O documento traz informações sobre contatos entre os terroristas e agentes sauditas
VEJA
Avião pilotado por terroristas, explode após
atingir torre do World Trade Center, na Ilha de Manhattan, em Nova York
(EUA) - 11/09/2001 (Getty Images)O Congresso dos Estados Unidos tornou público nesta sexta-feira o relatório confidencial sobre as investigações dos atentados de 11 de setembro de 2001 que aborda o papel que o governo da Arábia Saudita pode ter desempenhado nos ataques. O relatório detalha, por exemplo, a descoberta de um número de telefone pertencente a uma empresa em Colorado ligada a um príncipe saudita, então embaixador em Washington, encontrado em uma agenda telefônica de terroristas do grupo Al Qaeda, reportou o jornal New York Times.
Em entrevista coletiva diária, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, descartou nesta sexta a possibilidade de que o conteúdo do documento possa comprometer os sauditas, já que o relatório tornado público descartava essa hipótese.
O governo americano temia que a publicação do documento afetasse as relações diplomáticas com um de seus principais aliados no Oriente Médio. No entanto, em comunicado, o embaixador saudita em Washington, Abdullah Al Saud, comemorou a divulgação do relatório.
“Esperamos que a publicação dessas páginas encerre, de uma vez por todas, as persistentes perguntas ou suspeitas sobre as ações, intenções ou a longa amizade da Arábia Saudita com os EUA”, ressaltou o embaixador do país na capital americana.
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