MÁRCIO FALCÃO/MARIO CESAR CARVALHO - FSP
Durante as investigações, teriam surgido indicações de que "empresas
participantes para fraudar a licitação da Usina Angra 3, no qual seria
devido 1% a título de propina a integrantes do PMDB, notadamente o
senador Edison Lobão".
Flávio Barra teria confirmado, em depoimento à PF, confirmou a existência da reunião e que, na oportunidade, senador, então Ministro de Minas e Energia, havia solicitado contribuição eleitoral para o PMDB.
Na decisão, Teori afirmou que "é de se estranhar" que, durante depoimento de delação premiada na Justiça do Paraná não foi questionado a Dalton Avancini a identidade de agentes políticos envolvidos no esquema de corrupção da Eletronuclear.
"É de se estranhar, portanto, que, na oportunidade da tomada do depoimento, as autoridades responsáveis pela diligência não tenham tido o elementar cuidado de questionar o colaborador sobre a identidade dos agentes políticos beneficiários das supostas propinas", criticou o ministro.
Teori, no entanto, disse que ainda não está claro que Moro tenha investigado Lobão de forma proposital e manteve os atos praticados pelo juiz. "Considerando a ausência de elementos que demonstrem a prática de atos investigatórios intencionalmente dirigidos a autoridades com prerrogativa de foro, devem ser preservados os atos decisórios proferidos, neles incluídas prisões cautelares e as provas colhidas", disse.
De acordo com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, o ex- presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, recebeu cerca de R$ 4,5 milhões para favorecer o consórcio de empresas, entre elas Andrade Gutierrez.
No mês passado, Sergio Moro abriu ação penal contra Othon Luiz e mais 13 investigados na 16ª fase da Operação Lava Jato. O juiz sustenta que o esquema é mais um braço da corrupção na Petrobras.
Em outra decisão, o ministro do STF negou pedido da defesa José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, para transferir a investigação da Eletronuclear para o Rio de Janeiro.
O ministro argumentou que os advogados não conseguiram comprovar irregularidades ou descumprimento de decisão da Corte em relação ao fatiamento da Lava Jato nem usurpação de competência da corte que justificasse o tipo de recurso utilizado.
"No caso, é manifestamente incabível a pretensão deduzida nesta reclamação, porquanto a petição inicial não alega usurpação de competência da Corte nem aponta qualquer julgado do Supremo Tribunal Federal que sirva de parâmetro de confronto hábil em permitir a aferição de eventual descumprimento de decisão desta Corte".
Flávio Barra teria confirmado, em depoimento à PF, confirmou a existência da reunião e que, na oportunidade, senador, então Ministro de Minas e Energia, havia solicitado contribuição eleitoral para o PMDB.
Na decisão, Teori afirmou que "é de se estranhar" que, durante depoimento de delação premiada na Justiça do Paraná não foi questionado a Dalton Avancini a identidade de agentes políticos envolvidos no esquema de corrupção da Eletronuclear.
"É de se estranhar, portanto, que, na oportunidade da tomada do depoimento, as autoridades responsáveis pela diligência não tenham tido o elementar cuidado de questionar o colaborador sobre a identidade dos agentes políticos beneficiários das supostas propinas", criticou o ministro.
Teori, no entanto, disse que ainda não está claro que Moro tenha investigado Lobão de forma proposital e manteve os atos praticados pelo juiz. "Considerando a ausência de elementos que demonstrem a prática de atos investigatórios intencionalmente dirigidos a autoridades com prerrogativa de foro, devem ser preservados os atos decisórios proferidos, neles incluídas prisões cautelares e as provas colhidas", disse.
De acordo com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, o ex- presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, recebeu cerca de R$ 4,5 milhões para favorecer o consórcio de empresas, entre elas Andrade Gutierrez.
No mês passado, Sergio Moro abriu ação penal contra Othon Luiz e mais 13 investigados na 16ª fase da Operação Lava Jato. O juiz sustenta que o esquema é mais um braço da corrupção na Petrobras.
Em outra decisão, o ministro do STF negou pedido da defesa José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, para transferir a investigação da Eletronuclear para o Rio de Janeiro.
O ministro argumentou que os advogados não conseguiram comprovar irregularidades ou descumprimento de decisão da Corte em relação ao fatiamento da Lava Jato nem usurpação de competência da corte que justificasse o tipo de recurso utilizado.
"No caso, é manifestamente incabível a pretensão deduzida nesta reclamação, porquanto a petição inicial não alega usurpação de competência da Corte nem aponta qualquer julgado do Supremo Tribunal Federal que sirva de parâmetro de confronto hábil em permitir a aferição de eventual descumprimento de decisão desta Corte".
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