Tenharim se pronunciaram durante visita de comitiva do Exército e MP.
Pedágio deve voltar à rodovia no dia 10 de janeiro, segundo indígenas (Foto: Larissa Matarésio/G1)Os indígenas se pronunciaram durante visita da comitiva do comandante-geral do Exército na Amazônia, general Villas Bôas, do procurador do Ministério Público do Amazonas, José Roque, e de outros oficiais do Exército. Também estiveram presentes na reunião as lideranças das etnias Jiahui e Matuí.
"O governo não leva a sério as nossas necessidades. Enquanto não houver diálogo, não tem opção, o pedágio continua", ressaltou.
O entreposto do pedágio tem data para ser reconstruído. A partir desta sexta-feira (10), a cancela que impede a passagem começará a ser fabricada, e a cobrança retorna a partir do dia 1° de fevereiro, segundo as lideranças da tribo.
O líder Zelito Tenharim destacou que as leis indigenistas e as normas do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) não favorecem a autonomia indígena.
"O índio não pode plantar, não pode vender, não pode produzir artesanato. Todo projeto sustentável que tentamos implantar na aldeia é barrado. Em contrapartida, o governo também não oferece projetos viáveis. O corpo indigenista está ultrapassado. Fica difícil", afirmou.
Outros projetos
O general Villas Bôas tentou explicar que este não é o melhor momento para a cobrança recomeçar. “Neste momento a principal preocupação é pacificar a região. Pensando nisso, a reconstrução do pedágio agravaria ainda mais a situação, visto que os moradores do entorno não aceitam a situação. Sabemos que a cobrança é importante para a aldeia, mas temos que pensar em projetos para dar sustentação a longo prazo”, ressaltou.
Exército e índios se reuniram dentro da reserva
(Foto:Larissa Matarésio/G1)
Durante a visita da comitiva na aldeia, em nenhum momento foi citada a
situação que deu início a tensão que se instalou no sul do Amazonas.(Foto:Larissa Matarésio/G1)
O desaparecimento de três homens que viajavam pela BR-230 e foram vistos pela última vez próximo ao pedágio dos Tenharim. A população local, de Humaitá e Santo Antônio do Matupi acusa os índios pelo desaparecimento.
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