Se for eleito, Trump diz que mandará refugiados sírios de volta
O
magnata também comentou a possibilidade de que os refugiados sejam na
realidade um “exército terrorista disfarçado”, que estão entrando na
Europa e em outros países
VEJA
Donald Trump, pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos(Dominick Reuter/Reuters)
O
magnata do setor imobiliário e pré-candidato republicano à Presidência
dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que mandará os refugiados
sírios de volta para seu país, se vencer as eleições e se tornar
presidente. "Se eu perco, suponho que ficarão. Mas se eu ganhar, eles
voltarão para casa", disse durante um comício realizado na noite de
quarta-feira em Keene, no Estado de New Hampshire, ao alegar que pode
haver terroristas entre os refugiados.
"Eles podem ser integrantes do Estado Islâmico. Não sei. Vocês já
viram uma imigração como essa? São todos homens, e todos parecem fortes.
Há muitos homens, mais que mulheres. E me pergunto: por que não estão
lutando para salvar a Síria? Por que estão emigrando para toda Europa?",
questionou o magnata nova-iorquino.
Em seguida, Trump comentou sobre a possibilidade de que os refugiados
sejam na realidade um "exército terrorista disfarçado", que estão
entrando na Europa e em outros países ocidentais "sem ser identificados"
e sem que se saiba exatamente de onde vêm. "As táticas militares são
muito interessantes. Este poderia ser um dos maiores estratagemas de
todos os tempos. Um exército de 200.000 homens, talvez. É uma
possibilidade. Não sei se é assim, mas seria possível", disse Trump.
O governo dos Estados Unidos prevê receber em 2016 um total de 85.000
refugiados, entre eles 10.000 sírios, anunciou em setembro o secretário
de Estado, John Kerry. Calcula-se que pelo menos 500.000 pessoas
cruzaram o Mediterrâneo rumo à Europa neste ano, fugindo da guerra na
Síria e de outros conflitos no Oriente Médio.
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