Reinaldo Azevedo - VEJA

O Movimento Brasil Livre levou para a Avenida Paulista um boneco inflável de 15 metros (foto)
representando o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. A exemplo do
Pixuleco, que remete a Lula, este também está com roupa de presidiário e
leva no peito a plaquinha “13 -171” — o primeiro número é uma alusão ao
PT; o segundo, ao artigo do Código Penal que define o crime de
estelionato.
E não é que
um grupo de petistas resolveu engrossar, tentou, de novo, furar o boneco
e quis pegar representantes do MBL na porrada? Leiam o que narra Kim
Kataguiri, um dos coordenadores do movimento, para este blog.
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*
Ontem à
tarde, estive com o movimento Brasil livre de São Paulo, que levou para a
Avenida Paulista o “Raddard”, um boneco inflável de 15 metros,
inspirado no prefeito da cidade, Fernando Haddad.
Raddard
segura, claro!, um radar e veste uma cueca cheia de dinheiro e multas,
conteúdo que leva também num saco onde se lê: “Tentei proibir o boneco
do Lula; acabaram fazendo um pra mim”. Uma ciclofaixa adorna sua testa.
O objetivo
do evento era protestar contra a negligência do prefeito com obras na
periferia da cidade, atrasadas na sua maioria; contra o mau planejamento
das ciclofaixas e contra a criação de uma verdadeira indústria da
multa, evidenciada pela súbita diminuição dos limites de velocidade em
diversos pontos da cidade e pelos radares ocultos para flagrar
motoristas desavisados, numa desesperada tentativa de minorar a
dramática situação das contas públicas.
Os
frequentadores da Paulista gostaram da crítica e da ironia. Nem poderia
ser diferente. Afinal, a popularidade de Haddad está prestes a rivalizar
com a da presidente Dilma. A criminosa militância do PT, no entanto,
resolveu partir para a violência.
No fim da
tarde, um grupo de petistas, aparentemente de algum grupo estudantil,
tentou rasgar o boneco. Felizmente, o grupo não era dos mais
inteligentes: procurou realizar a façanha com as mãos. Irritada com o
fracasso da tentativa, a turma decidiu partir para cima de nós. A
Polícia Militar impediu o confronto que eles queriam provocar.
Babando de
raiva, os militantes gritaram coisas como “Fomos nós que colocamos
comida na panela de vocês!” e “Protestar contra o PT é
antidemocrático!”. Ou ainda: “Vocês protestam porque são um bando de
elitistas!”. Chegaram a dizer que Fernando Holiday, um dos coordenadores
do MBL, que é negro, não poderia se manifestar contra o governo porque
“foi o PT que salvou os negros”. Estou tentando entender até agora o que
quiseram dizer com isso.
Depois de discursar contras as elites, pegaram dois táxis e foram embora!
Desde o
inicio do MBL, tínhamos clareza do que iríamos enfrentar: gente
criminosa, gente que não respeita o contraditório, gente que não
respeita a democracia.
Raddard ainda fará muitas aparições em São Paulo. Serão mais breves do que os estragos que Haddad causou à maior cidade do país.
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