Rodrigo Constantino - VEJA

Conforme o Estadão divulgou,
a presidente Dilma, entre Davos e Cuba, resolveu dar um pulo em
Portugal. Deve ter ido buscar um momento de transição, a ponto de se
recuperar das mentiras contadas
para os investidores globais e se sentir pronta para o encontro com
seus verdadeiros pares ideológicos, na ilha-presídio caribenha.
Sou compreensivo, procuro tentar entender
a presidente. Não deve ser fácil falar para uma grande plateia de
investidores que seu governo tem investido pesado na infraestrutura do
país, e logo depois seguir para Cuba, para inaugurar um porto feito com o
nosso dinheiro via BNDES. O descanso em Lisboa foi providencial para
relaxar os músculos da cara de pau.
Mas o custo… sim, o custo desse descanso
foi dos grandes, e tudo devidamente pago por nós. O que é uma
flatulência para quem já está com diarréia? Não pagamos pelo porto
cubano, completamente inútil para nós, e interessante apenas para uma
ditadura comunista assassina? Então, ora, que paguemos pelas mordomias
da nossa presidente esquerdista também! Socialista gosta de luxo. E que
luxo:
Dilma e sua
comitiva passaram o sábado em Portugal, ocupando um total de 45 quartos
de dois dos hotéis mais caros de Lisboa, com um custo total de R$ 71
mil. A presidência optou por não usar o palácio do século XVII mantido
pelo governo brasileiro e que serve de embaixada do País em Portugal por
indicar que o local não comportaria a delegação.
A viagem
estava sendo mantida em sigilo e apenas foi explicada depois que
reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou ontem com
exclusividade o momento em que Dilma entrou num hotel de Lisboa. Segundo
a reportagem apurou, a suíte de Dilma está tabelada com um valor de R$
26 mil.
[...]
Na noite de
ontem, ao contrário do que o Palácio do Planalto havia informado, Dilma
saiu para jantar no elegante restaurante Eleven e com uma vista
privilegiada sobre o rio Tejo. O Planalto chegou a dizer à reportagem
que ela estava “dormindo”, enquanto outros assessores indicavam que
“desconheciam” qualquer plano de saída da presidente.
Posso atestar que o Eleven é um ótimo
restaurante. Dilma tem bom gosto. Fui jantar lá com minha esposa no meu
trigésimo-quinto aniversário. Doeu no bolso, confesso. Mas cá entre nós:
esse tipo de dor é coisa para nós, reles mortais, capitalistas
insensíveis defensores do livre mercado.
Os esquerdistas ricos não se preocupam
com contas, com esses detalhes bobos. Afinal, quem paga a fatura são os
outros mesmo, né? Se for um artista da esquerda caviar, a Lei Roaunet
está aí para isso, ora bolas! Se for a presidente, o “contribuinte” está
aí para isso.
É fácil ser a defensora dos “pobres e oprimidos” assim. Duro é defender o povo na periferia!
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