quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Márcia Tiburra e a ampliação forçada do termo “fascismo”
Olavo de Carvalho  - MSM
Segundo a sapientíssima Márcia Tiburra, o “fascista” nega ao seu adversário o direito de existir, ou pelo menos de ser ouvido. Mas há maneira mais brutal e eficiente de negar a alguém o direito de existir e de ser ouvido do que chamá-lo de “fascista”? Tão logo assim carimbado pelo crime hediondo de ser contra o aborto ou de não querer transexuais sambando no altar durante a missa, o cidadão se torna automaticamente culpado de todas as atrocidades cometidas pelos nazistas — e quem vai querer uma peste dessas falando do alto de uma cátedra universitária ou escrevendo em jornais respeitáveis como a Fôia e o Grobo?
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A esquerda usa a mesma tática mil vezes, e, neste mundo de trouxas, continua funcionando: Inventa alguma exigência bem ofensiva ao senso comum — missa gay, direitos das galinhas, culto da Mãe Terra, abaixo Cristóvão Colombo — e, quando as pessoas comuns se ofendem, chama-as de racistas e fascistas. Assustadas, elas pedem desculpas e concordam com tudo só para provar que não são racistas e fascistas.
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A ampliação forçada do significado do termo “fascismo”, destinada a aprisionar nele qualquer um que seja desagradável aos esquerdistas, levou meio século para se transmutar de pura fraude intelectual em ameaça totalitária presente e atuante. Mutatis mutandis, meio século decorreu para que as primeiras reações literárias ao golpe de 1964 se transformassem na completa reestruturação da estratégia esquerdista que acabou entregando o país nas mãos de uma quadrilha de larápios comunistas que o arruinaram.
Essas coisas são sempre assim. Idiotas que só acompanham a política pela mídia boicotam e inibem qualquer investigação mais séria das raízes profundas do poder e assim impedem que os males sejam curados antes de tornar-se catástrofes irreversíveis.
O ódio que essas criaturas sentem aos que compreenderam o processo antes deles é imensurável e insaciável. Elas fazem tudo para tirá-los do caminho e destrui-los, seja para usurpar o lugar deles, seja, simplesmente, para abafar o vexame que passaram.
Leiam (ou releiam) este meu artigo de 2012:
http://midiasemmascara.org/arquivos/visao-curta-e-visao-mais-curta/
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O ÚNICO — repito: ÚNICO — brasileiro que algum dia teve a sua existência negada ao ponto de se reduzir à condição de não-pessoa foi o Cabo Anselmo, e quem lhe impôs essa condenação foram os correligionários da Dra. Tiburra. Isso é ou não é uma confirmação da profecia de Winston Churchill, segundo a qual os fascistas do futuro se chamariam antifascistas?
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Mais ainda: O ÚNICO jornalista brasileiro que foi banido de toda a grande mídia impressa fui eu mesmo. Portanto, eu SEI o que é negar a alguém o direito de existir. Dona Tiburra não sabe. Fala no vazio, só por boniteza. Nem percebe que está praticando o “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é.”
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No tempo da ditadura, NEM UM ÚNICO jornalista de esquerda foi banido de toda a mídia. Perdia um emprego, tinha outro no dia seguinte.
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Como é lisonjeiro ter tantos odiadores e nenhum concorrente!

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