quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Qual a minha opinião sobre o MBL?
João Cesar de Melo, - Instituto Liberal
Já que ainda estão criticando o MBL por ele ter incitado o boicote ao Santander, registro aqui minha opinião sobre o movimento.
A campanha de satanização da iniciativa privada, da liberdade individual e do cristianismo faz parte do cotidiano do país em que vivemos. Passei a vida toda escutando que os empresários são uns crápulas que só pensam no lucro, que exploram as pessoas e geram pobreza.
Minha mãe era uma empresária. Criou meus irmãos e eu com muita dificuldade, lutando para manter uma pequena escola que nunca teve mais de 60 alunos, mas sempre teve no mínimo 10 funcionários. A prioridade dela era pagar salários, impostos, contas, fornecedores e encargos para, com sorte, obter lucro, sustentar a família e investir na escola.
Passei a vida toda ouvindo que o cristianismo é a desgraça da humanidade, alienando as pessoas e alimentando preconceitos. A quase totalidade das pessoas que conheço são cristãs. Todas trabalham e têm como grande ambição viver com algum conforto, educar os filhos e deixar alguma herança para facilitar a vida deles.
Foram dessas pessoas que tive exemplos de responsabilidade, honestidade e caridade.
Foi o exemplo dessas pessoas que me tornou um ser humano melhor.
São essas pessoas que representam a grande maioria da sociedade brasileira.
Mesmo os funcionários de empresas, são, de certa forma, empresários em suas vidas particulares, gerenciando seus rendimentos para fazer investimentos futuros.
Mesmos aqueles que não têm religião, como eu, devem seu caráter ao cristianismo, pois foi ele que moldou a sociedade que nos permite, entre tantas coisas, discutir essa temática agora.
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A despeito disso tudo, essas pessoas nunca tiveram voz. Nunca tiveram um grande canal de imprensa ou um movimento nas ruas lhes representando. Foram obrigadas, ao longo de décadas, a ouvir quietas todo tipo de afronta dita por jornalistas desonestos, artistas hipócritas, professores mentirosos, socialistas corruptos e movimentos canalhas de todo tipo.
O domínio da esquerda é tão grande que, há menos de um ano atrás, logo depois do impeachment de uma presidente socialista, o maior representante da direita no congresso, Jair Bolsonaro, teve apenas 4 votos para presidência da câmara. Até a “banca da bíblia” vota na esquerda. A CNBB apoiou o PT desde o começo e agora apoia o PSOL. Não há um único partido liberal no congresso nacional. Guilherme Boulos foi homenageado pela câmara dos deputados um dia depois de ter liderado um protesto violento na esplanada. Comunistas são convidados frequentes nos programas de entrevistas da Globo News e nas páginas dos grandes jornais. Apresentadores e comentaristas de TV choraram ao vivo pela morte do ditador Fidel Castro. Numa de suas novelas, a Globo fez propaganda de um livro que transforma em poesia a vida do assassino Che Guevara. A imprensa chama de “movimento social” grupos terroristas como o MST. Edifícios públicos ganham nomes de guerrilheiros comunistas. Nas escolas, nas universidades e na imprensa é repetida sistematicamente a mentira de que o regime militar foi um período em que a população brasileira foi esmagada por governo tirânico que era combatido heroicamente por anjinhos comunistas. Artistas que vivem direta ou indiretamente de dinheiro privado promovem constantes atos contra o capitalismo, ou seja, contra pessoas comuns que ganham a vida produzindo e vendendo coisas umas para as outras, correndo riscos, assumindo responsabilidades. O governo nos obriga a pagar impostos que são convertidos em financiamento de grupos que se dedicam a nos atacar!
Mais: Movimentos de esquerda nos patrulham o tempo todo em busca de uma justificativa para nos intimidar e agredir. Vão para cima de qualquer pessoa não alinhada cuja opinião ganhe repercussão na internet ou na imprensa. Impedem qualquer evento não alinhado a eles. Insultam e até cospem em qualquer pessoa que ouse questioná-los ou criticá-los. Promovem depredações “em nome da democracia”. Não há semana em que alguma empresa não se veja obrigada a refazer uma campanha publicitária porque algum movimento disso ou daquilo se sentiu ofendido. São comuns atos contra símbolos católicos. Ninguém na grande mídia apoia o direito de uma pessoa ter uma arma para defender suas famílias, seus negócios e suas próprias vidas. Tentam, desde sempre, nos fazer crer que não temos o direito de reagir a agressões. Tentam nos fazer crer que não temos o direito sequer de nos sentir ofendidos, humilhados e ameaçados. Gritam o tempo todo que vagabundos, ladrões e assassinos são as vítimas e os bandidos somos nós.
Até três anos atrás, não havia nenhum movimento se contrapondo a isso. A esquerda guerreava contra a possibilidade de alguém se levantar contra ela. A consequência foi o petismo.
Por tudo isso, chega de papo furado! Chega de querer mudar o rumo das coisas “debatendo ideias”. A esquerda nasceu em guerra contra nós. A esquerda não debate. Sabota. Não há nada, nenhuma linha na literatura ou na história do socialismo, que defenda a tolerância com a direita ou com qualquer outro pensamento não alinhado a ele. A esquerda é, essencialmente, um movimento autoritário e totalitário. A esquerda rejeita qualquer nível de conciliação. Nenhuma ideologia ou religião perseguiu, torturou e assassinou mais pessoas do que o socialismo.
Graças à internet, hoje temos diversas pessoas e canais difundindo ideias liberais, o que é ótimo. Temos também editoras publicando excelentes livros. Ok. Parabéns aos envolvidos. Porém, isso é pouco. Alguém tem que estar nas ruas.
O que o Movimento Brasil Livre faz é encarar a guerra como ela é. Enquanto nós tentamos “endireitar” o Brasil publicando textinhos e textões na internet, o MBL vai para o combate, bota a cara nos protestos da esquerda e promove os seus.
Enquanto nós estávamos lamentando o início de mais um mandato de Dilma, o MBL organizou as maiores manifestações contra um governo na história do Brasil – sem quebrar uma lâmpada, sem distribuição de kit mortadela. Devemos ser contra eles?
Repito: Alguém tem que fazer o serviço sujo. Alguém tem que xingar, desmoralizar, infernizar a militância socialista. O MBL faz isso.
É bobagem, do lado de cá, cobrar que o MBL seja o movimento dos sonhos de cada um de nós.
É medo − e tão somente medo − o sentimento que leva a esquerda a acusar o MBL do que ela própria é – despudorada, fascista, terrorista e assassina.
Quando a esquerda diz que o MBL “incita o ódio”, ela expressa o desconforto de provar de seu próprio veneno.
Se o MBL inflou as massas conservadoras contra a exposição do Santander, DANE-SE! Não há dia em que a esquerda não incite o ódio de sua militância contra alguém.
Se alguns membros do MBL viram no PSDB uma ponte para ganhar projeção política, DANE-SE mais ainda! O PT se juntou ao PMDB e aos mais ricos empresários do país.
DANE-SE também se o MBL não se mobiliza contra Temer. Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo. A justiça e a imprensa já estão contra ele. Portanto, o MBL tem mesmo de se concentrar em desqualificar a esquerda.
A esquerda nunca teve escrúpulos na busca de seus objetivos.
O terrorista Carlos Marighela, um dos heróis do movimento socialista brasileiro, escreveu em seu famoso Pequeno manual de guerrilha urbana:
A expropriação dos recursos do governo e daqueles que pertencem aos grandes capitalistas, latifundiários e imperialistas, com pequenas expropriações usadas para o mantimento do guerrilheiro urbano individual e grandes expropriações para o sustento da mesma revolução.
Eu não me importo se o MBL fica indo e vindo entre o conservadorismo e o liberalismo. O que espero dele é que continue questionando, criticando, provocando, denunciando e atacando a esquerda.
Nunca se esqueçam:
As pessoas que odeiam o MBL enxergam poesia na ditadura cubana que só está de pé porque exterminou a oposição; a imprensa que não dá voz ao MBL é a mesma que se recusa a dizer que a Venezuela foi devastada por uma coisa chamada SOCIALISMO; a “galera do bem” que chama o MBL de fascista é a mesma que aprova protestos violentos que depredam a cidade e impendem pessoas comuns de irem trabalhar.
As pessoas que criticam o MBL por ele apoiar João Dória são as mesmas que dizem que Lula é inocente.
Artistas engajados e procuradores jacobinos: uma mistura explosiva!
Caetano Veloso e Deltan Dallagnol – Leo Aversa/Pablo Jacob / Divulgação/Agência O Globo
Leio no GLOBO sobre o dia em que Caetano Veloso recebeu em casa o procurador do powerpoint. Quer dizer que Paulinha faz canapés na Vieira Souto e não me convida? Eu, que sou o biógrafo oficial da esquerda caviar? Os radicais chiques de Nova York ao menos convidavam Tom Wolfe. Mas ingratidão à parte, acho que ficou ruim foi para quem foi convidado, e aceitou. O caso do convidado de honra, claro, procurador Dartagnol, quer dizer, Dallagnol. Seguem alguns trechos:
Empratados de comida nordestina, canapés, vinho, água e coca-cola embalaram um improvável encontro há quatro semanas no apartamento de Caetano Veloso de frente para o mar na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, no Rio. O compositor recebeu para uma conversa sobre política um dos mais comedidos integrantes da força-tarefa Lava-Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol.
O encontro, que parece saído de uma canção tropicalista, foi “quase clandestino”, na definição do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), responsável por levar o procurador à casa de Caetano e Paula Lavigne. Desde o primeiro semestre ela tem promovido bate-papos reunindo artistas e políticos para discutir a conjuntura brasileira. São convidados desde gente mais identificada com a esquerda a grupos mais à direita, com o intuito de vencer diferenças e fortalecer uma pauta comum.
[…]
Na conversa, falou-se sobre a percepção de que a Lava-Jato tinha como alvo apenas o PT. Deltan lembrou de que a mesma força-tarefa prendeu Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e inevitavelmente tem atuação limitada em relação a políticos com foro privilegiado.
— O MPF tá ocupando um papel que tem de cumprir, atacando à esquerda e à direita. Ser crítico hoje ao MPF é estar aliado ao que há de mais atrasado na política brasileira – diz Randolfe, que nos encontros tenta, segundo ele, “traduzir um pouco das loucuras que se passam em Brasília, o significado das coisas”.
[…]
O GLOBO perguntou a Caetano se suas percepções iniciais sobre a Lava-Jato se mantiveram depois do encontro, e o que o unia e o afastava, hoje, do “procurador do powerpoint”. Caetano respondeu com um artigo, no qual menciona os acordos de leniência como “modificadores do capitalismo brasileiro” e alerta para a necessidade de evitar que “movimentações importantes não venham a servir à manutenção das nossas desigualdades”. Deltan não quis dar entrevista.
No fim do seu texto, o compositor cita a desigualdade e a corrupção como ideias em campos diferentes. De fato, os malfeitos com dinheiro público parecem ter ocupado todos os espaços da agenda pública dos últimos anos. E a preocupação com a desigualdade perdido a vez. Mas que Deltan não lhe ouça. Para o procurador, a corrupção está para a desigualdade como dois e dois são quatro.
Ou seja, o procurador das redes sociais ainda levou uma espécie de pito do anfitrião, por pegar demais no pé do PT. E claro, é preciso deixar bem claro que não há tal viés, que outros também foram presos ou acusados (porque preso o condenado Lula ainda nem está, não se sabe bem o motivo).
É a turma que não é “nem de esquerda nem de direita”, e só quer combater a corrupção, em abstrato, mas nunca punir os corruptos de carne e osso, especialmente se forem de esquerda. As máscaras dessa turma vão caindo uma a uma. As pretensões políticas vão ficando mais claras. Assim como os companheiros políticos, o pessoal que joga a rede para pescar “isentões” que até ontem defendiam o PT.
Eu gostaria de fazer uma só pergunta ao procurador com viés jacobino: o que ele acha disso aqui?
Será que a função de procurador combina com a de artista engajado que banca o revolucionário contra o “sistema”, posando inclusive de black bloc em apoio aos vândalos baderneiros que colocam máscaras e saem por aí depredando patrimônio público, quando não matando inocentes?
Sobre isso tudo, sobre os ícones da esquerda caviar, sobre os “igualitários” do Projaquistão, só tenho uma coisa a dizer:

E ainda tem quem caia nessa?
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Buongiorno a tutti voi amici!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

General fala em intervenção se Justiça não agir contra corrupção
Rubens Valente - FSP
Um general da ativa no Exército, Antonio Hamilton Mourão, secretário de economia e finanças da Força, afirmou, em palestra promovida pela maçonaria em Brasília na última sexta-feira (15), que seus "companheiros do Alto Comando do Exército" entendem que uma "intervenção militar" poderá ser adotada se o Judiciário "não solucionar o problema político", em referência à corrupção de políticos.
Mourão disse que poderá chegar um momento em que os militares terão que "impor isso" [ação militar] e que essa "imposição não será fácil". Segundo ele, seus "companheiros" do Alto Comando do Exército avaliam que ainda não é o momento para a ação, mas ela poderá ocorrer após "aproximações sucessivas".
"Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso."
O general afirmou ainda: "Então, se tiver que haver, haverá [ação militar]. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas". Segundo o general, o Exército teria "planejamentos muito bem feitos" sobre o assunto, mas não os detalhou.
Natural de Porto Alegre (RS) e no Exército desde 1972, o general é o mesmo que, em outubro de 2015, foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília, em tese para um cargo burocrático sem comando sobre tropas armadas, após fazer críticas ao governo de Dilma Rousseff. Um oficial sob seu comando também fez na época uma homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, acusado de inúmeros crimes de tortura e assassinatos na ditadura militar.
A palestra de sexta-feira (15) foi promovida por uma loja maçônica de Brasília e acompanhada por integrantes do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, entre outros. Segundo o vídeo de duas horas e 20 minutos que registra o evento, postado na internet, Mourão foi apresentado no evento como "irmão", isto é, membro da maçonaria do Rio Grande do Sul.
Ele se definiu como "eterno integrante da [comunidade de] inteligência", tendo sido graduado como oficial de inteligência na ESNI (Escola do Serviço Nacional de Informações). Criado após o golpe militar de 64 e extinto em 1990, o SNI era o braço de inteligência do aparato de repressão militar para ajudar a localizar e prender opositores do governo militar, incluindo sindicalistas, estudantes e militantes da esquerda armada.
Um dos organizadores do evento, o "irmão" Manoel Penha, brincou, no início da palestra, que havia outros militares à paisana na plateia, com "seu terninho preto, sua camisa social". Ele afirmou em tom de ironia: "A intervenção que foi pedida, se feita, será feita com muito amor".
PT estuda boicotar eleições de 2018 se Lula não puder ser candidato
Pressionado pela constatação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dificilmente poderá ser candidato a presidente, o PT trabalha com um plano C para as eleições de 2018: o boicote.
Nesse caso, além de não disputar a Presidência, um dos maiores partidos brasileiros também não lançaria candidatos ao Senado ou à Câmara dos Deputados e se dedicaria a uma corrida internacional para propalar o que considera mais uma rachadura na democracia do país.
"O que estamos denunciando é que o impedimento de Lula seria uma fraude nas eleições. (O boicote) é uma coisa que não está sendo oficialmente discutida ainda, mas vai caminhar para isso se ele for impedido de ser candidato. É um processo que não tem base jurídica", afirmou à BBC Brasil a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann.
O ex-presidente já tem uma condenação em primeira instância no âmbito da operação Lava Jato - no processo ele é acusado de receber um tríplex da construtora OAS como forma de propina, o que Lula nega - e viu sua situação jurídica e política se complicar com a confissão do aliado de primeira hora e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.
Se a sentença do juiz Sergio Moro for confirmada em segunda instância - o que mesmo os mais otimistas petistas acreditam que acontecerá - a candidatura de Lula ficará barrada pela Lei da Ficha Limpa.
Para setores do PT de correntes como Construindo um Novo Brasil (CNB) e Novo Rumo ouvidos pela BBC Brasil, boicotar as eleições seria uma saída honrosa para o partido, que tem adotado o discurso de vítima de perseguição política pelo Ministério Público e pelo Judiciário brasileiros.
A estratégia extrema contaria com a anuência do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, cuja imagem de líder dos princípios petistas tem sido resgatada diante de delações de antigos companheiros, como Palocci. Já Lula assiste às discussões olímpico. Como é de seu feitio, deixa os diferentes aliados defenderem suas posições na arena partidária sem demonstrar preferências até o momento da decisão.
"Existem duas hipóteses claras. A primeira é de forçar a candidatura, apelando ao Supremo Tribunal Federal para suspender a decisão da condenação. A segunda hipótese é de boicotar as eleições, sob a justificativa de que não querem deixar o povo decidir. E aí vai ser uma convulsão social, um risco de guerra civil no país", afirma o deputado estadual José Américo (PT-SP).
Na teoria política clássica, um dos pilares da democracia é a confiança dos partidos no sistema político eleitoral e na sua possibilidade de chegar ao poder seguindo as regras do jogo. Enquanto parte do PT defende que o partido não mais acredita nisso - daí o boicote, outra ala enxerga a postura dos correligionários como "arrogância".
"Acompanho esta discussão e Lula é certamente o meu candidato. Mas esta posição de não ter candidato, boicotando as eleições se Lula não puder concorrer, é o resquício de uma velha arrogância de uma parte do PT, que acha que não existe vida inteligente, de esquerda, fora do nosso partido. O campo democrático de centro esquerda tem candidatos possíveis para nos representar, tanto à esquerda de Lula, como mais ao centro", afirmou à BBC Brasil o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro, da corrente Mensagem ao Partido.
Genro antecipa tensões que devem se impor se o PT levar adiante o plano de tirar o 13 da urna eletrônica no ano que vem. De saída, o partido perderia alguns quadros, atraídos para outras legendas pela possibilidade de se candidatar.
Petistas a favor do boicote já começaram a rascunhar uma lista de defecções. O tema é especialmente sensível entre aqueles que são alvos da Lava Jato e buscam na reeleição a manutenção do foro privilegiado.
"Alguns parlamentares já ameaçaram sair, mas eles não mandam no partido. Se o partido decidir boicotar, boicota", diz Américo.
Para conseguir registrar a própria candidatura na Justiça Eleitoral, o candidato precisa da assinatura da presidência nacional do partido ou de seus diretores regionais. Portanto, se a direção do PT fechar questão sobre o assunto, nenhum político conseguirá fazer o registro sob o número 13.

A tese do boicote na rua

Embora mantenha o boicote como uma questão aberta, o partido já colocou a tese na rua. Duas frases, repetidas por integrantes do partido, sinalizam a estratégia: "Eleição sem Lula é fraude" e "Eleição sem Lula é golpe".
"Temos trabalhado muito as redes sociais com esses slogans", afirma a presidente do PT.
O lema tem aparecido ainda nas declarações de quadros do partido. Pouco depois da condenação de Lula, em julho, o presidente do diretório petista em São Paulo e ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, foi um dos primeiros a enunciá-lo:
"Processo eleitoral no ano que vem sem Lula candidato não é eleição democrática, é fraude eleitoral", disse.
Na semana passada, depois de disparados os petardos de Palocci, foi a vez do deputado federal Paulo Pimenta repetir à BBC Brasil a mesma ideia. "Não aceitaremos de maneira alguma a legitimidade de uma eleição que o Lula não participe", afirmou.

A saída pelo Supremo

Na estratégia petista, o cenário do boicote serve não só como posicionamento político, mas como instrumento de pressão. O partido já decidiu que irá recorrer ao Supremo para liberar Lula a concorrer em caso de condenação em segunda instância - o petista está disposto a fazer boa parte da campanha sub júdice.
Para ganhar no Supremo, o PT conta com três elementos a seu favor: o primeiro, o cenário caótico ao qual o boicote poderia levar o país - aspecto que os ministros certamente gostariam de evitar.
O segundo, a tese defendida por Gilmar Mendes no julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, em junho. Na ocasião, Gilmar afirmou que os juízes não devem brincar de "aprendizes de feiticeiros" ao votar contra a cassação do mandato do presidente Michel Temer. "A Constituição valoriza a soberania popular, a despeito dos valores das nossas decisões. Mas é muito relevante", disse.
Para petistas, raciocínio semelhante se aplicaria à candidatura Lula, que desponta na primeira posição da preferência de eleitores em pesquisas de opinião recentes.
Por fim, o PT confia no bom trânsito de Lula com os mais diversos ministros da corte: a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, fez questão de convidar Lula para sua posse no cargo, há um ano, quando o ex-presidente já era investigado no âmbito da Lava Jato. E o próprio Gilmar Mendes ligou para Lula para prestar condolências quando da morte da ex-primeira dama Marisa Letícia, em um diálogo emotivo.
"No fundo, o boicote é um movimento para jogar mais responsabilidade e pressão sobre a direita, os empresários e o próprio Judiciário quanto à instabilidade que a interdição do Lula pode causar", resume um dos estrategistas petistas no Congresso.
Questionada sobre a interpretação, a senadora Gleisi Hoffmann nega que se trate apenas de chantagem, mas reconhece o poder de causar tensão de uma eventual retirada do PT do próximo pleito:
"Não é colocar a faca no pescoço dos ministros nem de ninguém, mas (a intenção) é alertá-los sobre a gravidade dessa situação para a democracia brasileira. É algo que nos questiona como país democrático, como economia, internacionalmente é péssimo."

Plano B para perder a eleição?

Petistas afirmam ainda que a ideia do boicote pode servir para "conter precipitações do ponto de vista de disputas internas" ou evitar um novo "dedaço" de Lula, que poderia impor ao partido um substituto, como fez com Dilma Rousseff, trauma do qual o PT ainda não se recuperou.
As movimentações de quadros como o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que tem viajado o Brasil e dado entrevistas, irritou setores do PT. Também causou ciúme o burburinho em torno do nome do ex-governador da Bahia Jaques Wagner. A ideia do boicote serviria para sedimentar definitivamente a ideia de que não existe um plano B ao nome de Lula para o partido.
"Não temos plano B. Plano B para quê? Haddad? Jaques Wagner? Plano B é para perder a eleição? Nosso nome competitivo é o Lula e é com ele que vamos para a eleição", diz Gleisi exaltada após ser questionada pela BBC Brasil sobre a possibilidade de outro cabeça de chapa petista.
Por trás da reação, está a leitura de que a eleição de 2018 tem um caráter plebiscitário para o PT: se Lula vencer, é como se o voto popular chancelasse as teses do PT de que houve golpe e de que o partido e seu principal líder são vítimas de perseguição das elites, e não autores de malfeitos. Se perder com Lula, os líderes do PT admitiriam a possibilidade de se reinventar.
Mas sem Lula, os petistas descartam possibilidade de vitória. Não estariam dispostos a testar suas teses e arriscar sua própria sobrevivência nessas condições.
Por outro lado, para os petistas contrários ao boicote, ao se ausentar da eleição o partido pode deixar de discutir a vida política, econômica e social do país. Arrisca-se a perder o protagonismo que possui há décadas na arena política como representante de certos setores e ideias.
Nas palavras de Tarso Genro, o PT vive o dilema entre "ser apenas mais um partido democrático, tradicional, como terminaram sendo os partidos sociais-democratas europeus que hoje aplicam as receitas liberal-rentistas" ou um partido apto a "se renovar, para ser o cabeça de ponte de uma esquerda capaz de redespertar os sentimentos utópicos, que sempre motivaram as grandes transformações sociais".
"A grande questão será a seguinte: que programa de transição apresentaremos para retirar o país do atoleiro econômico e social em que nos encontramos? Isso é o que importará no momento das eleições", questiona Genro.
Se optar por sair do pleito, o PT não responderá a essa questão.
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Brad Paisley - Letter To Me


Girls from the honeypot.
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Blake Shelton - Who Are You When I'm Not Looking (Official Video)


jeromeg-41:
“I find any pants sagging to be horribly offensive. Do they not realize how bad it looks?
”
guns-and-humor:
“ALL D E M O C R A T S
”
theamericanpatriotpage:
“RC
”
theamericanpatriotpage:
“***FLASH BANG***
”
Europa: Jihadistas Levam Vantagem nos Benefícios do Sistema de Bem-Estar Social 
Soeren Kern - gatestoneinstitute.org
  • Ao mesmo tempo que embolsava dinheiro dos contribuintes suíços, Abu Ramadan, conhecido salafista, pediu a introdução da Lei Islâmica (Sharia) na Suíça, urgindo os muçulmanos para que evitem se integrar na sociedade suíça. Ele também ressaltou que muçulmanos que cometem crimes na Suíça não devem estar sujeitos às leis suíças.
  • "O escândalo é tão grande que é difícil de acreditar. Aos imãs que pregam ódio contra cristãos e judeus, que criticam a depravação do Ocidente, são concedidos asilo e eles vivem confortavelmente como refugiados recebendo os proventos da assistência social. Tudo isso com a cumplicidade de autoridades covardes e incompetentes que dão carta branca aos assistentes complacentes e ingênuos do sistema de asilo e de bem-estar social". − Adrian Amstutz, parlamentar suíço.
  • Autoridades municipais em Lund continuam determinadas: elas lançaram um projeto piloto destinado a fornecer aos jihadistas suecos, que estão retornando da Síria: moradia, emprego, educação e ajuda financeira - tudo graças aos contribuintes suecos.
Um imã líbio que pediu a Alá que "elimine" todos os não muçulmanos, recebeu mais de US$600.000 em proventos de assistência social do governo suíço de acordo com a emissora suíça SRF.
Abu Ramadan chegou à Suíça em 1998, a quem foi concedido asilo em 2004 por alegar que o governo líbio o estava perseguindo por sua afiliação à Irmandade Muçulmana. Desde então Ramadan recebeu US$620.000 em proventos de assistência social, de acordo com a SRF.
Embora Ramadan esteja morando na Suíça há quase 20 anos, ele mal fala francês ou alemão e nunca teve um emprego fixo. Ramadan, de 64 anos, logo terá direito de receber uma pensão estadual suíça.
Ao mesmo tempo que embolsava dinheiro dos contribuintes suíços, Ramadan, conhecido salafista, pediu a introdução da Lei Islâmica (Sharia) na Suíça, urgindo os muçulmanos que evitem se integrar na sociedade suíça. Ele também ressaltou que muçulmanos que cometem crimes na Suíça não devem estar sujeitos às leis suíças. Em um sermão proferido por Ramadan recentemente em uma mesquita perto de Berna, ele assinalou:
"Oh, Alá, peço-lhe que destrua os inimigos de nossa religião, destrua os judeus, os cristãos, os hindus, os russos e os xiitas. Deus, peço que os destrua a todos e que devolva ao Islã sua antiga glória."
Saïda Keller-Messahli, uma ativista dos direitos humanos suiça/tunisiana realçou que Ramadan é perigoso devido à sua oposição à integração muçulmana: "não se trata de alguém que estimule abertamente a jihad, mas ele semeia em solo fértil para tanto".
Adrian Amstutz, deputado federal jogou a culpa da situação no multiculturalismo suíço:
"O escândalo é tão grande que é difícil de acreditar. Aos imãs que pregam ódio contra cristãos e judeus, que criticam a depravação do Ocidente, são concedidos asilo e eles vivem confortavelmente como refugiados recebendo os proventos de assistência social. Tudo isso com a cumplicidade de autoridades covardes e incompetentes que dão carta branca aos assistentes complacentes e ingênuos do sistema de asilo e de bem-estar social".
Beat Feurer, assessor parlamentar municipal em Biel, cidade suíça onde Ramadan vive há 20 anos solicitou às autoridades suíças que dessem início a uma investigação: "pessoalmente, sou da opinião que essas pessoas não têm nada para fazer aqui. Elas devem ser expulsas".
O escândalo de Ramadan é recorrente em países da Europa, onde potencialmente milhares de jihadistas violentos e não violentos estão usando proventos de assistência social para financiar suas atividades. O guia para os jihadistas no Ocidente - "Como Sobreviver no Ocidente" - emitido pelo Estado islâmico em 2015 orienta: "se você tiver condições de reivindicar benefícios extras de um governo, reivindique!".
Na Áustria mais de uma dezena de jihadistas amealharam proventos de assistência social para financiar suas viagens à Síria. Entre os detidos estava Mirsad Omerovic, 32, um pregador islâmico extremista que, segundo a polícia, levantou centenas de milhares de euros para ajudar na guerra na Síria. Omerovic, pai de seis filhos que vive exclusivamente às custas da assistência social da Áustria, obteve mais benefícios por intermédio da licença-paternidade.
Na Bélgica, vários dos jihadistas que participaram dos ataques em Bruxelas e Paris que resultaram na morte de 162 pessoas em 2015 e 2016 receberam mais US$59.000 em proventos de assistência social, que eles usaram para conspirações terroristas. Fred Cauderlier, porta-voz do primeiro-ministro belga, defendeu os proventos: "vivemos em uma democracia. Não temos ferramentas para checar como as pessoas usam os benefícios".
Somente na Brabante Flamengo e em Bruxelas, dezenas de jihadistas que lutaram na Síria receberam pelo menos US$150.000 em benefícios ilegais, de acordo com o Ministério da Justiça.
Anteriormente, o jornal flamengo De Standaard denunciou que 29 jihadistas da Antuérpia e Vilvoorde continuaram a receber US$1.200 por mês em benefícios do sistema de bem-estar social, apesar de terem viajado para a Síria e o Iraque para engrossarem as fileiras do Estado islâmico. O prefeito de Antuérpia Bart de Wever ressaltou: "é injusto que essas pessoas se beneficiem de programas sociais e usem, por exemplo, os proventos do seguro desemprego para financiarem sua participação na luta na Síria".
Em fevereiro de 2017, a RVA Agência Nacional de Emprego revelou que 16 jihadistas que voltaram para a Bélgica depois de lutarem na Síria receberam seguro desemprego. O porta-voz da RVA, Wouter Langeraert, salientou:
"Nós vivemos em um estado de direito. Nem todo combatente sírio que voltou está na prisão. Alguns satisfazem todos os requisitos legais: eles não estão na prisão, eles voltaram a se registrar em seu município e estão procurando emprego e assim por diante".
Na Grã-Bretanha, os contribuintes financiaram Khuram Butt, que chefiou o ataque contra a London Bridge e o Borough Market, nos quais oito pessoas foram assassinadas e outras 48 ficaram feridas.
Salman Abedi, homem-bomba de Manchester, usava o crédito educativo financiado pelos contribuintes e benefícios para financiar o atentado terrorista. Abedi recebeu pelo menos US$7.000 da Companhia de Crédito Educativo, financiada pelos contribuintes, depois de começar um curso de administração de empresas na Universidade de Salford em outubro de 2015. Segundo consta, ele recebeu mais £7.000 no ano letivo de 2016, embora ele já tivesse abandonado o curso naquela época. Acredita-se que Abedi tenha recebido auxílio moradia e uma espécie de subsídio salarial no valor de £250 por semana.
David Videcette, ex-detetive da polícia metropolitana que trabalhou na investigação dos atentados de 7 de julho em Londres, se pronunciou da seguinte maneira sobre o sistema de crédito educativo:
"é uma maneira fácil de um terrorista proceder e financiar suas atividades às custas do contribuinte. Basta ingressar em uma universidade e pronto! Muitas vezes eles nem têm a intenção de frequentar as aulas."
O professor Anthony Glees, diretor do Centro de Estudos de Segurança e Inteligência da Universidade de Buckingham, ressaltou: "o sistema britânico disponibiliza facilmente fundos aos estudantes jihadistas sem nenhuma checagem. Faz-se necessário um inquérito em relação a isso".
Enquanto isso, Shahan Choudhury, um jihadista de 30 anos de idade, de origem bengalesa, que se radicalizou em uma prisão britânica, usava dinheiro de assistência social para pagar a viagem de toda a família, incluindo três crianças pequenas, para se juntar ao Estado islâmico na Síria. A família desapareceu da noite para o dia, deixando todas os seus pertences no apartamento situado na região leste de Londres, de acordo a proprietária do imóvel.
Em 2015, veio à tona que três irmãs de Bradford que viajaram para a Síria ainda reivindicavam benefícios. Khadija de 30 anos, Zohra de 33 e Sugra Dawood de 34, que viajaram para a Síria juntamente com os nove filhos, usaram o dinheiro do programa de renda mínima e o programa de auxílio ao menor para financiar a viagem.
Mais recentemente, um pedido baseado na Lei de Liberdade de Informação revelou que Anjem Choudary, islamista que cumpre pena de cinco anos e meio por pedir apoio ao Estado Islâmico, recebeu mais de US$180.000 de assistência jurídica, dinheiro do contribuinte, pela tentativa fracassada de evitar a prisão. A cifra irá aumentar à medida que seus advogados continuarem a apresentar pedidos de indenização. A reivindicação desse pai de cinco filhos chega a US$640.000 em benefícios, aos quais ele se referiu como "subsídio de investigador da Jihad".
Choudary acredita que os muçulmanos têm direito a proventos de assistência social porque eles são uma espécie de jizya, uma taxa imposta aos não muçulmanos como lembrete de que eles são, eternamente, inferiores e subservientes aos muçulmanos.
Anjem Choudary, islamista britânico que está cumprindo pena de prisão por pedir apoio ao Estado Islâmico, acredita que os muçulmanos têm direito a proventos de assistência social porque eles são uma espécie de jizya, uma taxa imposta aos não muçulmanos como lembrete de que eles são, eternamente, inferiores e subservientes aos muçulmanos. Ele recebeu cerca de US$640.000 em benefícios, aos quais ele se referiu como "subsídio de investigador da Jihad". (Foto Oli Scarff/Getty Images)
A mídia britânica revelou que antes de seu encarceramento, Choudary estava recebendo mais de US$32.000 por ano em benefícios do sistema de bem-estar social. Entre outros auxílios, Choudary recebia £15.600 por ano em auxílio moradia para sustentar uma casa no valor de £320.000 em Leytonstone, East London. Ele também recebia £1.820 em benefícios da seguridade social, US$5.200 do programa de renda mínima e £3.120 algo equivalente ao salário família. Pelo fato dos proventos de assistência social não serem tributados, seu rendimento era equivalente a um salário de US$42.000. Em comparação, o salário anual médio dos trabalhadores em tempo integral na Grã-Bretanha era US$36.500 em 2016.
Para acessar mais exemplos de abuso em cima da assistência social por jihadistas na Grã-Bretanha clique aqui.
Na Dinamarca o Serviço de Segurança e Inteligência (PET) denunciou também que jihadistas estavam doentes demais para trabalhar, mas suficientemente saudáveis para lutar ao lado do Estado Islâmico, estavam recebendo benefícios do estado dinamarquês de aposentadoria antecipada, invalidez e doença.
Anteriormente, um documento emitido pelo Ministério do Trabalho revelou que mais de 30 jihadistas dinamarqueses continuaram recebendo proventos de assistência social, totalizando 672.000 coroas dinamarquesas (US$92.000), mesmo depois de terem se juntado ao Estado islâmico na Síria.
O Ministro do Trabalho Troels Lund Poulsen ressaltou:
"é totalmente inaceitável e uma vergonha. Isso tem que ser estancado. Se você viaja para a Síria para participar da jihad, para se tornar um combatente do ISIS, então obviamente, você não deveria ter nenhum direito de receber benefícios do governo dinamarquês".
Na França, o governo fez um corte nos benefícios do sistema de bem-estar social de cerca de 300 pessoas identificadas como jihadistas. A França é o maior exportador de combatentes estrangeiros para o Iraque e a Síria, com mais de 900 jihadistas estando no exterior.
Na Alemanha Anis Amri, tunisiano de 23 anos de idade que realizou o atentado que deixou mortos e feridos na feira natalina em Berlim, usava múltiplas identidades para receber ilegalmente proventos de assistência social. As autoridades alemãs, ao que tudo indica, sabiam da fraude, mas nada fizeram.
Enquanto isso, um jihadista residente em Wolfsburg que levou a sua esposa e dois filhos pequenos para a Síria continuou recebendo proventos de assistência social da Alemanha no montante de dezenas de milhares de euros durante um ano, depois de ter deixado o país. Autoridades locais salientaram que as leis de privacidade alemãs tornaram impraticável saber que a família tinha deixado o país.
No cômputo geral, foi constatado que mais de 20% dos jihadistas alemães, que estão combatendo na Síria e no Iraque, recebem benefícios do sistema de bem-estar social do Estado, os jihadistas também são elegíveis a receberem benefícios, de novo, após retornarem à Alemanha. O Ministro do Interior bávaro Joachim Herrmann salientou:
"Isso jamais poderia ter acontecido. O dinheiro dos contribuintes alemães nunca deveria financiar direta ou indiretamente o terrorismo islamista. Os benefícios desses terroristas parasitas devem ser eliminados imediatamente. Não trabalhar e disseminar o terror às custas do Estado alemão não é somente extremamente perigoso, também é a pior provocação e infâmia".
Na Holanda, o governo estancou proventos de assistência social de dezenas de jihadistas, depois que um combatente holandês chamado Khalid Abdurahman apareceu em um vídeo no YouTube com cinco cabeças decapitadas. Vindo do Iraque, Abdurahman vivia na Holanda às custas de proventos de assistência social por mais de uma década antes de engrossar as fileiras do Estado islâmico na Síria. Os serviços sociais holandeses atestaram que ele era incapaz de exercer qualquer atividade profissional e os contribuintes pagaram a medicação para tratá-lo de claustrofobia e esquizofrenia.
A lei para rescindir os proventos de assistência social aos jihadistas não se estendem ao crédito educativo: o vice-primeiro ministro Lodewijk Asscher realçou que a rescisão seria contraproducente, porque tornaria mais complicada a reintegração dos jihadistas que voltassem ao país.
Na Espanha Saib Lachhab, jihadista marroquino de 41 anos, residente na cidade basca de Vitoria, acumulou US$11.000 em proventos de assistência social para financiar um plano para se juntar ao Estado islâmico na Síria. A cada mês ele recebia US$750 do governo central além de US$300 do governo basco. Ele também recebia US$1.075 por mês a título de seguro desemprego.
Samir Mahdjoub, jihadista argelino de 44 anos de idade residente na cidade basca de Bilbao, recebia mensalmente US$780 a título de assistência social e US$300 em auxílio moradia. Redouan Bensbih, jihadista marroquino de 26 anos residente na cidade basca de Barakaldo, recebia proventos de assistência social de US$1.000 por mês, mesmo depois de ter sido morto em um campo de batalha na Síria. A polícia acabou prendendo cinco muçulmanos no país basco que interceptavam os pagamentos e os transferiam para o Marrocos. As autoridades bascas disseram que os pagamentos eram realizados porque elas não foram notificadas de sua morte.
Ahmed Bourguerba, jihadista argelino de 31 anos residente em Bilbao, recebia US$750 por mês em proventos de assistência social e US$300 em auxílio moradia até ele ser encarcerado por atos de terrorismo. Mehdi Kacem, jihadista marroquino de 26 anos residente na cidade basca de San Sebastian, recebia US$950 por mês em proventos de assistência social até ser preso por pertencer ao Estado islâmico.
Antes disso, um casal paquistanês residente em Vitoria foi acusado de falsificar documentos de identidade para obter proventos de assistência social fraudulentamente para dez indivíduos fantasmas. A polícia disse que o casal fraudou o governo basco em mais de US$475.000 por um período de três anos.
Na Suécia, um relatório divulgado pela National Defense University constatou que 300 cidadãos suecos recebiam proventos de assistência social mesmo depois de terem deixado o país para engrossarem as fileiras do Estado islâmico na Síria e no Iraque. Na maioria dos casos, os jihadistas usavam amigos e familiares para administrar a papelada com o objetivo de criar a ilusão de que eles ainda se encontravam na Suécia.
O muçulmano convertido Michael Skråmo, por exemplo, recebia mais de 50.000 coroas suecas (US$5.000) em proventos de assistência social depois de ter se mudado para a Síria com a esposa e quatro filhos. Foi somente um ano depois de Skråmo ter deixado Gotenburgo que seus benefícios foram cortados.
Magnus Ranstorp, um dos autores do relatório, disse que os pagamentos expuseram a ineficiência dos mecanismos de controle da Suécia:
"Durante um bom tempo Michael Skråmo foi um dos simpatizantes do Estado Islâmico mais conhecido. A polícia deve, de alguma forma, soar o alarme e informar todas as autoridades quando alguém vai para aquela região".
Enquanto isso, a agência estatal de emprego, Arbetsförmedlingen, cancelou um projeto piloto destinado a ajudar imigrantes a encontrarem emprego depois que veio à tona que funcionários muçulmanos da agência estavam recrutando jihadistas suecos. Os agentes do Estado islâmico, segundo consta, subornavam - e, em alguns casos, ameaçavam - funcionários da agência para que recrutassem combatentes da Suécia.
Autoridades municipais em Lund continuam determinadas: elas lançaram um projeto piloto destinado a fornecer aos jihadistas suecos que estão retornando da Síria: moradia, emprego, educação e ajuda financeira - tudo graças aos contribuintes suecos. 
Caso Santander: opiniões, direito, Antonio Obá e a resposta de Felipe Diehl 

O caminho normal da formação de opiniões passa por três fases: partimos de um SÍNTESE CONFUSA de várias impressões, em seguida procedemos à sua ANÁLISE e por fim chegamos a uma SÍNTESE DISTINTA.
Esse trajeto, no Brasil, tornou-se proibitivo. Incapaz de análise, cada um se apega à sua síntese confusa inicial e a defende com unhas e dentes, batendo no peito com o orgulho sublime de ser um paladino da verdade e da justiça.
Isso acontece EM TODO E QUALQUER DEBATE PÚBLICO DE QUALQUER ASSUNTO QUE SEJA.
Tudo palhaçada, teatro, pose e, no fim das contas, loucura.
O caso Santander não poderia ser exceção.
A eventual IMORALIDADE de uma obra artística ou literária pode ser absorvida e transcendida pela sua forma estética, porque a finalidade dela está na forma e não no mero assunto representado. Por isso é que uma mesma obra pode ser interpretada segundo valores morais, políticos e religiosos opostos entre si, sem que seja possível alegá-la, conclusivamente, em favor de uns ou dos outros. Por isso há um Dostoiévski marxista e um Dostoiévski reacionário, o mesmo acontecendo com Balzac. Por isso há um Baudelaire cristão e um Baudelaire anticristão, e haverá sempre.
Também por essa razão é que qualquer obra de real valor estético tem o direito de ficar imune ao julgamento da censura de diversões públicas.
Totalmente diferente é o caso de uma obra que infrinja, não os meros códigos morais majoritários (ou a censura de diversões públicas, o que dá na mesma), mas a LEI PENAL VIGENTE. Nesse caso a qualidade artística não exime o artista de culpabilidade, mas, ao contrário, a agrava. É o que acontece com o ultraje a culto (art. 208 do C.P.). Se o próprio conteúdo da obra constitui um vilipêndio a objeto de culto em vez de simplesmente representar esse vilipêndio, absorvendo-o e neutralizando-o na forma estética, a qualidade artística dessa obra já não constitui a sua FINALIDADE, mas apenas o INSTRUMENTO usado para a prática do crime, instrumento que configura e prova o intuito deliberado e doloso com que o artista a produziu. Tanto mais deliberado e doloso quanto mais aprimorada a forma artística.
Tanto os críticos quanto os defensores da exposição do Santander se mostraram incapazes de fazer essa distinção, os primeiros oferecendo aos segundos o subterfúgio capcioso de alegar-se vítimas de “censura”, os segundos aproveitando-se gostosamente desse subterfúgio.
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O que DEFINE o caráter estético de uma obra é justamente a impossibilidade prática de julgá-la conclusivamente por um critério fora do estético, toda tentativa nesse sentido resultando em conclusões mutuamente contraditórias.
No caso das obras do Antonio Obá, no entanto, não existe a menor possibilidade lógica de interpretá-las num sentido pró-cristão, como se pode fazer, por exemplo, com os poemas de Baudelaire, cujo satanismo jamais se saberá se é literal ou irônico, ou com os livros de Henry Miller, que são imorais sob certo aspecto e altamente moralizantes por outro.
Os quadros do referido pintor não desfrutam dessa ambiguidade característica da obra estética: são decididamente e conclusivamente anticristãos. O ultraje a culto, quando neles se manifesta, não é simplesmente o seu assunto, mas a sua finalidade.
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Nesse sentido, o Obá é um pintor, mas não um artista. Ele é um propagandista de idéias, que usa a habilidade artística como mero instrumento.
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Até as peças de Bertolt Brecht, que na intenção eram pura propaganda comunista, podem ser apreciadas fora e contra essa finalidade, o que prova que, boas ou más, são obras de arte. Mas tire o anticristianismo dos quadros do Obá. e eles ficarão totalmente esvaziados de sentido.
A finalidade dos quadros desse pintor é ofender o mais artisticamente possível a sensibilidade cristã. Nada mais.
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Se o intuito de estimular a pedofilia é difícil de provar, de vez que a mera representação pictórica não configura tomada de posição em favor do objeto representado, o crime de ultraje a culto é um dado objetivo, inegável e mais que demonstrado no caso do Santander, e é também uma constante nas obras do Antonio Obá. Se o ultraje é “artístico” ou não, é uma questão que pode ser debatida, inconclusivamente, até o fim dos tempos. Esse debate faria sentido no caso de um ato de censura, nas não na qualificação puramente penal do episódio. A exposição do Santander não está sendo enquadrada em nenhum Código de Censura de Diversões Públicas, e sim no Código Penal Brasileiro. O Art. 208 do Código Penal não admite nenhuma ressalva artística e não tem NADA a ver com considerações estéticas. Se o próprio Michelangelo Buonarotti saísse do túmulo e pintasse um quadro de hóstias com a inscrição “cu”, ele talvez não merecesse ter a sua obra censurada, mas sem a menor sombra de dúvida estaria enquadrado no Art. 208. Mesmo porque o quadro não seria a mera representação de um ultraje, e sim o próprio ultraje em ação, exatamente como no caso presente: O artista, nesse episódio, não pintou alguém escrevendo palavrões nas hóstias, mas ele mesmo tomou a iniciativa de escrevê-los. Ele não está “representando” um crime, mas cometendo-o. Isso é tão óbvio e patente que qualquer tentativa de desconversa só pode ser canalhice ou estupidez.
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No caso do Santander, não são só os defensores da exposição que confundem, como verdadeiros retardados mentais, censura de diversões públicas com enquadramento penal. Os próprios líderes do movimento CONTRA a exposição já entraram em cena confundindo essas duas coisas, dando margem, portanto, a que os santanderistas devotos posassem de vítimas de censura.
O Roberto Campos dizia que a burrice, no Brasil, tinha um passado glorioso e um futuro promissor. O FUTURO JÁ CHEGOU.
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O Felipe Diehl confirma honestamente o que eu disse a seu respeito. Parabéns pela sua franqueza, Felipe.
NOTA DE ESCLARECIMENTO Nunca declarei, seja para a Época, seja para qualquer outro veículo de imprensa, ser aluno do Prof. Olavo de Carvalho. Não declarei, primeiro porque seria mentira (nunca me inscrevi no COF), segundo porque sei o meu lugar e teria vergonha de me equiparar com isso a amigos que são infinitamente mais inteligentes, capazes e dedicados do que eu. No mundo olavético, sou um admirador genérico do professor como outros tantos milhares que se limitaram a ler o Mínimo e compartilham seus posts. Sei o meu humilde lugar.
De fato, afirmar que eu seja “devotado ao ideário” (seja lá o que isso signifique) do Olavo de Carvalho não é a única imprecisão da matéria da Época. Ela também atribui a mim uma camiseta que jamais usei e reproduz a mentira mil vezes repetida da esquerda de que o Rafinha BK teria agredido a Dep. Juliana Brizola (só se tiver sido com perigosas perguntas), entre outras coisas.
Peço perdão ao Prof. Olavo se, ainda que involuntariamente, fui motivo de constrangimento para ele. Tudo o que faço de bom ou de ruim, de útil ou contraproducente, faço exclusivamente em nome deste grosseirão de Uruguaiana aqui.