De acordo com a NSA, esse domínio de email também era usado por membros do gabinete e contém "comunicações diplomáticas, econômicas e políticas que continuam a fornecer informações sobre o sistema político do México e a estabilidade interna". O gabinete do presidente, tornou-se "uma fonte lucrativa", segundo a NSA.
Esta operação, apelidada de "Flatliquid", está descrita em um dos documentos vazados por Edward Snowden, que o "Spiegel" já teve a oportunidade de analisar. O caso pode causar mais pressão sobre as relações entre o México e os Estados Unidos, que estão tensas desde que a rede de televisão brasileira TV Globo revelou, em setembro, que a NSA monitorou o então candidato presidencial Enrique Peña Nieto e outros ao seu redor no verão de 2012. Peña Nieto, atual presidente do México, convocou o embaixador dos EUA quando ouviu a notícia, mas limitou-se a exigir uma investigação sobre o assunto.
Agora, porém, a revelação de que a NSA invadiu sistematicamente toda uma rede de computadores deve provocar uma polêmica mais profunda, especialmente porque a espionagem da NSA ocorreu durante o mandato do predecessor de Peña Nieto, Felipe Calderón, o presidente mexicano que trabalhou mais próximo a Washington do que qualquer outro.
O Brasil também foi alvo
As denúncias de operações de vigilância dos EUA causaram indignação na América Latina nos últimos meses. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, cancelou a viagem que faria a Washington há cinco semanas e condenou a espionagem da NSA em um discurso crítico apresentado à Assembleia Geral das Nações Unidas.
A espionagem de políticos no México e no Brasil por parte dos EUA não é algo eventual. Documentos internos mostram que os líderes desses países são alvos importantes de monitoramento da NSA, e tanto o México quanto o Brasil estão entre as principais nações de uma lista, de abril de 2013, que enumera as prioridades de vigilância dos EUA. Essa lista, classificada como "secreta", foi autorizada pela Casa Branca e "aprovada pelo presidente", de acordo com documentos internos da NSA.
A lista classifica os objetivos estratégicos de todos os serviços de inteligência dos EUA, usando uma escala de 1, para alta prioridade, a 5, para baixa prioridade. No caso do México, os EUA estão interessados principalmente no tráfico de drogas (nível de prioridade 1) e liderança do país (nível 3). Outras áreas sinalizadas para vigilância incluem estabilidade econômica, capacidades militares, direitos humanos e relações comerciais internacionais (tudo classificado no nível 3), bem como a contraespionagem (nível 4). O mesmo ocorre com o Brasil – a apuração das intenções do governo do país está entre os alvos de espionagem declarados. Outro item no topo da lista é o programa nuclear do Brasil.
A intensidade da espionagem norte-americana sobre seus vizinhos foi evidenciada em outra operação até então desconhecida no México, apelidada de "Whitetamale" pela NSA. Em agosto de 2009, de acordo com documentos internos, a agência teve o acesso aos emails de vários funcionários de alto escalão da Secretaria de Segurança Pública do México, que combate o tráfico de drogas e de seres humanos. Esta operação deu à NSA não apenas informações sobre vários cartéis de drogas, mas também acesso a "pontos de discussão diplomáticos". No espaço de um ano, de acordo com os documentos internos, esta operação produziu 260 relatórios confidenciais que permitiram que os políticos dos EUA conduzissem negociações bem-sucedidas em questões políticas e planejassem investimentos internacionais.
O tom do documento que lista o "enorme sucesso" do monitoramento de alvos mexicanos mostra a agressividade da agência de inteligência dos EUA ao espionar seu vizinho ao Sul. "Estes acessos feitos pelo TAO em várias agências do governo mexicano são apenas o começo - temos a intenção de avançar muito mais nesta importante meta", diz o documento. Ele prossegue afirmando que as divisões responsáveis por essa vigilância "devem ter outros sucessos no futuro".
Embora essas operações tivessem supervisão da filial da NSA em San Antonio, Texas, os pontos de escuta secretos nas embaixadas dos EUA na Cidade do México e em Brasília também desempenharam um papel fundamental. O programa, conhecido como "Serviço de Coleta Especial", é realizado em cooperação com a CIA. As equipes têm à sua disposição uma grande variedade de métodos e equipamentos de alta tecnologia que lhes permitem interceptar todas as formas de comunicação eletrônica. A NSA realiza sua espionagem de conversas telefônicas e mensagens de texto transmitidas pela rede de telefonia celular do México sob o código interno de "Eveningeasel". Em Brasília, a agência também opera uma de suas bases operacionais mais importantes para o monitoramento das comunicações por satélite.
Neste verão, a NSA elevou o patamar de suas atividades com o evento das eleições no México. Apesar de ter acesso à rede de computadores presidencial, os EUA sabiam pouco sobre Enrique Peña Nieto, sucessor de Felipe Calderón.
Espionagem de Peña Nieto
Em suas aparições de campanha, Peña Nieto abria o caminho por um mar de partidários até subir ao palanque como uma estrela de rock. Ele é casado com uma atriz e também contou com o apoio de vários estadistas mais velhos e influentes dentro de seu partido, o PRI. Ele prometeu reformar o partido e combater a corrupção generalizada no país. Mas quem conhece o partido, que em si é considerado corrupto, viu nesta promessa apenas uma manobra teatral.
Acima de tudo, porém, Peña Nieto prometeu aos eleitores que iria mudar a estratégia do México na guerra contra as drogas, anunciando que iria retirar os militares da luta contra os cartéis de drogas o mais rápido possível e investir mais em programas sociais. Mas, ao mesmo tempo, ele assegurou a Washington que não haveria mudanças na estratégia do México em relação aos cartéis. Então, quais eram os verdadeiros pensamentos de Peña Nieto na época? O que seus assessores lhe diziam?
Os agentes de inteligência da NSA no Texas deviam estar fazendo essas perguntas quando autorizaram um tipo incomum de operação conhecida como vigilância estrutural. Durante duas semanas, no início do verão de 2012, a unidade da NSA responsável pelo monitoramento do governo mexicano analisou dados que incluíam as comunicações de telefone celular de Peña Nieto e de "nove de seus colaboradores mais próximos", segundo uma apresentação interna de junho 2012. Os analistas usaram um software para conectar esses dados em uma rede, mostrada em um gráfico que se assemelha a um enxame de abelhas. O software então filtrava os contatos mais relevantes de Peña Nieto e colocava-os em um banco de dados chamado "DishFire". A partir de então, os celulares desses indivíduos eram selecionados para serem espionados.
De acordo com os documentos internos, isso levou a agência a interceptar 85.489 mensagens de texto, algumas enviadas pelo próprio Peña Nieto e seus assessores. Esta tecnologia "pode encontrar uma agulha num palheiro", observaram os analistas, e "de uma forma eficiente e que pode ser repetida".
Parece, porém, que os agentes da NSA não ficam mais tão à vontade em expressar tanto orgulho em seu trabalho. Questionada pelo "Der Spiegel", a agência respondeu: "Nós não vamos comentar publicamente sobre cada atividade específica de inteligência e, como questão de política, deixamos claro que os Estados Unidos reúnem dados de inteligência estrangeira como fazem todas as nações. Como disse o presidente em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nós já começamos a rever a maneira como reunimos dados de inteligência, de forma a equilibrar as preocupações de segurança legítimas de nossos cidadãos e aliados com as preocupações com privacidade que todas as pessoas compartilham".
Enquanto isso, a espionagem da NSA já causou considerável dano político no caso do Brasil, na medida em que cortou a confiança mútua entre Dilma e Obama. O Brasil planeja agora introduzir uma lei que vai obrigar empresas como Google e Facebook a armazenarem seus dados dentro das fronteiras do país, no lugar de usarem servidores nos EUA, fazendo com que estas empresas internacionais fiquem sujeitas às leis de privacidade de dados brasileiros. O governo brasileiro também está desenvolvendo um novo sistema de criptografia para proteger os seus próprios dados contra a pirataria.
Até agora, o México reagiu mais moderadamente -embora a invasão pela NSA da rede de computadores presidencial só ter sido conhecida agora. Em comentários feitos após a TV Globo revelar pela primeira vez a espionagem de mensagens de texto por parte da NSA, Peña Nieto afirmou que Obama havia prometido a ele que investigaria as denúncias e puniria os responsáveis, caso fosse constatada a ocorrência de crimes.
Em resposta a uma pergunta do "Spiegel" sobre as últimas revelações, o Ministério das Relações Exteriores do México respondeu com um email que condena qualquer forma de espionagem de cidadãos mexicanos, dizendo que tal fiscalização viola o direito internacional. "Isso é tudo o que o governo tem a dizer sobre o assunto", afirmou um porta-voz de Peña Nieto.
É provável que este email tenha sido lido ao mesmo tempo pela NSA no Texas.
Tradutor: Deborah Weinberg
Esta operação, apelidada de "Flatliquid", está descrita em um dos documentos vazados por Edward Snowden, que o "Spiegel" já teve a oportunidade de analisar. O caso pode causar mais pressão sobre as relações entre o México e os Estados Unidos, que estão tensas desde que a rede de televisão brasileira TV Globo revelou, em setembro, que a NSA monitorou o então candidato presidencial Enrique Peña Nieto e outros ao seu redor no verão de 2012. Peña Nieto, atual presidente do México, convocou o embaixador dos EUA quando ouviu a notícia, mas limitou-se a exigir uma investigação sobre o assunto.
Agora, porém, a revelação de que a NSA invadiu sistematicamente toda uma rede de computadores deve provocar uma polêmica mais profunda, especialmente porque a espionagem da NSA ocorreu durante o mandato do predecessor de Peña Nieto, Felipe Calderón, o presidente mexicano que trabalhou mais próximo a Washington do que qualquer outro.
O Brasil também foi alvo
As denúncias de operações de vigilância dos EUA causaram indignação na América Latina nos últimos meses. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, cancelou a viagem que faria a Washington há cinco semanas e condenou a espionagem da NSA em um discurso crítico apresentado à Assembleia Geral das Nações Unidas.
A espionagem de políticos no México e no Brasil por parte dos EUA não é algo eventual. Documentos internos mostram que os líderes desses países são alvos importantes de monitoramento da NSA, e tanto o México quanto o Brasil estão entre as principais nações de uma lista, de abril de 2013, que enumera as prioridades de vigilância dos EUA. Essa lista, classificada como "secreta", foi autorizada pela Casa Branca e "aprovada pelo presidente", de acordo com documentos internos da NSA.
A lista classifica os objetivos estratégicos de todos os serviços de inteligência dos EUA, usando uma escala de 1, para alta prioridade, a 5, para baixa prioridade. No caso do México, os EUA estão interessados principalmente no tráfico de drogas (nível de prioridade 1) e liderança do país (nível 3). Outras áreas sinalizadas para vigilância incluem estabilidade econômica, capacidades militares, direitos humanos e relações comerciais internacionais (tudo classificado no nível 3), bem como a contraespionagem (nível 4). O mesmo ocorre com o Brasil – a apuração das intenções do governo do país está entre os alvos de espionagem declarados. Outro item no topo da lista é o programa nuclear do Brasil.
Quando a presidente brasileira, Dilma Rousseff, assumiu o cargo, no início de 2011, um de seus objetivos era melhorar as relações com Washington, que tinham esfriado sob o seu antecessor, o popular líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva. Lula concentrou-se principalmente em estabelecer laços mais estreitos com a China, Índia e países africanos, e até convidou o então presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, em uma afronta aos EUA. Como resultado, o presidente Barack Obama adiou uma visita programada para a capital, Brasília.
Dilma, no entanto, tem se distanciado do Irã. E o primeiro ministro das Relações Exteriores de seu governo, Antônio Patriota, que recentemente se demitiu, era considerado amigável aos EUA e mantinha boas relações com sua colega Hillary Clinton. Obama fez uma visita de Estado ao Brasil há dois anos e Rousseff planejava retribuir com uma viagem a Washington em outubro deste ano.
Então houve a revelação de que as autoridades americanas não hesitaram em espionar a própria presidente. De acordo com uma apresentação interna da NSA, a agência investigou "os métodos de comunicação e outros assuntos relativos à presidente brasileira Dilma Rousseff e seus principais assessores". Também dizia ter encontrado potenciais "alvos de muito valor" em seu círculo interno.
Motivos econômicos?
Dilma acredita que as razões para Washington empregar métodos tão hostis são em parte econômicas, uma acusação negada pela NSA e seu diretor, o general Keith Alexander. Ainda de acordo com os documentos vazados, os EUA também monitoraram comunicações por email e telefone da Petrobras, a empresa pública de petróleo, na qual o governo brasileiro detém uma participação majoritária. O Brasil possui enormes reservas de petróleo offshore.
Dilma, no entanto, tem se distanciado do Irã. E o primeiro ministro das Relações Exteriores de seu governo, Antônio Patriota, que recentemente se demitiu, era considerado amigável aos EUA e mantinha boas relações com sua colega Hillary Clinton. Obama fez uma visita de Estado ao Brasil há dois anos e Rousseff planejava retribuir com uma viagem a Washington em outubro deste ano.
Então houve a revelação de que as autoridades americanas não hesitaram em espionar a própria presidente. De acordo com uma apresentação interna da NSA, a agência investigou "os métodos de comunicação e outros assuntos relativos à presidente brasileira Dilma Rousseff e seus principais assessores". Também dizia ter encontrado potenciais "alvos de muito valor" em seu círculo interno.
Motivos econômicos?
Dilma acredita que as razões para Washington empregar métodos tão hostis são em parte econômicas, uma acusação negada pela NSA e seu diretor, o general Keith Alexander. Ainda de acordo com os documentos vazados, os EUA também monitoraram comunicações por email e telefone da Petrobras, a empresa pública de petróleo, na qual o governo brasileiro detém uma participação majoritária. O Brasil possui enormes reservas de petróleo offshore.
O tom do documento que lista o "enorme sucesso" do monitoramento de alvos mexicanos mostra a agressividade da agência de inteligência dos EUA ao espionar seu vizinho ao Sul. "Estes acessos feitos pelo TAO em várias agências do governo mexicano são apenas o começo - temos a intenção de avançar muito mais nesta importante meta", diz o documento. Ele prossegue afirmando que as divisões responsáveis por essa vigilância "devem ter outros sucessos no futuro".
Embora essas operações tivessem supervisão da filial da NSA em San Antonio, Texas, os pontos de escuta secretos nas embaixadas dos EUA na Cidade do México e em Brasília também desempenharam um papel fundamental. O programa, conhecido como "Serviço de Coleta Especial", é realizado em cooperação com a CIA. As equipes têm à sua disposição uma grande variedade de métodos e equipamentos de alta tecnologia que lhes permitem interceptar todas as formas de comunicação eletrônica. A NSA realiza sua espionagem de conversas telefônicas e mensagens de texto transmitidas pela rede de telefonia celular do México sob o código interno de "Eveningeasel". Em Brasília, a agência também opera uma de suas bases operacionais mais importantes para o monitoramento das comunicações por satélite.
Neste verão, a NSA elevou o patamar de suas atividades com o evento das eleições no México. Apesar de ter acesso à rede de computadores presidencial, os EUA sabiam pouco sobre Enrique Peña Nieto, sucessor de Felipe Calderón.
Espionagem de Peña Nieto
Em suas aparições de campanha, Peña Nieto abria o caminho por um mar de partidários até subir ao palanque como uma estrela de rock. Ele é casado com uma atriz e também contou com o apoio de vários estadistas mais velhos e influentes dentro de seu partido, o PRI. Ele prometeu reformar o partido e combater a corrupção generalizada no país. Mas quem conhece o partido, que em si é considerado corrupto, viu nesta promessa apenas uma manobra teatral.
Acima de tudo, porém, Peña Nieto prometeu aos eleitores que iria mudar a estratégia do México na guerra contra as drogas, anunciando que iria retirar os militares da luta contra os cartéis de drogas o mais rápido possível e investir mais em programas sociais. Mas, ao mesmo tempo, ele assegurou a Washington que não haveria mudanças na estratégia do México em relação aos cartéis. Então, quais eram os verdadeiros pensamentos de Peña Nieto na época? O que seus assessores lhe diziam?
Os agentes de inteligência da NSA no Texas deviam estar fazendo essas perguntas quando autorizaram um tipo incomum de operação conhecida como vigilância estrutural. Durante duas semanas, no início do verão de 2012, a unidade da NSA responsável pelo monitoramento do governo mexicano analisou dados que incluíam as comunicações de telefone celular de Peña Nieto e de "nove de seus colaboradores mais próximos", segundo uma apresentação interna de junho 2012. Os analistas usaram um software para conectar esses dados em uma rede, mostrada em um gráfico que se assemelha a um enxame de abelhas. O software então filtrava os contatos mais relevantes de Peña Nieto e colocava-os em um banco de dados chamado "DishFire". A partir de então, os celulares desses indivíduos eram selecionados para serem espionados.
De acordo com os documentos internos, isso levou a agência a interceptar 85.489 mensagens de texto, algumas enviadas pelo próprio Peña Nieto e seus assessores. Esta tecnologia "pode encontrar uma agulha num palheiro", observaram os analistas, e "de uma forma eficiente e que pode ser repetida".
Parece, porém, que os agentes da NSA não ficam mais tão à vontade em expressar tanto orgulho em seu trabalho. Questionada pelo "Der Spiegel", a agência respondeu: "Nós não vamos comentar publicamente sobre cada atividade específica de inteligência e, como questão de política, deixamos claro que os Estados Unidos reúnem dados de inteligência estrangeira como fazem todas as nações. Como disse o presidente em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, nós já começamos a rever a maneira como reunimos dados de inteligência, de forma a equilibrar as preocupações de segurança legítimas de nossos cidadãos e aliados com as preocupações com privacidade que todas as pessoas compartilham".
Enquanto isso, a espionagem da NSA já causou considerável dano político no caso do Brasil, na medida em que cortou a confiança mútua entre Dilma e Obama. O Brasil planeja agora introduzir uma lei que vai obrigar empresas como Google e Facebook a armazenarem seus dados dentro das fronteiras do país, no lugar de usarem servidores nos EUA, fazendo com que estas empresas internacionais fiquem sujeitas às leis de privacidade de dados brasileiros. O governo brasileiro também está desenvolvendo um novo sistema de criptografia para proteger os seus próprios dados contra a pirataria.
Até agora, o México reagiu mais moderadamente -embora a invasão pela NSA da rede de computadores presidencial só ter sido conhecida agora. Em comentários feitos após a TV Globo revelar pela primeira vez a espionagem de mensagens de texto por parte da NSA, Peña Nieto afirmou que Obama havia prometido a ele que investigaria as denúncias e puniria os responsáveis, caso fosse constatada a ocorrência de crimes.
Em resposta a uma pergunta do "Spiegel" sobre as últimas revelações, o Ministério das Relações Exteriores do México respondeu com um email que condena qualquer forma de espionagem de cidadãos mexicanos, dizendo que tal fiscalização viola o direito internacional. "Isso é tudo o que o governo tem a dizer sobre o assunto", afirmou um porta-voz de Peña Nieto.
É provável que este email tenha sido lido ao mesmo tempo pela NSA no Texas.
Tradutor: Deborah Weinberg
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