As imagens, divulgadas por um programa de TV argentino, expõem os peritos pegando a arma do crime com luvas ensanguentadas e usando papel higiênico para limpar algumas partes
VEJA
Um vídeo divulgado pelo programa de TV de um dos jornalistas mais conhecidos da Argentina, Jorge Lanata, mostra como os peritos que examinaram o apartamento do procurador Alberto Nisman contaminaram a cena do crime. A filmagem foi feita pela própria polícia, como parte do processo de investigação, e o programa Periodismo para todos teve acesso às quatro horas de gravação na íntegra.
As imagens inéditas mostram a polícia manuseando a arma que matou o
promotor. Os relatórios da investigação afirmaram que não foi possível
encontrar nenhuma amostra de DNA no revólver além da de Nisman - nem
mesmo a de Diogo Lagomarsino, proprietário da arma que admitiu tê-la
emprestado ao procurador - pois ele estava coberto de sangue. No
entanto, o vídeo revela que, quando a polícia chegou ao apartamento, o
carregador da arma estava limpo. Pelas imagens, é possível ver que o
perito que pegou o objeto para remover as balas restantes usava luvas
ensanguentadas e o sujou.
A gravação mostra também como os muitos policiais - e inclusive a juíza encarregada da investigação, Viviana Fein - pisavam no sangue espalhado pelo chão enquanto entravam e saíam da casa. Em outro plano, um dos agentes retira parte do sangue da arma com um dos dedos para ler a identificação do modelo e série do objeto. O agente usa também papel higiênico para limpar a parte da arma onde estava a identificação, após uma ordem de Fein.
Viviana Fein defendeu nesta segunda-feira o trabalho realizado pelos especialistas e garantiu que a cena do crime não foi contaminada. "Ele não limpou a arma toda com papel higiênico. A polícia usou papel simplesmente onde sabia que podia encontrar o calibre e o número de série", afirmou em declarações à rádio Vorterix. Além da juíza, é possível ver e escutar no vídeo a Sergio Berni, secretário de Segurança argentino, que chegou ao apartamento bem antes da perícia, algo que gerou ainda mais especulações sobre o caso.
O vice-presidente da Associação de Peritos e Médicos Legistas da Argentina, Ernesto Duronto, criticou com firmeza a atuação dos policiais, afirmando que a limpeza da pistola foi semelhante à feita por um matador de aluguel. "Assim se apaga tudo, não só o sangue, mas também as impressões digitais que poderiam estar nela. Não há como duvidar do que foi feito na cena do crime", disse Duronto à rádio Mitre.
O promotor foi encontrado morto com um tiro na cabeça apenas quatro dias depois de concretizar a denúncia de que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, encobriu a participação de iranianos no ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994. Ele investigou o atentado por dez anos. Recentemente, a Justiça argentina arquivou a denúncia de Nisman contra a presidente por "inexistência de crime".
Em março, reportagem de VEJA revelou que três ex-integrantes da cúpula de Hugo Chávez confirmam a conspiração denunciada por Nisman. Segundo eles, hoje exilados nos Estados Unidos, o Irã mandou dinheiro por intermédio da Venezuela para a campanha de Cristina Kirchner em troca de segredos nucleares e impunidade no caso Amia.
Vídeo: Peritos alteram arma que matou promotor Alberto Nisman
A gravação mostra também como os muitos policiais - e inclusive a juíza encarregada da investigação, Viviana Fein - pisavam no sangue espalhado pelo chão enquanto entravam e saíam da casa. Em outro plano, um dos agentes retira parte do sangue da arma com um dos dedos para ler a identificação do modelo e série do objeto. O agente usa também papel higiênico para limpar a parte da arma onde estava a identificação, após uma ordem de Fein.
Viviana Fein defendeu nesta segunda-feira o trabalho realizado pelos especialistas e garantiu que a cena do crime não foi contaminada. "Ele não limpou a arma toda com papel higiênico. A polícia usou papel simplesmente onde sabia que podia encontrar o calibre e o número de série", afirmou em declarações à rádio Vorterix. Além da juíza, é possível ver e escutar no vídeo a Sergio Berni, secretário de Segurança argentino, que chegou ao apartamento bem antes da perícia, algo que gerou ainda mais especulações sobre o caso.
O vice-presidente da Associação de Peritos e Médicos Legistas da Argentina, Ernesto Duronto, criticou com firmeza a atuação dos policiais, afirmando que a limpeza da pistola foi semelhante à feita por um matador de aluguel. "Assim se apaga tudo, não só o sangue, mas também as impressões digitais que poderiam estar nela. Não há como duvidar do que foi feito na cena do crime", disse Duronto à rádio Mitre.
O promotor foi encontrado morto com um tiro na cabeça apenas quatro dias depois de concretizar a denúncia de que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, encobriu a participação de iranianos no ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994. Ele investigou o atentado por dez anos. Recentemente, a Justiça argentina arquivou a denúncia de Nisman contra a presidente por "inexistência de crime".
Em março, reportagem de VEJA revelou que três ex-integrantes da cúpula de Hugo Chávez confirmam a conspiração denunciada por Nisman. Segundo eles, hoje exilados nos Estados Unidos, o Irã mandou dinheiro por intermédio da Venezuela para a campanha de Cristina Kirchner em troca de segredos nucleares e impunidade no caso Amia.
Vídeo: Peritos alteram arma que matou promotor Alberto Nisman
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