Lucas Pagani -
Primeiramente, ela criará órgãos e burocracias para tal “democracia” funcionar, criando contas para o Estado. O único problema para tal é que na nossa Constituição deixa claro que o Poder Executivo não pode criar ou desfazer órgãos públicos (art. 84 VI). O público, o qual teria tempo para ir nestas reuniões abertas para a aprovação do projeto da lei, seria quem? Certamente não seria o trabalhador que fica o dia inteiro no serviço. Seriam os manifestantes, os que querem o bem para a sociedade. Seriam pessoas da estirpe dos Black Blocs, os militantes de partidos como PT, PSTU e PSOL. Mas o fato de quebrarem tudo e até matarem um jornalista não passa de uma consequência visando a melhoria na sociedade, certo?
Isso mostra o quanto o governo se importa com a sociedade, usando seus militantes para aprovarem mais rápido seus projetos inconstitucionais – vide o PL 7299/2014. O Estado protege e serve apenas aos próprios interesses, jamais aos da população. Um dos fatos através do qual podemos observar isto é que o executivo está legislando por sua vontade, algo que configura atos ditatoriais.
Então, será mesmo que dar o Monopólio Legal da espoliação e o uso legítimo da força para o Estado é o certo? Claro que não! Quando o Estado se vê na posição de impor à sociedade aquilo que é benéfico para com aqueles que estão no comando, eles não hesitarão nem por um segundo antes de fazer tal ato, soa familiar com nossos governantes?
O Estado é um mal desnecessário, já dizia Hans Herman Hoppe. Concordo, pois não vejo como governantes tendo o poder e fazendo o que bem entendem sempre, e servindo apenas seus interesses e espoliando, beneficiam seus cidadãos.
“O Estado proíbe ao indivíduo a prática de atos infratores, não porque deseje aboli-los, mas sim porque quer monopolizá-los.” Sigmund Freud
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