segunda-feira, 2 de maio de 2016

Temer deve procurar Lula depois que Senado admitir processo de impeachment de Dilma
Painel - FSP
Vamos conversar? Michel Temer deve procurar Lula tão logo o Senado admita o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Em conversas reservadas, o vice tem dito que a contribuição do PT “seria de extrema importância” para garantir estabilidade a um novo governo. Na avaliação do PMDB, o petista é fundamental para segurar a pressão das ruas. Lula sabe que terá dificuldade para se posicionar contra a agenda econômica de Temer. Afinal, Henrique Meirelles era seu nome para a Fazenda há tempos.
Fatura É consenso no PT que o partido será cobrado se, no Congresso, votar contra medidas que resgatem a economia brasileira da UTI. “Não se pode mais dividir a sociedade entre nós e eles”, diz um interlocutor do vice.
Sem acordo “Michel Temer não precisará do PT para garantir sua governabilidade no Congresso. Nós e eles sabemos disso. A aproximação não faria qualquer sentido”, diz um dirigente petista.
Calma lá Integrantes do PT que ainda mantêm relações com Marta Suplicy fizeram chegar à senadora a avaliação de que seu discurso contra Dilma no ato da Força Sindical foi “acima do tom”.
Já pra fora Com Moreira Franco à frente do programa de concessões de Temer, ganha força o plano de reduzir drasticamente a participação da Infraero nos aeroportos.
Uníssono Sempre em pé de guerra, tucanos de todas as plumagens concordam em um ponto: seria simpático se Michel Temer acomodasse um nome de cada um dos três caciques do PSDB — Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra — em sua Esplanada.
Revisão De Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do setorial jurídico do PT: “Temer deveria atualizar a última edição de seu livro de direito com capítulos sobre governos ilegítimos, golpes constitucionais e conspiração”.
Pires na mão A Odebrecht pede pressa aos bancos brasileiros para fechar um novo empréstimo. Pretende conseguir cerca de R$ 2,8 bilhões para a holding, dinheiro para se manter enquanto não vende ativos e fecha acordo com o governo.
Sei não Um banqueiro diz que a disposição hoje é dar metade do valor. Nos cálculos da cúpula do grupo, a venda da Odebrecht Ambiental, que ajudaria a resolver o problema, ainda demora de três a quatro meses para sair. A empresa não comenta.
Agora não A Petrobras acompanha a situação da Odebrecht com ansiedade. O comando da petroleira acredita que a venda da Braskem ficará “adormecida” enquanto a questão financeira do grupo baiano, sócio na petroquímica, não for resolvida.
Em alta Os apagões aumentaram em 2014, segundo dados do ONS, responsável por monitorar o sistema elétrico brasileiro. As “perturbações” acima de 100 MW — capazes de interromper a luz de bairros ou cidades — ocorreram 105 vezes, o maior número desde 2010.
Subiu Apagões de maior capacidade — acima de 500 MW — foram 11 ao longo do ano, número que se igualou ao de 2012, quando as quedas de luz assustaram o país.

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