Este blog examina desde outubro a cobertura dos esfaqueamentos na imprensa

Israelense
ferida em ataque com faca cometido por palestinos foi levada para
centro médico de Jerusalém na segunda-feira. Três explosivos foram
encontrados perto do ataque, mas não chegaram a ser detonados
De lá para cá, melhorou um pouquinho.
Alguns portais e jornais “dêsti paíf” já conseguem responsabilizar terroristas palestinos (sem chamá-los de terroristas, claro), mas só quando eles são mortos em seguida por vigilantes ou policiais de Israel.
Exemplo da semana: “Dois palestinos são mortos após esfaquearem duas mulheres na Cisjordânia”.
Com isso, os palestinos podem ao menos iniciar o título como vítimas.
Claro que outros portais, como Terra e Bol Notícias, ainda não alcançaram esse nível extraordinário para os padrões nacionais. O título deles foi:
“Ataque com faca em colônia judia termina com 2 palestinos mortos”.
À primeira vista (a única que boa parte dos leitores e internautas dão ao noticiário), fica realmente parecendo que os palestinos foram somente vítimas na história.
Isto não é jornalismo. É militância, ainda que inconscientemente automatizada.
A propósito: das duas israelenses esfaqueadas na segunda-feira, uma – Shlomit Krigman, de 24 anos – morreu na terça. A outra segue internada.
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