quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Rússia acusa bióloga brasileira de pirataria
Ana Paula Alminhana Maciel e cinegrafista britânico podem ser condenados a até 15 anos de prisão
Greenpeace diz que acusação é extrema e desproporcional
O Globo

A bióloga brasileira Ana Paula Alminhana Foto: Reuters
A bióloga brasileira Ana Paula Alminhana - Reuters
MOSCOU - As autoridades russas acusaram nesta quarta-feira de pirataria dois dos 30 ativistas do Greenpeace detidos na Rússia por organizar um protesto em uma plataforma petrolífera no Ártico, informou o grupo ambientalista. Entre eles está a biólgoca brasileira Ana Paula Alminhana Maciel.
Ana Paula e o cinegrafista britânico Kieron Bryan foram acusados pelas autoridades russas. Se condenados, podem pegar até 15 anos de prisão.
No último domingo, a Justiça russa havia anunciado que todo o grupo ficaria preso preventivamente por dois meses.
- É uma acusação extrema e desproporcional - disse o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo. - A acusação de pirataria está sendo colocada contra homens e mulheres cujo único crime é ser dotado de uma consciência. Isso é um ultraje e representa nada menos do que um ataque ao próprio princípio do protesto pacífico.
O grupo ambientalista disse que o protesto foi pacífico e não representava nenhuma ameaça, e que as acusações de pirataria contra os manifestantes não têm mérito no direito internacional ou russo.
A plataforma Prirazlomnaya, primeira plataforma de petróleo offshore da Rússia no Ártico e uma parte crucial de seus esforços para explorar os recursos energéticos da região, está prevista para começar a operar até o final do ano.

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