Massacre em Nice atesta: terrorismo é a praga do século XXI
Atentado na França lança presságios nebulosos sobre a segurança na Olimpíada do Rio
VEJA
A estranha combinação de serenidade e desesperança em Nice: o terror é global (Eric Gaillard/Reuters)
A cada século, sua praga. Sartre dizia que a tortura, que fora
praticamente extinta com o avanço civilizatório, voltara a povoar de
demônios as relações humanas e se tornara a grande praga do século XX. O
terror, esse diabólico instrumento de violência política, percorreu
toda a história humana, mas apenas neste começo de milênio reuniu as
condições para chegar a um patamar tão globalizado e tão feroz. Só na
França, a pátria amada dos direitos humanos, houve sete atentados nos
últimos dezoito meses, contando a tragédia de Nice. Até agora, o
fanatismo islâmico, sempre o fanatismo islâmico, matou inocentes nos
Estados Unidos, na Europa, na Ásia e na África. Sobra a América Latina.
Faltando menos de três semanas para a abertura da Olimpíada do Rio de
Janeiro, o atentado em Nice jogou uma sombra de apreensão sobre a
segurança de atletas e do público. Afinal, um grande evento
internacional é sempre um alvo de terroristas por sua capacidade de
maximizar a repercussão de seus atos. Por isso, o governo brasileiro
anunciou uma revisão dos procedimentos de segurança, além de monitorar
os 32 brasileiros que defendem abertamente o Estado Islâmico nas redes
sociais.
É possível que a exposição internacional do Rio na Olimpíada, ao
mesmo tempo em que serve como polo de atração do terrorismo, venha a
operar o efeito inverso: o excesso de atenção pode afugentar o terror.
Na mesma França da tragédia da quinta-feira passada, surgiu a informação
de que um brasileiro preparava um atentado no Rio contra a delegação
olímpica francesa. Tudo isso, a apreensão, a tragédia, a segurança, o
suspense, mostra que o terrorismo conquistou a posição de praga do
século XXI.
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