Danielle Fonteles diz que foi orientada por Giles Azevedo, o mais próximo auxiliar de Dilma, a montar a estrutura financeira irrigada com recursos ilícitos para abastecer as campanhas de 2010 e 2014
Apenas entre 2013 e 2015, de acordo com Danielle, foram movimentados
R$ 58,3 milhões em conta própria. Parte do dinheiro foi usado na guerra
de propaganda travada na internet, com pagamentos a blogueiros
governistas e ativistas pró-Dilma. Segundo a reportagem, por exemplo, a
Pepper pagava R$ 20 mil mensais a Jefferson Monteiro, o criador do
perfil Dilma Bolada. A dona da Pepper entregou ao Ministério Público uma
lista contendo dezenas de nomes de jornalistas beneficiados pelo
esquema.
Giles Azevedo é uma das poucas pessoas em Brasília autorizadas a falar em nome de Dilma - e uma das poucas nas quais a presidente confia. Discreto, Giles despacha numa sala contígua à da presidente e fala com ela quando quer. Conforme revelou VEJA em novembro de 2015, ele foi incumbido de procurar Danielle, sócia majoritária da Pepper, para saber o que poderia haver de comprometedor no material apreendido pela polícia nos endereços da Pepper, na Operação Acrônimo. A empresária, por sua vez, queria proteção. Giles assegurou que a empresa não precisaria arcar com os custos de advogados - estimados em 2 milhões de reais - e tentou tranquilizá-la - como se vê agora, em vão.
O depoimento de Danielle confirma, como mostrou VEJA, que a Pepper operou um caixa clandestino para quitar despesas que não podem passar oficialmente pelas contas de campanha. A empresária ganhou a intimidade da cúpula petista. Encontrava-se com frequência com o tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Giles Azevedo hospedou-se com a família na casa da empresária no mais exclusivo condomínio de Trancoso, na Bahia. Reunia-se com Edinho Silva, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, dentro do Planalto. Com o ex-ministro de Dilma e atual governador de Minas, Fernando Pimentel, indiciado na Operação Acrônimo, a relação era tão estreita que ele e a primeira-dama, Carolina Oliveira, se portavam como sócios informais da empresa. Alcançada pelas investigações, e frustrada com as promessas do assessor especial da presidente, repetia em reunião a advogados: 'Se eu quiser, derrubo a Dilma'.
Segundo a reportagem de revista IstoÉ, a delação de Danielle foi dividida em duas partes pela Procuradoria-Geral da República. As citações a Dilma foram encaminhadas ao STF, e as menções a Pimentel, ao Superior Tribunal de Justiça, onde corre o processo da Acrônimo.
Giles Azevedo é uma das poucas pessoas em Brasília autorizadas a falar em nome de Dilma - e uma das poucas nas quais a presidente confia. Discreto, Giles despacha numa sala contígua à da presidente e fala com ela quando quer. Conforme revelou VEJA em novembro de 2015, ele foi incumbido de procurar Danielle, sócia majoritária da Pepper, para saber o que poderia haver de comprometedor no material apreendido pela polícia nos endereços da Pepper, na Operação Acrônimo. A empresária, por sua vez, queria proteção. Giles assegurou que a empresa não precisaria arcar com os custos de advogados - estimados em 2 milhões de reais - e tentou tranquilizá-la - como se vê agora, em vão.
O depoimento de Danielle confirma, como mostrou VEJA, que a Pepper operou um caixa clandestino para quitar despesas que não podem passar oficialmente pelas contas de campanha. A empresária ganhou a intimidade da cúpula petista. Encontrava-se com frequência com o tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Giles Azevedo hospedou-se com a família na casa da empresária no mais exclusivo condomínio de Trancoso, na Bahia. Reunia-se com Edinho Silva, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, dentro do Planalto. Com o ex-ministro de Dilma e atual governador de Minas, Fernando Pimentel, indiciado na Operação Acrônimo, a relação era tão estreita que ele e a primeira-dama, Carolina Oliveira, se portavam como sócios informais da empresa. Alcançada pelas investigações, e frustrada com as promessas do assessor especial da presidente, repetia em reunião a advogados: 'Se eu quiser, derrubo a Dilma'.
Segundo a reportagem de revista IstoÉ, a delação de Danielle foi dividida em duas partes pela Procuradoria-Geral da República. As citações a Dilma foram encaminhadas ao STF, e as menções a Pimentel, ao Superior Tribunal de Justiça, onde corre o processo da Acrônimo.

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