sábado, 28 de junho de 2014

O seu voto é uma arma.
Em outubro, atire para matar.
 
Via pllkr

BRANDON JENKINS - ANYMORE



Distant city lights illuminating clouds during a fifteen minute exposure. Loch Lomond. Scotland

Valley of the Temples - Agrigento - Sicily by Giuseppe Finocchiaro
Governistas iniciam processo que possibilita reeleição infinita de Correa
Propostas de mudança no texto constitucional foi entregue a magistrados
VEJA
O presidente do Equador, Rafael Correa
O presidente do Equador, Rafael Correa (Sergio Moraes / Reuters)
O partido do presidente equatoriano Rafael Correa apresentou um pacote de emendas à Constituição do país que, entre outras coisas, pretendem implantar a reeleição indefinida. O artigo 114 da Carta Magna afirma que “as autoridades de eleição popular poderão se reeleger por uma só vez, consecutiva ou não, para o mesmo cargo”. A proposta pretende suprimir o trecho que estabelece a limitação. O trecho específico sobre o mandato presidencial, segundo o qual “o Presidente da República permanecerá quatro anos em suas funções e poderá ser reeleito apenas uma vez”, também seria alterado e as três últimas palavras, retiradas.
Encabeçados pela presidente da Assembleia Nacional, Gabriela Rivadeneira, cerca de cinquenta parlamentares da Alianza País, o partido de Correa, foram nesta quinta-feira até a Corte Constitucional entregar o projeto com dezessete emendas. Os magistrados terão 45 dias para analisar as propostas e decidir se elas poderão ser votadas na Assembleia, como querem os oficialistas, ou se deverão ser submetidas a consulta popular, como pede a oposição.
Na Assembleia, onde tem maioria absoluta, Correa não deverá enfrentar problemas para aprovar as mudanças. Os parlamentares governistas querem que o projeto seja analisado o quanto antes pela Corte para possibilitar que todo o trâmite seja concluído até meados do ano que vem. Com isso, as novas regras estariam em vigor nas eleições de 2017. Segundo a imprensa equatoriana, ao percorrer a pé as três quadras que separam os prédios do Legislativo e Judiciário em Quito, os oficialistas entoaram: “Atenção, atenção, aqui vai a espada de Simón Bolívar pela América Latina”.
Correa afirmou várias vezes que não buscaria uma reeleição. No entanto, o fracasso governista nas eleições locais realizadas em fevereiro levou a uma mudança de discurso. No pleito, a oposição conseguiu vitórias importantes, garantindo as prefeituras da capital Quito e da cidade industrial de Cuenca, além de manter o controle da capital econômica e cidade portuária Guaiaquil. Depois da derrota governista, o presidente passou a dizer que não descartava apresentar-se mais uma vez como candidato. E, no final de maio, durante discurso à nação, na Assembleia, anunciou que apoiaria as iniciativas voltadas à reeleição indefinida, com o argumento de que a mudança permitiria ao povo “escolher pela continuidade ou alternância dos dirigentes”.
Eleito em 2006 para um mandato de quatro anos, Correa convocou uma Assembleia Constituinte que decidiu pelo limite de uma reeleição. Por outro lado, ele conseguiu acrescentar dois anos a seu mandato, ao realizar eleições antecipadas em 2009, depois de promulgada a nova Constituição. Foi reeleito em fevereiro do ano passado e, em 2017, completará uma década no poder.
Outras mudanças – A proposta do partido governista também pretende declarar a comunicação como ‘serviço público’, mesma definição constante da Lei de Comunicação aprovada no ano passado, que está sendo contestada na Corte Constitucional. O projeto também quer mexer no papel das Forças Armadas. Ao lado da missão de defender a soberania e a integridade nacional, elas passariam a atuar também, de forma complementar, na segurança do Estado.
Além da economia e do consumo, também cresce o nacionalismo na Ásia 
Tudo cresce na Ásia, e também o nacionalismo, alimentado por uma infinidade de rixas históricas 
Lluís Bassets - El País 
Yuya Shino/Reuters
Sacerdotes do Santuário de Yasukuni, em Tóquio (Japão), se preparam para o Festival Anual da Primavera. O templo seria, segundo outros países asiáticos, um símbolo da herança colonialista do Japão na região Sacerdotes do Santuário de Yasukuni, em Tóquio (Japão), se preparam para o Festival Anual da Primavera. O templo seria, segundo outros países asiáticos, um símbolo da herança colonialista do Japão na região
Ao lado de Yasukuni, onde nada menos que 2,5 milhões de deuses são venerados, há jardins magníficos com as obrigatórias cerejeiras, um teatro nô, uma quadra de sumô e um museu militar onde são exibidos desde arcos de épocas remotas até aviões e tanques da Segunda Guerra Mundial. Sua entrada é guardada por esculturas de um cavalo, um pastor alemão e um pombo, em homenagem aos animais que morreram em combate. Em um dos pavilhões está a lista de deuses, que em outras latitudes seriam mártires ou caídos. Em um canto há um pequeno monumento, rotulado só em japonês, que presta homenagem a espíritos especiais --os membros da Kempeitai, a polícia secreta do Japão totalitário, equivalente à Gestapo alemã.
Yasukuni foi fundado pelo imperador Meiji em 1872, primeiro em memória dos mortos nos combates ocorridos na época de abertura e modernização do país, e após as guerras de agressão protagonizadas pelo Japão. É preciso visitar Yasukuni para se entender por que cada vez que o primeiro-ministro se aproxima do santuário, como fez Shinzo Abe em dezembro passado, provoca a indignação dos governos e da opinião pública de quase toda a vizinhança asiática.
Em suas vitrines, o militarismo japonês se exibe sem pudor, com o único disfarce da autenticidade e da vitimização do nacionalismo, sempre puro e inocente. Os criminosos de guerra são deuses; os camicazes, heróis; o ataque a Pearl Harbor, fruto da intransigência americana; e Hiroshima e Nagasaki, dois bombardeios sem a importância que lhes conferiu a esquerda pacifista japonesa no pós-guerra.
A visita a Yasukuni remete ao peso do passado no continente do futuro. Moon Chang-Keuk, primeiro-ministro coreano recém-nomeado, demitiu-se por ter feito declarações sobre fatos ocorridos há mais de 70 anos. Disse que a colonização da Coreia, de 1910 até 1945, foi a "vontade de Deus".
Como os asiáticos veem seu futuro?, pergunta-se o grupo de pensadores pan-europeu Centro Europeu para Relações Exteriores, no seminário sobre Ásia que organizou esta semana em Tóquio. A resposta, dada pelas notícias políticas de cada dia, e não as econômicas, é muito simples: atirando-se uns contra os outros de cabeça.
Tudo cresce na Ásia: economia, consumo, população, orçamentos de defesa, arsenais militares ou disputas por penhascos semissubmersos; e também o nacionalismo, obrigatoriamente alimentado pelas rixas históricas. O deslocamento de poder que ocorreu no mundo, da bacia atlântica para a do Pacífico, também transferiu a carga sinistra das mesmas pulsões coletivas que outrora atormentaram a Europa, embora a Europa pareça reagir com sua própria ascensão populista e nacionalista, como se fosse sua última reivindicação do poder perdido.
Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
EUA e Irã podem cooperar para salvar o Iraque de extremistas sunitas 
Apesar de décadas de hostilidade, Teerã e Washington devem fazer um esforço de cooperação
Mohammad Ali Shabani - TINYT
Para salvar o Iraque de extremistas sunitas, o Irã está mobilizando seus aliados no Iraque e promovendo a colaboração entre o governo do Iraque e da Síria. Washington, por sua vez, enviou assessores militares para Bagdá. Esses esforços são corajosos. Mas, sem coordenação, não serão frutíferos.
O Iraque, até recentemente, era um campo de batalha entre o Irã e os Estados Unidos. Uma série de comandantes militares norte-americanos competiu por influência com o general Qassim Suleimani, chefe de operações exteriores da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. No auge da ocupação americana, meia dúzia de iranianos no Iraque exerciam mais poder do que os 150 mil soldados norte-americanos no país.
Apesar de seu passado de desavenças, os dois países agora podem salvar o Iraque, se agirem em conjunto. A história tem mostrado que o Irã e os Estados Unidos são capazes de afastar o Iraque do abismo. A guerra civil que assolou o país de 2006 a 2008 oferece lições de como deter o atual derramamento de sangue.
Naquela época, o Irã era o único país que podia pressionar a Síria para bloquear o oleoduto jihadista sunita, enquanto segurava os esquadrões da morte xiitas empenhados em livrar a capital iraquiana de sunitas. E os Estados Unidos, como potência ocupante, foi capaz de se aproximar e cooptar tribos sunitas rebeldes. Sem coordenação, estes esforços teriam falhado.
O chefe do Conselho Islâmico Supremo do Iraque na época, Abdul Aziz al-Hakim, e o presidente Jalal Talabani esforçaram-se para conseguir que Washington e Teerã a trabalhassem juntos. Apesar do colapso das negociações nucleares que então ocorriam entre o Irã e a União Europeia, os Estados Unidos e o Irã conseguiram cooperar.
O primeiro passo crucial para acabar com a violência foi o apoio tácito americano-iraniano a Nuri Kamal al-Maliki. Depois de se tornar primeiro-ministro, Maliki devolveu o favor. Dentro de um ano de sua inauguração, no verão de 2007, diplomatas iranianos e americanos reuniram-se em seu escritório –a primeira reunião de alto nível entre os dois adversários em quase 30 anos.
Hakim e Talabani não estão mais no cenário político. Mas Maliki sim. Apesar de suas tendências autoritárias e de sua incapacidade de integrar os sunitas no processo político, ele continua a ser o político iraquiano menos impopular hoje. Seu sucesso na eleição 30 de abril é prova disso.
Além disso, tanto o Irã quanto os Estados Unidos ainda concordam em manter Maliki no poder – em grande parte por falta de opção melhor. Apesar dos rumores no Congresso, o secretário de Defesa Chuck Hagel afirmou que "a possibilidade de renúncia de Maliki é um assunto interno iraquiano". E o presidente Obama não hesitou em enviar seus militares de volta para o Iraque.
O resultado da ofensiva sunita é previsível. O EIIL (sigla em inglês para Estado Islâmico do Iraque e do Levante) será incapaz de manter e governar o território capturado porque os iraquianos sunitas não estão de acordo com as visões de Estado e sociedade defendidas pelo EIIL. Prova disso é o sucesso anterior dos EUA em levar alguns sunitas iraquianos a se voltarem contra os militantes extremistas, e Maliki sabe disso. Embora a integração política sunita seja crucial, a violência não deve ser recompensada com concessões. O EIIL e seus aliados devem ser repelidos dos grandes centros urbanos e dos postos de fronteira antes de qualquer negociação com militantes pragmáticos.
Os sunitas do Iraque devem aceitar a realidade da nova ordem política do país, que é dominado por xiitas e curdos, ou condenarem-se à instabilidade e à violência perene causada por extremistas internos e estrangeiros que se uniram aos militantes locais.
Os curdos também enfrentam escolhas difíceis. Durante anos eles viveram na zona cinzenta entre a independência e o federalismo. Os Estados Unidos e o Irã devem convencer os líderes curdos que qualquer uso da atual turbulência para obter concessões de Bagdá em questões como exportações independentes de petróleo e o futuro da cidade disputada de Kirkuk vai sair pela culatra. Washington está relutando em tomar partido entre Erbil e Bagdá. Se isso acontecer, contudo, é improvável que vá antagonizar Maliki. Nem tampouco Teerã.
O Irã e os EUA também devem administrar os fatores externos. A Arábia Saudita há muito parecia ter pouca disposição de aceitar a nova realidade do Iraque. Mas o reino pode se flexibilizar quando a intransigência parecer autodestrutiva. Washington deve transmitir aos sauditas que o fogo do extremismo, inevitavelmente, entrará no coração da Península Arábica, a menos que sejam tomadas medidas que detenham o apoio à militância. De fato, os EUA hoje podem realmente compartilhar o interesse do Irã em ver outro grande inimigo do EIIL, o regime sírio de Bashar al-Assad, perseguir os extremistas sunitas. Os aviões de guerra de Assad agora estão bombardeando os militantes na fronteira com o Iraque, o que não estavam fazendo na semana passada.
O Irã e os Estados Unidos também devem procurar rachar o EIIL. Se o grupo for confrontado apenas no Iraque, vai retirar-se para a Síria para voltar noutro dia. Os Estados Unidos não podem e não devem agir como força aérea do Iraque. Mas os militares americanos e suas capacidades tecnológicas –na forma de vendas de drones, helicópteros e aviões de combate – devem ser combinados com a inteligência iraniana e síria para impedir a circulação de extremistas.
Finalmente, o Irã e os Estados Unidos devem aumentar a força do Exército iraquiano e impedir o surgimento de milícias. Maliki afirma que os milhares de voluntários que se inscreveram para combater o EIIL serão o núcleo do próximo exército iraquiano, mas ele precisa de bastante ajuda política, militar e de inteligência dos Estados Unidos e do Irã para que não tenha que depender de forças heterogêneas. Se essas forças se afastarem do exército em direção às milícias, os resultados serão imprevisíveis e profundos.
Apesar de suas diferenças, tanto Teerã quanto Washington precisam de um Iraque estável. Se não for pelo bem dos iraquianos, eles devem cooperar para o bem de seus próprios interesses.
Quatro meses depois, revolução ucraniana ainda tem promessas não cumpridas
Benoît Vitkine - Le Monde
Segundo suas próprias palavras, Tetiana Tchornovol é uma "estrela" da revolução ucraniana. Por causa de seus momentos mais sombrios, como em 25 de dezembro de 2013, quando essa jornalista especialista em casos de corrupção foi encontrada em uma vala depois de ser espancada em uma estrada nos arredores de Kiev por ter publicado, algumas horas antes, fotos da luxuosa residência do ministro do Interior da época. Ela também foi uma estrela após a fuga do presidente Viktor Yanukovich. No dia 22 de fevereiro, a multidão da Praça da Independência (Maidan) aclamava o nome da nova chefe do "comitê nacional de combate à corrupção".
Hoje, Tchornovol é uma oficial do governo perdida nas engrenagens da administração, sem uma equipe e sem verdadeiros poderes, impotente diante do "dragão" da corrupção e criticada por seus antigos colegas. Ela trabalha na liquidação dos bens do clã Yanukovich, que incluem imensos estoques de hidrocarbonetos.
A jovem lutou obstinadamente com seus interlocutores do Ministério da Justiça para preparar um projeto de lei que encarregasse o Estado de liquidar esses estoques e, no final, descobriu que um dos vice-ministros, já no cargo durante a presidência anterior, havia modificado o texto e oferecido a empresas o cuidado de conduzir a transação.

"Vontade política"

"No topo existe vontade política, mas muitos oficiais e políticos continuaram no mesmo lugar", conta Tchornovol. "Os antigos esquemas de corrupção, sobretudo, continuam, ainda que com uma voracidade diferente da era Yanukovich. Seria preciso substitui-los, mas onde encontrar pessoas experientes o suficiente para isso? Quanto à corrupção, ela beneficia gente demais, inclusive dentro do novo governo."
Fazer substituições é a obsessão de um outro comitê criado na euforia pós-revolucionária, encarregado do "expurgo". A ideia inicial era se livrar de dezenas de milhares de políticos. Tudo parecia possível. O primeiro-ministro, Arseni Yatseniuk, não havia anunciado que passaria a viajar de classe econômica?
Quatro meses depois, a maioria dos projetos de lei do "comitê de expurgo" repousam no fundo de uma gaveta. Sua vitória mais retumbante se transformou em derrota: em meados de abril, depois que 2.000 pessoas recrutadas dentre os irredutíveis que permanecem acampados na Praça da Independência se reuniram diante do Parlamento, todos os presidentes de tribunais foram demitidos e sua substituição foi submetida a uma votação dos juízes. Resultado: 80% deles foram readmitidos.
"Para dizer a verdade, nosso comitê nem foi formado oficialmente", explica uma das coordenadoras do grupo, Olga Galabala. "O anúncio de sua criação foi somente para acalmar os manifestantes. Depois teve a Crimeia, a guerra no leste, mas sabemos que a revolução é um processo longo. É preciso somente que os cidadãos não baixem a guarda, como eles fizeram depois da 'revolução laranja' de 2004."

Resistências

A principal solução sugerida pelos militantes para atender as reivindicações da revolução e acelerar a renovação das elites foi a realização de eleições parlamentares antecipadas. Essa era uma promessa do candidato Petro Poroshenko, eleito à presidência no dia 25 de maio, e toda a classe política se mostrou a favor. Mas também nesse caso as resistências mostram as dificuldades de se eliminar práticas antigas. Elas emanam dos potenciais perdedores de uma eleição como essa --Partido das Regiões, do ex-presidente Yanukovich, Partido Comunista, Partido Batkivchtchina, de Yulia Timoshenko--, mas sobretudo dos deputados que pura e simplesmente compraram suas cadeiras nas eleições de 2012. Segundo dados coletados pela socióloga Yulia Shukan, um mandato na Rada [Parlamento] pode custar milhões de euros. O retorno sobre seu investimento seria simplesmente ameaçado.
"Os rostos já mudaram", afirmou Poroshenko em seu discurso inaugural, no dia 7 de junho. Nas entrelinhas, era preciso entender sobretudo que uma mudança radical do sistema teria de esperar. O discurso, aliás, falava menos em eventuais reformas do que no salvamento da integridade territorial do país, ameaçada pela insurreição na Bacia do Donets.
O desempenho do presidente --54,7% dos votos no primeiro turno-- mostra que as prioridades mudaram: apesar das promessas não cumpridas e da volta dos desprezados oligarcas, a ideia era dar o mandato mais forte possível, em um contexto de agressão externa, ao mais bem posicionado dos candidatos oriundos da revolução.
Sergei Pashinski foi o chefe do gabinete presidencial do antecessor de Poroshenko, Olexandre Turchinov, presidente interino durante três meses. Ele mantém mais ou menos o mesmo discurso. "Quando chegamos ao poder, nosso objetivo número um era o combate à corrupção. Uma semana depois, a grande questão passou a ser a sobrevivência da Ucrânia. Mas não se pode pensar que a revolução da Maidan não serviu para nada. Uma nação nasceu dali, e ela se afirmou na eleição presidencial, quando as regiões votaram indistintamente em Poroshenko. A próxima etapa será construir um Estado sobre as ruínas que herdamos."

"Lua de mel"

Em que pé está a revolução, quatro meses depois e diante da assinatura do acordo de associação comercial entre a Ucrânia e a União Europeia na sexta-feira (27)? A resposta de Pavel Rizanenko, deputado do partido UDAR, não está tão longe da dos militantes da revolução.
"O governo ainda está em lua-de-mel. Mas daqui a seis meses será necessário apresentar resultados tangíveis, senão haverá uma revolução em outubro, como houve na Rússia a Revolução de Outubro depois da de fevereiro."
Os chefes de polícia foram substituídos em sua circunscrição, nos arredores de Kiev. Mas os policiais rasos, que complementam seus salários de 200 euros extorquindo cidadãos e empresários, ficaram.
Rizanenko tem um plano simples para ganhar tempo: "trocar" esses homens por outros de uma cidade vizinha, "pelo menos para passar a impressão de mudança para as pessoas".
Jovens veem a história da França como uma sucessão de guerras, diz estudo
Emma Paoli - Le Monde
Archive of Modern Conflict London/Reuters
Marinheiros fazem exercício matinal à bordo de navio de guerra alemão em local desconhecido em foto de 1917 Marinheiros fazem exercício matinal à bordo de navio de guerra alemão em local desconhecido em foto de 1917
O que aconteceu na França entre a sagração de Clóvis e a eleição de François Hollande? Guerras! Enquanto os alunos se debruçam, na sexta-feira (27), sobre a prova de história e geografia para o certificado do ensino secundário [alunos de 14-15 anos], uma pesquisa conduzida junto a 5.823 jovens de 10 a 20 anos revela que os conflitos ocupam, segundo eles, um lugar preponderante na história nacional francesa. Para sua pesquisa chamada "A fabricação do coletivo: relatos de alunos sobre a história nacional", cujos primeiros resultados começam a ser divulgados, os pesquisadores do laboratório Education, Cultures, Politique (ECP) pediram a esses jovens franceses que contassem por escrito, em menos de 45 minutos, a história do país.
Nesses quase 6.000 textos, os acontecimentos militares "ocuparam um lugar muito importante", relata Églantine Wuillot, professora associada do Instituto Francês de Educação (IFE). O termo "guerra" aparece 8.392 vezes no total, alimentando 40% das redações do ensino primário e 75% dos textos do ensino secundário. Alguns jovens demonstraram um assustador poder de síntese: "Resumindo, os franceses sempre foram um povo guerreiro que serve a seus próprios interesses em tempos de expansão ou em tempos de ocupação", contentou-se em escrever um deles. Segundo outro estudante, os últimos vinte séculos "se dividem em três partes: o pré-guerra, o pós-guerra e a guerra."
Duas Guerras Mundiais em peso
Seria possível resumir as redações em somente quatro grandes acontecimentos que marcaram a história da França: as duas guerras mundiais, citadas por 37% deles, o cerco de Alésia (6%) e a Guerra dos Cem Anos (4%). Os outros conflitos figuram com menos de 3% cada um. Os grandes ausentes do imaginário nacional são primeiramente as mulheres. Com exceção da destemida Joana d'Arc, cujo nome é mencionado 207 vezes, há pouquíssimas mulheres. Aparecem Maria Antonieta (122 ocorrências) e Marie Curie, citada somente 14 vezes. É verdade que entre as duas é citada Marianne [representação da República Francesa], com 90 ocorrências, "mas é mais uma personagem do que uma pessoa", observa Laurence De Cock, professora associada no Instituto Francês de Educação.
O panteão masculino é mais abundante, com 120 personalidades no total. "Foi um verdadeiro festival de nomes", avalia De Cock, "os alunos sentem a necessidade de personificar seus relatos", ela diz. Luís 14 repousa confortavelmente no alto do pódio (1.320 ocorrências), seguido por Napoleão (1.238), Carlos Magno (991), Luís 16 (985) e Clóvis (837).
Sarkozy entre Hitler e Júlio César
Restringindo-se aos 1.973 textos dos alunos do 6º ano (11 anos de idade), a classificação seria ligeiramente diferente. Nicolas Sarkozy, aliás, com suas 490 menções, chegaria à 7ª posição. "A pesquisa foi feita na época das eleições presidenciais de 2012", justifica Benoît Falaize, pesquisador na Universidade de Cergy-Pontoise, "e, além disso, a excessiva cobertura midiática do governo anterior provavelmente contribuiu". Assim, o ex-presidente se espremeu entre Adolf Hitler e Júlio César.
"Como os alunos só tinham 45 minutos para fazer a redação, eles recorreram à memória imediata", acredita a diretora do laboratório ECP, Françoise Lantheaume. Segundo ela, "as narrativas às vezes são meio desconexas, mas os alunos inegavelmente sabem muita coisa". Ela lembra que a pesquisa não pretendia "avaliar o conhecimento dos jovens, mas sim saber se eles compartilhavam de uma mesma visão da história, de referências em comum."
Além disso, o Ministério da Educação Nacional já costuma avaliar os conhecimentos dos alunos em história e geografia. Em junho de 2013, ele havia anunciado uma queda no nível dos alunos entre 2006 e 2012. Nesse período, a porcentagem de alunos "fracos" nessas disciplinas passou de 15% para 21% e a dos "bons", de 10% para 6%. "Nota-se um enfraquecimento na assimilação de uma cultura escolar geográfica e histórica", concluiu o Ministério da Educação.

KEB' MO' - MORE THAN ONE WAY HOME


Fairy Tale Forest by chernayaliliya 

By Phil Koch

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Via sen

LYNYRD SKYNYRD - FREE BIRD



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Nina Agdal by Antoine Verglas

Loch Ard, Trossachs, Scotland

LYNYRD SKYNYRD - SIMPLE MAN


miogiardinosecreto:

✿ღ
"A sexualidade do homem é plana, basta-lhe esfregar-se um pouco.
O sexo da mulher é um labirinto e ela está perdida dentro dele. Ela enfia seu sexo na mente do homem para refletir ali, mas o homem enlouquece ou foge. Se o homem tenta encontrar a mulher no labirinto, será presa fácil do minotauro."
E. M. Reyes