Ricardo Noblat - O Globo
“Não existe democracia à brasileira”, costumava dizer Sobral Pinto,
jurista renomado, e que advogou para presos políticos da ditadura de
Getúlio Vargas e da ditadura militar de 64. “À brasileira, só peru”.
Se fosse vivo, ele talvez dissesse: “Não existe meia moral. Ou se tem moral ou não se tem”.
Se a oposição ao governo, envergonhada com tanta roubalheira, defende a queda de Dilma em nome da moralidade pública, não tem como permanecer calada diante da descoberta de que Eduardo Cunha incorreu em crime duas vezes, pelo menos.
A primeira ao receber propina por negócio sujo feito na órbita da Petrobras. A segunda ao negar em depoimento à CPI da Petrobras que tivesse conta bancária no exterior.
O silêncio escandaloso da oposição tem a ver com a certeza alimentada por ela de que Eduardo facilitará de alguma forma a abertura de um processo de impeachment contra Dilma.
Quer dizer: para derrubar Dilma, vale tudo, até mesmo manter no exercício do cargo de presidente da Câmara dos Deputados quem há muito dele deveria ter-se afastado.
É o presidente da Câmara quem sucede ou substitui o presidente da República em caso de impedimento dele e do seu vice. Ou na ausência dele e do seu vice. Não é pouca coisa.
Não se pode investir contra um presidente da República suspeito de crime e se ignorar um eventual substituto dele denunciado por crime. Pois é disso que falamos: Eduardo foi denunciado pela Procuradoria Geral da República.
A denúncia está em exame no Supremo Tribunal Federal.
O falso moralismo desmoraliza a oposição e abre espaço para o perigoso surgimento de políticos aventureiros.
Se fosse vivo, ele talvez dissesse: “Não existe meia moral. Ou se tem moral ou não se tem”.
Se a oposição ao governo, envergonhada com tanta roubalheira, defende a queda de Dilma em nome da moralidade pública, não tem como permanecer calada diante da descoberta de que Eduardo Cunha incorreu em crime duas vezes, pelo menos.
A primeira ao receber propina por negócio sujo feito na órbita da Petrobras. A segunda ao negar em depoimento à CPI da Petrobras que tivesse conta bancária no exterior.
O silêncio escandaloso da oposição tem a ver com a certeza alimentada por ela de que Eduardo facilitará de alguma forma a abertura de um processo de impeachment contra Dilma.
Quer dizer: para derrubar Dilma, vale tudo, até mesmo manter no exercício do cargo de presidente da Câmara dos Deputados quem há muito dele deveria ter-se afastado.
É o presidente da Câmara quem sucede ou substitui o presidente da República em caso de impedimento dele e do seu vice. Ou na ausência dele e do seu vice. Não é pouca coisa.
Não se pode investir contra um presidente da República suspeito de crime e se ignorar um eventual substituto dele denunciado por crime. Pois é disso que falamos: Eduardo foi denunciado pela Procuradoria Geral da República.
A denúncia está em exame no Supremo Tribunal Federal.
O falso moralismo desmoraliza a oposição e abre espaço para o perigoso surgimento de políticos aventureiros.

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