quarta-feira, 26 de julho de 2017

Valesca Popozuda diz: “Não quero homem gritando gostosa”. Alguém se lembra dos funks dela?
Valesca Popozuda, autora de grandes canções como "Larguei o Meu Marido (Agora Virei Puta)", defende o feminismo e pede poder e respeito. 
Uma prova aplica em Brasília já definiu Valesca Popozuda como “grande pensadora contemporânea”. A julgar pelo nível das feministas, podemos dizer realmente que Valesca Popozuda é grande. Acima da média. Maior. Bem grande. Aliás, perto das feministas, Valesca Popozuda é uma pensadora enorme. Gigante.
Valesca Popozuda em prova: "grande pensadora contemporânea"A pensadora gigante deu entrevista a Faa Morena, apresentadora do Ritmo Brasil da RedeTV. O tema, obviamente, foi machismo: junte duas pessoas de compleição intelectual bem grande, nível popozudo, e certamente estarão falando de machismo.
Valesca, a Popozuda, disparou:
“[Machismo] é uma coisa que sempre vai existir. A gente luta contra isso, mas é algo que vem de casa. Não quero homem gritando ‘gostosa, maravilhosa’ pra mim, não. Eu quero as mulheres gritando por liberdade e poder. Queremos ser respeitadas.”
Algo que lembra Washington Olivetto, declarando que “empoderamento feminino é um clichê constrangedor”.
É curioso como alguém pode ter o sobrenome artístico “Popozuda” (a. k. a. “bunduda”) e não querer ser chamada de gostosa. Afinal, ideologia, empoderamento, feminismo, blá blá blá. Mas ainda pior é alguém dizer isso e ninguém na grande e velha mídia juntar lé com cré e interromper a dona com um silogístico “Mas, peraí!”
Falando em mulher querer ser respeitada, Valesca Popozuda fez sua carreira no grupo Gaiola das Popozudas. A grande e velha mídia, novamente, parece não querer informar seu público sobre as músicas de Valesca Popozuda na época. Refrescamos a memória do leitor:
Valesca Popozuda lê Madame Bovary1. Aquecimento
2. Agora Virei Puta
3. Comece A Rebolar

4. Gaiola Com Tesão
5. My Pussy é o Poder
6. Fruta Estragada
7. Dedinho
8. A foda Tá Liberada
9. Hoje Eu Vou Beber
10. Traz A Bebida Que Pisca
11. Quero Te Dar
12. Sem Calcinha
13. Late Que Eu Tô Passando
14. Fiel é o Caralho
15. A Guerra Começou
16. Tô com o Cu Pegando Fogo
Faixas bônus
17. Comece a me Chupar
18. Minha Buceta É o Poder
Sua carreira também teve singles como “Larguei o Meu Marido (Agora Virei Puta)”, “Agora Eu Tô Solteira”/ “Agora Eu Sou Piranha”, “Um Otário Pra Bancar”, “Solta Esse Ponto” / “Solta Essa Porra”, “Hoje Eu Não Vou Dar, Eu Vou Distribuir”, “A Soda Tá Liberada / A Foda Tá Liberada” e o petrolifero “Funk do Lula” (será correlato ao sucesso “Dedinho”?).
Gaiola das Popozudas, álbum da funkeira Valesca Popozuda
Além da coragem em dar nomes aos bois, sabe qual a diferença entre Valesca Popozuda, que aparece dando entrevista para toda a grande e velha mídia, e as feministas típicas? Exatamente. O tamanho da pensadora. Que faz diferença entre conseguir e apenas desejar.
O Fim da Europa
A decadência da Europa, continente irreconhecível face a duas décadas atrás, não é apenas política: é sobretudo cultural. 
Europa, levada por Zeus sob a forma de um touro branco
“Tempos bons geram homens fracos, que criam tempos difíceis que, por sua vez,
geram homens fortes, que criam tempos bons.” (Dito popular)
Zeus era apaixonado pela princesa Europa, filha de Agenor, rei de Tiro, antiga cidade fenícia. Sabendo que ela admirava os touros de seu pai, Zeus tomou a forma de um touro branco e, após os touros serem conduzidos por Hermes até a praia, Zeus aproximou-se dela e deitou-se a seus pés. Europa, admirada com aquele belo e manso touro branco, subiu nas suas costas. Aproveitando a oportunidade, Zeus a raptou, levando-a através do mar até a ilha de Creta.
Revelando a sua identidade, Zeus tentou violá-la, mas Europa resistiu, até que Zeus, transformando-se em uma águia, finalmente conseguiu subjugá-la num bosque de salgueiros.
Europa teve três filhos com Zeus: Minos, que se tornou rei de Creta, Radamanto e Sarpedon. Entre os presentes que ofereceu a Europa, Zeus recriou a forma do touro branco nas estrelas que compõem a Constelação de Touro.
Constelação Taurus, em representação de Johannes Hevelius (1611-1687)
Em homenagem à mãe de Minos, os gregos deram o nome de “Europa” para o continente que ficava ao norte da ilha de Creta.
Isso ocorreu cinco gerações antes do nascimento de Hércules, milênios antes do continente europeu se estabelecer como centro da cultura ocidental.
Desde então, dois milênios se passaram, dos primórdios da cultura européia, fundamentada pela moral judaico-cristã, a filosofia grega e o direito romano, chegando ao seu apogeu, até a sua queda, no século XXI.
Hoje a Europa, enfraquecida pelas comodidades materiais proporcionadas pelo capitalismo liberal da segunda metade do século XX e amedrontada perante o discurso ideológico desagregador neomarxista, está novamente deslumbrada com um touro branco e supostamente manso.
Porém, desta vez, quando o touro revelar a sua cruel identidade, a Europa não será estuprada por um deus apaixonado, mas pela horda de bárbaros invasores, pelas políticas abortistas, pelo crescente controle globalista, pela auto-censura politicamente correta, pela ideologia de gênero, pelo consumo de drogas, pelo decréscimo populacional, pelo niilismo, pela desvalorização ou criminalização dos aspectos masculinos da natureza humana e por tudo o mais que vem junto com o pacote do fim de uma civilização.
A Europa não irá ganhar de presente de seu estuprador um Talos, o gigante autômato de bronze, nem um cão treinado pelos deuses, nem um dardo que nunca erra o alvo.
Seu presente será a submissão e a completa aniquilação, ainda neste século. A grande constelação de Taurus, proeminente no céu do Norte no inverno, será transfigurada em lua crescente e estrela.
Uma história que começou com um estupro vai terminar com outro, muito pior. O touro branco de hoje é o discurso politicamente correto, a sedução relativista, a pusilanimidade travestida de pseudo-pacifismo irresponsável e suicida.
Típico europeu moderno: fraco, irresponsável e suicida.
Não há futuro para uma civilização que renegou os próprios fundamentos morais e culturais que propiciaram seu nascimento e hoje segue completamente perdida, como uma tábua no mar, apodrecendo à deriva. A maior tragédia do século foi a Europa ter renegado a tradição cristã, já podemos ver as conseqüências disso.
Talvez o caso mais emblemático seja o martírio do bebê Charlie Gard que, vítima de uma doença rara, foi proibido pelos tribunais europeus de receber tratamento nos EUA.
Processo idêntico vem sofrendo o jovem e irrelevante Brasil, macaqueador de todos os mais sinistros experimentos sociais europeus, do marxismo ao desarmamento, do aborto à ideologia de gênero. Já não temos mais identidade nem personalidade, nossa cultura não floresceu como a européia, nós nos tornamos uma sociedade de bandidos covardes, acomodados e depravados. O Brasil conhecerá seu fim sem mesmo haver alcançado o apogeu.
A diferença é que os danos à Humanidade da derrocada da Europa são muito mais severos do que aqueles causados pelo fim do Brasil. A Europa tem Dante, Michelangelo, Shakespeare, Cervantes, Bach, Mozart, Beethoven etc. Nós temos Padre José Maurício Nunes Garcia, Carlos Gomes, Villa-Lobos etc. (que faziam música européia), Machado de Assis, Manuel Bandeira, Graciliano Ramos etc. (que escreviam em português, uma língua européia). Temos também o samba e o choro, que são fusões entre harmonias, melodias e formas européias e ritmos africanos. Devemos à Europa boa parte de nossa rica e parca cultura.
Tudo isso está prestes a ser aniquilado porque o homem europeu está mais preocupado em fazer sexo, usar drogas, abortar e posar de tolerante, embasbacado pelo touro branco do marxismo cultural.
Resta-nos, como contemporâneos dessa odiosa Nova Babilônia, como meta de vida, lutarmos pela preservação da cultura ocidental. Como numa grande Arca de Noé cultural, guardarmos as obras-primas da Humanidade, todo o conhecimento acumulado em séculos, de modo a dificultar um pouco o processo de dominação, tanto islâmica quanto globalista ou eurasiana.
Os sobreviventes devem estudar latim, filosofia, música, história da arte, literatura etc. a ponto de dominar alguma dessas área e transmitir esse conhecimento para as novas gerações. Não espere nada dos governos; catedrais já estão sendo destruídas, pais já estão perdendo a autoridade sobre os próprios filhos, já vemos perseguições e censura, a morte é a lei.
Podemos ser uma ilha de resistência, assim como a Polônia e Ucrânia, mas, para isso, precisamos de um sopro de coragem e um motivo para lutar. Qual motivo poderia ser maior do que a preservação da cultura ocidental, que proporcionou o maior nível de desenvolvimento e liberdade já alcançado pela Humanidade?
Que o martírio de Charlie Gard seja um símbolo contra a opressão da burocracia governamental sobre os indivíduos; que sua iminente morte nos inspire e nos dê coragem para lutar não só contra o assassinato de crianças, nascidas ou não, mas pela sobrevivência de nossa própria civilização.

Fernando Lopes-Graça: Suite Rústica nº 2, sobre cantos e danças tradiocionais portugueses


Enrique Donoso (1963 - )


Manhattan Memories
God always strives together with those who strive. - Aeschylus
Governo de Portugal é multado por afirmar que mulher não precisa de sexo aos 50 anos
Corte Europeia condenou país por ter usado esse argumento em ação judicial 
O GloboCena do filme 'Alguém tem que ceder', em que Diane Keaton interpreta uma mulher com mais de 50 anos que volta a ter vida sexual ativa - Divulgação 
Quando tinha 50 anos, em 1995, a portuguesa Maria Morais passou uma por uma cirurgia ginecológica simples, mas um erro médico provocou uma lesão no nervo pudendo, deixando- a com incontinência urinária e fecal, e praticamente incapaz de manter relações sexuais. No tribunal, em primeira instância o hospital foi condenado a indenizar a mulher em 172 mil euros, decisão mantida por duas instâncias superiores, informa o jornal português “Público”.
Mas em 2013, o caso chegou ao Supremo Tribunal Administrativo, onde um colegiado de juízes com idades entre 56 e 64 anos, incluindo uma mulher, decidiu reduzir a indenização para 111 mil euros — 61 mil euros a menos que a condenação original. Entre os motivos apresentados pelos magistrados, foi citado que a mulher “já tinha 50 anos e dois filhos”, alcançando, então, uma “idade em que a sexualidade não tem a importância que assume em idades mais jovens”.
Nesta terça-feira, dia 25, a Corte Europeia de Direitos Humanos condenou Portugal por “preconceito”, já que o país reduziu a indenização a ser paga à mulher por considerar que, por causa da idade avançada, o sexo já não seria tão importante. Além da mancha no judiciário do país, o governo terá que pagar multa de 5.710 euros, sendo 3.250 por danos morais.
O acórdão foi duramente criticado por sexólogos e juristas portugueses, o que acabou levando o caso à Corte Europeia de Direitos Humanos. A decisão publicada nesta terça critica a posição da Justiça portuguesa, argumentando que a indenização não poderia ter sido reduzida, sobretudo com tais argumentos.
“A igualdade de gênero ainda é um abjetivo a atingir, e uma das formas de fazê-lo é abordando as causas profundas da desigualdade gerada pelos estereótipos”, escreveram os juízes europeus na sentença, que condenou a Justiça portuguesa por violação a duas normas da Convenção Europeia dos Direitos Humanos. A primeira proíbe a discriminação em função de gênero, raça, cor, língua, religião e outros aspectos; e a segunda diz que qualquer pessoa tem direito ao respeito pela sua vida privada e familiar.
Vítor Parente Ribeiro, advogado de Maria, hoje septuagenária, celebrou a decisão, dizendo que ela contribui “para a evolução de um sistema judiciário ainda muito retrógrado. Se o estado português não recorrer à corte europeia, Ribeiro pretende usar a decisão para tentar recuperar os 61 mil euros que foram retirados da indenização de sua cliente.
O selvagem ataque da tropa do MST a uma fazenda no Pará
As cenas da sede em escombros e das máquinas destruídas atesta que os sem-terra só sabem semear violência
Depois de uma intensa troca de tiros com um punhado de seguranças, o batalhão de vândalos usou veículos da propriedade para reduzir a escombros a sede, destruir máquinas agrícolas e incendiar outros equipamentos. “Chega a parecer que houve um tsunami na região”, compara o soldado da Polícia Militar que improvisa a narração. “Mas não foi. Foi um ato covarde, um ato de uma quadrilha composta por bandidos”. O chefe é João Pedro Stédile.
A insolência brutal não cessará enquanto os governos fizerem de conta que enxergam “movimentos sociais” onde os brasileiros decentes veem claramente uma penca de organizações criminosas.
Rio recebeu 60% de todo royalty de petróleo em 2017
Lauro Jardim - O Globo
No primeiro semestre, foram pagos R$ 2,1 bilhões em royalties de petróleo para os estados, de acordo com números da ANP. Desse total, o Rio de Janeiro recebeu R$ 1,3 bilhão, ou 60% do total. Ainda assim, as contas não fecham...
A foto mais popular de Temer
Bruno Góes - O GloboAnderson Riedel 
A fotografia mais "popular" de Michel Temer no Flickr — rede social de fotos — mostra uma reunião de pesos pesados da política nacional. É um retrato das companhias do presidente.
Aparecem ao redor de uma mesa as seguintes figuras: o presidiário Sérgio Cabral, o réu na Lava-Jato Valdir Raupp, a ex-presidente impichada Dilma Rousseff, o campeão de inquéritos no STF, Renan Calheiros, os enrolados Moreira Franco, Edison Lobão, Eduardo Braga, José Sarney e Ricardo Berzoini.
O único de pé é o presidente investigado, Michel Temer. O registro é de maio de 2014.
Joesley, Janot, Temer, Fachin & Cia.
Não se justifica o acordo do bamba do abate com o procurador-geral e o ministro do STF
As lições de educação moral e cívica, que o bamba do abate Joesley Batista e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, têm ministrado em manifestações impressas e pronunciamentos públicos estão a merecer correções para separar nelas o joio do trigo. Da mesma forma, as tentativas que a principal vítima da dupla, o presidente Michel Temer, faz de desviar a atenção da República em pandarecos por causa do encontro secreto dele com o marchante no porão do Jaburu não justificam os desvios éticos que ele próprio cometeu no episódio e que não podem ser aceitos de ninguém, muito menos de alguém no exercício da Presidência da República.
Joesley age como se fosse um herói de capa e espada, alegando que sacrificou rotina, segurança e fortuna pessoal e teve a vida ameaçada para investigar e denunciar um caso escabroso envolvendo a maior autoridade do País. E por isso se trasveste de defensor da lei e da ordem. A coisa não é bem como ele propaga e o buraco fica bem mais embaixo. A delação premiada exime seu autor de parte das penas (no caso dele, todas) de um acusado, mas não torna automaticamente herói nenhum vilão ─ seja delatado, seja delator.
O Brasil é signatário dos três acordos internacionais de combate mundial aos corruptos e suas organizações criminosas: a convenção da Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 1997 (Lei 13.678, de 2000 – governo Fernando Henrique); o Tratado de Cooperação Interamericana Contra a Corrupção, de 1996 (Decreto 4.410, de 2003 – governo Lula); e a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, de 2003 (Decreto 5.687 de 2011 – governo Dilma Roussef).
Por causa desses acordos e convenções, o Brasil adotou o estatuto da delação premiada, incorporado à legislação americana nos anos 1970 e também à italiana, com a Operação Mãos Limpas, nos anos 1990. A delação premiada parte do pressuposto de que a colaboração de criminosos, trocada por atenuação ou mesmo anulação de penas, é a melhor, se não a única, forma de conseguir informações de apuração dificílima, quase impossível, pelos métodos convencionais. Para dissolver e eliminar o crime organizado, incluído o de corrupção, e para evitar a natureza depreciativa dos termos delator, delação, premiado e prêmio, usa-se o jargão colaboração com a Justiça, eufemismo que não exclui, contudo, a condição de delinquente do acusado que prestou informações capazes de facilitar o inquérito. Mas nem por isso deixa de ser definido como fora da lei.
Joesley, que obteve do Ministério Público Federal (MPF) a maior premiação dada no Brasil a um acusado de delitos penais graves, acha que R$ 10 bilhões pagariam o prejuízo que seus delitos deram à sociedade brasileira. E lamenta que poucos mencionem a multa de R$ 10,3 bilhões que a holding J&F aceitou pagar (a ser paga em 24 anos e carência de um), mercê do acordo de leniência com as autoridades fiscais brasileiras. Ele parte do pressuposto de que essa obrigação servirá para que as próximas gerações de brasileiros jamais se esqueçam da lição exemplar do que não se deve fazer. Ou seja, ele trata sua delação como didática, quase benemérita.  E somente isso lhe dá a certeza de que o tal acordo de leniência firmado por sua empresa com as autoridades federais pagará “com sobras” possíveis danos à sociedade brasileira. Quanta pretensão!
Não é bem assim. A mirabolante história de uma família de marchantes do interior de Goiás que se tornou proprietária de um conjunto de empresas que produzem e comercializam o maior volume de proteína animal do planeta precisa ser contada em detalhes. Ela não pode ser resumida nas vantagens obtidas na aprovação de leis que favoreçam seus interesses com a contrapartida de propinas milionárias pagas a altas autoridades dos três Poderes. É preciso, em primeiro lugar, relatar como foi possível adquirir essa fortuna a partir de empréstimos conseguidos, sabe-se lá como, graças à benemerência dos responsáveis pela gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos governos petistas de Lula e Dilma. Joesley teve o desplante de dizer que só manteve com os chefes dessas gestões o que ele chama de “conversas republicanas”, sem se dar sequer ao luxo de relatar o teor de tais contatos. Da mesma forma, trata o distinto público, que pagou com impostos o patrimônio bilionário que acumulou, como uma tropa de bestas quadradas, ao afirmar que só manteve com o presidente da instituição pública oficial conversas de interesse coletivo. Nessas audiências a coletividade entrou com o pagamento e ele, seus familiares e sócios ficaram com os lucros de negócios da China.
A indignação coletiva da sociedade brasileira pela exagerada premiação que ele recebeu para delatar o presidente da República, Michel Temer, também se mescla com episódios obscuros da negociação de seu acordo de “colaboração com a Justiça. A principal delas é o fato de só ter falado dos “indignitários” petistas de forma genérica e inconclusiva. Ele teria administrado contas em seu próprio nome, mas em benefício dos ex-presidentes Lula e Dilma, no valor de US$ 150 milhões, sem ter guardado nenhum documento que os relacionasse às tais contas. E os procuradores do gabinete do dr. Janot engoliram essa conversa fiada numa boa.
O procurador-geral ainda não deu uma explicação razoável sobre a transferência do subprocurador Marcelo Miller, seu ex-subordinado, para um escritório de advocacia que trabalhou para os Batistas na negociação para a delação. O próprio Miller também nada explicou.
Os irmãos Batista não são sequer questionados a respeito desse episódio, que nenhum brasileiro de posse de suas faculdades mentais aceita. O repórter Marcelo Godoy, do Estado, calculou pelos crimes, sem o perdão, ele seria condenado a 2 mil anos de perda de liberdade.
Em relação tanto à gravação da conversa no Jaburu quanto à ação programada com a Polícia Federal, na qual foi filmada a entrega da mochila com R$ 500 mil ao assessor especial de Temer Rodrigo da Rocha Loures, não é aceitável que o fato de a delação incluir a mais alta autoridade da República compense o perdão de todas as penas ao delator. Essa pena não aplicada, aliás, não permite a Joesley bancar o mocinho da fita policial, já que os fatos que ele delatou não bastariam para tal perdão.
A realidade dos fatos e dos delitos mostra que, ao subverter o sistema eleitoral, como ele mesmo reconhece que fez, jogou o Brasil na mão dos políticos safados, e não nas mãos dos políticos honestos. Os ladrões se dispõem a ser corrompidos e a usar o dinheiro para comprar votos, enganar o eleitor e distorcer o processo eleitoral. E agora conspiram na Câmara para manter intactos os próprios pescoços. As balas perdidas e a situação da saúde decorrem – pelo menos em parte – da ação nefasta destes políticos mal-intencionados. O que Joesley fez custou vidas, além  da situação de penúria generalizada. Interferir ilicitamente no resultado de eleições não tem preço. Corromper o sistema político não é uma conta a ser debitada num cartão de crédito para ser quitada a perder de vista.
Joesley & Janot, com ajuda da mão esquerda do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, acham que o empresário quitou sua dívida com a sociedade ao gravar o presidente e fazer a delação, ajudando a tirar do poder a quadrilha que ele ajudou a eleger. Herói ele poderia ser se tivesse gravado uma conversa com Temer pedindo-lhe propina e ele se negando a dar, como fez com Aécio. Aí, sim, talvez pudesse posar de herói. Mas Joesley não é mesmo herói, e, sim,  um delator que escolheu denunciar o cúmplice quando não tinha mais alternativa. Com a coragem de quem pula da janela de um prédio em chamas sabendo que os bombeiros o esperam na calçada com rede.
Para concluir, é indispensável acrescentar que nada disso justifica a atitude de Temer, que, ao recebê-lo e conversar com ele nas condições em que conversou, permitiu que o episódio gerasse uma crise política das dimensões da que assola o Brasil hoje. Não há nesse filme noir só de vilões nenhum personagem que não seja simplesmente indefensável.
Meirelles é fervido por Temer, pelo Congresso e pela própria parolagem
Elio Gaspari - FSP
Não se diga que estão fritando Henrique Meirelles. Ele é um queridinho do mercado, entende-se bem com Michel Temer e vocaliza as ortodoxias de gênios que sabem como consertar o Brasil, mas não conseguem conviver bem com seu povo. Meirelles está sendo fervido.
A fervura de um ministro difere da fritura porque enquanto a frigideira é desconfortável desde o primeiro momento, inicialmente o panelão oferece um calorzinho agradável. Depois é que são elas.
Desde o amanhecer do governo, Michel Temer flertava com a abertura de um balcão no Planalto. O ministro da Fazenda conseguiu contê-lo, até que surgiu o grampo de Joesley Batista. Para salvar seu mandato, o presidente abriu os cofres para os piores interesses predatórios instalados no Congresso. Não se deve esquecer que Meirelles foi levado para a Fazenda numa equipe em que estavam o senador Romero Jucá e o deputado Geddel Vieira Lima.
Temer deu a Meirelles quase toda a autonomia que ele pediu, mas o ministro não entregou os empregos e a perspectiva de crescimento que prometeu. Entrou no governo oferecendo um aumento de 1,6% para este ano e elevou o balão para 2%. Tudo fantasia, hoje o FMI espera 0,3%.
Na segunda-feira, ao ser indagado sobre a possibilidade de um novo aumento de impostos, ele informou: "Tudo é possível, se necessário". Frase típica das serpentes encantadas pelos refletores. Não quer dizer absolutamente nada. Enuncia um dilema que exige a definição de "possível" e de "necessário". Atravessar uma rua com o sinal fechado, por exemplo, pode parecer necessário, mas deixa de ser possível se o cidadão é atropelado. O Visconde de Barbacena achava que a derrama era necessária. Descobriu que não era possível.
Todos os ministros da Fazenda desempenham o papel da animadores do auditório. Alguns fazem isso com elegância, como Pedro Malan, outros, de forma patética, como Guido Mantega. Meirelles distanciou-se de Malan e caminha para o modelo de Mantega, num governo onde estão Michel Temer e seu mundo de bichos fantásticos.
Em fevereiro Meirelles anunciou pela primeira vez: "A mensagem importante é que essa recessão já terminou". Atrás dele veio uma charanga comemorativa. No mundo real, seu teto de gastos estourou, a reforma da Previdência será diluída e benza-se aos céus se o piso dos 65 anos for preservado. No caso da reforma trabalhista fingiu-se que acabou o imposto sindical, ao mesmo tempo em que o governo negocia uma nova tunga. Antes, os trabalhadores formais pagavam um dia de trabalho a uma máquina infiltrada pela pelegagem e trabalhadores e patrões. Pelo que se negocia, algumas categorias serão mordidas em mais que um dia.
O remédio de Meirelles foi aumentar um imposto. Faça-se justiça ao doutor registrando que ele nunca se comprometeu a não aumentá-los. O seu problema é outro, Ele lida com essas taxações como se fossem uma arma para punir uma sociedade que é obrigada a pagar porque ele e seu presidente não fazem o serviço que prometem.
Um dia Meirelles deve dar uma olhada na galeria de doutores que o antecederam. Nos últimos vinte anos foram catorze. Pelo menos sete foram fritos. Antonio Palocci está na cadeia, uns três deveriam ter ido para o hospício. Inteiros, saíram só dois, Malan e Fernando Henrique Cardoso, mas todos foram homenageados pela mesma orquestra que hoje ensaboa Meirelles.
Em meio à crise, Ministério Público aprova proposta de reajuste de 16,7%

Pedro Ladeira/Folhapress
Subprocuradora Raquel Dodge, sucessora de Janot, participa da sessão do Conselho Superior do Ministério Público
Raquel Dodge, sucessora de Janot, participa de sessão que discute o orçamento para 2018
A pedido da subprocuradora-geral Raquel Dodge, que assumirá a PGR (Procuradoria-Geral da República) em setembro, a proposta orçamentária para o Ministério Público Federal em 2018, elaborada pela gestão de Rodrigo Janot, foi alterada e passou a prever reajuste salarial de 16,7% para os procuradores.
A proposta orçamentária é um documento que prevê como serão aplicados os recursos no ano seguinte. A efetivação do reajuste salarial ainda depende de ser encampada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e aprovada pelo Congresso Nacional.
Os salários do procurador-geral e dos subprocuradores-gerais da República equivalem ao dos ministros do STF.
Na prática, o pleito do MPF, aprovado nesta terça (25) pelo Conselho Superior da instituição, quer elevar o teto do funcionalismo federal, o que provocaria um efeito cascata. O salário de um ministro do Supremo hoje é de R$ 33,7 mil. Com o reajuste pretendido, iria para R$ 39 mil.
Ao pedir a inclusão do reajuste, a futura procuradora-geral atendeu a pleito da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), que está em campanha pelo aumento dos salários.
A peça orçamentária, cujo relator foi o vice-procurador-geral, José Bonifácio de Andrada, não previa o reajuste sob a justificativa de que a PEC 95, que estipulou no ano passado um teto de gastos para o serviço público, impôs sérias restrições.
A administração atual argumentou também que o Supremo ainda não se posicionou a favor do reajuste. Procurado, o STF não se manifestou.
ORÇAMENTO COMPROMETIDO
Mais de 80% do orçamento do MPF previsto para 2018 está comprometido com gastos obrigatórios (salários e benefícios, principalmente). A previsão total é de R$ 3,84 bilhões, dos quais R$ 3,25 bilhões serão para esse fim.
Na sessão do conselho, o presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, defendeu que a proposta orçamentária deixasse claro que os procuradores não abriram mão da reposição de perdas salariais. O gesto seria um recado ao STF e aos parlamentares.
"O Poder Judiciário não decidiu [sobre reajuste] ainda. Este conselho vai decidir antes", afirmou Robalinho. Ele lembrou que no ano passado esse reajuste estava em discussão, mas encontrou oposição da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF.
Em 2015, quando o Supremo pleiteou um índice de reajuste um pouco menor (de 6,38%), calculou-se que o impacto só no Judiciário seria de R$ 717 milhões, porque os salários têm como base os ministros da Corte. À época, a proposta não avançou.
O Conselho Superior do MPF também aprovou a criação de uma equipe de transição na PGR, com membros ligados a Janot e Dodge, para discutir os ajustes no orçamento solicitados pela futura procuradora-geral –por exemplo, de onde sairão os R$ 116 milhões necessários para o reajuste salarial pretendido.
Janot evitou comentar as mudanças pedidas por sua sucessora e, pela primeira vez, deixou de defender a proposta orçamentária elaborada por sua equipe, alegando que ela terá efeitos durante o mandato de Dodge e que, portanto, cabe a ela decidir.
No entanto, ele destacou que incluir o reajuste na proposta de orçamento em um momento de ajuste fiscal era uma "decisão política".
Dodge, por sua vez, também destacou o momento difícil, mas responsabilizou as escolhas da atual gestão –a quem ela pediu esclarecimentos na semana passada.
"A proposta de 2018 [...] está sob os efeitos das opções de gestão administrativa feitas no exercício de 2017, seja quanto a medidas que resultaram em grande elevação de despesa, com impacto nos anos seguintes, seja quanto àquelas que resultaram numa pequena diminuição de despesas", disse Dodge.
LAVA JATO EM CURITIBA
A discussão sobre o orçamento previsto para a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba tomou boa parte do debate no conselho, mais pelo seu simbolismo do que por efeitos práticos.
Dodge e Andrada, relator da proposta orçamentária, sugeriram atender integralmente o pedido de verbas da força-tarefa de Curitiba –o que o conselho aprovou.
Na proposta original, foram previstos para a força-tarefa R$ 522,7 mil, ante um pedido de R$ 1,65 milhão. O tema havia sido alvo de um questionamento feito por Dodge a Janot na semana passada.
"Acho que [alterar a proposta original] passa uma mensagem clara de que não estamos fazendo nenhuma redução, ao contrário, estamos acolhendo integralmente o pretendido", disse Dodge.
Andrada também propôs aumentar a previsão de verba, devido ao caráter "simbólico" da medida.
O R$ 1,65 milhão é para despesas da força-tarefa como diárias e passagens (sem incluir gastos de pessoal).
Neste ano, o grupo teve R$ 501 mil disponíveis inicialmente, complementados com mais R$ 500 mil no segundo semestre. Segundo a assessoria do MPF, nos últimos anos também foi assim –a força-tarefa pediu um valor maior, foi previsto um menor e, depois, complementado.
TRANSIÇÃO 'CLARA'
Pela manhã, ao abrir a sessão do conselho, Janot parabenizou Dodge pela indicação à PGR e disse que fará uma transição "clara e objetiva".
"Gostaria de parabenizar a colega Raquel Dodge pela indicação. Será a primeira mulher a comandar o Ministério Público. Temos as melhores expectativas, conhecemos o trabalho e desejamos todo o sucesso. Quero reafirmar que a Procuradoria-Geral da República se põe à disposição para uma transição clara, objetiva e que permita a continuidade dos trabalhos", disse.
PDV de servidor não substitui reforma da Previdência 
O Globo
Reduzir conta de salários do Estado é correto, tanto quanto impedir que as vagas sejam novamente ocupadas, mas nada equivale a equilibrar o sistema previdenciárioao efeito paralisante que a crise política provocou no Congresso, a reforma da Previdência ficou congelada e tornou a equação fiscal ainda mais complexa. Ainda bem que o Senado conseguiu concluir a modernização do arcabouço legal trabalhista, para ajudar na flexibilização dos entendimentos entre capital e trabalho, maneira eficiente para preservar-se empregos e de se criarem outros. Mas, dado o volume de dinheiro público envolvido no sistema previdenciário e os seus desequilíbrios, não há alternativa a não ser enfrentar e resolver o problema. Enquanto isso, o governo anuncia um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para buscar reduzir a segunda maior despesa da União, a folha de salários.
Embora insuficiente para desanuviar o cenário das contas públicas, é medida bem-vinda, mesmo que só vá surtir efeito no ano que vem, segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, porque não há espaço no Orçamento para as despesas com indenizações.
A expectativa é que apenas 5 mil dos 500 mil funcionários ativos da União adiram ao PDV. Com salários em dia e estabilidade garantida, admite-se ser difícil convencer servidores a saltar para o mundo da grande maioria dos brasileiros, em que há 14 milhões de desempregados.
É imprescindível que, pelo menos, as vagas abertas pelo PDV sejam fechadas, para que não haja a tentação de seu preenchimento em alguma eleição próxima. Haverá ainda a possibilidade de redução de salário e jornada, assim como de licença não remunerada.
O tema do funcionalismo por si só merece amplo debate, para que seja atacado, afinal, este outro santuário de bizarrices e de heranças do varguismo que emperram o país.
A estabilidade no emprego é um desses obstáculos que impedem que a máquina da administração direta ganhe eficiência. Além de repartição pública ter se transformado em totem da incompetência e da burocracia, funciona também como célula de tortura da população, principalmente da menos favorecida socialmente, mais dependente dos serviços do Estado.
A estabilidade é terra fértil para o crescimento de corporações nos aparelhos de Estado, cuja atuação passa a se dar subordinada a interesses privados de grupos.
A economia projetada por este PDV para o ano que vem é modesta: R$ 1 bilhão. Para se comparar, a meta fiscal deste ano é um déficit primário de R$ 139 bilhões e, mesmo assim, está difícil alcançá-lo. Mas, insista-se, tratar da questão desta folha de salários de R$ 213,7 bilhões é crucial.
Há também PDVs em estatais, da mesma forma entulhadas de funcionários depois de 13 anos de governos lulopetistas, durante os quais criaram-se 55 novas dessas companhias.
Não se pode é perder o foco na reforma da Previdência, a maior conta de despesas — e crescentes. Neste ano, apenas o rombo previdenciário do INSS será superior a R$ 180 bilhões.
Economia ínfima
FSP
Diante do estado calamitoso das finanças públicas e da necessidade de preservar os serviços fundamentais, nenhuma despesa do governo deve estar imune a escrutínio.
Como se sabe, o maior obstáculo ao reequilíbrio orçamentário são os compromissos de caráter obrigatório, que respondem por 80% das despesas federais (excluídos juros da dívida). Nesse grupo se destacam os pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os encargos com servidores ativos e inativos.
Os primeiros representaram cerca de 40% dos desembolsos em 2016, e os segundos, 20%. Enviou-se ao Congresso ambiciosa proposta de reforma para conter os gastos previdenciários; quanto à folha de pessoal, entretanto, nenhuma providência de ajuste foi tomada.
O governo Michel Temer (PMDB) acena agora com um programa de demissões voluntárias, a ser instituído por medida provisória.
Fala-se que, com a oferta de condições vantajosas de desligamento, algo como 5.000 funcionários possam deixar o serviço público —segundo o Ministério do Planejamento, uma estimativa baseada nos resultados de um PDV adotado em 1996, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Ainda que se confirme a projeção precária, trata-se de impacto ínfimo diante do inchaço da folha de salários dos últimos anos, em especial nas gestões petistas. De 2003 a 2016, o número de servidores do Executivo cresceu 28%, para 622,4 mil (quase a metade deles no Ministério da Educação).
Se não compartilha das afinidades sindicais do PT, Temer tampouco teve coragem de enfrentar o poder das corporações do Estado: concedeu reajustes salariais generalizados que mantêm os gastos com pessoal em alta neste ano.
O funcionalismo trata de se proteger do ajuste que atinge todo o Estado. No exemplo mais recente, o Ministério Público Federal, prestes a trocar de comando, pleiteia um descabido aumento de 16,7% na remuneração dos procuradores.
Reformas se impõem também na gestão dos recursos humanos, para cortar gastos excessivos e ganhar eficiência. Nesse sentido, deve-se rever a amplitude exagerada da estabilidade no emprego.

Fernando Lopes-Graça: Piano Concerto No. 1, Op. 31


Vera Donskaya-Khilko (1964 - )

780 
Sleeping Beauty 
Sleeping Beauty
Melody For A Flute 
Melody For A Flute 
Indian Summer 
Indian Summer 
Snow Queen 
Snow Queen 
All In Your Hands 
All In Your Hands
Of all the gods only death does not desire gifts. - Aeschylus

Lopes Graça Piano Concerto n. 2 (Miguel Henriques piano)


Bruno Di Maio (1944 - )

 
Horas non numero
 
Resting Nude 
 
Straight Line 
 
Piazza di Spagna 
 
The Three Graces 
  
Venus 2000
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The Portal 
 
title unknown
There is no pain so great as the memory of joy in present grief. - Aeschylus