| Jung Yeon-Je/AFP | ||
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| Homem acompanha em estação de trem em Seul o anúncio de teste com bomba H da Coreia do Norte |
O teste surpresa foi autorizado pessoalmente pelo ditador Kim Jong-Un,
exatamente dois dias antes do seu aniversário, informou a emissora
estatal norte-coreana.
Mais cedo, um terremoto de magnitude 5,1 foi registrado no país, próximo de uma zona de testes nucleares, levantando suspeitas da realização de um novo teste atômico pelo governo de Pyongyang.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o epicentro do tremor se situou a nordeste da Coreia do Norte, a cerca de 50 quilômetros do condado de Kilju, que abriga a base de testes nucleares de Punggye-ri. O local foi palco dos três testes atômicos realizados até hoje por Pyongyang, o último deles em fevereiro de 2013.
REPERCUSSÃO
O anúncio norte-coreano foi recebido com ceticismo por especialistas e suscitou críticas no mundo.
A Coreia do Sul, que vive desde 1953 em estado de guerra com o vizinho do Norte, "condenou com força" o teste e afirmou que irá pedir novas sanções ao país.
No Japão, o primeiro-ministro Shinzo Abe condenou "energicamente" o
anúncio e garantiu que o país oferecerá uma "firme resposta" perante o
que considera uma "grave ameaça" para sua segurança.
Em comunicado, os EUA reiteraram que condenam qualquer violação das
resoluções da ONU e que responderão "apropriadamente" a todas as
"provocações" do país asiático.
A China, histórico aliado e principal parceiro econômico da Coreia do Norte, também reprovou o teste e pediu ao regime de Pyongyang que evite ações "que piorem a situação" e mantenha seu compromisso com a desnuclearização da península coreana.
O Conselho de Segurança da ONU irá, segundo fontes diplomáticas, realizar uma reunião de emergência nesta quarta para discutir o episódio.
O encontro, durante a qual acontecerão consultas a portas fechadas entre os 15 membros do Conselho, foi solicitada por EUA e Japão, afirmou o porta-voz da missão americana na ONU, Hagar Chemali.
BOMBA DE HIDROGÊNIO
No início de dezembro, o governo de Pyongyang indicou que o país estava em fase avançada de desenvolvimento da bomba de hidrogênio, o que gerou ceticismo em adversários como os EUA e a Coreia do Sul.
A bomba de hidrogênio ou termonuclear utiliza a fusão do átomo em cadeia e provoca uma explosão mais potente que a chamada bomba atômica, que utiliza a fissão nuclear.
A Coreia do Norte havia anunciado também recentemente a reativação de suas instalações nucleares. O país mantém sob segredo seu programa atômico, sob o pretexto de exercer seu direito soberano à defesa, e por isso é alvo de sanções internacionais.
Mais cedo, um terremoto de magnitude 5,1 foi registrado no país, próximo de uma zona de testes nucleares, levantando suspeitas da realização de um novo teste atômico pelo governo de Pyongyang.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o epicentro do tremor se situou a nordeste da Coreia do Norte, a cerca de 50 quilômetros do condado de Kilju, que abriga a base de testes nucleares de Punggye-ri. O local foi palco dos três testes atômicos realizados até hoje por Pyongyang, o último deles em fevereiro de 2013.
REPERCUSSÃO
O anúncio norte-coreano foi recebido com ceticismo por especialistas e suscitou críticas no mundo.
A Coreia do Sul, que vive desde 1953 em estado de guerra com o vizinho do Norte, "condenou com força" o teste e afirmou que irá pedir novas sanções ao país.
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A China, histórico aliado e principal parceiro econômico da Coreia do Norte, também reprovou o teste e pediu ao regime de Pyongyang que evite ações "que piorem a situação" e mantenha seu compromisso com a desnuclearização da península coreana.
O Conselho de Segurança da ONU irá, segundo fontes diplomáticas, realizar uma reunião de emergência nesta quarta para discutir o episódio.
O encontro, durante a qual acontecerão consultas a portas fechadas entre os 15 membros do Conselho, foi solicitada por EUA e Japão, afirmou o porta-voz da missão americana na ONU, Hagar Chemali.
BOMBA DE HIDROGÊNIO
No início de dezembro, o governo de Pyongyang indicou que o país estava em fase avançada de desenvolvimento da bomba de hidrogênio, o que gerou ceticismo em adversários como os EUA e a Coreia do Sul.
A bomba de hidrogênio ou termonuclear utiliza a fusão do átomo em cadeia e provoca uma explosão mais potente que a chamada bomba atômica, que utiliza a fissão nuclear.
A Coreia do Norte havia anunciado também recentemente a reativação de suas instalações nucleares. O país mantém sob segredo seu programa atômico, sob o pretexto de exercer seu direito soberano à defesa, e por isso é alvo de sanções internacionais.


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