A literatura negra no Brasil engatinha, mas não é por racismo ou coisa semelhante. É por falta de qualidade.
Leia NATIVE SON, de RICHARD WRIGHT - Harper USA, brochura, 528 páginas.
A primeira vez que eu li esse romance, foi inquietante. Fiquei dias pensando no cotidiano miserável dos negros dos EUA. Por uma questão de ordem social da época, o protagonista mata a moça branca sem querer. Perutrbador. Essencial.
Outro livro fantástico é INVISIBLE MAN, de RALF ELLISON - Modern Library, encadernado, 520 páginas. Neste romance o autor retrata o negro reduzido a nada, invisível à sociedade branca. Quem olha hoje as pessoas negras que estão ao nosso redor. São invisíveis.
No Brasil, o último livro que eu li sobre essa questão foi o magistral UM DEFEITO DE COR, de ANA MARIA GONÇALVES - Record, brochura, 949 páginas. Fosse essa escritora norte-americana, o livro teria originado um blockbuster em Hollywood. Ele foi publicado em 2006. Depois dele, não vi mais nada que abordasse o assunto que merecesse alguma atenção.
É pena.
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