Chanceler argentino afirma que "decisão
unilateral" uruguaia afeta soberania ambiental e viola tratados
OM
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“A Argentina lamenta que os interesses da empresa tenham se tornado tão poderosos que condicionam a relação com o Uruguai”, afirmou o chanceler argentino, Héctor Timerman. “A decisão unilateral do Uruguai deixa nosso país na obrigação de recorrer à Corte de Haia, já que afeta a soberania ambiental, viola os tratados entre as nações e a própria sentença da corte.”
Telám
Héctor Timerman anunciou nesta quarta-feira (02/10) que irá recorrer a Haia contra Uruguai
Na segunda-feira (30/09), Mujica e a presidente argentina, Cristina Kirchner, se reuniram em Buenos Aires e, nesta terça (01/10), foi a vez de Timerman e do chanceler uruguaio, Luis Almagro. "Na reunião de ontem, a Argentina solicitou seguir dialogando e não cair na lógica do enfrentamento, mas o Uruguai não respondeu", afirmou o chanceler argentino.
Timerman disse que, "havendo o Uruguai quebrado o diálogo, a Argentina se sente livre da obrigação de anunciar de forma conjunta os relatórios científicos" sobre o estado do rio. "Semana que vem apresentaremos um relatório completo da contaminação que a UPM produz", afirmou.
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O anúncio foi realizado por Mujica em uma declaração à imprensa, na qual destacou que a decisão se deve ao fato de já "não restar espaço para negociar" com a Argentina, cujo governo se opõe à ampliação da produção da fábrica.
"Autorizamos a aumentar a metade do que a empresa nos solicitou há dois anos, 100 mil toneladas, com caráter provisório, ou seja, revogável, porque estamos exigindo a instalação de uma torre de esfriamento para assegurar que os fluidos que cheguem ao rio tenham temperaturas abaixo dos 30 graus", detalhou Mujica.
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