Alexandre Padilha (Saúde) e a presidente receberam Juan Delgado na cerimônia da sanção da lei do Mais Médicos
Ministro da Saúde afirmou que trâmite da medida provisória no Congresso 'aprimorou' o texto inicial
TAI NALON E FLÁVIA FOREQUE - FSPO que era para ser apenas um ato burocrático de sanção da lei do Mais Médicos tornou-se um grande evento político ontem em Brasília.
Num salão lotado de políticos, a presidente Dilma Rousseff pediu desculpas ao cubano Juan Delgado pelas vaias que o médico recebeu de profissionais brasileiros em agosto, ao sair do primeiro dia de curso de acolhimento do programa.
O discurso de Dilma foi acompanhado por cerca de 600 médicos formados no exterior, vestidos com jalecos branco e segurando bandeirinhas do Brasil e de Cuba.
"[Peço desculpas] não apenas pelo fato de ele ter sofrido um imenso constrangimento, (...) mas também pelo fato de que [os médicos estrangeiros] representam muito bem a grande nação latino-americana", disse Dilma.
"O corredor polonês da xenofobia que te recebeu não representa o espírito do povo brasileiro", afirmou o ministro Alexandre Padilha (Saúde) a Delgado.
O ministro da Saúde argumentou que, durante a tramitação da medida provisória no Congresso, o Legislativo "aprimorou" o texto inicial.
Uma das principais mudanças foi a atribuição da emissão dos registros dos médicos formados no exterior à pasta --o documento é necessário para a atuação no país.
Caberá à Casa da Moeda a confecção da carteira de registro. Como a entrega será feita em 30 dias, o governo entregará uma declaração provisória aos intercambistas --o primeiro a receber foi Delgado.
Padilha afirmou que os conselhos regionais de medicina continuam com a tarefa de fiscalizar a atuação dos profissionais.
CURSOS DE MEDICINA
A partir da próxima semana, municípios interessados em sediar novos cursos de medicina deverão se apresentar ao Ministério da Educação.Essa é a primeira etapa do novo modelo de abertura do curso, em que o governo aponta às instituições privadas onde poderão ser criadas novas vagas.
Em dezembro, será então consolidado o cadastro de municípios aptos a receber novos cursos. Só então as instituições privadas poderão manifestar interesse em abrir uma nova faculdade de medicina nessas localidades.
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