Joice Hasselmann - facebook
Pessoal,
eu avisei, mesmo que sutilmente, mas as coisas agora estão mais
escancaradas. A @VEJA não é mais a mesma há muito tempo. Meu pescoço foi
só o começo. André Petry, que assume o comando, é gentil, de sorriso
fácil, querido, do tipo que leva marmita para o trabalho, que
cantarolava comigo algumas vezes, um grande homem, mas com influência
política mais à esquerda. É um direito, claro, mas é assim. Quantas
vezes Petry brincou comigo dizendo que não gravaria um programa porque
pensava muito diferente de mim. Brincávamos com isso, mas ele sempre
pensou diferente, tanto que nunca se envolveu nas questões políticas. É
um homem genial, texto ótimo, mas com convicções políticas muito
diferentes das defendidas até um passado recente pela VEJA. Se essas
convicções nortearem a linha da revista, pode ser um desserviço ao país.
Muda algo? Talvez. Claro que as nada é tão escancarado, ainda que
tenhamos visto que os ventos da mudança sopram com força por lá. O que
foram as últimas capas? Ainda virão programas babacas em que todos dizem
que nada muda, capas agressivas, mas pode ser que sejam exceções. Pode
ser que uma linha mais compreensiva venha à tona. Veremos. Na semana
passada VEJA já teve que se explicar. Não está colando mais. Alguns
colunistas continuarão tendo espaço para "equilibrar" o jogo e não
perder mais público. Mas o fato é que Eurípedes Alcântara foi degolado
aos poucos. Perdeu força de mando. Eu vi isso. Ele me disse algumas
vezes: "sou um sobrevivente", mas não foi o suficiente. Eurípedes
manteve o legado do Guzzo que fez a VEJA o que ela foi e já não é mais
há algum tempo.
Quando armaram o golpe contra mim (palavras do
Eurípedes) ele disse que sequer foi comunicado. Liguei. Ao telefone
ficou chocado. Disse que "foi uma armação orquestrada pela turma do mal
da VEJA que nunca aceitou o sucesso do projeto" que criei. Bem, foi ele
quem me contratou. Era o chefe geral. Nada deveria acontecer sem a
anuência dele. Aconteceu. Ainda contarei todos os detalhes num livro que
será de arrepiar, acreditem! Contarei inclusive detalhes do jantar com a
cúpula de VEJA
pós rompimento do meu contrato que aconteceu no restaurante mais
sofisticado de São Paulo...e vejam só, cheguei bem na hora do brinde!
Eu saí numa semana, logo depois veio a Friboi na publicidade e uma penca de estatais. Coincidência? Pode ser.
Pois bem, eu continuarei aqui, fazendo jornalismo independente. Minha audiência me acompanha. Mas, talvez a da VEJA despenque, como despencaram as assinaturas e como dispararam os cancelamentos, só momentaneamente. Depois pode aumentar. Quem sabe o público do Brasil 247, do Instituto Lula e de pelegos pagos para falar bem da corja petista irão acompanhar de perto as publicações. Talvez. Mas sejamos esperançosos. Quem sabe nada mudará. Quem sabe tudo sejam só ilações. Quem sabe. Veremos. No momento tudo é muito nebuloso. Lamento muito. Já tive orgulho de lá. Eu ainda estou aqui, olhando tudo com atenção, e permanecerei! Espinha ereta não tem preço, tem apenas VALOR!!!!
Eu saí numa semana, logo depois veio a Friboi na publicidade e uma penca de estatais. Coincidência? Pode ser.
Pois bem, eu continuarei aqui, fazendo jornalismo independente. Minha audiência me acompanha. Mas, talvez a da VEJA despenque, como despencaram as assinaturas e como dispararam os cancelamentos, só momentaneamente. Depois pode aumentar. Quem sabe o público do Brasil 247, do Instituto Lula e de pelegos pagos para falar bem da corja petista irão acompanhar de perto as publicações. Talvez. Mas sejamos esperançosos. Quem sabe nada mudará. Quem sabe tudo sejam só ilações. Quem sabe. Veremos. No momento tudo é muito nebuloso. Lamento muito. Já tive orgulho de lá. Eu ainda estou aqui, olhando tudo com atenção, e permanecerei! Espinha ereta não tem preço, tem apenas VALOR!!!!

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