Partido de Marina Silva é apenas novo manto para abrigar velha esquerda
Heloísa Helena, a radical socialista, com Marina Silva, da Rede. Fonte: Folha
Quem acompanha o blog sabe que não nutro
simpatias por Marina Silva, que cheguei a defender sua candidatura para
garantir um segundo turno, e que se fosse ela contra o PT, claro que a
escolha seria ela, mas que tudo isso era a contragosto, pois Marina nunca me enganou.
Sua “terceira via” não passa de um velho esquerdismo com nova roupagem.
Seu ambientalismo é um refúgio para viúvas do socialismo. É como a
melancia: verde por fora, mas vermelho por dentro.
Pois bem: basta ver os nomes que estão
aderindo ao Rede Sustentabilidade para verificar que eu estava certo.
Depois de Alessandro Molon, do PT, foi a vez de Randolfe Rodrigues anunciar sua saída do PSOL, para provavelmente se filiar ao partido de Marina. Outra socialista que abandonou
o PSOL para cair na Rede foi Heloísa Helena, uma das mais radicais do
partido, que saiu do PT no passado por considerá-lo moderado demais.
Ou seja, a Rede não tem nada de Novo!
Trata-se apenas da velha e carcomida esquerda mesmo, aglutinando os
antigos socialistas que ainda desprezam o livre mercado, o capitalismo, e
enaltecem o estado, visto como um “messias salvador”. Nos 30 tons de
vermelho da política nacional, a Rede é apenas mais um, com um
escarlate bem mais intenso do que o rosado PSDB, por exemplo.
Pode conquistar alguns desavisados, uns
artistas e “intelectuais” decepcionados com o PT, mas ainda apegados ao
velho socialismo. Mas não deveria seduzir ninguém mais atento, que sabe
que o PT é apenas um sintoma de um problema ainda maior, que é a
mentalidade anticapitalista dos brasileiros, sua desconfiança eterna em
relação ao capitalismo, único sistema capaz de criar riqueza de fato.
Precisamos de algo realmente Novo, e a Rede não nos atende. É uma
armadilha para fisgar os peixes iludidos…

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