domingo, 31 de janeiro de 2016

MEU DEUS!

Isolada, Dilma encontra apoio em sua ex-inimiga Kátia Abreu
THAIS ARBEX - FSP
No dia 21 de janeiro, após se submeter a uma série de tratamentos para se livrar, sem sucesso, de dores na coluna causadas por uma hérnia de disco, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), ouviu o conselho da presidente Dilma Rousseff e passou por uma sessão de acupuntura com o médico chinês Gu Hanghu, queridinho dos políticos que sofrem com males em Brasília.
Dias antes, a presidente já havia telefonado para o cardiologista Roberto Kalil Filho pedindo que ele ajudasse a auxiliar a encontrar um tratamento que a curasse, de vez, das dores que a incomodavam há mais de cem dias.
Isolada politicamente, é na líder ruralista, uma ex-inimiga política, que Dilma tem encontrado uma improvável fonte de apoio.
A relação das duas começou em 2009, logo depois que a petista anunciou estar em tratamento contra um câncer.
Antipetista ferrenha, Kátia, à época senadora pelo DEM do Tocantins, deixou as críticas de lado e decidiu escrever uma carta de próprio punho, bastante religiosa, prestando solidariedade.
"Fiquei muito chocada e abatida como mulher", afirmou Kátia Abreu à Folha.
Ed Ferreira/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 02-06-2015, 11h20: A presidente Dilma Rousseff e a ministra da Agricultura, Katia Abreu, seguidas do ministro Aloizio Mercadante e o vice-presidente, Michel Temer, durante cerimonia de lancamento do Plano Agricola e Pecuario 2015/2016, no Palacio do Planalto. (Foto: Ed Ferreira/Folhapress, PODER)
Dilma Rousseff e Katia Abreu, seguidas de Aloizio Mercadante e Michel Temer, no Palácio do Planalto
Apontada já na época como nome à sucessão de Lula, Dilma ligou para a senadora para agradecer "pelas palavras que a tocaram muito".
A carta e o telefonema ganharam status de segredo de Estado. Até porque, meses depois, na campanha presidencial de 2010, Kátia tentou a vaga de vice na chapa de José Serra (PSDB) e trabalhou pelo tucano, que acabou derrotado por Dilma.
Logo que soube que sua ministra da Agricultura havia jogado uma taça de vinho na cara de Serra, durante um jantar, no fim do ano passado, na casa do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), a presidente aplaudiu a auxiliar.
"Eu fiz o que qualquer mulher honrada faria. Respondi à altura de quem preza a sua honra", afirmou Kátia à época sobre sua reação, depois de ter sido chamada pelo tucano de "namoradeira".
DIGO SIM
Já presidente reeleita e montando sua equipe para o segundo mandato, Dilma convidou Kátia para jantar no Palácio da Alvorada. "Chegou a hora. Quero que você seja ministra da Agricultura", disse a petista.
A interlocutores, Dilma já manifestava desde o início de seu primeiro mandato intenção de ter Kátia em seu ministério, mas sempre que era sondada a ruralista dizia que não poderia ser incoerente.
Mesmo assim, mantiveram-se próximas. Em diversos momentos, Dilma recebeu Kátia no Palácio do Planalto para conversas reservadas. A senadora tornou-se conselheira da presidente para os assuntos ligados ao setor agropecuário.
Como senadora pelo PSD, Kátia teve participação ativa na aprovação da MP dos Portos e na votação do Código Florestal no Congresso.
A proximidade com a presidente, entretanto, fez com que ela ganhasse mais inimigos –além do PT, dos movimentos de sem-terra e ambientalistas.
"Na política, existe a seguinte receita: quando não se pode vencer um inimigo, junte-se a ele", diz a senadora Ana Amélia (PP-RS), vice-presidente da Frente Parlamentar Agropecuária no Senado.
No dia 3 de fevereiro de 2015, Dilma estava na primeira fila de convidados do casamento de sua ministra da Agricultura com o engenheiro agrônomo Moisés Gomes.
CRÍTICOS
Os empresários críticos ao trabalho de Kátia Abreu preferem o anonimato. Dizem que, antes porta-voz dos ruralistas, a ministra perdeu força no setor por estar mais preocupada com sua projeção pessoal do que com as demandas agropecuárias.
Afirmam ainda que ela deixou muitas de suas bandeiras de lado por, agora, fazer parte de um governo petista.
"O maior problema dela está dentro do próprio governo. O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), por exemplo, continua com suas convicções e combate ferozmente o agronegócio. Como fazer parte de um governo em que há visões diferentes para um tema que é fundamental para o país?", questionou Ana Amélia.
Parte da bancada ruralista no Congresso diz não ter interlocução com a ministra, que quase sempre recebe deputados de pé para que a conversa seja rápida.
"A Kátia Abreu, que foi a maior líder rural do país, não é a mesma Kátia Abreu ministra. Ela não defende mais as mesmas lutas. Parece que esqueceu as bandeiras que ela defendia", disse o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT).
"Não concordo, mas compreendo porque já fui como eles", responde a ministra.
"Não me arrependo e faria tudo de novo. Agi de acordo com a minha consciência e com os meus princípios. Fiz por gratidão a tudo que a presidente já fez pelo setor", diz. 
Obra em tríplex atendia ao gosto de Lula, diz engenheiro
Eduardo Knapp/Folhapress
GUARUJA, SP, Brasil, 28-01-2016 14h14:Fachada do predio SOLARIS localizado na Av General Monteiro de Barros,638, na praia das Austuria no Guaruja onde um dos triplex (frontal e a esquerda)do ultimo andar seria de propriedade do ex Presidente Lula (Foto Eduardo Knapp/Folhapress.PODER). Cod do Fotografo: 0716
Fachada do prédio Solaris no Guarujá, onde um triplex seria de propriedade de Lula
Pontes foi ouvido na semana passada por procuradores da força-tarefa da Lava Jato que vieram a São Paulo apurar informações sobre os apartamentos do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), alvo de uma nova fase da operação deflagrada na última quarta-feira (27).
O imóvel era originalmente da cooperativa Bancoop, que depois o repassou à OAS. O Ministério Público suspeita que a empreiteira tenha pago reforma do apartamento para o ex-presidente.
O engenheiro é apontado por testemunhas ouvidas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, que também investiga o caso, como o principal elo entre a família do petista e a empreiteira OAS, que fez a reforma na unidade 164A, atribuída ao ex-presidente.
Por essa razão, ele é visto como testemunha central no curso da investigação.
O engenheiro Armando Magre, sócio da Talento Construtora, contratada pela OAS para a obra no tríplex, afirmou em dezembro a promotores que Pontes o chamou para fazer serviços de reforma que consistiam em "mudança de layout, troca de acabamento (pintura, piso, elétrica, hidráulica), execução de impermeabilização, refazimento da piscina, troca de escadas e colocação de elevador privativo".
Magre contou também que teve contato com a ex-primeira-dama Marisa Letícia quando estava em reunião com Pontes.
No relato, Magre diz que Marisa entrou no apartamento acompanhada do filho Fábio Luís e de Léo Pinheiro, sócio da OAS que foi condenado a 16 anos de prisão.
As obras foram realizadas entre abril e setembro de 2014, segundo o engenheiro.
VISTORIA
Outra testemunha que afirmou ter presenciado Pontes acompanhando o próprio ex-presidente Lula foi Wellington Aparecido Carneiro da Silva, que trabalhou na OAS entre os anos de 2011 e 2014 como assistente de engenharia.
O ex-funcionário da empresa disse que viu Pontes acompanhar Lula e Marisa Letícia em "uma vistoria padrão" de áreas comuns do condomínio.
Silva relatou que segurou a porta do elevador para ambos e "não acompanhou o casal presidencial; tarefa, pois, incumbida a Igor Pontes".
O engenheiro da OAS também será chamado para depor no Ministério Público do Estado de São Paulo.
Além deles, serão intimados Lula e Marisa Letícia na condição de investigados.
Lula e Marisa negam que tenham participado da reforma no apartamento e dizem que desistiram da opção de compra. 
Grávidas com zika fazem aborto sem confirmação de microcefalia
CLÁUDIA COLLUCCI - FSP
Grávidas com diagnóstico de infecção pelo vírus da zika estão recorrendo ao aborto clandestino antes mesmo da confirmação se o feto tem ou não microcefalia.
Os preços do procedimento em clínicas particulares variam entre R$ 5.000 e R$ 15 mil, dependendo da estrutura e do estágio da gestação.
Três médicos relataram à Folha casos de mulheres que já tomaram essa decisão. Todas são casadas, têm educação de nível superior, boas condições financeiras e tinham planejado a gravidez, mas se desesperaram com a possibilidade de a criança desenvolver a má-formação.
As gestações estavam entre a sexta e oitava semana e foram interrompidas com o misoprostol (Citotec). O medicamento é obtido no mercado ilegal, já que sua disponibilização é limitada a hospitais. A venda é proibida nas farmácias desde 1998.
Segundo o infectologista Artur Timerman, duas grávidas de São Paulo o procuraram nas últimas semanas com sintomas de zika.
MICROCEFALIA
A doença foi confirmada com uma técnica chamada PCR, que pesquisa diretamente no sangue da paciente a presença de material genético do vírus da zika.
"Elas me perguntaram se havia risco de o bebê desenvolver microcefalia. Eu disse que sim, mas não saberia estimar quanto [seria o risco]. A decisão [do aborto] foi delas. Em nenhum momento eu disse faça ou não faça", disse Timerman. Ele afirmou ter sabido depois que as pacientes tinham feito o aborto com outros profissionais.
A ginecologista Ana (prefere não dar o sobrenome), do Nordeste do país, relata situação parecida: três pacientes, após confirmação do zika, decidiram abortar. "Não quiseram esperar para ver."
Em novembro, o infectologista Roberto Badaró, da Bahia, relatou à reportagem que soube de "abortos preventivos" após detecção do vírus.
No início do mês, a Folha mostrou casos de aborto após confirmada a microcefalia, que costuma ser diagnosticada por volta da 28ª semana de gravidez.
Nessas situações, devido ao estágio da gestação, o procedimento é complexo: aplica-se uma injeção de cloreto de potássio no coração do feto e, então, induz-se o parto.
A médica Fátima Oliveira soube de três mulheres que abortaram após o diagnóstico. Uma, do Mato Grosso, foi a uma clínica de São Paulo. "Quem pode aborta com segurança", afirma.
O obstetra Thomas Gollop, professor da USP, diz que as lesões associadas ao zika são mais graves do que se imagina. "Há muitas repercussões neurológicas, cegueira, surdez, sem perspectiva de cura ou melhora. O termo mais apropriado é 'síndrome fetal do zika', não só microcefalia."
Para Paulo Leão, procurador do Estado no Rio e membro do movimento Brasil sem Aborto, interromper a gravidez por causa de microcefalia ou outra má-formação é "eugenia" (seleção da espécie).
No Brasil, o aborto só é permitido em casos de estupro, risco de vida da mãe e quando o feto é anencéfalo.
Com o aumento de casos suspeitos de microcefalia associados ao vírus da zika (são 3.448 no país), um grupo de advogados, acadêmicos e ativistas articula uma ação pedindo ao STF (Supremo Tribunal Federal) o direito ao aborto quando há a má-formação.
É o mesmo grupo que propôs a ação para interrupção da gravidez de anencéfalos, acatada pelo STF em 2012.
Segundo a antropóloga Debora Diniz, do instituto de bioética Anis, o argumento no STF será que o Estado deve se responsabilizar pelos surtos de zika. "Mulheres não podem ser penalizadas por políticas falhas. Obrigá-las [a ter o filho com microcefalia] representa grave dano à saúde mental."
Para ela, o princípio não é o mesmo da anencefalia (má-formação incompatível com a vida), já que bebês microcéfalos em geral sobrevivem.
Debora diz que o aborto é um dos pontos de um projeto que envolverá ações contra o Aedes aegypti, acesso a contraceptivos e inclusão de crianças microcéfalas.
DIAGNÓTICO TARDIO
O diagnóstico da microcefalia é tardio, diferentemente do da anencefalia, que é feito a partir da 12ª semana de gestação.
Os casos de microcefalia associados ao zika no Nordeste estão sendo constatados na 28ª semana de gravidez, em média, com desvio padrão de cinco semanas (para mais ou menos).
Isso dificulta, tecnicamente, a interrupção da gravidez. Mesmo abortos legais costumam ocorrer por volta da 20ª semana, quando não há chance de o bebê sobreviver, ainda que horas, fora do útero.
A exceção são casos de risco à mãe. Nessas situações, o procedimento é feito a qualquer momento.
Segundo o obstetra Manoel Sarno, que já acompanhou 80 casos de microcefalia na Bahia, é possível que, a partir de agora, com a experiência, a idade gestacional na hora do diagnóstico seja reduzida.
"Mas a maioria [das lesões] só vai aparecer depois da 24ª semana." Para ele, isso se deve ao tempo que leva entre a gestante ser infectada pelo zika e o aparecimento das lesões cerebrais no ultrassom.
A obstetra Adriana Melo, que acompanhou 17 casos de microcefalia na Paraíba, também diz que o diagnóstico está sendo feito por volta da 30ª semana, mas houve casos em que a suspeita apareceu na 20ª. 

BRUCE SPRINGSTEEN - DANCING IN THE DARK

saudadeseprazeres:

Algarve-Portugal
Algarve-Portugal (via prazeresesaudades)
Kauai, Hawaii by gsamie
Kauai, Hawaii by gsamie
Fotógrafo capta imagens impressionantes do interior do Costa Concordia; veja
UOL
Jonathan Danko Kielkowski/White Press
Quatro anos depois de o navio Costa Concordia ter naufragado na costa da Itália, imagens internas feitas pelo fotógrafo alemão Jonathan Danko Kielkowski dá uma ideia do que sobrou da embarcação.
O navio afundou em 12 de janeiro de 2012 na ilha italiana de Giglio, deixando 32 mortos, e o episódio ficou marcado pela saída do ex-capitão do cruzeiro, Francesco Schettino, que deixou o barco antes dos passageiros durante uma retirada caótica dos que estavam a bordo, posteriormente ele foi condenado a 16 anos de prisão.
Removido do local do acidente, anos depois, o Costa Concordia foi rebocado até o porto italiano de Gênova, onde começou a ser desmontado. Kielkowski registrou o interior do navio onde ele está ancorado e as imagens estão no livro Concordia, publicado pela White Press.
Veja algumas das fotografias feitas por Kielkowski para o livro:
Jonathan Danko Kielkowski/White Press

Jonathan Danko Kielkowski/White Press

Jonathan Danko Kielkowski/White Press

Jonathan Danko Kielkowski/White Press

Jonathan Danko Kielkowski/White Press

Jonathan Danko Kielkowski/White Press

Jonathan Danko Kielkowski/White Press

Acidente do navio Costa Concordia
12.mai.2015 - Chegou ao fim, na manhã desta terça-feira (12), a última viagem em alto mar do navio Costa Concordia. A complexa operação de retirada da embarcação de uma parte do porto de Gênova para levá-lo ao local do desmanche final ocorreu sem problemas e durou cerca de 15 horas Paolo Zeggio/AP
Bill Clinton está em forma, mas parece não ter a mesma magia do passado
Patrick Healy - NYT
Max Whittaker/The New York Times
Clinton abraça eleitores em campanha para Hillary em colégio de Mason City, IowaClinton abraça eleitores em campanha para Hillary em colégio de Mason City, Iowa
Bill Clinton chegou à cidade rica em votos de Mason City, na noite de quarta-feira (6), e narrou as experiências de vida de sua esposa, recitou as ideias dela e criticou um pouco os republicanos. Mas o que Clinton costumava fazer tão bem –e o que Hillary Clinton precisa, restando apenas dias para a primária de Iowa nesta segunda-feira– estava ausente: uma crítica polida e contundente ao oponente, neste caso Bernie Sanders.
Em um evento em Las Vegas na semana passada, Clinton, 69 anos, parecia menor e sua voz parecia mais fraca do que em campanhas anteriores, e as pessoas às vezes tinham dificuldade em ouvi-lo.
Ele estava em forma ao expor as complexidades da política e das políticas, mas ocasionalmente rodeava, deixando a plateia, inclusive algumas pessoas que ficaram horas na fila para vê-lo, parecendo mais atenta por educação do que inspirada.
Em um momento crítico em que o ex-presidente novamente está respondendo ao chamado para tentar energizar a campanha de sua esposa, até mesmo alguns admiradores de Clinton estão se perguntando se ele perdeu parte da velha magia.
"Ele parece estar falando apenas por obrigação, parece magro, não parece cativar o público", disse Jon Ralston, um comentarista político veterano em Nevada, que esteve presente em um evento de campanha de Clinton em Reno, na última sexta-feira. "Eu já o vi falar muitas vezes e ele não parecia ser o mesmo sujeito. Ele ainda consegue fazer uso de estatísticas e contar um caso ou dois, mas não com o mesmo vigor."
Clinton ainda exibe alguns lampejos de brilhantismo. Na noite de quarta-feira, ele reconheceu o apelo da disputa republicana turbulenta em uma frase, para em seguida eviscerar seus candidatos.
"Pode ser divertido, mas não tem o mínimo impacto na forma como você vive", disse Clinton, enfatizando as últimas três palavras e fazendo uma pausa entre cada uma.
Ainda é cedo na disputa para que Clinton se aqueça. (E ele pode precisar de algum tempo para se aquecer.) Um Bill Clinton mais contido também pode não ser ruim, dizem alguns democratas, que ainda se encolhem ao se lembrarem do resultado negativo de suas palavras a respeito de Barack Obama na disputa de 2008.
Mas o Clinton de outrora, o político natural que surge uma vez em cada geração e que lutou para conquistar a indicação por seu partido em 1992, e que ao longo dos anos fez grandes discursos em momentos críticos, ainda não apareceu.
Em 1992, em um discurso em um hotel em New Hampshire Elks pouco antes das primárias do Estado, ele levou homens adultos às lágrimas ao descrever suas dificuldades econômicas. Ele prometeu de forma memorável que se os eleitores o apoiassem, ele lutaria por eles como presidente até "que o último cão morra".
Os amigos de Clinton que o viram recentemente na campanha dizem que a energia efervescente pela qual ele é conhecido –seja discursando para uma plateia ou passando uma hora no corpo a corpo com os eleitores– amadureceu na autoconfiança de um estadista mais velho. Ele pode não eletrizar uma sala da mesma forma como fazia, eles dizem, mas ele ainda é um defensor eficaz de Hillary Clinton.
"Sua idade, sua cirurgia no coração, seu veganismo –acho que tudo isso trouxe uma calma à sua vida", disse George Bruno, um ex-presidente do Partido Democrata em New Hampshire e um antigo aliado de Clinton, referindo-se à cirurgia de ponte de safena quádrupla do ex-presidente em 2004 e sua rígida dieta vegetariana.
Apesar de alguns amigos dizerem que Clinton ficaria mais animado se comesse um cheeseburger ocasional –um velho favorito– outros dizem que ele nunca esteve com tanta saúde, com peso sob controle e seu coração em excelentes condições.
"Ele não é mais tão inflamado quanto antes, mas ele agora exibe um ar de verdadeira autoconfiança", disse Bruno.
Aliados dizem que ele não vê necessidade de criticar plenamente tanto Donald Trump, o principal candidato republicano, ou Sanders, o principal adversário de Hillary na disputa democrata, pois acredita que sua esposa pode lidar com eles. E ele quer evitar dar munição aos oponentes dela, lembrando de como a campanha de Obama explorou o comentário de Bill Clinton em 2008, descrevendo a declaração de Obama de que se opôs à guerra no Iraque como sendo "o maior conto de fadas que já vi".
"Eu acho que ele se tornou mais cauteloso, mais hesitante, menos ousado", disse Doug Schoen, um ex-conselheiro de Bill Clinton e especialista em pesquisas de opinião. "Partir para o negativo não é seu forte nas campanhas dela. Seu forte é desenvolver uma narrativa positiva e empática para o motivo para a sra. Clinton dever ser presidente."
Mas alguns eleitores que ouviram os discursos de Clinton ao longo de décadas, pela televisão ou em eventos de campanha, disse que ele exibe menos magnetismo recentemente do que se recordam.
"Ele está mais discreto do que costumava ser, realmente se atendo aos fatos do que estabelecendo aquela velha conexão emocional", disse Karen Janes, 67 anos, de Exeter, New Hampshire, após ouvir o discurso de Clinton ali neste mês.
Atualmente, os comentários de Bill Clinton podem ser vagarosos, às vezes até com divagações. Passados 30 minutos na noite de quarta-feira, algumas pessoas estavam bocejando e outras checando seus telefones enquanto ele mencionava o aumento do salário mínimo (com bem menos intensidade que o apelo passional de Sanders por US$ 15 por hora) e descrevia os planos de Hillary de novas regulamentações para Wall Street.
Paul Begala, o ex-conselheiro político de Bill Clinton e um amigo do casal, disse que a maior força do ex-presidente agora é como "autenticador de Hillary, em parte por já ter exercido o cargo que sua esposa agora está almejando".
"A maioria das pessoas, e não apenas democratas, sente que Clinton foi um presidente muito bom", disse Begala. "E todos esses medrosos que fazem xixi na cama que dizem, 'Ah, ele vai cometer um erro' –qualé! Ele ainda é o melhor político natural que existe."
Como um exemplo das habilidades de Clinton, Begala apontou para uma recente parada de campanha em Concord, New Hampshire, onde o ex-presidente agradeceu aos eleitores do Estado por serem bons para o casal Clinton e por lhes ensinar sobre as questões enfrentadas pelos Estados Unidos. Então, em um tom cordial, sem pressa, com movimentos gentis de suas mãos, Clinton empregou uma metáfora para descrever as esperanças e ansiedades dos eleitores nos anos de eleição presidencial.
"O povo americano se parece com um grande compositor –as palavras são sempre as mesmas, mas são arranjadas como notas, e ele compõe uma nova melodia e então decide quem deseja que a cante", disse Clinton.
Begala disse: "Eu adoro o fato de onde muitos analistas verem cacofonia, ele vê uma sinfonia. Clinton clássico: otimista, unificador".
Tradutor: George El Khouri Andolfato 
A riqueza das nações
Público
"O verdadeiro valor das coisas é o esforço e o problema de as adquirir.” A frase, com mais de 200 anos, do economista Adam Smith, autor de a A Riqueza das Nações, serve na perfeição para explicar o porquê de tão abrupta queda do preço do petróleo. Com a forte aposta dos EUA e do Canadá na última década em desenvolver a exploração das rochas de xisto betuminoso, o mercado foi inundado de petróleo e os tradicionais produtores, como a Arábia Saudita, Nigéria ou Argélia, tiveram de se virar para outros mercados, como o asiático, e o preço da matéria-prima veio por aí abaixo. O arrefecimento de algumas economias mais desenvolvidas e emergentes, a maior eficiência energética do parque automóvel, a abertura do mercado internacional a novos players, como o Irão, e a utilização do preço por parte da Arábia Saudita como arma de arremesso económico contra os EUA, 
Ou de arremesso político contra Teerão e Moscovo, explicam o resto. E tudo isto se enquadra na teoria cara a Adam Smith, a da oferta e procura.
Mas o petróleo barato começa a sair caro mesmo a países como os EUA, onde o fecho de várias indústrias ligadas ao petróleo de xisto (mais caro de extrair) já atiraram milhares para o desemprego. Já os petro-Estados caem uns atrás dos outros que nem peças de dominós. A Rússia já teve de elevar a taxa de juro para os 17% para tentar segurar o rublo; na Venezuela a inflação ronda os 60%, enquanto a economia definha; o Azerbaijão acabou de entrar em colapso esta semana e pedir ajuda de emergência ao FMI; e até os países nórdicos como Noruega, com economias mais diversificas, estão a pagar um preço alto pelo baixo preço do petróleo. No Brasil a Petrobras começa a ter um negócio pouco rentável e em Angola o Governo já reconheceu ter perdido mais de 5 mil milhões de euros no último ano por causa da queda a pique do barril.
No entanto, há quem olhe para a crise do petróleo e veja uma grande oportunidade. Como os preços dos combustíveis estão a registar quedas históricas, já dois responsáveis europeus – Wolfgang Schäuble e Valdis Dombrovskis – vieram lançar a ideia de uma nova taxa sobre os combustíveis a nível europeu para ajudar no financiamento da actual crise dos refugiados. Uma boa ideia, se servir para receber de forma condigna os que fogem da guerra e se ajudar a resolver o problema dos refugiados na origem. Uma ideia que mostra que a riqueza das nações não se mede apenas pela quantidade de reservas de petróleo.
Estados Unidos da Jihad: livro retrata o terrorista que mora ao lado
Michiko Kakutani - NYT
The Lowell Sun / Robin Young/AP
Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev, responsáveis pelos atentados na Maratona de BostonTamerlan e Dzhokhar Tsarnaev, responsáveis pelos atentados na Maratona de Boston
Desde 11 de setembro de 2001, conta Peter Bergen em seu livro recente e oportuno, 330 pessoas nos Estados Unidos foram acusadas de algum tipo de crime terrorista e jihadista e, surpreendentemente, quatro em cada cinco eram cidadãs norte-americanas ou residentes legais permanentes.
Bergen afirma que muitas crenças sobre esses militantes não se sustentam: a maioria dos jihadistas nos Estados Unidos não era de jovens indignados sem obrigações familiares, e a decisão de se engajar no terrorismo, na maior parte, não estava enraizada em alguma experiência traumática de vida. Segundo a pesquisa de Bergen, a idade média era de 29 anos, e mais de um terço dos acusados eram casados, muitos deles com filhos. Além disso, mais de um em cada seis apoiadores do Estado Islâmico no país eram mulheres.
Segundo Bergen, os jihadistas norte-americanos tem "em média a mesma escolaridade e estabilidade emocional que um cidadão típico. Eles são norte-americanos comuns."
O último livro de Bergen, "United States of Jihad" ["Estados Unidos da Jihad", em tradução livre], é uma espécie de anatomia dos terroristas norte-americanos. Alguns são bem conhecidos do público, como os responsáveis pelo atentado à Maratona de Boston, Dzhokhar e Tamerlan Tsarnaev; outros são menos conhecidos, como Zachary Chesser, da Virgínia, que se declarou culpado em 2010 por apoiar a Al Shabab, filial da Al Qaeda na Somália, e por incitar a violência contra os criadores de "South Park".
Autor de quatro livros sobre o terrorismo (incluindo "The Longest War" ["A Guerra Mais Longa", em tradução livre], um olhar sucinto mas panorâmico sobre o 11 de Setembro, a evolução da Al Qaeda e as guerras no Afeganistão e no Iraque), Bergen escreve com autoridade e amplitude, com base em suas muitas fontes na comunidade de inteligência, e colocando acontecimentos recentes, como os ataques de San Bernardino, na Califórnia, dentro do contexto de dinâmicas maiores na guerra contra o terror. Seus perfis de jihadistas –assim como os dos sequestradores do 11 de Setembro no livro de Terry McDermott, "Perfect Soldiers" ["Soldados Perfeitos"], de 2005-- deixam o leitor com uma noção angustiante sobre a banalidade do mal e uma consciência irritante dos erros cometidos pelas autoridades.
Partes deste volume são conhecidas pelos leitores que acompanham o assunto. As seções sobre Anwar al-Awlaki --um clérigo nascido nos Estados Unidos que fazia propaganda jihadista na internet e se tornou um agente do alto escalão da Al Qaeda no Iêmen, e que foi morto por um ataque de drone dos EUA em 2011-- devem muito ao livro extremamente detalhado do repórter do "New York Times" Scott Shane, "Objective Troy" ["Objetivo Tróia", em tradução livre], de 2015.
Como Shane, Bergen analisa o papel poderoso que al-Awlaki teria, em vida e postumamente, inspirando outros jihadistas. Ele também desconstrói o arco de radicalização de Al-Awlaki e fornece um relato igualmente detalhado dos caminhos percorridos por outros militantes nascidos ou criados nos EUA.
Nidal Hasan, criado na classe média da Virgínia, alistou-se no Exército e tornou-se, nas palavras de Bergen, "o lobo solitário mais mortífero de todos", matando 13 pessoas em Fort Hood. David Coleman Headley, que tinha uma locadora de vídeo em Manhattan e trabalhava como informante da agência de Combate às Drogas dos EUA, participou do planejamento dos ataques que mataram mais de 160 pessoas em Mumbai, na Índia.
E Samir Khan, um típico adolescente de Long Island "interessado em videogame e meninas", tornou-se um blogueiro jihadista radical. Depois de se mudar para o Iêmen, ele lançou o "Inspire" em 2010, um webzine em inglês cujos artigos com títulos chamativos sobre explosivos ("Faça uma bomba na cozinha da sua mãe") e sobre como se preparar para a guerra santa ("leve pouca coisa e use uma mochila, não uma mala") chamaram a atenção de uma nova geração de terroristas ocidentais, como os irmãos Tsarnaev.
Bergen evita especular sobre as motivações de seus personagens, mas observa que muitos militantes compartilham "do desejo por reconhecimento e pertencimento". Cita-se um relatório de 2007, escrito por dois analistas de inteligência do Departamento de Polícia de Nova York, que sugere que algum tipo de dificuldade pessoal (a perda de um emprego, a morte de um membro da família, um episódio de racismo) muitas vezes cria uma "abertura cognitiva" para buscar a crença religiosa radical. Outro teórico mencionado por Bergen argumenta que os laços de amizade e parentesco são muitas vezes mais importantes do que a ideologia na criação dos grupos jihadistas, ressaltando o poder das redes sociais como ferramenta de recrutamento.
Ao compreender as fases de radicalização de muitos pretensos terroristas, Bergen explica, as agências de segurança esperam identificar ameaças potenciais e intervir antes que o processo de "jihadização" se complete --ou pelo menos antes que um plano seja executado.
Houve casos de militantes voltarem do exterior para tentar ataques sérios nos Estados Unidos: Faisal Shahzad, por exemplo, que foi treinado para fazer bombas pelo Taleban paquistanês e deixou um carro-bomba (defeituoso) na Times Square, em maio de 2010. Na visão de Bergen, no entanto, uma ameaça maior nos Estados Unidos é a dos terroristas solitários, aqueles inspirados pelo Estado Islâmico ou grupos filiados à Al Qaeda na internet.
Bergen faz um trabalho profundo, citando as dificuldades de identificar esses terroristas solitários e os alertas significativos ignorados pelas agências de segurança. Ele também oferece uma avaliação criteriosa das controversas operações "sting" do FBI, que muitas vezes usam informantes duvidosos, e dos excessos das agências de inteligência em suas iniciativas de vigilância.
O problema dos funcionários de contraterrorismo nos últimos anos, segundo ele, não é que eles não tinham informação, "mas que não entendiam ou compartilhavam as informações de forma adequada". Na verdade, ele observa, casos como os de Hasan e Headley (nos quais alertas foram rejeitados ou ignorados) "não fornecem um argumento a favor da coleta cada vez mais ampla de informações" --como a vigilância dos metadados de ligações telefônicas pela Agência Nacional de Segurança. Em vez disso, eles fornecem um argumento a favor de "fazer julgamentos mais inteligentes sobre a informação coletada através de meios legais e estabelecidos."
Ao contrário "dos esforços mais exagerados de contraterrorismo, muitas iniciativas de inteligência e policiamento de rotina reduziram drasticamente a ameaça representada pelos terroristas", acrescenta Bergen. Em 11 de setembro de 2001, havia 16 pessoas na lista de passageiros proibidos nos Estados Unidos; em 2015, havia mais de 40 mil. Ele escreve que mais "centros integrados" da Força Tarefa Conjunta Contraterrorismo ajudaram as agências de segurança pública a coordenarem seus esforços, e que "o número relativamente pequeno de ataques jihadistas bem-sucedidos nos Estados Unidos" desde o 11 de Setembro indica que as "medidas de defesa norte-americanas" (como as checagens nos aeroportos) vêm funcionando para impedi-los.
Os relatos detalhados de Bergen sobre os planos para os ataques (executados, evitados ou fracassados) são uma leitura assustadora, especialmente para aqueles 83% dos eleitores norte-americanos que disseram numa pesquisa recente da Universidade Quinnipiac que é "muito provável" ou "um pouco provável" que aconteça um grande ataque terrorista nos Estados Unidos num futuro próximo.
Bergen defende que esse tipo de medo é exagerado, e oferece uma perspectiva mais sóbria. Embora ele diga que serão necessários "muitos e muitos anos" para que o terrorismo jihadista "definhe e morra", ele acredita que o terrorismo não representa uma ameaça existencial como a Segunda Guerra Mundial ou a Guerra Fria. Pelo contrário, na sua opinião, ele representa uma "ameaça persistente, porém menor", que não deveria tomar o lugar de outras questões graves como a mudança climática e a violência armada.
Nos anos após o 11 de Setembro, ele diz, "um norte-americano vivendo nos EUA tinha cerca de cinco mil vezes mais chance de ser morto por um compatriota armado do que por um terrorista inspirado pela ideologia de Osama bin Laden."
Justiça dos EUA condena terrorista da Maratona de Boston à morte
15.mai.2015 - Judy Clarke (à direita) e David Brock, advogados de defesa do acusado pelo atentado à Maratona de Boston, Dzhokhar Tsarnaev, caminham em direção ao tribunal federal em Boston, Massachusetts (EUA). O grupo de 12 jurados (sete mulheres e cinco homens) decidiu pela pena de morte para o jovem Dzhokhar Tsarnaev, 21, responsável pelas explosões que mataram três pessoas em 15 de abril de 2013, durante a realização da Maratona de Boston (EUA) - Brian Snyder/Reuters
Tradutor: Eloise De Vylder 
Atenção: o Irã não está "se abrindo" ou se tornando "mais Ocidental" nem mais liberal
Anne Applebaum
Xinhua/Ahmad Halabisaz
As sanções sobre o Irã foram retiradas, e o momento de mudança chegou. O presidente Barack Obama chamou a situação de "uma oportunidade única --uma janela-- para tentar resolver questões importantes". O brilhante ex-diplomata Nicholas Burns disse que estamos em um "ponto de virada potencial na história moderna do Oriente Médio". E é claro que eles estão certos. A diplomacia do Oriente Médio vai mudar agora, para o bem ou para o mal, mas para sempre.
Apenas desconfie de quem afirma mais do que isso, e com certeza desconfie de quem afirma qualquer coisa mais quanto ao próprio Irã. O presidente Hassan Rohani não é Mikhail Gorbachev, e este não é um momento de perestroika. O Irã não está "se abrindo" ou se tornando "mais Ocidental" nem mais liberal. Talvez o ministro das Relações Exteriores do Irã agora atenda o telefone quando John Kerry ligar. Mas fora isso, a natureza do regime iraniano não foi alterada de forma alguma.
Pelo contrário, o nível de repressão dentro do país de fato cresceu desde que o "moderado" Rouhani foi eleito em 2013. O número de sentenças de morte aumentou. Em 2014, o Irã realizou o maior número de execuções do que qualquer lugar do mundo, exceto a China. Em 2015, foram mais de mil. Em parte isso se deve porque o presidente do Supremo Tribunal do Irã exaltou a erradicação --isto é, o assassinato em massa-- dos infratores da lei antidrogas, entre eles muitos jovens ou condenados com provas duvidosas.
Regimes que precisam da violência para reprimir seus cidadãos não são parceiros diplomáticos confiáveis.
A pressão política e a discriminação religiosa também têm aumentado. As mulheres que não usam véu ainda estão sujeitas a serem presas e condenadas. As penas por apostasia, adultério e homossexualidade ainda são duras, e podem chegar à pena capital. Os dissidentes culturais também estão sob pressão, mais ainda desde que o acordo de retirada das sanções foi anunciado.
Em 7 de janeiro, o poeta Hila Sedighi foi preso após desembarcar no aeroporto de Teerã e detido por 48 horas, presumivelmente como um aviso. Em outubro passado, um cineasta curdo recebeu uma pena de seis anos e 223 chibatadas por "insultar o sagrado". Quando quatro norte-americanos foram libertados de prisões iranianas na semana passada, a Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irã observou que centenas de outros presos políticos, inclusive alguns estrangeiros, permanecem nas prisões iranianas.
Se fosse possível colocar todas essas histórias em uma caixa e chamar o Irã de um país "ruim nos direitos humanos", mas "melhorando na política externa", então talvez fosse o caso de ignorá-las. Mas, como aprendemos a duras penas na Rússia e em outros lugares --os regimes que precisam da violência para reprimir seus cidadãos não são parceiros diplomáticos confiáveis: qualquer grupo dominante que teme a revolta popular sempre, no fim das contas, molda sua política externa com o objetivo de se manter no poder.
Agora, Rouhani e seu ministro das Relações Exteriores, Javad Zarif, acreditam que a retirada das sanções ajudará a economia do Irã a conseguir apoio popular. Mas se isso não acontecer, eles e seus sucessores vão imediatamente dirigir o sentimento e a raiva da população contra o Grande Satã mais uma vez.
O mesmo aviso se aplica aos empresários ocidentais que fazem fila na fronteira para entrar no Irã. Sem dúvida haverá muitos iranianos dispostos a ajudá-los a enriquecer, se for mutuamente benéfico. Sem dúvida alguma, eles vão ganhar dinheiro, embora possa ser difícil segurar o dinheiro num país onde os tribunais são politizados e cujos juízes são selecionados por um processo obscuro e arbitrário. Mas de qualquer forma, não há muito sentido em ter esperança que o investimento estrangeiro "abra" o Irã. Nas atuais circunstâncias, é muito mais provável que ele enriqueça a elite existente. Se assim for, o resultado será mais repressão, mais desinformação, e, claro, mais dinheiro para a exportar a ideologia da revolução iraniana para a Síria, o Líbano e o Iraque.
Então, sim, a mudança chegou à diplomacia no Oriente Médio. Mas a mudança não chegou ao Irã. E até que ela chegue, o Irã continuará sendo uma fonte de instabilidade e violência na região.
Hollande à Rouhani : « décapiter 700 personnes, pas de problème, éradiquer Israël, pas de problème, mais mon vin à table …
Jean-Patrick Grumberg - Dreuz.info
François Hollande a refusé de déjeûner avec le dictateur iranien Rouhani, en visite en France le 27 janvier, car il a demandé qu’il n’y ait pas de vin sur la table de l’Elysée, et que la viande soit halal.
Le sujet avait été abordé en novembre, quand Rouhani devait se rendre en France – voyage annulé parce que d’autres islamistes que lui ont massacré 130 Français – et Rouhani avait refusé de déjeuner avec le président s’il y avait du vin à table.
Le président français, contrairement à Barack Obama qui a reculé après avoir menacé Assad de représailles s’il franchissait la ligne rouge, reste donc ferme sur le rouge.
Je m’interroge…
L’iran est le premier pays au monde per capita pour le nombre d’exécutions capitales – François Hollande ne dit mot.
En avril 2015, au milieu des négociations sur le nucléaire, le commandant de la milice Basij de la Garde révolutionnaire d’Iran a rappelé que rayer Israël de la surface de la terre – donc génocider 7 millions de juifs – n’est pas négociable, et Hollande n’a pas pipé mot.
L’iran pend les homosexuels, persécute les femmes, et Hollande reste silencieux – (et avec lui les grandes consciences de gauche).
In vino veritas
Il aura donc suffit du divin liquide pour découvrir que le président n’est pas le mou qu’on se plait à décrire, qu’il a une poigne de fer et des nerfs d’acier.
In vino veritas, Hollande n’hésite pas à résister au dictateur islamiste.
Entre le verre de rouge, dont son camp idéologique nous disait qu’il est le signe humiliant réservé au beauf raciste et bas du front, et les mirifiques contrats, Hollande n’a pas cédé au chantage et a soutenu l’héritage qui insulte la diversité.
In vino veritas, François Hollande a révélé quelles valeurs ne sont pas négociables.
700 pendaisons et décapitations, pas de problème, un nouvel holocauste, pas de problème, les homosexuels pendus, les femmes lapidées, tout va bien. L’identité française, pas touche et au diable le nous inclusif…
Et cela explique le silence gêné des grands médias, qui sont restés fort discrets pour ne pas dévoiler ce que défend – et ne défend pas – le président français.
Mascarados distribuem panfletos com ameaças a imigrantes na Suécia
Reuters/FSP
O incidente ocorre dias depois de uma mulher de 22 anos ter sido esfaqueada até a morte em um centro de menores refugiados no sudoeste do país. Desde então, cresceu ainda mais a tensão sobre a questão da imigração na Suécia, um país de 10 milhões de pessoas que recebeu 163 mil refugiados no último ano.
Marcus Ericsson/AFP
Grupo protesta contra ação de mascarados que entregaram panfletos com ameaças a imigrantes em Estocolmo
Grupo protesta contra ação de mascarados que ameaçaram imigrantes em Estocolmo, na Suécia
A polícia afirmou, em comunicado, que um homem foi preso por efetuar socos no rosto de um policial à paisana, e um outro foi detido por portar um soco inglês de bronze, mas não ficou claro se houve ataques contra imigrantes.
Jornais suecos afirmaram que, de acordo com testemunhas, várias pessoas foram atacadas pelos homens que aparentemente fazem parte de torcidas organizadas dos times de futebol local, formadas por hooligans.
Os folhetos entregues na sexta à noite, que foram confirmados pela polícia como sendo os mesmos postados em mídias sociais pelo país, traziam a mensagem: "Quando as ruas suecas não são mais seguras para os suecos normais, é o nosso dever consertar o problema.... Hoje, portanto, 200 homens suecos se reúnem para fazer um manifesto contra as 'crianças de rua' do norte da África que estão perambulando pela estação central da capital".
"A polícia já mostrou amplamente que não tem capacidade de reprimi-los e nós agora não vemos outra alternativa a não ser dar a eles o tratamento que merecem", completava o texto presente nos panfletos.
Refugiados devem voltar para casa quando guerra acabar, diz Merkel
Hannibal Hanschke/Reuters
German Chancellor Angela Merkel addresses a joint news conference with Romania's Prime Minister Dacian Ciolos (not pictured) at the Chancellery in Berlin, Germany, January 7, 2016. REUTERS/Hannibal Hanschke ORG XMIT: AA46
A chanceler alemã, Angela Merkel, em entrevista concedida no início do mês em Berlim
Merkel tem resistido à pressão de grupos consevsadores para barrar o fluxo de refugiados ou fechar as fronteiras da Alemanha.
Em uma reunião regional de seu partido, a União Democrática Cristã, ela disse que era importante frisar que a maioria dos refugiados só recebeu permissão para ficar na Alemanha por um período limitado.
"Precisamos dizer às pessoas que esse é um status de residência temporária e nós esperamos que, quando haja paz na Síria de novo, quando o Estado Islâmico for derrotado no Iraque, que vocês voltem para seus países cientes de que ganharam", disse.
A chanceler disse que 70% dos refugiados que foram da ex-Iugoslávia para a Alemanha nos anos 1990 retornaram a suas casas.
CRÍTICAS
O apoio à chanceler tem cedido diante das preocupações sobre como o país vai integrar 1,1 milhão de imigrantes que chegaram no ano passado. Além disso, crime e segurança são pontos em discussão depois de um onda de assédios contra mulheres em Colônia, no Ano Novo, por homens de aparência árabe e norte-africana.
Na virada do ano, grupos de homens jovens cercaram mulheres e as assediaram sexualmente em frente à estação central de Colônia. A polícia registra mais de 90 casos, incluindo um estupro.
A chegada de imigrantes é um tema discutido pelo partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), cujo líder disse que estrangeiros que entrarem ilegalmente devem levar tiros, se necessário.
O líder do partido União Social Cristã, Horst Seehofer, já ameaçou levar o governo à Justiça se o fluxo de requerentes de asilo não for interrompido.
Em sua fala neste sábado, Merkel convocou outros países europeus a oferecer mais ajuda, "porque os números precisam ser reduzidos ainda mais e não devem começar a subir de novo, especialmente na primavera".
Segundo a chanceler, todos os países da União Europeia devem ter interesse em proteger as fronteiras externas do bloco e todos sofreriam se as fronteiras alemãs fossem fechadas. 

PHILIP GLASS - MORNING PASSAGES

@da.vi.de
Buona domenica a tutti voi

sábado, 30 de janeiro de 2016

27 AÑOS
"Es una cosa seria
tener veintisiete años
en realidad es una
de las cosas más serias
en derredor se mueren los amigos
de la infancia ahogada
y empieza a dudar uno
de su inmortalidad."
Roque Dalton

SCOTT WEILAND - BARBARELLA

by chen meng