Alguns governos alegam falta de tempo, mas outros
consideram injusta a medida que afeta doenças como câncer e esclerose
múltipla
Rafael Duque - OMAgência Efe
Nova taxa criada pelo governo de Rajoy não conta com o apoio nem mesmo dos líderes do governista PP
Durante esta semana, o governo do presidente Mariano Rajoy recebeu duras críticas tanto da oposição como de políticos de seu próprio partido. Os presidentes das comunidades de Andaluzia e País Basco se manifestaram contra a cobrança e asseguraram que seus governos não irão implementar a taxa. O conselheiro da Saúde basco, Jon Darpón, afirmou que cerca de 4 mil pessoas seriam afetadas dentro da sua Comunidade Autônoma e classificou a medida como “injusta”, além de “penalizar mais às pessoas com doenças graves”.
Em Castilla y León, comandada pelo Partido Popular (PP) desde 1987, o presidente Juan Vicente Herrera também condenou a cobrança, mostrando uma grande divisão dentro do partido. Outras comunidades, como a Catalunha, afirmaram que o tempo destinado pelo governo central para iniciar a cobrança da taxa era “impossível” de ser cumprido.
O presidente da SEFH (Sociedade Espanhola de Farmácias Hospitalares), José Luis Poveda, expressou sua oposição à medida que ele considera “plenamente injustificada por não cumprir nenhuma de suas finalidades possíveis e pelas dificuldades de aplicação no momento atual”. Já a Federação de Pais de Crianças com Câncer se manifestou pedindo que o governo exclua da medida crianças e adolescentes. Em um comunicado divulgado ainda em setembro, a presidente da federação, Pilar Ortega, disse que “as cargas econômicas das famílias afetadas pelo câncer podem representar um retrocesso em sua qualidade de vida e denunciamos qualquer medida que prejudique a este grupo tão vulnerável”.
Segundo dados da própria federação, o aumento médio dos gastos de uma família que possui uma criança diagnosticada com câncer é de 400 a 600 euros por mês, sem incluir a nova taxa. Além disso, 30% dos pais deixam de trabalhar para cuidar dos filhos doentes.
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