quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Cunha desiste de rito do impeachment barrado pelo Supremo
RANIER BRAGON - FSP
O objetivo do peemedebista com isso é desobstruir o caminho em relação à decisão sobre se dará ou não sequencia ao pedido de impeachment contra a petista, decisão que não tem data para ser anunciada.
"Volta a interpretação que sempre teve. Passa a valer o que está previsto na Constituição e na lei 10.079", disse, citando a legislação que lhe permite decidir sobre a sequencia ou não do pedido, e que dá possibilidade de recurso contra essa decisão ao plenário da Câmara.
O "manual do impeachment" do qual abriu mão nesta quinta era um roteiro detalhado de como se daria esse rito. Questionado em entrevista sobre o que pretende fazer agora, e qual o rito será usado, Cunha não deu explicações técnicas e disse que adotará o sigilo.
"Não quero dizer o entendimento que está valendo, porque não sei a situação que será colocada. (...) Eu não ficar comentando os próximos passos que vou dar com relação a isso. Assim como hoje decidi e comuniquei [sobre o rito], vou tomar a decisão [sobre o impeachment] e vocês vão ficar sabendo na mesma hora."
Ameaçado de perder o mandato devido à acusação de participação no esquema de corrupção da Petrobras, Cunha tem usado essa prerrogativa de decisão sobre o impeachment como arma de negociação nos bastidores. Tanto com a oposição, que lhe pressiona a dar seguimento ao pedido, quando com o governo, que trabalha pelo engavetamento.
O principal objetivo do peemedebista é enterrar o processo de cassação do seu mandato que será instaurado na próxima terça-feira (3). 

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