O Estado de S.Paulo
Do valor estimado de investimentos, cerca de US$ 40 trilhões deverão ser carreados para o suprimento - e desse total, US$ 23 trilhões para a extração de energia fóssil, principalmente petróleo e gás, transporte e refino. Outros US$ 10 trilhões irão para a geração energética baseada em tecnologias com baixo índice de carbono - dos quais US$ 6 trilhões para energias renováveis e US$ 1 trilhão para energia nuclear - e mais US$ 7 trilhões para transmissão e distribuição de energia.
Os números impõem aos países - em especial os emergentes, como o Brasil - a definição de políticas consistentes de investimento em energia, que assegurem tanto os recursos como a oferta sustentável desse insumo básico. Isso é tão ou mais necessário do que a busca do custo módico da energia.
A atratividade do mercado brasileiro para os investidores internacionais depende dessa confiabilidade e segurança energética (além de contribuir, conjunturalmente, para financiar o déficit da conta corrente do balanço de pagamentos).
Os erros do governo Dilma Rousseff ao mudar o modelo energético, em fins de 2012, tornam-se cada vez mais explícitos, como o esgotamento, antes do previsto, do crédito de R$ 11,2 bilhões às distribuidoras, como reconhece a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). E a incerteza regulatória é um fator de desestímulo aos investimentos em energia. As vicissitudes afetam todo o setor energético. Há os colapsos no abastecimento de eletricidade em regiões metropolitanas, inclusive São Paulo; desperdício de recursos em empreendimentos como a Refinaria Abreu e Lima; e uma política de preços dos derivados de petróleo que prejudica a Petrobrás e leva as usinas de álcool à crise.
O estudo da AIE é um alerta para a urgência de corrigir a política energética brasileira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário