio de Janeiro e do país foi longa.
E, sem exceção, a saída apontada para reverter os ataques a direitos da
categoria, como as conquistas judiciais, e à UFRJ foi intensificar a
mobilização, ir às ruas, lotar as assembleias e atos convocados pelo
Sintufrj.
Comissão –
Para organizar a participação dos trabalhadores na greve geral no dia
28 de abril, a assembleia aprovou a constituição da Comissão de
Mobilização e Ação, que se encarregará de garantir o fechamento dos
campi da UFRJ e a ida em massa ao ato unitário de todas as categorias no
Centro da Cidade.
[…]
A
assembleia deliberou que somente os profissionais dos hospitais
universitários da UFRJ com pacientes internados e outros setores que
lidam com vidas não alterarão sua rotina de trabalho na greve geral de
28 de abril.
Os demais
técnicos-administrativos em educação da UFRJ deverão participar da
Marcha dos Servidores Públicos, cuja concentração será às 14h, em frente
à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Os
manifestantes sairão dali em direção à Candelária, e de lá seguirão para
a Cinelândia, onde todas as categorias se encontrarão para o grande
ato.
Nossa! Duzentas pessoas e todos os
demais precisam aderir? Eis a “democracia” dessa gente. Um grupelho
organizado decide em nome de todos e depois resolve impor sua decisão na marra, fechando o acesso dos campi. Nicolás Maduro apoiaria essa “democracia”. Os demais funcionários deverão participar da Marcha. Ou?
Os fascistas não mais escondem o viés
fascista. A coisa ficou escancarada. A UFRJ é cúmplice dos verdadeiros
golpistas, desses socialistas que tentam impedir as reformas necessárias
para o país e que defenderam o governo petista que destruiu nossa
economia e nossos valores morais.
A UFRJ deveria ser fechada!
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