David M. Herszenhorn - NYT
James Hill/The New York Times
Trabalhadores de vinícola trabalham nos arredores de Chisinau, na Moldávia
Não foi suficiente o vice-primeiro-ministro da Rússia Dmitri O. Rogozin avisar sombriamente que seria "um erro grave" a Moldávia buscar laços mais estreitos com a Europa.
Rogozin, encerrando sua visita ao país no mês passado, deixou uma ameaça para o inverno que chega nesta empobrecida ex-república soviética, que é totalmente dependente do gás russo para se aquecer. "Nós esperamos que você não congelem", disse ele.
A pressão estava apenas começando. Em seguida, o patriarca ortodoxo russo Kirill 1º, em uma rara aparição, denunciou a Europa Ocidental, "onde a religião simplesmente está desaparecendo". E três dias depois, o pior golpe: as autoridades russas, citando vagas preocupações de saúde, proibiu o vinho da Moldávia, uma das exportações mais importantes do país.
As provocações, negadas pelo Kremlin, não se dirigem apenas à Moldávia. Preparando-se para uma conferência no próximo mês, na qual a União Europeia pretende promover acordos políticos e comerciais com várias das antigas repúblicas soviéticas, a Rússia vem sussurrando ameaças e engrossando a voz, dizendo sem rodeios aos vizinhos menores que seria melhor que se associassem à união aduaneira da Rússia com o Cazaquistão e Belarus.
O esforço frenético para manter a influência, com seus ecos da Guerra Fria, reflete a fúria ainda palpável entre as autoridades russas com a expansão da Otan para a antiga esfera soviética e um desejo de pôr fim a uma extensão semelhante do poder econômico europeu para o Leste. As táticas de mão pesada provocaram um caos econômico em toda a região nos últimos meses.
Em agosto, a Rússia subitamente reteve todas as importações ucranianas na fronteira para inspeções alfandegárias mais rígidas. Ela suspendeu as restrições depois de uma semana, mas um assessor econômico sênior do presidente Vladimir Putin disse que esse tipo de inspeção poderia se tornar permanente, caso a Ucrânia assinasse acordos com a UE na conferência no próximo mês - um passo que o assessor Sergey Glazyev chamou de "suicida".
Em setembro, a Armênia, que é fortemente dependente da Rússia para questões de segurança, simplesmente capitulou. Após uma reunião com Putin em Moscou, o presidente armênio, Serzh Sargsyan, abruptamente declarou que seu país se juntaria à união aduaneira do Kremlin, destruindo anos de trabalho em direção a acordos dentro do Programa de Parceria Oriental da UE.
A mudança inesperada de Sargsyan chocou muitos armênios e desencadeou um protesto em Yerevan, a capital, com milhares de pessoas que observaram que seu país não compartilha uma fronteira comum com qualquer dos membros da união aduaneira. Ela também assustou os europeus, que começaram a lutar para evitar novas deserções.
Este mês, a Rússia voltou-se para a Lituânia, que já aderiu à UE e cuja capital, Vilnius, é o local da conferência do próximo mês. A Rússia endureceu brevemente os controles aduaneiros sobre as mercadorias lituanas e proibiu as importações de leite e de outros laticínios.
Em nenhum outro lugar, no entanto, a pressão é mais intensa do que aqui na Moldávia, uma pequena nação sem litoral, de 3,6 milhões de habitantes, encravada entre a Romênia e a Ucrânia, que é de longe o país mais pobre do continente, com uma produção econômica anual de cerca de US$ 3.500 (em torno de R$ 7.000) por pessoa - menos que a metade da Albânia.
Além da proibição de vinho da Moldávia, houve rumores de que dezenas de milhares de moldávios que trabalham na Rússia seriam expulsos em uma repressão à imigração, o que eliminaria uma tábua de salvação financeira para muitas famílias. Há também temores de uma proibição semelhante da importação de maçãs e de outros produtos da Moldávia, que seria devastadora se imposta durante a época da colheita.
Ao invés de intimidar os líderes do frágil governo de coalizão do país, no entanto, a tática da Rússia só cimentou a sua vontade de concluir os acordos políticos e de livre comércio com a UE.
"A assinatura destes acordos é a única chance que a Moldávia tem de se desenvolver como um país europeu e no espírito europeu", disse o presidente Nicolae Timofti em entrevista.
Timofti disse que estava claro que a proibição das importações de vinho era política, para cumprir a meta cada vez mais irrealista da Rússia de reunir as antigas repúblicas soviéticas em uma aliança econômica por meio da união aduaneira.
"Entendemos que a Rússia tem interesses geopolíticos nesta área, mas nós também temos um ditado que diz que você não pode entrar no mesmo rio duas vezes", disse o presidente. "É impossível recriar a união que existia. No entanto, a Rússia continua tomando medidas para manter a sua influência sobre a região".
Em entrevistas, Timofti e outros membros do governo disseram que a abordagem russa foi frustrada, tanto política quanto economicamente, e levou as empresas a reduzirem sua dependência do mercado russo.
Quando a Rússia impôs uma proibição similar sobre o vinho da Moldávia em 2006, as exportações para a Rússia representavam mais de 70% da indústria. Hoje, são de menos de 30%, e vários executivos da indústria vinícola disseram que tinham deixado inteiramente de fazer negócios com a Rússia.
"Nós paramos de trabalhar com o mercado russo em 2009", disse Andrei Sirbu, cuja família é proprietária da vinícola Asconi em Puhoi, uma aldeia a 20 km ao sudeste de Chisinau. "É um mercado muito atraente, quando você olha para as oportunidades de vendas, para o tamanho dele. Só em Moscou, você pode fazer tantos negócios, mas quando você coloca a política no meio, esse é o problema - o risco político".
"Para ser sincero, é tudo política", acrescentou Sirbu. "Por que devemos sofrer por causa dos políticos?"
A resposta oficial da Moldávia foi pedir esclarecimentos sobre as preocupações da Rússia com o vinho para que pudessem ser resolvidas rapidamente, e pedir que quaisquer novas exigências técnicas fossem especificadas por escrito.
Os líderes europeus condenaram os esforços da Rússia e adotaram contra-medidas, como suspender os atuais limites de importação de vinho da Moldávia livre de impostos.
"Vamos continuar dizendo aos nossos amigos em Moscou que é inaceitável que os nossos parceiros estejam sendo sujeitos a qualquer tipo de pressão", Stefan Fule, comissário europeu de política de vizinhança e de expansão, em uma entrevista coletiva de imprensa recente com o primeiro-ministro Iurie Leanca.
Fule disse que o acordo em questão "tem claros benefícios não só para os nossos vizinhos, a Moldávia, mas para os vizinhos dos nossos vizinhos".
Apesar de ser a única ex-república soviética em que os comunistas recuperaram o poder, controlando o Parlamento e governando o país de 2001 a 2009, a Moldávia há muito se voltou para o Oeste, tanto que em 2004 renomeou sua chancelaria de Ministério das Relações Exteriores e Integração Europeia.
Antes da era soviética, durante grande parte do século 19, a Moldávia fazia parte da Romênia, e seu idioma é praticamente idêntico ao romeno. No início deste mês, Rogozin, o vice premiê russo, postou uma mensagem no Twitter sugerindo que a Romênia tinha um plano secreto para anexar a Moldávia, após apoiar a integração da Moldávia na Europa.
Algumas autoridades da Moldávia também acusaram a Rússia de fomentar a agitação no país inflamando os conflitos em Trans-Dniester, um território separatista que declarou independência e onde cerca de mil soldados russos permanecem de prontidão, e também pelo financiamento de grupos políticos com o objetivo de derrubar a coalizão governante.
O Partido Comunista, que ainda tem o maior bloco no Parlamento moldávio e atualmente se opõe aos pactos políticos e comerciais com a Europa, este mês começou a exigir eleições antecipadas em um esforço para derrubar o atual governo. Na terça-feira, o Parlamento rejeitou pela segunda vez em duas semanas o voto de "não confiança" proposto pelos comunistas.
O governo quase desmoronou no início deste ano depois de uma bizarra série de eventos que começou em dezembro passado, quando um empresário foi morto acidentalmente em uma viagem de caça envolvendo algumas das principais autoridades do país, inclusive Vlad Filat, o então primeiro-ministro, que foi deposto na controvérsia que se seguiu.
O atual primeiro-ministro, Leanca, disse que o governo está fazendo reformas, inclusive adotando medidas de combate à corrupção e uma reforma no sistema judicial, na esperança de eventualmente ingressar na UE, mas acrescentou que o resultado ainda não é garantido.
"Ainda há ameaças, pois ainda não chegamos à irreversibilidade do nosso desenvolvimento, de nosso caminho futuro", disse Leanca.
Em uma entrevista, ele disse que a Moldávia estava em uma encruzilhada. "Nós poderíamos seguir por um caminho, que significaria abraçar os valores democráticos e de a construção de uma sociedade viável, de uma sociedade viável, com uma economia próspera", disse ele. "Ou podemos ficar para sempre nesta zona cinzenta, onde não há Estado de Direito, onde as pessoas não têm confiança no futuro e, portanto, deixam o país".
Iulian Groza, vice-ministro de Relações Exteriores, disse que o foco na Europa, um mercado de 500 milhões de pessoas, era uma escolha óbvia –feito há muito pelo país- e que a Rússia deve aceitar as decisões políticas do país.
"Queremos ser tratados pelo menos com respeito pelos nossos maiores parceiros, se não como iguais", disse ele.
Timofti disse acreditar que a Moldávia vai ingressar na União Europeia, e ainda previu boas relações com a Rússia no futuro.
"Talvez, em algum momento no futuro, a própria Rússia entre para a União Europeia", disse ele. "E nós estaremos juntos novamente".
Tradução: Deborah Weinberg
Não foi suficiente o vice-primeiro-ministro da Rússia Dmitri O. Rogozin avisar sombriamente que seria "um erro grave" a Moldávia buscar laços mais estreitos com a Europa.
Rogozin, encerrando sua visita ao país no mês passado, deixou uma ameaça para o inverno que chega nesta empobrecida ex-república soviética, que é totalmente dependente do gás russo para se aquecer. "Nós esperamos que você não congelem", disse ele.
A pressão estava apenas começando. Em seguida, o patriarca ortodoxo russo Kirill 1º, em uma rara aparição, denunciou a Europa Ocidental, "onde a religião simplesmente está desaparecendo". E três dias depois, o pior golpe: as autoridades russas, citando vagas preocupações de saúde, proibiu o vinho da Moldávia, uma das exportações mais importantes do país.
As provocações, negadas pelo Kremlin, não se dirigem apenas à Moldávia. Preparando-se para uma conferência no próximo mês, na qual a União Europeia pretende promover acordos políticos e comerciais com várias das antigas repúblicas soviéticas, a Rússia vem sussurrando ameaças e engrossando a voz, dizendo sem rodeios aos vizinhos menores que seria melhor que se associassem à união aduaneira da Rússia com o Cazaquistão e Belarus.
O esforço frenético para manter a influência, com seus ecos da Guerra Fria, reflete a fúria ainda palpável entre as autoridades russas com a expansão da Otan para a antiga esfera soviética e um desejo de pôr fim a uma extensão semelhante do poder econômico europeu para o Leste. As táticas de mão pesada provocaram um caos econômico em toda a região nos últimos meses.
Em agosto, a Rússia subitamente reteve todas as importações ucranianas na fronteira para inspeções alfandegárias mais rígidas. Ela suspendeu as restrições depois de uma semana, mas um assessor econômico sênior do presidente Vladimir Putin disse que esse tipo de inspeção poderia se tornar permanente, caso a Ucrânia assinasse acordos com a UE na conferência no próximo mês - um passo que o assessor Sergey Glazyev chamou de "suicida".
Em setembro, a Armênia, que é fortemente dependente da Rússia para questões de segurança, simplesmente capitulou. Após uma reunião com Putin em Moscou, o presidente armênio, Serzh Sargsyan, abruptamente declarou que seu país se juntaria à união aduaneira do Kremlin, destruindo anos de trabalho em direção a acordos dentro do Programa de Parceria Oriental da UE.
A mudança inesperada de Sargsyan chocou muitos armênios e desencadeou um protesto em Yerevan, a capital, com milhares de pessoas que observaram que seu país não compartilha uma fronteira comum com qualquer dos membros da união aduaneira. Ela também assustou os europeus, que começaram a lutar para evitar novas deserções.
Este mês, a Rússia voltou-se para a Lituânia, que já aderiu à UE e cuja capital, Vilnius, é o local da conferência do próximo mês. A Rússia endureceu brevemente os controles aduaneiros sobre as mercadorias lituanas e proibiu as importações de leite e de outros laticínios.
Em nenhum outro lugar, no entanto, a pressão é mais intensa do que aqui na Moldávia, uma pequena nação sem litoral, de 3,6 milhões de habitantes, encravada entre a Romênia e a Ucrânia, que é de longe o país mais pobre do continente, com uma produção econômica anual de cerca de US$ 3.500 (em torno de R$ 7.000) por pessoa - menos que a metade da Albânia.
Além da proibição de vinho da Moldávia, houve rumores de que dezenas de milhares de moldávios que trabalham na Rússia seriam expulsos em uma repressão à imigração, o que eliminaria uma tábua de salvação financeira para muitas famílias. Há também temores de uma proibição semelhante da importação de maçãs e de outros produtos da Moldávia, que seria devastadora se imposta durante a época da colheita.
Ao invés de intimidar os líderes do frágil governo de coalizão do país, no entanto, a tática da Rússia só cimentou a sua vontade de concluir os acordos políticos e de livre comércio com a UE.
"A assinatura destes acordos é a única chance que a Moldávia tem de se desenvolver como um país europeu e no espírito europeu", disse o presidente Nicolae Timofti em entrevista.
Timofti disse que estava claro que a proibição das importações de vinho era política, para cumprir a meta cada vez mais irrealista da Rússia de reunir as antigas repúblicas soviéticas em uma aliança econômica por meio da união aduaneira.
"Entendemos que a Rússia tem interesses geopolíticos nesta área, mas nós também temos um ditado que diz que você não pode entrar no mesmo rio duas vezes", disse o presidente. "É impossível recriar a união que existia. No entanto, a Rússia continua tomando medidas para manter a sua influência sobre a região".
Em entrevistas, Timofti e outros membros do governo disseram que a abordagem russa foi frustrada, tanto política quanto economicamente, e levou as empresas a reduzirem sua dependência do mercado russo.
Quando a Rússia impôs uma proibição similar sobre o vinho da Moldávia em 2006, as exportações para a Rússia representavam mais de 70% da indústria. Hoje, são de menos de 30%, e vários executivos da indústria vinícola disseram que tinham deixado inteiramente de fazer negócios com a Rússia.
"Nós paramos de trabalhar com o mercado russo em 2009", disse Andrei Sirbu, cuja família é proprietária da vinícola Asconi em Puhoi, uma aldeia a 20 km ao sudeste de Chisinau. "É um mercado muito atraente, quando você olha para as oportunidades de vendas, para o tamanho dele. Só em Moscou, você pode fazer tantos negócios, mas quando você coloca a política no meio, esse é o problema - o risco político".
"Para ser sincero, é tudo política", acrescentou Sirbu. "Por que devemos sofrer por causa dos políticos?"
A resposta oficial da Moldávia foi pedir esclarecimentos sobre as preocupações da Rússia com o vinho para que pudessem ser resolvidas rapidamente, e pedir que quaisquer novas exigências técnicas fossem especificadas por escrito.
Os líderes europeus condenaram os esforços da Rússia e adotaram contra-medidas, como suspender os atuais limites de importação de vinho da Moldávia livre de impostos.
"Vamos continuar dizendo aos nossos amigos em Moscou que é inaceitável que os nossos parceiros estejam sendo sujeitos a qualquer tipo de pressão", Stefan Fule, comissário europeu de política de vizinhança e de expansão, em uma entrevista coletiva de imprensa recente com o primeiro-ministro Iurie Leanca.
Fule disse que o acordo em questão "tem claros benefícios não só para os nossos vizinhos, a Moldávia, mas para os vizinhos dos nossos vizinhos".
Apesar de ser a única ex-república soviética em que os comunistas recuperaram o poder, controlando o Parlamento e governando o país de 2001 a 2009, a Moldávia há muito se voltou para o Oeste, tanto que em 2004 renomeou sua chancelaria de Ministério das Relações Exteriores e Integração Europeia.
Antes da era soviética, durante grande parte do século 19, a Moldávia fazia parte da Romênia, e seu idioma é praticamente idêntico ao romeno. No início deste mês, Rogozin, o vice premiê russo, postou uma mensagem no Twitter sugerindo que a Romênia tinha um plano secreto para anexar a Moldávia, após apoiar a integração da Moldávia na Europa.
Algumas autoridades da Moldávia também acusaram a Rússia de fomentar a agitação no país inflamando os conflitos em Trans-Dniester, um território separatista que declarou independência e onde cerca de mil soldados russos permanecem de prontidão, e também pelo financiamento de grupos políticos com o objetivo de derrubar a coalizão governante.
O Partido Comunista, que ainda tem o maior bloco no Parlamento moldávio e atualmente se opõe aos pactos políticos e comerciais com a Europa, este mês começou a exigir eleições antecipadas em um esforço para derrubar o atual governo. Na terça-feira, o Parlamento rejeitou pela segunda vez em duas semanas o voto de "não confiança" proposto pelos comunistas.
O governo quase desmoronou no início deste ano depois de uma bizarra série de eventos que começou em dezembro passado, quando um empresário foi morto acidentalmente em uma viagem de caça envolvendo algumas das principais autoridades do país, inclusive Vlad Filat, o então primeiro-ministro, que foi deposto na controvérsia que se seguiu.
O atual primeiro-ministro, Leanca, disse que o governo está fazendo reformas, inclusive adotando medidas de combate à corrupção e uma reforma no sistema judicial, na esperança de eventualmente ingressar na UE, mas acrescentou que o resultado ainda não é garantido.
"Ainda há ameaças, pois ainda não chegamos à irreversibilidade do nosso desenvolvimento, de nosso caminho futuro", disse Leanca.
Em uma entrevista, ele disse que a Moldávia estava em uma encruzilhada. "Nós poderíamos seguir por um caminho, que significaria abraçar os valores democráticos e de a construção de uma sociedade viável, de uma sociedade viável, com uma economia próspera", disse ele. "Ou podemos ficar para sempre nesta zona cinzenta, onde não há Estado de Direito, onde as pessoas não têm confiança no futuro e, portanto, deixam o país".
Iulian Groza, vice-ministro de Relações Exteriores, disse que o foco na Europa, um mercado de 500 milhões de pessoas, era uma escolha óbvia –feito há muito pelo país- e que a Rússia deve aceitar as decisões políticas do país.
"Queremos ser tratados pelo menos com respeito pelos nossos maiores parceiros, se não como iguais", disse ele.
Timofti disse acreditar que a Moldávia vai ingressar na União Europeia, e ainda previu boas relações com a Rússia no futuro.
"Talvez, em algum momento no futuro, a própria Rússia entre para a União Europeia", disse ele. "E nós estaremos juntos novamente".
Tradução: Deborah Weinberg
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