Miriam Leitão - O Globo
O modelo de partilha, usado em Libra, deve sofrer algumas modificações no futuro, mas o governo, por enquanto, ainda não tem pressa em relação a isso. Como me disse a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, o próximo leilão de pré-sal será daqui a dois, três anos.
Foi uma decisão do governo fazer o leilão pelo modelo de partilha, que existe em outros lugares, mas o Brasil colocou algumas particularidades, como a obrigatoriedade de a Petrobras ser a operadora de todos os campos de pré-sal.
Nesse leilão, como a brasileira entrou com 40%, e não 30%, pagará R$ 6 bi dos R$ 15 de bônus de assinatura, um valor alto que deve ser pago logo de cara pelas companhias.
Mas a Petrobras sofre com a intervenção do governo na política de preços de gasolina e diesel e está com alto nível de endividamento. Além disso, acabou de ter a nota rebaixada. Não são dificuldades estruturais, mas conjunturais.
E é bom lembrar que esses R$ 15 bi não vão para investimento de longo prazo, mas para o superávit primário, que está baixo.
Como um campo como esse de Libra precisa de grandes investimentos, é natural que não apareçam tantas empresas dispostas a entrar no projeto. Mas o governo esperava que 40 companhias fossem participar, mas só 11 se habilitaram, sendo que duas não depositaram garantia, e a Repsol, ontem, desistiu de participar.
No final, venceu o consórcio único, formado pela brasileira, duas chinesas (estatais, que têm o mesmo controlador) e duas europeias - Shell e Total, com grande experiência. Foram essas que ficaram: além da Petrobras, um grupo da China e só duas empresas privadas.
Não teve competição, concorrência. Não significa que não haverá impactos positivos, mas a participação ficou aquém do que o governo esperava. Ele acreditou até o último momento que a disputa por Libra seria grande.
Foi uma decisão do governo fazer o leilão pelo modelo de partilha, que existe em outros lugares, mas o Brasil colocou algumas particularidades, como a obrigatoriedade de a Petrobras ser a operadora de todos os campos de pré-sal.
Nesse leilão, como a brasileira entrou com 40%, e não 30%, pagará R$ 6 bi dos R$ 15 de bônus de assinatura, um valor alto que deve ser pago logo de cara pelas companhias.
Mas a Petrobras sofre com a intervenção do governo na política de preços de gasolina e diesel e está com alto nível de endividamento. Além disso, acabou de ter a nota rebaixada. Não são dificuldades estruturais, mas conjunturais.
E é bom lembrar que esses R$ 15 bi não vão para investimento de longo prazo, mas para o superávit primário, que está baixo.
Como um campo como esse de Libra precisa de grandes investimentos, é natural que não apareçam tantas empresas dispostas a entrar no projeto. Mas o governo esperava que 40 companhias fossem participar, mas só 11 se habilitaram, sendo que duas não depositaram garantia, e a Repsol, ontem, desistiu de participar.
No final, venceu o consórcio único, formado pela brasileira, duas chinesas (estatais, que têm o mesmo controlador) e duas europeias - Shell e Total, com grande experiência. Foram essas que ficaram: além da Petrobras, um grupo da China e só duas empresas privadas.
Não teve competição, concorrência. Não significa que não haverá impactos positivos, mas a participação ficou aquém do que o governo esperava. Ele acreditou até o último momento que a disputa por Libra seria grande.
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