Andrew Bowen - Der Spiegel
A luta pelo poder no Egito está esquentando, enquanto o presidente Mohammed Mursi luta para conter a influência do que restou do regime anterior à revolução. Agora, com os juízes da era de Mubarak em greve, os comentadores alemães dizem que o caminho para a democracia parece ainda mais atribulado.
As últimas semanas testemunharam uma crise na revolução da primavera árabe do Egito: manifestações a favor e contra o presidente Mohammed Mursi; ameaças de invalidação da assembleia que redigiu a nova constituição; uma declaração por parte do presidente de estar acima da justiça e agora uma greve do judiciário do país. O sucesso da luta para estabelecer uma nova democracia há muito é questionado.
O presidente Mursi procurou reagir aos juízes da era de Mubarak declarando que suas ações estavam acima da revisão judicial. Seus oponentes viram isso como um passo para a ditadura. Para seus partidários, foi uma medida justificada contra um judiciário antidemocrático.
Mursi prometeu entregar seu status acima da Justiça se os eleitores egípcios aprovarem a constituição provisória em um referendo no dia 15 de dezembro. Contudo, seus oponentes, que incluem reformistas seculares e membros da minoria cóptica, não estão inteiramente confortáveis com essa constituição, que mantém o islã como principal fonte de todas as leis. Dezenas de milhares protestaram contra o presidente Mursi e a constituição no final de semana no Cairo e estão prometendo continuar em sua campanha.
Em meio a todo esse tumulto, os manifestantes pró-Mursi reuniram-se diante da Corte Constitucional e impediram a entrada dos juízes. Os juízes responderam entrando em greve e recusando-se a supervisionar o referendo do dia 15 de dezembro.
Na segunda-feira (3), a mídia alemã enfatizou o alto risco que corre o Egito e disse que, enquanto é compreensível que a Irmandade Muçulmana queira minar o judiciário pré-revolucionário, da mesma forma são compreensíveis os protestos contra as ações da Irmandade.
O jornal conservador “Die Welt” escreve: “O Egito está em uma falha entre dois continentes, não apenas geologicamente, e a costa europeia está próxima. O que move o Egito hoje move a região amanhã, e as ondas de choque podem muito bem gerar medo e terror entre os europeus. O futuro do Egito vai indicar para todo o mundo islâmico se a democracia e a vida baseada no Alcorão são reconciliáveis”.
“O ministro de relações exteriores alemão, que tem que dedicar cada vez mais de seu tempo ao Oriente Médio, expressou com palavras duras sua preocupação. Há uma ameaça, disse ele, de uma ‘divisão da sociedade’, ou seja, revolução continuada e provável violência. O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, ameaçou um fim da cooperação econômica e política – como se Bruxelas tivesse outro Egito de reserva.”
“De fato, os europeus devem ser extremamente cautelosos com conselhos não solicitados. As dificuldades materiais que alimentaram o levante contra Mubarak continuam a existir. A falta de trabalho, a frustração e a truculência do regime são forças que podem prolongar a inquietação”.
O jornal de esquerda “Die Tageszeitung” escreve: “As amplas manifestações contra as ações mais recentes do presidente Mohammed Mursi são alimentadas pela frustração e medo entre não islâmicos. As frentes parecem inalteráveis: os círculos políticos islâmicos de um lado, os reformistas seculares e os membros das minorias religiosas do outro.”
“Mursi, que quer ser presidente de todos os egípcios, sente-se injustamente atacado. O antigo regime estava tentando, com a ajuda dos juízes da era Mubarak, deter a revolução, cujas eleições livres colocaram grupos em desvantagem contra os vencedores. E Mursi retomou a velha teoria da conspiração, aquela que diz que poderes estrangeiros estão por trás dos protestos.”
“Isso não equivale a uma contrarrevolução. Em vez disso, os egípcios estão expressando sua profunda desconfiança das autoridades, que nunca os trataram como cidadãos responsáveis. Em troca, o presidente negligenciou a tarefa de deixar o povo tranquilo, de dizer para eles que a nova constituição protege as novas liberdades que antes não existiam e que seu poder absoluto vai durar apenas até a ratificação da constituição, que será votada no dia 15 de dezembro. Com um pouco mais de habilidade da parte dele, os egípcios certamente teriam deixado essas duas semanas passarem sem protestos”.
O “Süddeutsche Zeitung”, de centro-esquerda, escreve: “Os juízes devem obrigatoriamente ser independentes. Arriscar a vida não faz parte de seu trabalho. Assim, é compreensível que os juízes da corte constitucional do Egito tenham sustentado uma decisão sobre o altamente criticado curso de ação tomado pelo presidente Mohammed Mursi, enquanto uma multidão gritava irada. Os capangas de Mursi, reunidos na frente da corte de Cairo, tinham ameaçado incendiar o prédio. O presidente da Irmandade Muçulmana não foi nada respeitoso com o judiciário.”
“Depois da vitória democrática do presidente islâmico do Egito, a comunidade internacional recebeu-o bem. Agora, a Irmandade Muçulmana está se arrogando o direito de tratar os juízes desafetos de Mursi com os métodos das ruas, enquanto elogia a vontade democrática.”
“É verdade, uma provável maioria está por trás do decreto constitucional do presidente, e os juízes da era Mubarak sem dúvida perseguiram uma política de obstrução. Mas tudo isso não justifica derrubar os pilares institucionais do Estado e legitimá-lo com um referendo como ‘democrático’”.
O “Frankfurter Allgemeine Zeitung”, de centro-direita, escreve: “Dos três cenários de como o Egito poderia se desenvolver depois de Mubarak, um está perdendo o sentido: a rebelião por meio de instituições do antigo regime, cujas vidas o novo poder agora está tornando difícil. A maior parte dos egípcios entende que a polícia, antes odiada, sumiu das ruas e que a criminalidade está subindo. E muitos egípcios estão vendo a greve dos juízes da era de Mubarak, que colocaram empecilhos no caminho dos novos detentores de poder, mais como ponto para Mursi do que como declaração moral do judiciário”.
“As velhas instituições não vão desistir de sua resistência tão cedo. Em primeiro plano agora estão os dois outros cenários. A Irmandade Muçulmana não mexe no antigo regime, mas o ocupa com seus próprios seguidores, ou permite que ocorra uma abertura controlada. Mursi alega estar seguindo este último. Mas as evidências sugerem que o primeiro cenário é mais provável”.
Tradutor: Deborah Weinberg
As últimas semanas testemunharam uma crise na revolução da primavera árabe do Egito: manifestações a favor e contra o presidente Mohammed Mursi; ameaças de invalidação da assembleia que redigiu a nova constituição; uma declaração por parte do presidente de estar acima da justiça e agora uma greve do judiciário do país. O sucesso da luta para estabelecer uma nova democracia há muito é questionado.
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- 3.dez.2012 - Capas dos principais jornais do Egito estampam em suas manchetes as palavras 'Não a ditadura' em alusão ao governo do presidente Mohammed Morsi, que deu a si mesmo amplos poderes acima de qualquer tribunal, declarando-se guardião da revolução do Egito Nasser Nasser/AP PhotoMais
- 2.dez.2012 - Partidários do presidente egípcio, Mohamed Mursi, protestam em frente ao Supremo Tribunal Constitucional em favor dos plenos poderes de Mursi. O Egito aprovou nesta sexta-feira (30) rascunho da nova Carta Magna, após 16 horas de votaçãoAhmad Hammad/APMais
- 2.dez.2012 - Centenas de partidários do presidente egípcio, Mohamed Mursi, realizaram manifestação do lado de fora do Tribunal Constitucional, no Cairo (Egito). Mursi marcou neste sábado (1º) para 15 deste mês um referendo sobre uma minuta para uma nova ConstituiçãoAFPMais
- 1º.dez.2012 - Partidários do presidente egípcio, Mohamed Mursi, tiram foto em estátua localiza na universidade da cidade Cairo. O Egito aprovou nesta sexta-feira (30) rascunho da nova Carta Magna, após 16 horas de votaçãoThomas Hartwell/APMais
- 1º.dez.2012 - Partidários do presidente egípcio, Mohamed Mursi, manifestam apoio ao presidente em região próxima a universidade de Cairo, localizada no arredor da cidade. O Egito aprovou nesta sexta-feira (30) rascunho da nova Carta Magna, após 16 horas de votaçãoThomas Hartwell/APMais
- 1º.dez.2012 - Partidários do presidente egípcio, Mohamed Mursi, rezam em região próxima a universidade de Cairo, localizada no arredor da cidade. O movimento ocorre após protestos de um grupo oposto ao presidente, demonstrando a polarização que vive o país. O Egito aprovou nesta sexta-feira (30) rascunho da nova Carta Magna, após 16 horas de votaçãoKhaled Desouki/AFPMais
- 1º.dez.2012 - Partidários do presidente egípcio, Mohamed Mursi, manifestam apoio ao presidente em região próxima a universidade de Cairo, localizada no arredor da cidade. O Egito aprovou nesta sexta-feira (30) rascunho da nova Carta Magna, após 16 horas de votaçãoAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 1º.dez.2012 - Manifestantes pró-Mursi fizeram uma passeata no Cairo, neste sábado (1º), em apoio ao presidente egípcio. Eles carregavam faixas em que se lia: "Nós o apoiamos contra a corrupção"Asmaa Waguih/ReutersMais
- 30.nov.2012 - Milhares de egípcios vão às ruas, na praça Tahrir, no Cairo, para protestar contra o presidente Mohamed Mursi. O Egito aprovou nesta sexta-feira (30) rascunho da nova Carta Magna, após 16 horas de votaçãoGianluigi Guercia/AFPMais
- 30.nov.2012 - Milhares de egípcios vão às ruas, na praça Tahrir, no Cairo, para protestar contra o presidente Mohamed Mursi. O Egito aprovou nesta sexta-feira (30) rascunho da nova Carta Magna, após 16 horas de votaçãoNariman El-Mofty/APMais
- 30.nov.2012 - Dezenas de milhares de pessoas foram à praça Tahrir, no Cairo (Egito), nesta sexta-feira, protestar contra o rascunho da nova Constituição do Egito, que foi aprovado às pressas, durante a madrugada desta sexta-feira, pelos integrantes islâmicos da Assembleia Constituinte, aliados do presidente Mohamed MursiGianluigi Guercia/AFPMais
- 30.nov.2012 - Homem se acorrenta durante protesto na praça Tahrir, no Cairo, contra o atual presidente do Egito, Mohamed MursiKhaled Elfiqi/EfeMais
- 30.nov.2012 - Egípcio segura faixa em que o atual presidente do país, Mohamed Mursi (centro), aparece ao lados dos ditadores Benito Mussolini (Itália) e Adolf Hitler (Alemanha). Os manifestantes se reúnem na praça Tahrir para protestar contra o governo de Mursi, no CairoGianluidi Guercia/AFPMais
- 30.nov.2012 - Egípcios rezam na praça Tahrir, nesta sexta-feira (30), no Cairo. Desde o dia 24 manifestantes protestam no local contra o presidente Mohamed Mursi, que assinou um decreto ampliando seus poderes Khaled Desouki/AFPMais
- 30.nov.2012 - Egípcios se reúnem na praça Tahrir para prosseguir com os protestos contra o atual presidente do país, Mohamed Mursi, no Cairo, nesta sexta-feira (30)Mohamed Abd El Ghany/ReutersMais
- 30.nov.2012 - Egípcios rezam na praça Tahrir, nesta sexta-feira (30), no Cairo. Desde o dia 24 manifestantes protestam no local contra o presidente Mohamed Mursi, que assinou um decreto ampliando seus poderesKhales Desouki/AFPMais
- 29.nov.2012 - Membros da Assembleia Constituinte do Egito discutem o texto da nova Constituição do país, nesta quinta-feira (29), no Cairo. Princípios islâmicos, presentes na versão prévia do documento vigente durante a ditadura de Hosni Mubarak, serão mantidosMohamed Abd El Ghany/ReutersMais
- 29.nov.2012 - Egípcio atira pedra contra policiais durante protesto na praça Tahrir, no Cairo. Os manifestantes são contra o governo do atual presidente do país, Mohamed MursiMahmoud Kalled/AFPMais
- 29.nov.2012 - Jornais e cartazes são expostos em um museu improvisado na praça Tahrir, no Cairo, nesta quinta-feira (29). Os egípcios protestam contra o governo do atual presidente do país, Mohamed MursiMaya Alleruzzo/APMais
- 29.nov.2012 - Vista da praça Tahrir, repleta de egípicos acampados, no Cairo, durante protesto contra o atual presidente do país, Mohamed MursiMahmoud Kalled/AFPMais
- 29.nov.2012 - Jovens caminham ao lado de bandeira de pirata na praça Tahir, no Cairo. Sob uma onda de protestos contra o governo, a Assembleia Constituinte do Egito vota nesta quinta-feira (29) a proposta final do texto da nova Constituição egípciaAsmaa Waguih/ReutersMais
- 29.nov.2012 - Egípcios escalam muro construído pelas autoridades para evitar choques entre manifestantes e a polícia na praça Tahrir, no Cairo. As manifestações contra o presidente Mohamed Mursi começaram logo após a assinatura de um decreto que amplia seus poderesAsmaa Waguih/ReutersMais
- 28.nov.2012 - Manifestante corre enquanto tenta jogar de volta para a polícia uma bomba de gás lacrimogênio, durante novos protestos nesta quarta-feira, próximos à praça Tahrir, no Cairo, contra o decreto que ampliou os poderes do presidente Mohamed MursiAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 28.nov.2012 - Egípicio joga pedra contra a polícia na praça Tahir, no Cairo, nesta quarta-feira (28). Manifestantes protestam contra o atual presidente do Egito, Mohamed MursiKhalil Hamra/APMais
- 28.nov.2012 - Egípicios jogam pedras contra a polícia na praça Tahir, no Cairo, nesta quarta-feira (28). Manifestantes protestam contra o atual presidente do Egito, Mohamed MursiKhalil Hamra/APMais
- 28.nov.2012 - Egípicios correm após polícia lançar bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes, na praça Tahir, no Cairo, nesta quarta-feira (28). Eles protestam contra o atual presidente do Egito, Mohamed MursiMahmoud Khaled/AFPMais
- 28.nov.2012 - Manifestante se prepara para jogar granada de gás lacrimogêneo de volta para policiais, nesta quarta-feira (28) no Cairo (Egito). A polícia tentou dispersar centenas de pessoas que protestavam na Praça Tahrir contra os decretos assinados pelo presidente Mohamed Mursi, que lhe garantem mais poderesMahmoud Khaled/AFPMais
- 27.nov.2012 - Manifestantes tentam fugir de bombas de gás lacrimonênio lançadas pela polícia, na cidade de Mahalla, no Egito, para dispersar uma manifestação contra o presidente Mohamed Mursi. Nesta segunda-feira (26), Mursi afirmou que pretende manter o decreto que ampliou os poderes do chefe do Executivo egípcio, mesmo sob protestos realizados no paísKhaled Elfiqi/EFEMais
- 27.nov.2012 - Manifestante mostra cartaz com a frase "ditador surge", em tradução livre do inglês, durante manifestação na praça Tahrir, no Cairo, em protesto que reuniu milhares de pessoas contra o decreto que ampliou os poderes do presidente do Egito, Mohamed MursiMohamed Abd El Ghany/ReutersMais
- 27.nov.2012 - Manifestante mostra cartaz contra o presidente do Egito, Mohamed Mursi, durante manifestação na praça Tahrir, no Cairo, que reuniu milhares de pessoas em protesto contra o decreto presidencial que ampliou os poderes de MursiKhalil Hamra/APMais
- 27.nov.2012 - Milhares de pessoas se reuniram na praça Tahrir, no Cairo, para protestar contra o presidente do Egito, Mohamed Mursi, que editou um decreto ampliando os poderes do chefe do Executivo no país árabe. Nesta terça-feira, manifestantes voltaram a entrar em confronto com a polícia Nariman El-Mofty/APMais
- 27.nov.2012 - Milhares de pessoas se reuniram na praça Tahrir, no Cairo, para protestar contra o presidente do Egito, Mohamed Mursi, que editou um decreto ampliando os poderes do chefe do Executivo no país árabeMohamed Abd El Ghany/ReutersMais
- 27.nov.2012 - Egípcios voltam a ocupar a Praça Tahrir para se manifestar contra o presidente Mohamed Mursi, nesta terça-feira (27), no Cairo. Os protestos começaram logo após Mursi assinar um decreto que aumentou seus poderes e lhe garantiu imunidade judicial, na semana passadaAndre Pain/EfeMais
- 27.nov.2012 - Um manifestante joga pedras contra a polícia, perto da praça Tahrir, no Cairo. Eles protestam contra o governo do atual presidente Mohamed MursiKhalil Hamra/APMais
- 27.nov.2012 - Um manifestante corre para jogar uma bomba de gás lacrimogêneo contra a polícia, perto da praça Tahrir, no Cairo. Eles protestam contra o governo do atual presidente Mohamed MursiAsmaa Waguih/ReutersMais
- 27.nov.2012 - A polícia de choque usa gás lacrimogêneo durante confrontos com manifestantes na Praça Tahrir, no Cairo. Eles protestam contra o governo do atual presidente Mohamed MursiMohamed Abd El Ghany/ReutersMais
- 27.nov.2012 - Jovens egípcios arremessam pedras contra as forças de segurança do governo, nesta terça-feira (27) nos arredores da Praça Tahrir, no Cairo. Os confrontos começaram logo após o presidente Mohamed Morsi assinar um decreto que aumentou seus poderes e lhe garantiu imunidade judicial Gianluigi Guercia/AFPMais
- 26.nov.2012 - Egípcios acompanham o funeral de Gaber Salah, morto durante confronto com forças de segurança, no Cairo. Milhares de pessoas voltaram a se reunir na Praça Tahrir para protestar contra o presidente Mohamed Mursi, que assinou um decreto pelo qual ele se atribuiu mais poderesHussein Tallal/APMais
- 24.nov.2012 - Apoiadores e opositores do presidente do Egito, Mohamed Mursi, se confrontam em frente ao tribunal do país, no CairoMohammed Asad/APMais
- 23.nov.2012 - Manifestantes invadem a sede do partido da Irmandade Muçulmana em Alexandria (Egito) em protesto contra contra o governo do presidente egípcio, Mohamed Mursi, que decidiu ampliar poderes Amira Mortada/APMais
- 23.nov.2012 - Manifestante protesta em Alexandria (Egito) contra o governo do presidente egípcio, Mohamed Mursi, que ampliou poderes. Nesta sexta-feira (23), um grupo de manifestantes invadiu a sede do partido da Irmandade Muçulmana em Alexandria ReutersMais
- 23.nov.2012 - Milhares de egípcios se reúnem na praça Tahrir para protestar contra o presidente Mohamed Mursi, nesta sexta-feira (23) no Cairo. Ele assinou ontem um decreto que lhe confere mais poderes e imunidade legal. A oposição o acusa de ser um novo Hosni MubarakMohamed Abd El Ghany/ReutersMais
- 23.nov.2012 - Manifestantes egípcios se escondem atrás de uma chapa de ferro durante protesto contra o presidente Mohammed Morsi, nesta sexta-feira (23) no Cairo. Ontem Mursi assinou um decreto que reforça ainda mais seus poderes, gerando críticas por parte da populaçãoMohammed Asad/APMais
- Policial escondido em casa joga pedras contra manifestantes em protestos que lembram a morte de 42 pessoas no ano passado, no Cairo, Egito. Os choques começaram na segunda (19), após uma manifestação convocada para comemorar o primeiro aniversário dos conhecidos como os "eventos de Mohammed Mahmoud", rua que leva ao Ministério do Interior e onde morreram cerca de 40 pessoas em conflitos entre policiais e manifestantesMohamed Abd El Ghany/ReutersMais
- 21.nov.2012 - Manifestante egípcio arremessa granada de gás lacrimogêneo de volta para soldados, durante protesto nos arredores da praça Tahrir, nesta quarta-feira (21) no CairoMohammed Asad/APMais
- Manifestantes entram em confronto com a polícia do Egito, pelo segundo dia consecutivo, nesta terça-feira (20). Os conflitos começaram na segunda-feira (19), quando completou um ano dos embates que causaram a morte de 45 manifestantes. Na ocasião, grande parte da população pressionava os militares a deixar poder, depois de estes terem assumido o governo após uma revolta popular que derrubou o presidente Hosni Mubarak Mohammed Asad/APMais
- 9.nov.2012 - Muçulmano segura o Alcorão, livro sagrado do Islã, durante manifestação na praça Tahrir, no Cairo, nesta sexta-feira (9), para pedir a aplicação da "sharia" (lei islâmica), assunto que gera intensos debates na comissão encarregada de redigir a futura ConstituiçãoBernat Armangue/APMais
- 2.nov.2012 - Manifestantes egípcios se reúnem nesta sexta-feira (2) na praça Tahrir para protestar, pedindo uma nova constituição baseada somente na legislação, no Cairo, EgitoKhaled Elfiqi/EfeMais
- 24.out.2012 - Enviado internacional de paz para a Síria, Lakhdar Brahimi fala em entrevista coletiva na sede da Liga Árabe, no Cairo. O comando sírio afirmou ainda estar estudando a proposta de cessar-fogo com os rebeldes durante o feriado de Eid al Adha, a festa do sacrifício, contradizendo o anuncio feito mais cedo por Brahimi de que Damasco teria aceitado uma tréguaMohamed Abd El Ghany/ReutersMais
- 19.out.2012 - Milhares de egípcios se reúnem na praça Tahrir, no Cairo, para protestar contra a influência islâmica na assembleia constituinte do país. Há uma semana, uma manifestação semelhante acabou em confronto com religiosos conservadoresAhmed Mahmoud/AFPMais
- 12.out.2012 - Partidários e opositores do presidente do Egito, Mohamed Mursi, se confrontaram nesta sexta-feira na praça Tahrir, no CairoKhaled Desouki/AFPMais
- 11.out.2012 - Egípcio protesta em frente à porta de tribunal em Cairo, no Egito, durante manifestação contra a decisão do Tribunal Penal do Cairo de absolver réus acusados por cerca de 20 mortes durante a revolta popular que depôs Mubarak no ano passado. No corpo do manifestante está escrito "Morsi, onde está o sangue dos mártires e dos revolucionários feridos?"Khaled Desouki/AFPMais
- 18.set.2012 - Presidente do Egito, Mohamed Morsi (direita), e seu ministro de Relações Exteriores, Mohammed Kamel Amr (esquerda), se encontram com ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi (centro), nesta terça-feira (18) no Cairo. O Irã sugere que o Egito, a Arábia Saudita e a Turquia enviem observadores para a Síria, em um esforço para tentar conter a violência no paísKhaled Desouki/AFPMais
- 14.jul.2012 - Homem egípcio protesta no lado de fora da embaixada dos Estados Unidos no Cairo contra visita da Secretária americana de Estado, Hillary Clinton. Em visita ao país, ela reafirmou apoio dos Estados Unidos à transição democrática do governo do EgitoMohammed Hossam/AFP PhotoMais
- 12.jul.2012- Mohamed Mursi, presidente do Egito, visita a tumba do profeta Muhammad (Maomé), em mesquita de Madinah, na Arábia SauditaSaudi Press Agency/ReutersMais
- 12.jul.2012- Mohamed Mursi, presidente do Egito, visita a tumba do profeta Muhammad (Maomé), em mesquita de Madinah, na Arábia SauditaSaudi Press Agency/ReutersMais
- 10.jul.2012- Milhares de egípcios se reúnem praça Tahrir, símbolo da primavera árabe no EgitoSTR/AFPMais
- 10.jul.2012- Simpatizantes do presidente egípcio, Mohamed MorsiKhaled Elfiqi/EfeMais
- 10.jul.2012- Presidente egípcio, Mohamed Morsi, em CairoFady Fares/Presidência do Egito/ APMais
- 5.jul.2012 ? Presidente do Egito, Mohamed Mursi, coloca medalha em um soldado durante cerimônia em uma base militar no CairoMohammed Abd El Moaty, presidência do Egito/APMais
- 30.jun.2012 - O novo presidente do Egito, Mohamed Mursi, recebe o cumprimento do presidente da comissão eleitoral, depois de prestar juramento na Suprema Corte do paísDivulgação/Presidência do Egito/ReutersMais
- 30.jun.2012 - O novo presidente do Egito, Mohamed Mursi, recebe o cumprimento do presidente da comissão eleitoral, depois de prestar juramento na Suprema Corte do paísDivulgação/Presidência do Egito/ReutersMais
- 30.jun.2012 - Mohamed Mursi discursa durante a cerimônia em base militar do Cairo, onde ele foi homenageado pelas Forças Armadas, no dia da posseDivulgação/Presidência do Egito/AFPMais
- Homem leva à praça Tahrir, no Cairo, busto de madeira do primeiro presidente islâmico do Egito, Mohammed Mursi, que tomou posse neste sábado (30)Asmaa Waguih/ReutersMais
- Egípcios assistem ao primeiro discurso de Mohammed Mursi como president do Egito, neste sábado (30), em um café no CairoAsmaa Waguih/ReutersMais
- 30.jun.2012- O presidente eleito do Egito, Mohamed Mursi, em sua cerimônia de posse; Mursi jurou o cargo neste sábado (30), diante do Tribunal Constitucional, no Cairo (Egito). Ele jurou preservar com lealdade o sistema republicano, respeitar a Constituição e a lei, ter em consideração os interesses do povo de maneira total e preservar a independência da pátria, sua integridade e seu territórioAhmed Abdel Fattah/AP PhotoMais
- 30.jun.2012- Homem fuma um cachimbo enquanto assiste ao discurso do primeiro presidente islâmico do Egito, Mohamed Mursi num café público, no Cairo (Egito)Asmaa Waguih/ReutersMais
- 30.jun.2012 - Policiais montam guarda em frente ao Supremo Tribunal Constitucional em Cairo (Egito); o presidente Mohamed Mursi fez o seu juramento de posse neste sábado (30), tornando-se o primeiro civil em seis décadas e o primeiro a ocupar a função de chefe de Estado eleito em pleitos democráticos no paísAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 30.jun.2012 - Pessoas cercam o carro do presidente eleito do Egito, o islamita Mohamed Mursi, que jurou o cargo neste sábado (30), diante do Tribunal Constitucional, no CairoAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 30.jun.2012 - O presidente eleito do Egito, o islamita Mohamed Mursi, em sua cerimônia de posse; Mursi jurou o cargo neste sábado (30), diante do Tribunal Constitucional, no Cairo (Egito). Com isso, ele se torna o primeiro civil a ocupar a função de chefe de Estado e o primeiro eleito em pleitos democráticos no paísReprodução Egyptian Television/Reuters TVMais
- 29.jun.2012 - Multidão aplaude o discurso do novo presidente do Egito, na praça Tahrir, em Cairo. Mohamed Mursi fez seu juramento simbólicoEgyptian Presidency/ReutersMais
- 29.jun.2012 - O islamita Mohamed Mursi fez seu juramento simbólico nesta sexta-feira como presidente do Egito na praça Tahrir, na capital Cairo. Mursi afirmou, mandando um recado aos militares, que "não há poder sobre esta autoridade (do povo)". Uma multidão acompanhou o discursoMohammed Hossam/AFPMais
- 28.jun.2012-28.jun.2012- Garoto é observado ao lado de camisetas com imagem do novo presidente do Egito, Mohammed MursiAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 28.jun.2012- Garoto egípcio é visto ao lado da família na praça Tahrir, no CairoAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 26.jun.2012- Mohammed Morsi, presidente do EgitoMiddle East News Agency/Ho/APMais
- 26.jun.2012 - Presidente recém-eleito do Egito, Mohamed Mursi, acompanha em estúdio de TV sua fala à nação, transmitida no domingo (24)EfeMais
- 26.jun.2012 - Traders monitoram ações na bolsa de valores do Cairo, capital do EgitoAmr Nabil/APMais
- 26;jun.2012 - Apoiadores do presidente eleito do Egito, Mohamed Mursi, protestam contra a junta militar que governa o paísAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 25.jun.2012 - Broches do presidente eleito do Egito, Mohamed Mursi, à venda na praça Tahrir, no Cairo, capital do país e local de concentração de manifestantesAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 25.jun.2012 - Táxi com foto do presidente recém-eleito do Egito, Mohamed Mursi, circula pelas ruas do Cairo, capital do paísKhaled Desouki/AFPMais
- 25.jun.2012 - Apoiador do presidente recém-eleito do Egito, Mohamed Mursi, participa de protesto na praça Tahrir, no Cairo, capital do EgitoAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 24.jun.2012 - Simpatizantes da Irmandade Muçulmana comemoram anúncio da vitória de Mohamed Mursi, declarado o primeiro presidente eleito do Egito desde a queda do regime de Hosni MubarakAFPMais
- 24.jun.2012 - Simpatizantes da Irmandade Muçulmana comemoram anúncio da vitória de Mohamed Mursi, declarado o primeiro presidente eleito do Egito desde a queda do regime de Hosni MubarakSaid Khatib/AFPMais
- 24.jun.2012 - Na praça Tahrir, no Cairo, simpatizantes da Irmandade Muçulmana comemoram anúncio da vitória de Mohamed Mursi, declarado o primeiro presidente eleito do Egito desde a queda do regime de Hosni MubarakSuhaib Salem/ReutersMais
- 24.jun.2012 - Partidários da Irmandade Mulçumana comemoram a vitória do islamita Mohamed MorsySuhaib Salem/ReutersMais
- 24.jun.2012 - Na praça Tahrir, no Cairo, simpatizantes da Irmandade Muçulmana comemoram anúncio da vitória de Mohamed Mursi, declarado o primeiro presidente eleito do Egito desde a queda do regime de Hosni MubarakAhmed Jadallah/ReutersMais
- 24.jan.2012 - O chefe do Hamas em Gaza, Ismail Haniya, celebra a vitória de Mohamed Morsi, declarado primeiro presidente do Egito desde a queda de Hosni MubarakMohammed Abed/AFPMais
- 24.jun.2012 - Palestinos segurando bandeiras egípcias comemoram a vitória de Mohamed Morsi, membro da Irmandade Mulçumana, declarado o primeiro presidente eleito do Egito desde a queda do regime de Hosni MubarakMahmud Hams/AFPMais
- 24.jun.2012 - Egípcios celebram a vitória de Mohamed Morsi, membro da Irmandade Mulçumana, declarado o primeiro presidente eleito do Egito desde a queda do regime de Hosni MubarakKhaled Desouki/AFPMais
- 24.jun.2012 - Policiares militares do Egito posicionam-se em frente à sede da comissão eleitoral, no Cairo, após o anuncio do resultado das eleiçõesKhaled Desouki/AFPMais
- 24.jun.2012 - Simpatizante da Irmandade Muçulmana comemora anúncio da vitória de Mohamed Mursi, declarado neste domingo (24) o primeiro presidente eleito do Egito desde a queda do regime de Hosni MubarakSuhaib Salem/ ReutersMais
- 24.jun.2012 - O candidato da Irmandade Muçulmana, Mohammed Mursi venceu as eleições presidenciais no EgitoAhmed Jadallah - 16.jun.2012/ ReutersMais
- 21.jun.2012- Ex-premiê do regime de Hosni Mubarak Ahmed ShafiqAFPMais
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- 21.jun.2012- Apoiadores da Irmandade Muçulmana realizam protesto na praça Tahrir, CairoMohamed Messara/EfeMais
- 21.jun.2012- Apoiadores da Irmandade Muçulmana realizam protesto na praça Tahrir, CairoSuhaib Salem/ReutersMais
- 21.jun.2012 - Simpatizantes da Irmandade Muçulmana participam nesta quinta-feira de protesto na praça Tahrir, no Cairo, capital do EgitoSuhaib Salem/ReutersMais
- 21.jun.2012 - Eleitores egípcios fazem pausa para reza durante comício na praça Tahrir, no CairoAndre Pain/EfeMais
- 20.jun.2012 - Apoiador do ditador deposto Hosni Mubarak vão à porta do hospital onde está internado o ex-presidente egípcio, na capital do país, CairoMohamed Messara/EfeMais
- 20.jun.2012 - Soldados vigiam entrada de hospital militar onde está internado o ditador deposto Hosni MubarakMohamed Messara/EfeMais
- 20.jun.2012 - Apoiadoras do ditador deposto Hosni Mubarak vão à porta do hospital onde está internado o ex-presidente egípcio, na capital do país, CairoMarwan Naamani/AFPMais
- 20.jun.2012 - Soldados vigiam entrada de hospital militar onde está internado o ditador deposto Hosni MubarakMohamed Messara/EfeMais
- 20.jun.2012 - Pôsteres vandalizados de candidatos à presidência do EgitoNasser Nasser/APMais
- 19.jun.2012 ? Os egípcios voltaram à praça Tahrir, no Cairo, para protestar contra a Junta Militar que governa o Egito e para manifestar apoio a Mohammed Mursi, candidato presidencial da Irmandade MuçulmanaMarwan Naamani/AFPMais
- 19.jun.2012 ? Manifestante egípcio segura o Corão, o livro sagrado do Islamismo, durante protesto contra a Junta Militar que governa o Egito, no CairoMohamed Messara/EFEMais
- 19.jun.2012 ? Forças de segurança observam egípcios se manifestarem no CairoMohamed Messara/EFEMais
- 19.jun.2012 ? Egípcio se manifesta em frente a cordão de segurança da polícia na entrada do Parlamento, no CairoSuhaib Salem/ReutersMais
- 19.jun.2012 ? Milhares de egípcios se manifestam contra a Junta Militar que governa o país, no CairoMohamed Messara/EFEMais
- 19.jun.2012 ? Egípcios gritam slogans enquanto a polícia protege o Parlamento, no Cairo. Eles protestam contra a Junta Militar que governa o Egito.Suhaib Salem/ReutersMais
- 19.jun.2012 - Simpatizantes de Mohammed Mursi, candidato presidencial pela Irmandade Muçulmana, celebram a vitória dele na praça Tahrir, no Cairo. Patrick Baz/AFPMais
- 19.jun.2012 ? Policiais se posicionam no portão do Parlamento egípcio, no Cairo. Os militares dissolveram o Parlamento na última quinta-feira (14)Asmaa Waguih/ReutersMais
- 19.jun.2012 ? Egípcio remove cartaz de Ahmed Shafik, ex-premiê do ex-ditador Hosni Mubarak e candidato presidencial, no CairoAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 19.jun.2012 ? Simpatizante de Mohammed Mursi, candidato presidencial da Irmandade Muçulmana, pinta o rosto da filha com as cores da bandeira egípcia na praça Tahrir, no CairoPatrick Baz/AFPMais
- 18.jun.2012 - Simpatizantes do candidato Mohammed Morsi, da Irmandade Muçulmana, carregam bandeiras egípcias enquanto celebram a vitória dele na praça Tahrir, no CairoNasser Nasser/APMais
- 18.jun.2012 - Simpatizantes do candidato presidencial Mohammed Morsi, da Irmandade Muçulmana, seguram cartazes de apoio ao político no CairoManu Brabo/APMais
- 18.jun.2012 - Ahmed Fahmi, presidente da Câmara Alta, intervém durante a primeira reunião da Assembleia Constituinte do Egito, no CairoKhaled Elfiqi/EFEMais
- 18.jun.2012 - Palestinos carregam os corpos de Mohammed Shabat e Ismail Abu Odeh, militantes mortos por soldados israelenses na região fronteiriça entre a Faixa de Gaza, Egito e IsraelHatem Moussa/APMais
- 18.jun.2012 - Soldado israelense direciona tanque perto da fronteira de Israel com o EgitoTsafrir Abayov/APMais
- 17.jun.2012 - Yousra Yasser, 21, ?obervadora? voluntária das eleições presidenciais no EgitoPeu Robles/UOLMais
- 18.jun.2012 - Eleitores fazem fila para votar no Cairo, capital do Egito, durante o 2º turno da disputa à presidência do paísPeu Robles/UOLMais
- 18.jun.2012 - Muçulmanas votam em zona eleitoral do Cairo, capital do Egito, no 2º turno da disputa à presidência do paísPeu Robles/UOLMais
- 18.jun.2012 - Muçulmanas votam em zona eleitoral do Cairo, capital do Egito, no 2º turno da disputa à presidência do paísPeu Robles/UOLMais
- 18.jun.2012 - Mãe leva criança a local de votação em Cairo, capital do EgitoPeu Robles/UOLMais
- 18.jun.2012 - Eleitor fornece dados a fiscal de zona eleitoral no EgitoPeu Robles/UOLMais
- 18.jun.2012 - Eleitor deposita o voto em urna durante o 2º turno da disputa presidencial no EgitoPeu Robles/UOLMais
- 18.jun.2012 - Eleitor deposita o voto em urna durante o 2º turno da disputa presidencial no EgitoPeu Robles/UOLMais
- 18.jun.2012 - Eleitor mostra o dedo sujo de tinta após votar no 2º turno da disputa presidencial no EgitoPeu Robles/UOLMais
- 18.jun.2012 - Eleitores do candidato presidencial da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi, comemoram na Praça Tahrir, no Cairo (Egito)Ahmed Jadallah/ReutersMais
- 18.jun.2012 - Eleitores do candidato presidencial da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi, comemoram na Praça Tahrir, no Cairo (Egito)Amr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 18.jun.2012 - Eleitor do candidato presidencial da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi, beija sua foto em comemoração no Cairo (Egito)Suhaib Salem/ReutersMais
- 18.jun.2012 - O candidato presidencial da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi (centro), acena para eleitores no Cairo (Egito)Suhaib Salem/ReutersMais
- 18.jun.2012 - O candidato presidencial da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi (centro), participa de entrevista coletiva no Cairo (Egito)Amr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 16.jun.2012 - Segundo turno das eleições presidenciais no EgitoReutersMais
- 16.jun.2012 - Segundo turno das eleições presidenciais no EgitoReutersMais
- 16.jun.2012 - Segundo turno das eleições presidenciais no EgitoAFPMais
- 16.jun.2012 - Segundo turno das eleições presidenciais no EgitoAFPMais
- 15.jun.2012 - Vendedor de rua cruza praça Tahrir, local-símbolo da revolução egípciaPatrick Baz/AFPMais
- 8.jun.2012- Manifestantes simulam enforcamento de Hosni MubarakMohamed Abd El Ghany/ReutersMais
- 8.jun.2012- Manifestantes simulam enforcamento de Hosni MubarakEfeMais
- 8.jun.2012 - Manifestante segura uma bandeira do Egito durante protesto na praça TahrirAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 4.jun.2012 - Egípcios se manifestam contra o veredicto anunciado após o julgamento do ex-ditador Hosni Mubarak, no Cairo. Ele foi condenado à prisão perpétuaKhaled Elfiqi/EFEMais
- 4.jun.2012 ? Egípcio grita slogans durante protesto na praça Tahrir, no Cairo, contra o veredicto anunciado ao ex-ditador Hosni Mubarak, que foi condenado à prisão perpétuaSuhaib Salem/ReutersMais
- 4.jun.2012 - Egípcio segura bandeira nacional sentado em uma árvore na prala Tahrir, no CairoAsmaa Waguih/ReutersMais
- 3.jun.2012 - Manifestante idoso exibe cartaz para pedir Justiça para o bem do Egito, enquanto outros dormem na praça Tahrir, no Cairo. Desde que o tribunal condenou o ex-presidente Hosni Mubarak à prisão perpétua, os egípcios ocupam o local para exigir que o ex-ditador seja Mohammed Abed/AFP Mais
- 3.jun.2012 - Manifestantes tentam apagar incêndio na praça Tahrir, no Cairo, Egito, após botijão de gás explodir. Desde que o tribunal condenou o ex-presidente Hosni Mubarak à prisão perpétua, os egípcios ocupam o local para exigir que o ex-ditador seja condenado à pena de morteMohammed Salem/ReutersMais
- 3.jun.2012 - Manifestantes tentam apagar incêndio na praça Tahrir, no Cairo, Egito, após botijão de gás explodir. Desde que o tribunal condenou o ex-presidente Hosni Mubarak à prisão perpétua, os egípcios ocupam o local para exigir que o ex-ditador seja condenado à pena de morteMohammed Salem/ReutersMais
- 3.jun.2012 - Egípcios improvisam camas na praça Tahrir, no Cairo, Egito, após manifestações contra a sentença de prisão perpétua ao ex-ditador do país Hosni Mubarak. Uma parcela de civis anti-Mubarak pede a pena de morte do autocrata, pleito também da promotoria Suhaib Salem/ReutersMais
- 3.jun.2012 - Homem dorme em banco da praça Tahrir, no Cairo, Egito, após manifestações de centenas de egípcios contrários à setença de prisão perpétua ao ex-ditador do país Hosni Mubarak. Uma parcela de civis anti-Mubarak pede a pena de morte do autocrata, pleito também da promotoriaSuhaib Salem/ReutersMais
- 3.jun.2012 - Manifestantes contrário à sentença de prisão perpértua ao ex-ditador Hosni Mubarak acampam em praça Tahrir, no Cairo, Egito. Eles pedem a pena de morte do autocrata, pleito também da promotoriaSuhaib Salem/ReutersMais
- 3.jun.2012 - Praça Tahrir, no Cairo, Egito, vira dormitório, após manifestações de centenas de egípcios contrários à setença de prisão perpértua ao ex-ditador do país Hosni Mubarak. Uma parcela de civis anti-Mubarak pede a pena de morte do autocrata, pleito também da promotoriaSuhaib Salem/ReutersMais
- 3.jun.2012 - Manifestante grita palavras de ordem contra o antigo regime de Hosni Mubarak na Praça Tahrir, no Cairo, EgitoMarco Longari/AFPMais
- 3.jun.2012 - Homem dorme no meio da Praça Tahrir, no Cairo, Egito, depois que o local foi palco de manifestações no último sábado (2) de centenas de egípcios contrários à setença de prisão perpértua dada pelo Tribunal Penal do Cairo para o ex-ditador do país Hosni MubarakSuhaib Salem/ReutersMais
- 2.jun.2012 -Milhares de egípcios foram à praça Tahir, no Cairo, para comemorar a condenação do ex-presidente do país, Hosni Mubarak, à prisão perpétuaMohammed Salem/Reuters Mais
- 2.jun.2012 -Milhares de egípcios foram à praça Tahir, no Cairo, para comemorar a condenação do ex-presidente do país, Hosni Mubarak, à prisão perpétuaFredrik Persson/APMais
- 2.jun.2012 -Milhares de egípcios foram à praça Tahir, no Cairo, para comemorar a condenação do ex-presidente do país, Hosni Mubarak, à prisão perpétuaKhaled Desouki/AFPMais
- 2.jun.2012 -Milhares de egípcios foram à praça Tahir, no Cairo, para comemorar a condenação do ex-presidente do país, Hosni Mubarak, à prisão perpétuaKhaled Desouki/AFPMais
- 2.jun.2012 -Milhares de egípcios foram à praça Tahir, no Cairo, para comemorar a condenação do ex-presidente do país, Hosni Mubarak, à prisão perpétuaFredrik Persson/APMais
- 2.jun.2012 - Homem corre durante confronte entre policiais e manifestantes no Cairo, Egito, aapós o anúncio da sentença à prisão perpétua do ex-presidente Hosni MubarakAsmaa Waguih /ReutersMais
- 2.jun.2012 -Policial reage ao ser atacado com pedras por manifestantes no Cairo, Egito, após o anúncio da sentença à prisão perpétua do ex-presidente Hosni MubarakAsmaa Waguih/ReutersMais
- 2.jun.2012 -Policial corre após ser atacado com pedras por manifestantes no Cairo, Egito, após o anúncio da sentença à prisão perpétua do ex-presidente Hosni MubarakAmr Abdallah DalshMais
- 2.jun.2012 -Amr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 2.jun.2012 - Milhares de egípcios foram à praça Tahir, no Cairo, para comemorar a condenação do ex-presidente do país, Hosni Mubarak, à prisão perpétuaKhaled Desouki/AFPMais
- 2.jun.2012 - Milhares de egípcios foram à praça Tahir, no Cairo, para comemorar a condenação do ex-presidente do país, Hosni Mubarak, à prisão perpétuaKhaled Desouki/AFPMais
- 2.jun.2012 - Milhares de egípcios foram à praça Tahir, no Cairo, para comemorar a condenação do ex-presidente do país, Hosni Mubarak, à prisão perpétuaKhaled Desouki/AFPMais
- 2.jun.2012 - Manifestantes na praça Tahir, no Cairo, carregam homem que desmaiou durante a comemoração da condenação do ex-presidente Hosni MubarakKhaled Desouki/AFPMais
- 2.jun.2012 - Egípcios seguram fotos de pessoas mortas durante protestos que levaram à queda de Hosni Mubarak, ex-presidente do paísKhaled Desouki/AFPMais
- 2.jun.2012 - Egípcios comemoram na praça Tahir, no Cairo, a condenação do ex-presidente Hosni Mubarak à prisão perpétua. Khaled Desouki/AFPMais
- 2.jun.2012 - Manifestante esfrega sapato em imagem do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak do lado de fora do tribunal do Cairo, neste sábado (2). Amr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 2.mai.2012 - Policiais e manifestantes se confrontaram em frente ao tribunal do Cairo, no Egito, onde o autocrata foi condenado à prisão perpétua por corrupção e envolvimento na morte de cerca de 900 manifestantes na revolta popular de 2011Asmaa Waguih/ReutersMais
- 2.mai.2012 - Manifestante segura cartaz com a foto do ex-presidente Hosni Mubark riscada em frente ao tribunal do Cairo, no Egito, onde o autocrata foi condenado à prisão perpétua por corrupção e envolvimento na morte de cerca de 900 manifestantes na revolta popular de 2011Suhaib Salem/ReutersMais
- 2.mai.2012 - Ex-presidente Hosni Mubarak é levado para penitenciária, após ouvir sua sentença no tribunal do Cairo, no Egito.AFPMais
- 2.mai.2012 - Pessoas brigam no tribunal do Cairo, no Egito, após o veredicto do julgamento do ex-presidente egípcio Hosni MubarakReuters Mais
- 2.mai.2012 - Manifestante se ajoelha para agradecer resultado da sentença do ex-presidente Hosni Mubarak do lado de fora do tribunal do Cairo, no Egito. O autocrata foi condenado à prisão perpétua por corrupção e envolvimento na morte de cerca de 900 manifestantes na revolta popular de 2011Asmaa Waguih/ReutersMais
- 2.mai.2012 - Com a foto de uma das pessoas que morreram durante a revolução do ano passadodo, mulher chora ao saber da sentença do ex-presidente Hosni Mubarak do lado de fora do tribunal do CairoAsmaa Waguih/ReutersMais
- 2.mai.2012 -Fotos de pessoas que morreram durante a revolução do ano passado são vistos na frente das forças de segurança que blindou o tribunal do Cairo, no Egito, onde o ex-presidente Hosni Mubark foi condenado à prisão perpétua Asmaa Waguih/ReutersMais
- 2.mai.2012 - Com a bandeira do Egito na mão, manifestantes egípcio comemora sentença do ex-presidente Hosni Mubarak do lado de fora do tribunal do Cairo. O autocrata foi condenado à prisão perpétua por corrupção e envolvimento na morte de cerca de 900 manifestantes na revolta popular de 2011Mohammed Abed/AFPMais
- 2.mai.2012 - Manifestantes egípcios comemoram sentença do ex-presidente Hosni Mubarak do lado de fora do tribunal do Cairo, no Egito. O autocrata foi condenado à prisão perpétua por corrupção e envolvimento na morte de cerca de 900 manifestantes na revolta popular de 2011Mohammed Abed/AFPMais
- 2.mai.2012 -Manifestante abre os braços em frente à guarda da polícia de choque em comemoração à sentença do ex-presidente Hosni Mubarak do lado de fora do tribunal do Cairo, EgitoMohammed Abed/AFPMais
- 2.mai.2012 - Homem chora ao saber da sentença do ex-presidente Hosni Mubarak do lado de fora do tribunal do Cairo, no EgitoMarco Longari/AFPMais
- 2.mai.2012 - Ex-presidente Hosni Mubarak é levado para penitenciária, após ouvir sua sentença no tribunal do Cairo, no Egito.AFP Mais
- 2.mai.2012 - Manifestante segura cartaz com contra ex-presidente Hosni Mubark em frente à guarda da polícia de choque, no tribunal do Cairo, no Egito, onde o autocrata foi condenado à prisão perpétua por corrupção e envolvimento na morte de cerca de 900 manifestantes na revolta popular de 2011. No cartaz se lê: "Cuidado! Nas escalas da Justiça, o criminoso é um regime corrupto .. e a vítima é a mãe do Egito"Mohammed Abed/AFPMais
- 2.mai.2012 - Manifestantes se ajoelham para agradecer resultado da sentença do ex-presidente Hosni Mubarak do lado de fora do tribunal do Cairo, no EgitoKhaled Elfiqi/EFEMais
- 2.jun.2012 - Parentes de manifestante morto durante a revolta popular no Egito que culminou com a saída de Hosni Mubarak do poder, no ano passado, comemoram a condenação do ex-presidente à prisão perpétua, neste sábado (2), em CairoSuhaib Salem/ReutersMais
- 2.jun.2012 - Imagem da TV estatal egípcia mostra o ex-presidente Hosni Mubarak, de óculos escuros, sentado dentro de uma jaula durante seu julgamento na Academia de Polícia, na capital do Egito, CairoTV Egípcia/AFPMais
- 2.jun.2012 - Imagem da TV estatal mostra egípcios anti-Mubarak celebrando a condenação do ex-presidente durante a leitura do veredicto que o sentenciou à prisão perpétua pela morte de manifestantes durante a revolta popular que culminou com sua renúncia em 2011TV Egípcia/AFPMais
- 2.jun.2012 - Imagem da TV estatal egípcia mostra o ex-ministro do Interior, Habib al-Adly (atrás das grades, ao centro, sentado) e dois filhos do ex-presidente Hosni Mubarak, Gamal (em pé, à esquerda) e Alaa (em pé, à esquerda), durante a leitura da setença do ex-ditador na Academia de Polícia, em Cairo, capital do paísTV Egípcia/AFPMais
- 2.jun.2012 - Mulher grita palavras de ordem e segura cartaz de manifestante morto, supostamente a mando do ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, deposto no ano passado, e que está sendo julgado em Cairo, capital egípcia, por corrupção e envolvimento na morte de cerca de 900 manifestantes, durante a revolta popular de 2011Amr Nabil/APMais
- 2.jun.2012 - Simpatizantes de Hosni Mubarak seguram fotos do ex-presidente egípcio do lado de fora da Academia de Polícia, em Cairo, no Egito, onde ele é julgado pelas acusações de corrupção e envolvimento na morte de manifestantesAmmar Awad/ReutersMais
- 2.jun.2012 - Observado por policiais, manifestante grita palavras de ordem contra o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, que será julgado na Academia de Polícia, em Cairo, no EgitoAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
- 1º.jun.2012 - Egípcios protestam contra os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais, no CairoAmmar Awad/ReutersMais
- 1º.jun.2012 ? Egípcios levantam sapatos como sinal de rejeição a Ahmed Shafiq, candidato presidencial que representa o antigo regime de Hosni Mubarak, no CairoMarco Longari/AFPMais
- 1º.jun.2012 ? Manifestantes egípcios tapam as bocas e levantam cartazes em protesto contra os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais, no CairoMarco Longari/AFPMais
- 1º.jun.2012 ? Egípcio senta ao lado de árvore coberta de demandas do povo na praça Tahrir, no CairoMarco Longari/AFPMais
- 30.mai.2012 - Homem pinta calçada durante comício político realizado no Cairo, EgitoMarco Longari/AFPMais
- 30.mai.2012 ? Manifestante exibe cartaz contra o candidato presidencial e ex-premiê Ahmed Shafiq durante manifestação no Cairo,nesta quarta-feira. O segundo turno das eleições no Egito exigirá uma escolha difícil para os ativistas que lideraram a revolta. Para eles, eleger o ex-premiê Ahmed Shafiq seria admitir que a revolução tinha falhado. O voto para o candidato muçulmano Mohammed Mursi, no entanto, poderia ameaçar as mesmas liberdades pelas quais lutaramMarco Longari/AFPMais
- 30.mai.2012 - Egípcios voltam às ruas do Cairo pelo terceiro dia consecutivo para protestar contra o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais do país. No segundo turno, os eleitores terão que escolher entre o candidato da Irmandade Muçulmana, Mursi Mohamed, e o ex-primeiro-ministro Ahmed ShafiqSuhaib Salem/Reuters Mais
- 30.mai.2012 - Folhetos do candidato presidencial egípcio e antigo primeiro-ministro Ahmed Shafiq são vistos no chão do lado de fora da sede de campanha, no Cairo. O resultado do primeiro turno das eleições gerou uma série de protesto pela capital do EgitoMohammed Salem/Reuters Mais
- 30.mai.2012 - Indignada com resultado do primeiro turno das eleições presidenciais egípcias, mulher participa de protesto na praça Tahrir, no Cairo, no terceiro dia de manifestações no Egito. O segundo turno será disputado entre o candidatos da Irmandade Muçulmana, Mursi Mohamed, e o ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq, dois símbolos da forças políticas cuja rivalidade provocou meses de paralisia política Ammar Awad/Reuters Mais
- 30.mai.2012 - Mulher adere a protesto contra o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais egípcias realizado no Cairo, nesta quarta-feira. O segundo turno será disputado entre o candidatos da Irmandade Muçulmana, Mursi Mohamed, e o ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq, dois símbolos da forças políticas cuja rivalidade provocou meses de paralisia política Ammar Awad/Reuters Mais
- 29.mai.2012 - Manifestante segura sapato envolvido com imagem do candidato presidencial e ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq durante protesto na praça Tahrir, no Cairo, contra os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais do EgitoAmr Abdallah Dalsh/ReutersMais
O presidente Mursi procurou reagir aos juízes da era de Mubarak declarando que suas ações estavam acima da revisão judicial. Seus oponentes viram isso como um passo para a ditadura. Para seus partidários, foi uma medida justificada contra um judiciário antidemocrático.
Mursi prometeu entregar seu status acima da Justiça se os eleitores egípcios aprovarem a constituição provisória em um referendo no dia 15 de dezembro. Contudo, seus oponentes, que incluem reformistas seculares e membros da minoria cóptica, não estão inteiramente confortáveis com essa constituição, que mantém o islã como principal fonte de todas as leis. Dezenas de milhares protestaram contra o presidente Mursi e a constituição no final de semana no Cairo e estão prometendo continuar em sua campanha.
Em meio a todo esse tumulto, os manifestantes pró-Mursi reuniram-se diante da Corte Constitucional e impediram a entrada dos juízes. Os juízes responderam entrando em greve e recusando-se a supervisionar o referendo do dia 15 de dezembro.
Na segunda-feira (3), a mídia alemã enfatizou o alto risco que corre o Egito e disse que, enquanto é compreensível que a Irmandade Muçulmana queira minar o judiciário pré-revolucionário, da mesma forma são compreensíveis os protestos contra as ações da Irmandade.
O jornal conservador “Die Welt” escreve: “O Egito está em uma falha entre dois continentes, não apenas geologicamente, e a costa europeia está próxima. O que move o Egito hoje move a região amanhã, e as ondas de choque podem muito bem gerar medo e terror entre os europeus. O futuro do Egito vai indicar para todo o mundo islâmico se a democracia e a vida baseada no Alcorão são reconciliáveis”.
“O ministro de relações exteriores alemão, que tem que dedicar cada vez mais de seu tempo ao Oriente Médio, expressou com palavras duras sua preocupação. Há uma ameaça, disse ele, de uma ‘divisão da sociedade’, ou seja, revolução continuada e provável violência. O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, ameaçou um fim da cooperação econômica e política – como se Bruxelas tivesse outro Egito de reserva.”
“De fato, os europeus devem ser extremamente cautelosos com conselhos não solicitados. As dificuldades materiais que alimentaram o levante contra Mubarak continuam a existir. A falta de trabalho, a frustração e a truculência do regime são forças que podem prolongar a inquietação”.
O jornal de esquerda “Die Tageszeitung” escreve: “As amplas manifestações contra as ações mais recentes do presidente Mohammed Mursi são alimentadas pela frustração e medo entre não islâmicos. As frentes parecem inalteráveis: os círculos políticos islâmicos de um lado, os reformistas seculares e os membros das minorias religiosas do outro.”
“Mursi, que quer ser presidente de todos os egípcios, sente-se injustamente atacado. O antigo regime estava tentando, com a ajuda dos juízes da era Mubarak, deter a revolução, cujas eleições livres colocaram grupos em desvantagem contra os vencedores. E Mursi retomou a velha teoria da conspiração, aquela que diz que poderes estrangeiros estão por trás dos protestos.”
“Isso não equivale a uma contrarrevolução. Em vez disso, os egípcios estão expressando sua profunda desconfiança das autoridades, que nunca os trataram como cidadãos responsáveis. Em troca, o presidente negligenciou a tarefa de deixar o povo tranquilo, de dizer para eles que a nova constituição protege as novas liberdades que antes não existiam e que seu poder absoluto vai durar apenas até a ratificação da constituição, que será votada no dia 15 de dezembro. Com um pouco mais de habilidade da parte dele, os egípcios certamente teriam deixado essas duas semanas passarem sem protestos”.
O “Süddeutsche Zeitung”, de centro-esquerda, escreve: “Os juízes devem obrigatoriamente ser independentes. Arriscar a vida não faz parte de seu trabalho. Assim, é compreensível que os juízes da corte constitucional do Egito tenham sustentado uma decisão sobre o altamente criticado curso de ação tomado pelo presidente Mohammed Mursi, enquanto uma multidão gritava irada. Os capangas de Mursi, reunidos na frente da corte de Cairo, tinham ameaçado incendiar o prédio. O presidente da Irmandade Muçulmana não foi nada respeitoso com o judiciário.”
“Depois da vitória democrática do presidente islâmico do Egito, a comunidade internacional recebeu-o bem. Agora, a Irmandade Muçulmana está se arrogando o direito de tratar os juízes desafetos de Mursi com os métodos das ruas, enquanto elogia a vontade democrática.”
“É verdade, uma provável maioria está por trás do decreto constitucional do presidente, e os juízes da era Mubarak sem dúvida perseguiram uma política de obstrução. Mas tudo isso não justifica derrubar os pilares institucionais do Estado e legitimá-lo com um referendo como ‘democrático’”.
O “Frankfurter Allgemeine Zeitung”, de centro-direita, escreve: “Dos três cenários de como o Egito poderia se desenvolver depois de Mubarak, um está perdendo o sentido: a rebelião por meio de instituições do antigo regime, cujas vidas o novo poder agora está tornando difícil. A maior parte dos egípcios entende que a polícia, antes odiada, sumiu das ruas e que a criminalidade está subindo. E muitos egípcios estão vendo a greve dos juízes da era de Mubarak, que colocaram empecilhos no caminho dos novos detentores de poder, mais como ponto para Mursi do que como declaração moral do judiciário”.
“As velhas instituições não vão desistir de sua resistência tão cedo. Em primeiro plano agora estão os dois outros cenários. A Irmandade Muçulmana não mexe no antigo regime, mas o ocupa com seus próprios seguidores, ou permite que ocorra uma abertura controlada. Mursi alega estar seguindo este último. Mas as evidências sugerem que o primeiro cenário é mais provável”.
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