Michael D. Shear e Jeremy W. Peters - NYT
Um Congresso amargamente dividido se aproximou de um acordo para o orçamento e a dívida na segunda-feira (14), enquanto o restante do mundo se prepara para a possibilidade de um fracasso legislativo e uma catástrofe econômica, com ondas de choque pelos mercados financeiros, capitais estrangeiros, empresas, governos estaduais e contas bancárias de investidores comuns.
Um Congresso amargamente dividido se aproximou de um acordo para o orçamento e a dívida na segunda-feira (14), enquanto o restante do mundo se prepara para a possibilidade de um fracasso legislativo e uma catástrofe econômica, com ondas de choque pelos mercados financeiros, capitais estrangeiros, empresas, governos estaduais e contas bancárias de investidores comuns.
Os líderes democratas e republicanos no Senado se aproximaram na segunda-feira de um acordo que elevaria a capacidade de tomada de empréstimo da nação e forneceria dinheiro suficiente para que o governo funcione até o final do ano. O presidente Barack Obama elogiou o progresso no Senado, mas fez um duro alerta aos legisladores sobre a possibilidade do acordo ainda fracassar na Câmara.
"Nesta semana, se não começarmos a ver algum progresso real, tanto na Câmara quanto no Senado, e se os republicanos não estiverem dispostos a deixar de lado suas preocupações partidárias visando fazer o que é certo pelo país, nós temos uma boa chance de dar calote, e o calote pode vir a ter um efeito devastador sobre a economia", disse Obama em Martha's Table, um banco de alimentos em Washington.
O senador Harry Reid, de Nevada, o líder da maioria, e o senador Mitch McConnell, de Kentucky, e líder da bancada republicana, se aproximaram na segunda-feira da conclusão da estrutura de um acordo.
Os negociadores do Senado ainda estavam conversando no final da tarde, mas ambos os partidos estavam se unindo em torno de um plano que elevaria o teto da dívida até 7 de fevereiro, aprovaria uma resolução para financiamento do governo até 15 de janeiro e que pede para que ambos os partidos concluam as discussões formais para um plano de longo prazo de impostos e gastos até, no mais tardar, 13 de dezembro, segundo um assessor do Senado informado sobre as linhas gerais do plano.
Qualquer artigo para adiamento ou derrubada do imposto sobre dispositivos médicos –um ponto sem acerto nas negociações– certamente será excluído do acordo final, disseram assessores do Senado. Os republicanos tentaram a eliminação ou adiamento do imposto, mas os democratas resistiram fortemente.
O acordo incluiria um adiamento de um ano de outro imposto associado à Lei de Atendimento de Saúde a Preço Acessível, conhecido como imposto de resseguro, que os empregadores pagam.
Outra medida apoiada pelos republicanos exigiria padrões mais rígidos de verificação de renda para as pessoas que recebem subsídios segundo a nova lei de saúde. De acordo com as novas diretrizes, o secretário de Saúde e Serviços Humanos teria que certificar que o departamento pode verificar a qualificação da renda.
Não está claro quando a votação ocorrerá, mas parece que será perto da próxima quinta-feira, data que o Tesouro indicou como aquela em que o país esgotará sua autoridade de tomada de empréstimo. Se, por exemplo, democratas e republicanos chegarem a um acordo nesta segunda-feira e Reid obtiver o consentimento de todos os republicanos, uma votação poderia ocorrer em questão de horas. Mas em caso de objeção de algum senador, a votação mais próxima poderia ocorrer na sexta-feira.
Os democratas provavelmente levarão qualquer acordo ao plenário para votação na quarta-feira. A aprovação do plano na quarta-feira, disseram assessores, não apenas evitaria a possibilidade de um calote fiscal devastador, mas também colocaria pressão sobre a Câmara controlada pelos republicanos para aprovação de qualquer projeto enviado pelo Senado, sob risco de receber a culpa pelo calote da dívida. Pouco depois das 14h de segunda-feira, Reid e McConnell falaram no plenário do Senado e fizeram seus comentários mais otimistas sobre o progresso de suas negociações.
"Eu estou muito otimista de que chegaremos a um acordo que seja razoável nesta semana", disse Reid, usando termos geralmente calorosos para descrever McConnell. "Eu aprecio profundamente meu amigo, o líder da minoria, por seus esforços diligentes para a chegada a um acordo."
McConnell falou em seguida, chamando as conversas entre eles nos últimos dias de "muito construtivas". Ele acrescentou: "As discussões continuam e compartilho o otimismo dele de que conseguiremos um resultado que será aceitável para ambos os lados."
Os republicanos da Câmara trabalharam em uma rota separada para a aprovação rápida de uma ampliação por seis semanas da autoridade de tomada de empréstimo pelo governo. Mas os líderes republicanos continuam pressionando por mudanças significativas na lei de saúde, possivelmente em linguagem negando subsídios federais a legisladores, funcionários da Casa Branca e do governo, que devem comprar seus planos de saúde nas novas bolsas criadas pela lei de saúde.
Os democratas do Senado e a Casa Branca deixaram claro que mudanças na política nunca passarão pelo Senado.
Enquanto elaboravam seu acordo, os negociadores do Senado de ambos os partidos esperavam que os líderes republicanos da Câmara não teriam escolha a não ser colocar em votação o acordo bipartidário fechado à beira do calote, mesmo se só pudesse ser aprovado com os votos dos democratas e de um pequeno número de dissidentes da maioria republicana. O acordo provavelmente incluirá duas concessões aos republicanos: o adiamento por dois anos de um imposto sobre dispositivos médicos, que ajudará a pagar pela lei de saúde, e um endurecimento da qualificação para compra subsidiada de um plano de saúde.
Tradutor: George El Khouri Andolfato
"Nesta semana, se não começarmos a ver algum progresso real, tanto na Câmara quanto no Senado, e se os republicanos não estiverem dispostos a deixar de lado suas preocupações partidárias visando fazer o que é certo pelo país, nós temos uma boa chance de dar calote, e o calote pode vir a ter um efeito devastador sobre a economia", disse Obama em Martha's Table, um banco de alimentos em Washington.
O senador Harry Reid, de Nevada, o líder da maioria, e o senador Mitch McConnell, de Kentucky, e líder da bancada republicana, se aproximaram na segunda-feira da conclusão da estrutura de um acordo.
Os negociadores do Senado ainda estavam conversando no final da tarde, mas ambos os partidos estavam se unindo em torno de um plano que elevaria o teto da dívida até 7 de fevereiro, aprovaria uma resolução para financiamento do governo até 15 de janeiro e que pede para que ambos os partidos concluam as discussões formais para um plano de longo prazo de impostos e gastos até, no mais tardar, 13 de dezembro, segundo um assessor do Senado informado sobre as linhas gerais do plano.
Qualquer artigo para adiamento ou derrubada do imposto sobre dispositivos médicos –um ponto sem acerto nas negociações– certamente será excluído do acordo final, disseram assessores do Senado. Os republicanos tentaram a eliminação ou adiamento do imposto, mas os democratas resistiram fortemente.
O acordo incluiria um adiamento de um ano de outro imposto associado à Lei de Atendimento de Saúde a Preço Acessível, conhecido como imposto de resseguro, que os empregadores pagam.
Outra medida apoiada pelos republicanos exigiria padrões mais rígidos de verificação de renda para as pessoas que recebem subsídios segundo a nova lei de saúde. De acordo com as novas diretrizes, o secretário de Saúde e Serviços Humanos teria que certificar que o departamento pode verificar a qualificação da renda.
Não está claro quando a votação ocorrerá, mas parece que será perto da próxima quinta-feira, data que o Tesouro indicou como aquela em que o país esgotará sua autoridade de tomada de empréstimo. Se, por exemplo, democratas e republicanos chegarem a um acordo nesta segunda-feira e Reid obtiver o consentimento de todos os republicanos, uma votação poderia ocorrer em questão de horas. Mas em caso de objeção de algum senador, a votação mais próxima poderia ocorrer na sexta-feira.
Os democratas provavelmente levarão qualquer acordo ao plenário para votação na quarta-feira. A aprovação do plano na quarta-feira, disseram assessores, não apenas evitaria a possibilidade de um calote fiscal devastador, mas também colocaria pressão sobre a Câmara controlada pelos republicanos para aprovação de qualquer projeto enviado pelo Senado, sob risco de receber a culpa pelo calote da dívida. Pouco depois das 14h de segunda-feira, Reid e McConnell falaram no plenário do Senado e fizeram seus comentários mais otimistas sobre o progresso de suas negociações.
"Eu estou muito otimista de que chegaremos a um acordo que seja razoável nesta semana", disse Reid, usando termos geralmente calorosos para descrever McConnell. "Eu aprecio profundamente meu amigo, o líder da minoria, por seus esforços diligentes para a chegada a um acordo."
McConnell falou em seguida, chamando as conversas entre eles nos últimos dias de "muito construtivas". Ele acrescentou: "As discussões continuam e compartilho o otimismo dele de que conseguiremos um resultado que será aceitável para ambos os lados."
Os republicanos da Câmara trabalharam em uma rota separada para a aprovação rápida de uma ampliação por seis semanas da autoridade de tomada de empréstimo pelo governo. Mas os líderes republicanos continuam pressionando por mudanças significativas na lei de saúde, possivelmente em linguagem negando subsídios federais a legisladores, funcionários da Casa Branca e do governo, que devem comprar seus planos de saúde nas novas bolsas criadas pela lei de saúde.
Os democratas do Senado e a Casa Branca deixaram claro que mudanças na política nunca passarão pelo Senado.
Enquanto elaboravam seu acordo, os negociadores do Senado de ambos os partidos esperavam que os líderes republicanos da Câmara não teriam escolha a não ser colocar em votação o acordo bipartidário fechado à beira do calote, mesmo se só pudesse ser aprovado com os votos dos democratas e de um pequeno número de dissidentes da maioria republicana. O acordo provavelmente incluirá duas concessões aos republicanos: o adiamento por dois anos de um imposto sobre dispositivos médicos, que ajudará a pagar pela lei de saúde, e um endurecimento da qualificação para compra subsidiada de um plano de saúde.
Tradutor: George El Khouri Andolfato
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