A divulgação foi feita pelo presidente Reuven Rivlin em uma cerimônia pelo Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto. Eichmann foi enforcado por seus crimes
VEJA
Na carta, o criminoso nazista afirma que o tribunal israelense
responsável por seu julgamento exagerou seu papel na organização da
logística da "solução final" de Adolf Hitler, plano para exterminar os
judeus da Europa que matou seis milhões de pessoas. "Devemos distinguir
os chefes responsáveis das pessoas como eu, que foram forçadas a servir
como simples instrumentos entre suas mãos", escreveu Eichmann na carta.
"Eu não era um chefe responsável, então não me sinto culpado", completa
no texto. "Não posso reconhecer como justo o veredicto do tribunal e
peço, senhor presidente, que exerça seu direito de conceder o perdão e
ordene que a pena de morte não seja aplicada".
Durante a cerimônia, na presença de sobreviventes do Holocausto, foram divulgados outros documentos inéditos do caso Eichmann, que a partir de agora podem ser consultados em arquivos digitais públicos. Entre os documentos estão o pedido de clemência apresentado pela esposa, Vera Eichmann, e os cinco irmãos do nazista. Também estão na coleção alguns documentos dos advogados de defesa de Eichmann, a opinião escrita pelo ministro da Justiça, Yosef Dov, e uma nota do promotor Gedeon Hausner.
Histórico - Adolf Eichmann, um dos principais organizadores do Holocausto, fugiu de um campo de prisioneiros depois da II Guerra Mundial e viajou em 1950 para a Argentina, onde vivia com uma identidade falsa. Em 5 de maio de 1960 foi sequestrado por agentes do Mossad (o serviço secreto israelense) em Buenos Aires e transportado clandestinamente a Israel. O sucesso da operação e o julgamento de Eichmann foram motivo de orgulho para o jovem Estado judeu.
O julgamento foi um momento transcendente na história de Israel, afirmou Rivlin. "O julgamento de Eichmann rompeu a represa de silêncio. A capacidade do Estado judeu incipiente para capturar o assassino nazista deu um sentido básico de segurança aos sobreviventes do Holocausto", afirmou o presidente israelense. Desde então, Israel dedica um esforço especial para tentar capturar e julgar os responsáveis pelo Holocausto.
Durante a cerimônia, na presença de sobreviventes do Holocausto, foram divulgados outros documentos inéditos do caso Eichmann, que a partir de agora podem ser consultados em arquivos digitais públicos. Entre os documentos estão o pedido de clemência apresentado pela esposa, Vera Eichmann, e os cinco irmãos do nazista. Também estão na coleção alguns documentos dos advogados de defesa de Eichmann, a opinião escrita pelo ministro da Justiça, Yosef Dov, e uma nota do promotor Gedeon Hausner.
Histórico - Adolf Eichmann, um dos principais organizadores do Holocausto, fugiu de um campo de prisioneiros depois da II Guerra Mundial e viajou em 1950 para a Argentina, onde vivia com uma identidade falsa. Em 5 de maio de 1960 foi sequestrado por agentes do Mossad (o serviço secreto israelense) em Buenos Aires e transportado clandestinamente a Israel. O sucesso da operação e o julgamento de Eichmann foram motivo de orgulho para o jovem Estado judeu.
O julgamento foi um momento transcendente na história de Israel, afirmou Rivlin. "O julgamento de Eichmann rompeu a represa de silêncio. A capacidade do Estado judeu incipiente para capturar o assassino nazista deu um sentido básico de segurança aos sobreviventes do Holocausto", afirmou o presidente israelense. Desde então, Israel dedica um esforço especial para tentar capturar e julgar os responsáveis pelo Holocausto.

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