Voluntário de evento para deficiente não sabe guiar cego
FILIPE OLIVEIRA - FSP
Na segunda maior feira do mundo dedicada a produtos e serviços para pessoas com deficiência, voluntários que guiam cegos estão despreparados para a função.
O repórter da Folha, que tem baixa visão, visitou ontem a Reatech -Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que está aberta até amanhã em São Paulo.
As duas voluntárias que o acompanharam, ambas alunas do primeiro ano do curso de terapia ocupacional, disseram ter recebido uma aula para aprender a guiar.
Uma delas, porém, não sabia o básico: a forma segura de conduzir o deficiente. Segurou o braço do repórter com as duas mãos, fazendo com que ele andasse em sua frente. O correto seria deixá-lo segurar em seu cotovelo e andar na frente dele.
Também não conheciam o espaço da feira. "Se precisasse de ajuda, ia querer andar com alguém que sabe onde vai", disse outra voluntária.
No evento, faixas em alto relevo no chão orientavam os cegos, mas ficavam obstruídas pelos visitantes.
Segundo a diretora Malu Sevieri, a feira está evoluindo na questão de acessibilidade, mas ainda há o que melhorar. "Caso houvesse mais exigência na capacitação, seria mais difícil encontrar [voluntários] interessados", diz.
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