Marcela Mattos - VEJA
O empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula(Cristiano Mariz/VEJA)
Pela
segunda semana consecutiva, a convocação do pecuarista José Carlos
Bumlai foi barrada na CPI dos Fundos de Pensão, que investiga fraudes em
gestão de fundos de previdência complementar. Bumlai é amigo do
ex-presidente Lula e peça-chave para explicar se o petista teve
participação no escândalo de corrupção da Petrobras. Em acordo de
delação premiada, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano,
considerado o operador do PMDB, afirmou ter dado 2 milhões de reais em
propina para Bumlai. Uma nora de Lula seria o destino final
do dinheiro. Nesta quinta-feira, a convocação do amigo do ex-presidente
era o primeiro item da pauta de votação. Resultado: em um movimento
inédito, a bancada do PT na comissão acionou até os suplentes e
compareceu em peso, colocando cinco parlamentares para votar contra o
projeto. Em ato similar, o PMDB também chamou o time reserva e levou
seis deputados ao colegiado. Outra manobra foi comandada pelo relator da
CPI, o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR). Ao início da sessão, ele
solicitou a inversão da pauta, colocando a votação de outro requerimento
à frente e inviabilizando qualquer outra deliberação, já que a análise
de projetos em plenário começou em seguida. Integrantes da comissão
relacionam a estratégia a um pedido do líder do PMDB na Câmara, o
deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), e ao presidente Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), encrencadíssimo na Lava Jato depois de também ser alvo da
delação de Fernando Baiano.
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