Reinaldo Azevedo - VEJA
Pois é… Fernando Haddad não perdoa, cobra! A Prefeitura vai mesmo sangrar o bolso dos paulistanos com um mega-aumento do IPTU. O reajuste, para quase a metade dos imóveis de São Paulo, não vai se limitar a 2014. Haverá outro em 2015.
Pelo menos 1,39 milhão de imóveis da cidade de São Paulo, que correspondem a 45% do total, deverão ter novos aumentos do IPTU depois de 2014, conforme a proposta do prefeito Fernando Haddad (PT) enviada à Câmara. O dado se refere aos contribuintes que, pelo projeto, pagarão resíduos do reajuste do imposto em 2015 e, em alguns casos, também em 2016. Esses imóveis são os que tiveram valorização acima dos tetos de aumento do IPTU propostos pelo prefeito para a cobrança no ano que vem.
Pelo menos 1,39 milhão de imóveis da cidade de São Paulo, que correspondem a 45% do total, deverão ter novos aumentos do IPTU depois de 2014, conforme a proposta do prefeito Fernando Haddad (PT) enviada à Câmara. O dado se refere aos contribuintes que, pelo projeto, pagarão resíduos do reajuste do imposto em 2015 e, em alguns casos, também em 2016. Esses imóveis são os que tiveram valorização acima dos tetos de aumento do IPTU propostos pelo prefeito para a cobrança no ano que vem.
Os limites de reajuste do imposto para 2014 sugeridos por Haddad no projeto enviado à Câmara foram de 30% para imóveis residenciais e de 45% para os demais. A ideia era evitar reajustes excessivos num mesmo ano. Mas, na prática, os imóveis que tiveram valorização desde 2009 acima desse patamar serão cobrados pela diferença nos dois anos seguintes.
A possibilidade de cobrança do resíduo consta do projeto que atualiza a Planta Genérica de Valores dos imóveis, base da cobrança do IPTU. Vereadores articulam com Haddad a votação de uma proposta hoje para reduzir os tetos de alta do imposto para 20% (residenciais) e 35% (comerciais) em 2014. Se isso ocorrer, a quantidade de imóveis que terão resíduos nos anos seguintes aumentará.
(…)
Após anunciar a alta do IPTU, Haddad disse que parte do reajuste do imposto (na média, de 24% em 2014) acima da inflação (perto de 6%) seria usada para manter a tarifa de ônibus congelada em R$ 3 após os protestos de junho.
Comento
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Fernando Haddad vai enfiar a faca no IPTU. E vai arrancar dinheiro da classe média por onde puder. É a lógica do arranca-rabo de classes. Um passarinho me contou que anda frequentando os corredores da Prefeitura a ideia da… gratuidade total dos ônibus. É isto que vocês leram: considera-se a possibilidade ainda difícil, mas não impossível. Essa ou aquela obras podem esperar — e seu alcance é sempre limitado mesmo. Um posto de saúde tem efeito num determinado raio da cidade. Na outra ponta, ninguém sabe. O mesmo vale para obras de zeladoria. Quem não e beneficiado por ele a ignora.
Já a gratuidade… Aonde quer que um ônibus chegue, ela chega junto. Entre passe estudantil, vale-transporte, gratuidade para idosos etc, paga a tarifa inteira muito menos gente do que se supõe. Haddad precisa dos cofres cheios. Dilma promete ajudar. Se for reeleita, o que é bem possível, tudo pode ficar mais fácil.
Elevar o IPTU nos cornos da Lula é uma das alternativas. A primeira consequência, acreditem, é a elevação dos aluguéis. Ou o proprietário dilui no preço ou larga o carnê na mão do inquilino. Como o reajuste do IPTU será maior nas áreas mais valorizadas — em bairros melhores, contíguos ao Centro —, a decisão acaba empurrando ainda mais gente para a periferia. Essas pessoas se tornam ainda mais dependentes dos ônibus. Se forem de graça, tudo bem!
Aumentar o IPTU na proporção em que fará o prefeito é o tipo de coisa que constitui justiça social apenas aparente. Não empobrece os ricos, como gostariam alguns, não enriquece os pobres, como poderiam esperar outros, mas torna mais difícil a vida dos remediados. É esperar para ver.
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