Pedro Ladeira/AFP
23.jan.2013- A presidente brasileira, Dilma Rousseff, ri ao lado do ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, durante o recebimento das credenciais de 16 embaixadores e embaixadoras estrangeiros que representarão seus países no Brasil, em cerimônia no Palácio Itamaraty, em Brasília
O porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, comunicou nesta segunda-feira (26) que o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, pediu demissão à presidente Dilma Rousseff, que aceitou o pedido.A demissão de Patriota foi motivada pela operação que trouxe o senador boliviano Roger Pinto Molina ao Brasil, conduzida pelo titular interino da diplomacia brasileira em La Paz, Eduardo Sabóia, sem consulta ao Itamaraty, segundo declarou o próprio diplomata. O episódio foi o estopim de uma relação já desgastada entre Patriota e a presidente Dilma Rousseff.
Novo chanceler
Para o lugar de Patriota foi indicado o carioca Luís Alberto Figueiredo, 58, diplomata de carreira que integra o quadro do Itamaraty desde 1980. Ele exercia a representação do Brasil junto à ONU (Organização das Nações Unidas). No ano passado, Figueiredo chefiou a representação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio + 20, realizada no Rio de Janeiro.Antes de se tornar representante permanente das Nações Unidas, ele trabalhou, a partir de 20122, como subsecretário de Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia no Itamaraty. No ministério, ele já tinha atuado como diretor-geral do Departamento de Ambiente e Assuntos Especiais e chefiou as divisões de Política Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, e Assuntos ligados a Mar, Antártida e Espaço Exterior.
Leia a íntegra da nota oficial do Planalto:
A presidenta Dilma Rousseff aceitou hoje, 26, o pedido de demissão do ministro Antonio de Aguiar Patriota, e indicou o representante do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova York, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, para ser o novo minsitro das Relações Exteriores.
A presidenta agradeceu a dedicação e o empenho do ministro Patriota nos mais de dois anos que permaneceu no cargo e anunciou a sua indicação para a MIssão do Brasil na ONU.
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