Procurador de Paris acredita que o mesmo homem esteja envolvido em três casos
Banco e jornal foram alvos de ataques, nos quais um fotógrafo de 27 anos ficou ferido
TV divulga imagem de atirador; suspeito teria ainda feito motorista refém
O Globo
PARIS - A polícia francesa está em alerta nesta segunda-feira após
ataques ao jornal “Libération” e ao banco Société Générale em Paris.
Segundo a imprensa local, depois dos disparos em frente ao banco, o
suspeito fez um motorista refém até a Avenida Champs-Elysées, desceu do
carro e entrou no metrô. Os motivos dos incidentes ainda não estão
claros, mas a polícia acredita que o mesmo homem esteja envolvido nos
três casos.
- Dadas as semelhanças entre esses casos no modus operandi, na elaboração de relatórios e nas roupas, acredita-se que seja um único autor - afirmou o procurador de Paris, François Molins. - O suspeito tem idade próxima a 40 anos e usava um boné verde e casaco.
Até o momento, se sabe que o atirador é o mesmo que entrou na sede do canal de notícias BFMTV em Paris na sexta-feira passada, fazendo vários disparos e ameaçando o editor. A emissora divulgou nesta tarde uma imagem do suspeito captada pelas câmeras de segurança em 15 de novembro.
A segurança foi reforçada do lado de fora de todos os principais escritórios de imprensa da capital por ordem do Ministério do Interior. Diante do “Libération”, o ministro Manuel Valls classificou a agressão como “um ataque aos pilares da democracia, a liberdade de imprensa”.
A polícia, que usa helicópteros para caçar o suspeito, recomendou que as pessoas não saiam de suas casas.
Ataques num período de duas horas
O ataque à sede do “Libération” ocorreu por volta das 10h15m (horário local), quando um homem abriu fogo com um fuzil, deixando um fotógrafo ferido. O funcionário baleado era um funcionário freelancer, que estava em seu primeiro dia de trabalho. Identificado como César, de 27 anos, ia participar de uma sessão de fotos para a Next, a revista de cultura e estilo do jornal. Segundo a direção do jornal, seu estado é grave.
- O homem entrou, atirou duas vezes e foi embora - contou o gerente editorial Fabrice Rousselot ao canal BFMTV.
Cerca de duas horas depois, o banco Société Générale confirmou disparos em frente à sua sede em La Defense, o maior centro financeiro de Paris, situado a dez quilômetros da sede do jornal. Ninguém ficou ferido.
Momentos mais tarde, o diário “Le Parisien” informou que um homem fez um motorista refém em La Defense e se dirigiu à Champs-Elysées, a seis quilômetros do banco.
O presidente da França, François Hollande, ordenou ao ministro Manuel Valls que “mobilize todos os meios para esclarecer o ocorrido”. O diretor do “Libération” Nicolas Demorand, por sua vez, lamentou o incidente.
- Fomos testemunhas de um drama - disse. - Entrar em um jornal com um rifle é muito grave em uma democracia, não importa o estado mental de quem o fez.
- Dadas as semelhanças entre esses casos no modus operandi, na elaboração de relatórios e nas roupas, acredita-se que seja um único autor - afirmou o procurador de Paris, François Molins. - O suspeito tem idade próxima a 40 anos e usava um boné verde e casaco.
Até o momento, se sabe que o atirador é o mesmo que entrou na sede do canal de notícias BFMTV em Paris na sexta-feira passada, fazendo vários disparos e ameaçando o editor. A emissora divulgou nesta tarde uma imagem do suspeito captada pelas câmeras de segurança em 15 de novembro.
A segurança foi reforçada do lado de fora de todos os principais escritórios de imprensa da capital por ordem do Ministério do Interior. Diante do “Libération”, o ministro Manuel Valls classificou a agressão como “um ataque aos pilares da democracia, a liberdade de imprensa”.
A polícia, que usa helicópteros para caçar o suspeito, recomendou que as pessoas não saiam de suas casas.
Ataques num período de duas horas
O ataque à sede do “Libération” ocorreu por volta das 10h15m (horário local), quando um homem abriu fogo com um fuzil, deixando um fotógrafo ferido. O funcionário baleado era um funcionário freelancer, que estava em seu primeiro dia de trabalho. Identificado como César, de 27 anos, ia participar de uma sessão de fotos para a Next, a revista de cultura e estilo do jornal. Segundo a direção do jornal, seu estado é grave.
- O homem entrou, atirou duas vezes e foi embora - contou o gerente editorial Fabrice Rousselot ao canal BFMTV.
Cerca de duas horas depois, o banco Société Générale confirmou disparos em frente à sua sede em La Defense, o maior centro financeiro de Paris, situado a dez quilômetros da sede do jornal. Ninguém ficou ferido.
Momentos mais tarde, o diário “Le Parisien” informou que um homem fez um motorista refém em La Defense e se dirigiu à Champs-Elysées, a seis quilômetros do banco.
O presidente da França, François Hollande, ordenou ao ministro Manuel Valls que “mobilize todos os meios para esclarecer o ocorrido”. O diretor do “Libération” Nicolas Demorand, por sua vez, lamentou o incidente.
- Fomos testemunhas de um drama - disse. - Entrar em um jornal com um rifle é muito grave em uma democracia, não importa o estado mental de quem o fez.
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